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Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes


Citizen Journalism | Jornalismo do Cidadão

http://www.nataliedee.com/123107/ugh-journalistic-integrity-is-BORING.jpg

The shift | A mudança

This one is going to be short and sweet. I have already witten a post about this, and much of the problems that applied earlier in the relationship between bloggers and journalists are easily transferred here, with a few more important details.

Citizen Journalism

The big question: can citizens be journalists? The short answer: yes. The difference is in a set of characteristics that separate the citizen journalism from the freelancer/hired/part time  journalist i defined in a previous post:

  • It’s casual, whoever practices the journalistic act can do it only once in a lifetime.
  • It is mainly spontaneous, not dependant of an incumbency or professional obligation. It can be provoked by opportunity, personal need or social responsibility.
  • It is disorganized/not sistematic – this can happen in more or less degree, specializing in a job implies the learning of a method, that the citizen journalist may or may not master.
  • It is related to the surrounding reality of the citizen journalist, wether it is in a geographical level, emotional, cultural, therefore there is a certain amount of partiality (but like we’ve seen before, impartiality doesn’t not objectively exist in traditional journalism).
  • It doesn’t follow the mainstream news agenda. Apart from calamities, terrorist attacks, or other high profile events, Citizen Journalism tends to reflect realities, subjects, or perspectives absent from the mainstream media coverage.
  • It can be done by people who have a greater specific knowledge about a given subject than a journalist (which happens frequently, one can’t just know about everything).
  • The purpose is not any sort of remuneration but simply the act of information. (this can change)

Still, many don’t believe that a citizen is capable of creating a journalistic piece. I could build a chair and not be a professional carpenter. And it could the most comfortable  reliable ass-sitting piece of furniture ever made, better than a pro would do, or  it could even be a wobbly one, good enough for the fireplace, that it would still be a chair. There is lots of of journalism that is good enough, for that: to burn. The point is, regular people can do it, with more or less skill. They won’t do it often, but i say their participation is important, and their input priceless.

This forced a whole new relationship between the once before isolated media and the passive, yet eager to participate audience. New forms of collaboration and new spaces where only the seasoned pros dwelled were created. Though sometimes it all looks like a joke to me – they reduce citizen journalism to candid camera – there are others who will gladly use citizen participation to create new contents otherwise impossible to make. The audience is shaping the agenda and the creation of contents in more or less subtle ways, sharing info, sending pictures, or just by suggesting new themes or funding stories. In the future, citizens will be actively shaping the journalistic activity in different manners:

-sending data, pictures, via Twitter or directly to the websites or mashups;

-organizing huge amounts of information that one journalist alone couldn’t fathom;

-proposing and/or funding stories;

-by being new distribution channels, sharing the news via social networking (this is a huge growing trend);

-by directly commenting, correcting, or updating the info, making the articles evolve and become more accurate;

-and many other things i’m not even imagining or remembering now, if you have any suggestions leave them in the comments;

Journalists will be organizing this flow of contribution / demand created by the audience (leaving this carefree attitude behind), who is no longer a mere holder of papers and remotes, but an active element of news creation and distribution. Does this makes a citizen a journalist? No, but more like an editor.

But back to the main issue, some argue that whatever a citizen may create it can hardly be considered as journalism, because journalism implies rules, certain objectives bla bla bla…we can also argue then that many journalism, by those standards, isn’t journalism at all.Not a good logic to apply here, nonetheless it is true.

This is not getting as short as i intended to so let me finish it sweet: Citizens can be Journalists (under the features i listed before). Now i’d just love to see some journalists become better citizens.

Este vai ser curto e meigo. Eu já escrevi um post sobre isto, e muitos dos problemas que se aplicaram antes à relação entre bloggers e jornalistas podem ser facilmente transferidas para aqui, com apenas mais uns pormenores importantes.

Jornalismo do Cidadão

A grande pergunta: podem os cidadãos ser jornalistas? A resposta curta: sim. A diferença está num conjunto de características que separam o jornalismo do cidadão do jornalista freelancer/contratado/part-time, que já listei num post anterior:

  • É casual, quem exerce o acto jornalístico pode fazê-lo apenas uma vez na vida.
  • É predominantemente espontâneo, não sujeito a encomenda ou obrigação profissional. Pode ser causado por uma questão de oportunidade, necessidade pessoal ou responsabilidade social.
  • É desorganizado/não sistematizado- aqui pode ser em maior ou menor grau, a especialização numa profissão implica a aprendizagem de um método, que o jornalista-cidadão  pode ou não dominar.
  • Está relacionado com a realidade próxima do jornalista-cidadão, seja a nivel geográfico, emocional, cultural, logo existe um certo grau de parcialidade (mas como já vimos, a imparcialidade não existe  objectivamente no jornalismo tradicional).
  • Está fora da agenda noticiosa tradicional. À excepção de calamidades, atentados, ou outros eventos de grande repercussão, o Jornalismo do Cidadão tem tendência a reflectir realidades, assuntos, ou perspectivas ausentes da cobertura mediática.
  • Pode ser feito por pessoas com mais conhecimento específico sobre um determinado assunto do que um jornalista (que é o que acontece muitas vezes, não se pode saber tudo).
  • O objectivo não é uma remuneração, mas apenas o acto de informar.(isto pode mudar)

Mesmo assim, muitos ainda não acreditam que um cidadão é capaz de criar uma peça jornalística. Eu podia fazer uma cadeira e não ser um carpinteiro de profissão. E até podia ser a mais confortável e estável peça de mobiliário para assentar o rabo jamais feita, melhor do que por um profissional, ou até podia ser uma toda torta, boa apenas para arder na fogueira, que ainda seria uma cadeira. Existe muito jornalismo que é tão bom como isso, para arder. A ideia é que pessoas normais podem fazê-lo, com maior ou menor capacidade. Não o farão muitas vezes, mas eu digo que a sua participação é importante, e o seu contributo valiosíssimo.

Isto impôs uma toda nova relação entre os antes isolados media e o passivo mas desejoso de participar público. Foram criados novas formas de colaboração e novos espaços apenas disponíveis antes para profissionais experientes. Apesar de às vezes me parecer uma enorme piada – eles reduzem o jornalismo do cidadão a uma espécie de “apanhados”- há outros que de bom grado usam a participação dos cidadãos para criar novos conteúdos que de outra forma seriam impossíveis de fazer. O público está a moldar a agenda e a criação de conteúdos de forma mais ou menos subtil, partilhando informação, enviando imagens, ou apenas sugerindo novos temas ou financiando reportagens. No futuro, os cidadãos irão activamente moldar a actividade jornalística de várias formas:

-enviando dados, imagens, via Twitter ou directamente para os sites ou mashups;

-organizando enormes quantidades de informação que um só jornalista não conseguiria tratar;

-propondo e/ou financiando reportagens;

-sendo mais um canal de distribuição, partilhando as ntícias via redes sociais (esta é uma tendência em crescimento);

-comentando, corrigindo ou actualizando a informação directamente, fazendo evoluir os artigos e a torná-los mais correctos;

-e muitas outras coisas que nem imagino ou me lembro agora,se tiverem sugestões deixem nos comentários;

Os jornalistas irão organizar este fluxo de contributos/procura criados pelos utilizadores, (deixando esta ideia despreocupada para trás) que não são mais apenas  suportes de jornais e comandos de televisão, mas um elemento activo na criação e distribuição de notícias. Isto faz deles jornalistas? Não, talvez mais editores.

Mas de volta à questão principal, alguns podem dizer que o que um cidadão cria dificilmente pode ser considerado como jornalismo, porque isso implica regras, certos objectivos, blá blá… também posso argumentar que muito jornalismo, por esses padrões, também não pode ser considerado como tal. Não é uma boa lógica para se aplicar aqui, todavia é verdade.

Isto não está a ficar tão curto como queria, por isso vou terminar meigo: os Cidadãos podem fazer de Jornalistas (dentro das características listadas antes). Agora adorava ver alguns jornalistas ser melhores cidadãos.

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5 Responses to “Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes”


  1. 16 de Fevereiro de 2009 às 7:09 pm

    Caro Alexandre,
    irritante ou não, a discussão sobre o jornalismo colaborativo (ou cidadão, como queiras chamar) é mais profunda e séria do que este post teu. “Leviano” é o mínimo que posso dizer a respeito de uma “análise” que fizestes encerrando a questão. Veja isto:

    “A grande pergunta: podem os cidadãos ser jornalistas? A resposta curta: sim.”

    Para veres o quanto esta discussão não é tão simplista como a percebes, minha resposta à tua pergunta é “Não. O cidadão leigo pode ser repórter. E não jornalista”. Sim, porque HÁ DIFERENÇA entre estas identidades profissionais. Basta ler qualquer livro de jornalismo ou mesmo atuar na área para entende essa realidade.

    Outros aspectos que demonstram que a questão não é tão rasa quanto te parece: recorri a inúmeros pesquisadores, me debrucei formalmente por 2 anos em uma pesquisa de mestrado, estive duas vezes na Coréia do Sul e observo o fenômeno desde 2003. Apesar de tanto esforço, não me sinto à vontade para encerrar a discussão.

    Ela é atualíssima, está amplamente presente na mídia e a cada dia surgem novas experimentações. Isso é muito rico e deve ser observado de perto por quem reconhece o valor do jornalismo colaborativo (ou cidadão).

    Que pena que esse tema te parece só e tão “irritante”. Só posso concluir que estás plenamente inapto a participar ou interferir neste debate tão profícuo.

    • 16 de Fevereiro de 2009 às 7:37 pm

      Olá Ana, obrigado pela tua resposta e desde já digo-te que tens razão em grande parte do teu comentário.

      Tinha duas intenções quando decidi fazer esta série: a primeira por as discussões em debate; a segunda brincar um pouco com elas – sim fui leviano- e ver quem é que vinha refutar as minhas ideias, que não defendo como absolutamente certas. Daí ter chamado de “irritantes” e não de “aborrecidas” ou “caretas”. É um tema onde sinceramente não se tem avançado muito no debate, e cuja evolução está a ser mais rápida do que a análise.
      A distinção que fazes entre jornalista e repórter é obviamente correcta, mas decidi ser mais genérico e aplicar o termo tanto aos profissionais como aos cidadãos, porque quis pegar na questão mais básica. Aliás, caracterizei o “jornalismo” do cidadão em vários pontos, com os quais deves concordar em grande parte, e remeto nesta discussão para outro post meu sobre jornalismo do cidadão, onde tentei aprofundar mais o assunto. Se não concordas diz onde.

      Tens uma enorme vantagem sobre mim pela investigação que fizeste, mas não confundas provocação com inépcia. O teu conhecimento é valioso e está baseado num trabalho prolongado. A minha opinião e as minhas ideias valem o que valem, mas acho que negares a minha participação no debate por falta de capacidade é um pouco exagerado. Além disso, eu não sei escrever verdades absolutas, e se escrevo sobre um determinado assunto é porque quero vê-lo discutido por e com pessoas com mais conhecimentos do que eu para que eu possa aprender com elas. Não quero estar certo, quero saber mais. Aqui tens sempre espaço para mostrares a tua perspectiva e dizeres que estou errado, nos termos correctos.

      Acho que falhaste na interpretação das minhas ideias e na minha intenção, mas espero ter-te esclarecido. Espero que me aches menos inapto agora, já que a tua resposta foi exactamente aquilo que eu estava à procura de conseguir com estes posts. Obrigado.


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