Posts Tagged ‘journalism

11
Set
09

(The Future of) Journalism in Portugal conference | (O Futuro do) Jornalismo em Portugal

logoRascunhos

A couple of weeks ago i was invited to participate in a conference about Journalism in Portugal, organized by a teenager. Unfortunately i had to decline, but looking at the program i’m sorry i won’t be attending.

Find out why here.

Há umas semanas atrás fui convidado para participar numa conferência dedicada ao Jornalismo em Portugal, organizada por um adolescente. Infelizmente tive que declinar o convite mas olhando para o programa tenho mesmo pena de não ir.

Descubram porquê aqui.

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10
Set
09

Internet Manifesto | Manifesto Internet

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Hey Media, what’s that sound? Every knows what’s going down…but you.

This is the feeling i get reading this Internet Manifesto, created by 15 journalists and bloggers as a reaction to the Hamburg Declaration, in which major publishers “advocate strongly urgent improvements in the protection of intellectual property on the Internet”, and “disagree with those who maintain that freedom of information is only established when everything is available at no cost”. Yes, if you want it to be free you can’t have it for free. And public domain facts go under a copyright license (i just delight on wondering the variety of consequences this might bring about). Besides, they would never take profit from free content, created by others, and never without compensating them (or giving them credit).

Though this might seem a specific discussion it is an important one, and this Manifesto comes not only as an answer to a different view on the Internet, but also as a guide to understand the basic principles of it, that media moguls have been failing to grasp for so long. And like playground bullies, they’re trying to change the rules of the game, just because they’re losing.

Mr.Media Mogul, read below the first point of the Manifesto and then go here to read  the rest. And the rest of you, what do you make of it?

(Referrals stolen mercilessly from the great Remixtures blog)

Ei Media, o que se passa? Toda a gente sabe…menos vocês.

Esta é a sensação que tenho ao ler este Manifesto Internet (trazido para o Português pelo Pedro Teichgräber e Paulo Querido) criado por 15 jornalistas e bloggers como reacção à Declaração de Hamburgo, na qual os grades editores defendem “vigorosamente melhorias urgentes na protecção da propriedade intelectual na Internet”, e discordam “com aqueles que defendem que a liberdade de informaçãosó é conseguida quando tudo está disponível gratuitamente”. Sim,se querem que seja livre não pode ser grátis. E factos de domínio público ficam debaixo de direitos de autor (delicio-me a imaginar a variedade de consequências que isto podia trazer). Além disso, eles nunca lucraram com conteúdo livre criado por outros e sem lhes pagar (ou lhes dar o devido crédito).

Apesar desta discussão parecer um pouco específica, é muito importante, e este Manifesto vem não só como resposta a uma perspectiva diferente sobre a Internet, mas também coo um guia para compreender os seus princípios básicos, que os barões dos média não têm conseguido compreender. E como rufias de recreio, querem mudar as regras do jogo  apenas porque estão a perder.

Sr.Barão dos Media, leia o primeiro ponto abaixo deste Manifesto e veja o resto aqui. E vocês, o que pensam disto?

(Referências roubadas sem dó ao grande blog Remixtures)

Internet Manifesto (ler versão portuguesa)

1. The Internet is different.

It produces different public spheres, different terms of trade and different cultural skills. The media must adapt their work methods to today’s technological reality instead of ignoring or challenging it.  It is their duty to develop the best possible form of journalism based on the available technology. This includes new journalistic products and methods.

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03
Set
09

Keep up | Mantenham-se a par

The third part of the Case for Innovation as defended by CoPress is available. Here’s the explanation for this video, as also Part 1 and Part 2.

A terceira parte do Case for Innovation advogado pelo CoPress está disponível. Aqui fica a explicação para este vídeo, assim como  a Parte 1 e a Parte 2.

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19
Mai
09

“Us Now”: as a presentation model | um modelo de apresentação

Yesterday i recommended “Us Now”, a documentary film project about the power of mass collaboration, government and the Internet, which boomed across the web. It is a must see, but this post is not about the film. It’s about how they present it online, and how i feel it is a good model to be applied to major news reports and investigations. A transparency model.

Imagine you’re a reporter after a major story, it involves loads of data, there are many different sides to the issue, and people to interview that have specific knowledge about it, be it technical, scientific, or just exclusive. Good journalists always delivered good stories on their own, and covered all the necessary angles to the subject. Working alone means full control of the process, from start to end, and a fair amount of discretion, secrecy, that often resulted in exclusives, the former bread and butter of good newspapers. But what if the process was public, and open to everyone?

I’m not saying all of the process, but some parts of it. If a journalist is snooping around, asking questions about something, doors will close anyway, that will open with new information and the need to answer, retaliate, whatever -  sometimes a statement comes out of conflicting views. But the saying goes  “two heads are better than one”, and if we ask for users to help, many minds will work for the same purpose.

The crowd could gather data, process it, provide input, suggest questions, and the journalist – besides having to do all the things he’s supposed to – would coordinate all of these contributions. This would improve the relationship between the users/readers and the journalist/story/brand. But if you are not a fan of full disclosure before publishing, why not do it afterwards? Release the videos rushes, the full audio, share the documentation and data you gathered in an open database. The advantages? Trust.

Transparency goes a long way, and it prevents journalists from backing off from the story too early or to make mistakes. The liability risk is smaller, and if it is a controversial subject, it’s not the singled out figure of the journalist that is at stake, but a whole community behind the story. Of course, this does not minimize the journalists importance or responsibility, quite the opposite.

“Us Now” producers made the footage available,  transcriptions, download links for the full film, and i think this brings extra value to the work, instead of being commercially harmful. I like to see the bits and pieces that make things work, but if you don’t, just watch the finished version.

There’s a good example of this in Wired’s piece about Charlie Kauffman, and i tried something similar for the pre-production phase of my interview with Dave Cohn.

As a journalist, would you be looking forward this kind of openness? As a reader, would you participate?


Ontem recomendei “Us Now”, um documentário sobre o poder da colaboração em massa, governo e Internet, que se espalhou rapidamente pela web. É imprescindível, mas este post não é sobre o filme. É sobre a forma como o apresentam online, e como acho que é um bom modelo a aplicar para grandes investigações jornalísticas. Um modelo de transparência.

Imaginem que são um jornalista atrás de uma grande história, que envolve imensa informação, tem diferentes lados, e as pessoas a entrevistar têm conhecimentos específicos sobre o assunto, sejam eles técnicos, científicos ou exclusivos. Os bons jornalistas sempre fizeram boas reportagens sozinhos, e cobriram todos os ângulos que eram precisos cobrir. Trabalhar sozinho significa ter controlo total sobre o processo, do princípio ao fim, e uma certa dose de discrição, secretismo, que muitas vezes davam em exclusivos, o anterior ganha pão dos bons jornais. Mas e se o processo fosse público e aberto a todos?

Eu não digo que seja todo o processo, mas algumas partes. Se um jornalista estiver a investigar, a fazer perguntas, algumas portas se hão-de fechar, e só se abrirão com nova informação e a necessidade de resposta, retaliação – por vezes uma declaração surge pela discórdia. Mas como o ditado diz que duas cabeças pensam melhor que uma, se pedirmos  ajuda aos utilizadores, muitas irão trabalhar para o mesmo objectivo.

O grupo podia recolher dados, processá-los, dar o seu input, sugerir questões, e o jornalista – para além de ter que fazer todas as coisas que tem que fazer – coordenaria todas estas contribuições. Isto melhoraria a relação entre os utilizadores/leitores e o jornalista /reportagem /marca. Mas se não são fãs deste tipo  de abertura antes da publicação, porque não fazê-lo depois? Disponibilizem os brutos de vídeo, áudio, partilhem a documentação e os dados que recolheram numa base de dados aberta. As vantagens? Confiança.

O peso da transparência é grande, e evita que os jornalistas se afastem da história cedo demais ou que façam erros. O risco é menor, e se for um assunto controverso não é a figura isolada do jornalista que está em causa, mas toda uma comunidade que está por trás. É claro que isto não minimiza a importância ou as  suas responsabilidades, pelo contrário.

Os produtores do “Us Now” disponibilizaram vídeos, transcrições, links para descarregar o filme inteiro, e acredito que isto traz um valor acrescentado ao trabalho, em vez de o prejudicar comercialmente. Eu gosto de ver as partes do conjunto, mas podem sempre ficar pela versão final.

Há um bom exemplo disto com a peça sobre o Charlie Kauffman na Wired, e tentei fazer algo semelhante na pré-produção da minha entrevista ao Dave Cohn.

Como jornalistas, estariam abertos a este modelo? E como leitores, participariam?

Us Now website

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08
Mai
09

#jeecamp: it’s today | é hoje

follow here | sigam aqui

click image to follow|cliquem na imagem para seguir

Today is #jeecamp day, the unconference promoted by Paul Bradshaw about the enterprises of journalism. If you’re not able to attend, you can follow the event via CoverItLive.

Hoje é dia de #jeecamp, a não-conferência promovida pelo Paul Bradshaw, sobre os empreendimentos no jornalismo. Se não podem estar lá, podem seguir o evento em directo via CoverItLive.

JEEcamp09 – live coverage and aggregation from 9am tomorrow

(…)the hashtag to follow on Twitter is #jeecamp, while jeecamp.com will be aggregating any mentions of jeecamp from various social media platforms. A team of livebloggers will be covering the event here on the Online Journalism Blog…

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05
Mai
09

IAmNews.com (english version)

(ler versão portuguesa)

iamnews-logoThe news organizations are slimming down, firing and outsourcing, leaving many seasoned professionals out of steady work. At the same time, young journalism graduates see their chances of getting a job in the industry getting smaller and smaller. So freelancing is the option to consider. But where to find assignments, or people to do them? IAmNews is where both ends meet.

The concept is simple:  “For publishers it is a place to assign news tasks to an international network of reporters and photographers and view a pool of content created by those reporters. For freelance reporters it is a place to take assignments or to post their news wire.”

The description is by Nir Ofir, founder of IAmNews. “Basically we are trying to bridge the gap between what both sides want, to connect with each other, but cannot do it today due to language barriers and the lack of single central spot for both sides to get familiar with each other when needed.”

The website resembles a social network, where you can create a profile presenting your professional background, favourite coverage topics, and expertise (writer, photographer, cameraman). There is a “newsroom” area, which is where the job proposals and pitches will be presented. And if you want, you can post your story and wait for it to be bidded by a news outlet. But don’t take it as a freelance wire news service.

“We think that iamnews is different. It is different since it is focused on a solution that will connect publishers and reporters in real time”, says Ofir, “we are not taking a major editorial part in our daily work. We are focusing in connecting people to people and not just stories to the media.”

iamnews-what-is

How it works

And where does IAmNews take it’s cut? “Our business model is very simple. We act as the mediators and take a cut of the transactions between publishers and contributors.” And the only ones who get to pay anything are the publishers. “Registration is free, short and easy. Publishers will pay for the services of the journalists in our system per project or as a part of our awarding system.”

The project is still in Alpha mode, but you can already register and try out the current features. “By the end of the month we will open our newsroom that will enable publishers to create assignments (private and public) in our system. The system will act as an agent for all registered reporters and invite them to pitch their stories based on their location and expertise.”

Is IAmNews the foreboding of a new relationship model between the industry and the  pros, for the future world news order ?  “In times where most media companies shut down bureaus and cut down on resources, depending mostly on big generic wire companies, we see ourselves as a future alternative, bringing voices and footage that is cost effective and different.” Being the last the magic words.

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03
Abr
09

4th international Journalism Meeting | IV JORNADAS INTERNACIONAIS DE JORNALISMO

The Fernando Pessoa University will hold the 4th International Journalism Meeting this Saturday, an event that will gather journalists and academics from Portugal, Spain and Brazil. You can follow it live at the Comunicamos blog.

A Universidade Fernando Pessoa vai receber as IV Jornadas Internacionais de Jornalismo este Sábado,  um evento que reúne jornalistas e académicos de Portugal, Espanha e Brasil. Podem seguir tudo em directo através do blog Comunicamos.

As Jornadas Internacionais de Jornalismo, cuja quarta edição se celebra em 2009, são um património da comunidade lusófona de pesquisadores em Jornalismo, incluindo aqui, em especial, os pesquisadores galegos, brasileiros e portugueses, mas também os pesquisadores dos países irmãos hispânicos, em especial da Espanha. Centenas de pesquisas e reflexões sobre jornalismo têm sido apresentadas durante as Jornadas e nos congressos que as antecederam (congressos luso-brasileiros e luso-galegos de estudos jornalísticos), por convite ou autoproposta, por pesquisadores de diferentes países, abarcando temas como: a teoria do jornalismo; a história do jornalismo; o direito, ética e deontologia do jornalismo; as análises do discurso jornalístico; jornalismo, cultura, sociedade e democracia; produtos jornalísticos e produção jornalística; gestão das empresas jornalísticas; marketing jornalístico; comunicação política e jornalismo; jornalismos especializados; jornalismo público; parajornalismos; assessoria de imprensa, etc.

As Jornadas Internacionais de Jornalismo transcendem, assim, a comunidade educativa da Universidade Fernando Pessoa, onde nasceram e onde têm sido albergadas. Prova disso, às IV Jornadas Internacionais de Jornalismo associaram-se, como parceiros na organização do evento, através dos seus cursos de Comunicação, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Escola Superior de Educação de Coimbra, a Escola Superior de Educação de Leiria e o Instituto Politécnico de Portalegre. Também a Escola Superior de Educação de Viseu, igualmente através do seu curso de Comunicação, embora não sendo parceira formal da organização, é uma instituição que desde sempre se tem associado à iniciativa, razão pela qual tem um estatuto especial.

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02
Abr
09

Slideshow – Multimedia Journalism: the transition to digital storytelling

One of my favorite blogs these days is Tracy Boyer’s Innovative Interactivity. I’ve been learning a lot from her on how to develop multimedia journalism projects, whether from cool tutorials or great examples of multimedia storytelling.

She made this slideshow for a presentation that gathers much of the information i already shared here with you before. It is a must see, and you can click on the examples she gives to see the original projects in full. If you’re a student or just eager to learn about multimedia this is perfect for you.

Um dos meus blogs favoritos hoje em dia é o Innovative Interactivity da Tracy Boyer. Tenho aprendido muito com ela sobre como desenvolver projectos de jornalismo multimédia, através de tutoriais ou grandes exemplos de narrativas digitais.

Ela fez este slideshow para uma apresentação que junta muita da informação que já partilhei aqui com vocês. É imprescindível, e podem clicar nos exemplos dados para ver os projectos originais por completo. Se são estudantes ou têm apenas vontade de aprender multimédia isto é perfeito para vocês.

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31
Mar
09

Convention Conclusions | Conclusões da Convenção

My panel | O meu painel

My panel | O meu painel

As you might know, i went to Guimarães this weekend to participate in the 2nd Journalists Convention  organized by the  Guimarães Press Office, a local journalists association. These were two great days, with great people and good conversations about journalism. Here’s a short account of the Convention.

This was just my second event of the kind. All of the speakers in this convention are working for local or national media (hell, i was the only one unemployed), and there was a valuable combined working experience. But that was the purpose, to reflect upon journalism based on practice, rather than on possibilities and theories – which is also extremely important and necessary. It’s a matter of perspective.

What surprised me was the fact that many of the issues that came up during the debates and presentations were the same i wanted to talk about in my presentation: the need to humanize journalism, it’s social importance, the change in the relationship between media and audience, the role of journalists, questions i find more philosophical than technological (though related). The theme for the convention was change, but what i heard the most was the need to go back to the basics of the job, no matter what the technology available, should it be a computer or a roadside blackboard. Trust between media and audience, between journalists and their sources, was also on the table a few times. Since a huge part of the audience were Journalism students, there was pedagogical value in some interventions.

Though i enjoyed and learned a lot from every speaker, I really liked to listen to Miguel Carvalho, of the portuguese magazine Visão, who is a young, yet old fashioned reporter, that prefers the streets to computers. This could mean a huge gap between our points of view (i’m on the geek side as you know) , but not really. For both of us it’s the story that matters, the importance of the Other, the value of the information and it’s human consequences. And besides being a great writer, he is a funny guy. Everyone was, i had a great time during the breaks, where we exchanged our points of view, and quickly digressed from journalism to other unrelated topics (or is the new portuguese Playboy magazine  journalism related ?).

When it came to my turn to make my presentation Saturday morning i was quite comfortable with my audience. The  main subject was “Journalism and Technology”, and i was set to briefly explain how we went from mass media to social media, but how the responsibility of journalism in building a social conscience  is still the same. I got on the wrong foot (i was a bit nervous, which made me skip a liaison part of my presentation so i started rambling), but i got myself together. I was open to comments during my presentation, and i asked a few questions to the audience, with quick polls. I hate reading stuff out loud, and  i feel this sort of interaction worked. It was different, at least. My fellow speakers for this panel were Paulo Querido and Luís Miguel Loureiro, which are in opposite sides of the spectrum of the discussion on Technology and Journalism, but there was no real disagreement, both have different yet valid views. That is really important, diversity. They were very supportive of me (thanks guys!),  and we held the longest debate of the  convention, we delayed the workgroups a bit, but it was worth it. Unfortunately i had to leave in the afternoon, so i wasn’t there for the closing.

I have to thank the organization of the convention, especially Samuel Silva and Paulo Machado, who so generously invited and received me in Guimarães. I hope i was up to the expectations, and added value to the event. They know that can count on me for anything.

All in all it was a great couple of days, i made some new contacts, got to know a few people “in real life”,  had a lot of positive feedback on my work, and though i’m somewhat an outsider, i felt like at home. There’s nothing better i could  say about it.

Como alguns de vocês sabem, fui a Guimarães participar na 2ª Convenção de Jornalistas organizada  pelo Gabinete de Imprensa de Guimarães. Foram dois dias excelentes, com gente valiosa e óptimas conversas sobre jornalismo. Aqui fica uma pequena impressão sobre a Convenção.

Este foi apenas o meu segundo evento do género. Todos os oradores nesta convenção trabalham para orgãos de comunicação locais ou nacionais (bem, eu era o único desempregado!), e havia uma enorme experiência combinada. Mas esse era o objectivo, reflectir sobre o jornalismo de um ponto de vista mais prático do que teórico – apesar de isso ser também extremamente importante e necessário.  É uma questão de perspectiva.

O que me surpreendeu foi que muitos dos assuntos que surgiram nos debates e apresentações eram os mesmos que queria falar na minha apresentação: a necessidade de humanizar o jornalismo, a sua importância social, a mudança na relação entre os média e o público, o papel dos jornalistas, questões mais filosóficas que tecnológicas (mas relacionadas). O tema da convenção era a mudança, mas o que eu ouvi foi a necessidade de voltar ao básico da profissão, independentemente da tecnologia disponível, seja um computador ou uma ardósia à beira da estrada. A confiança, entre os média e o público, os jornalistas e as fontes, também esteve em cima da mesa algumas vezes. E como grande parte da audiência eram estudantes de Jornalismo, houve um valor pedagógico presente em algumas das apresentações.

Apesar de ter aprendido com cada apresentação,  gostei muito de ouvir o Miguel Carvalho, da Visão, que sendo novo, é um repórter à moda antiga, que prefere as ruas aos computadores. Isto podia significar uma distância enorme entre os nossos pontos de vista (eu vivo no lado geek da coisa como sabem), mas nem por isso. Para nós é a história que importa, é a importância do Outro, o valor da informação e as suas consequências humanas. E para além de ser um grande escritor, é um tipo divertido. Aliás, toda a gente era, passei bons bocados nos intervalos, onde trocávamos ideias e rapidamente passávamos para outros assuntos não relacionados com Jornalismo (a não ser que a nova versão portuguesa da Playboy conte…).

Quando chegou a minha vez de fazer a minha apresentação no Sábado de manhã, estava bastante confortável com o meu público. O assunto era “Jornalismo e Tecnologia”, e o meu objectivo era dar uma breve explicação sobre como passámos dos mass média para os média sociais, mas como a responsabilidade do jornalismo em construir uma consciência social se mantém. Entrei com o pé esquerdo (estava um bocado nervoso e acabei por saltar uma parte de ligação por isso dei por mim a divagar), mas lá me recompus. Estava aberto ao diálogo durante o meu discurso, e fiz algumas perguntas ao público, com rápidas sondagens. Detesto ler em voz alta para outras pessoas, e acho que este tipo de interacção resultou. Pelo menos foi diferente. Os meus colegas de painel eram o Paulo Querido e o Luís Miguel Loureiro, que estão em lados diferentes da discussão sobre tecnologia e jornalismo, mas não havia um desacordo real, ambas as perspectivas são válidas. Isso é realmente importante, a diversidade. Eles apoiaram-me imenso (obrigado!), e acabámos por manter o debate mais longo da Convenção, acabando por atrasar os grupos de trabalho um bocado, mas valeu a pena. Infelizmente não pude assistir ao encerramento de tarde, porque tive que me ir embora durante a tarde.

Tenho que agradecer à organização, em especial ao Samuel Silva e ao Paulo Machado, que generosamente me convidaram e tão bem me receberam em Guimarães. Espero ter estado à altura das expectativas, e ter contribuído com algo extra para o evento. Eles sabem que podem contar comigo para o que for preciso.

No fim de contas foram dois dias excelentes, fiz novos contactos, conheci algumas pessoas “na vida real”, tive muito feedback positivo sobre o meu trabalho, e apesar de ser um outsider, senti-me como se estivesse em casa. E não há nada melhor que possa dizer sobre isto.

Mesa redonda “O jornalismo e as novas tecnologias” debate desafios à profissão, Gabinete de Imprensa de Guimarães

Alexandre Gamela, jornalista freelancer, começou por afirmar que há uma “mudança de paradigma trazido pela tecnologia” que, nos últimos anos, democratizou o acesso à tecnologia e criou possibilidades de existência de novos conteúdos para além dos media tradicionais. O boom dos blogues deu origem a “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Gamela deu o exemplo do Twitter para reforçar a ideia de “diálogo constante” entre utilizadores, afirmando que esta é uma ferramenta de “cristalização da comunicação relacional”.

O fenómeno das redes sociais na Internet é, segundo Alexandre Gamela, importante para difundir notícias na hora, passando os órgãos de comunicação social a ser o destino dos conteúdos. O freelancer terminou dizendo que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, pois lida com pessoas, causas e consequências. “É preciso ter consciência de que há um lado humano” nas histórias jornalísticas, defendeu.

Jornalismo “não é linha de montagens”, ComUM

No segundo dia da Convenção, “Jornalismo e Novas Tecnologias” foram o ponto de partida para uma mesa redonda com a participação de Luís Miguel Loureiro, Paulo Querido e Alexandre Gamela. O primeiro, jornalista da RTP, referiu os mitos e a realidade acerca das novas tecnologias e assumiu-se como uma “vítima” dessas. Para o profissional da comunicação, o “controlo” das ferramentas por parte do jornalista é essencial para “fazer jornalismo”.

O freelancer Alexandre Gamela afirmou que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, uma vez que lida com pessoas e causas. Realçando o “lado humano” das histórias, Gamela referiu a ‘explosão’ dos blogues como originadora de “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Paulo Querido, colaborador do Expresso e igualmente freelancer, desafiou o auditório a definir o que é ser jornalista e concluiu que “é aquilo que cada um quer”. Reprovando o mito do jornalista multimédia, que tem de dominar todas as ferramentas, Querido defendeu que o jornalista não tem de ser multimédia mas sim de aproveitar as potencialidades dadas pela Internet, tentando adaptar-se.

Convenção de Jornalistas - IV, A Devida Comédia

Alexandre Gamela, um dos mais criativos bloggers deste País – autor do fantástico The Lake – considerou já estar em voga um conceito que se poderia designar de DJ Jornalista que, tal como um DJ, vai gerindo conteúdos. Porém, avisou, “o jornalismo não é uma linha de montagem”. E se é certo que o jornalismo não vai salvar o mundo, a verdade é que “uma sociedade mais informada e responsável é capaz de tomar melhores decisões”.

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26
Mar
09

Out for some days | Fora por uns dias

I’ll be away for a couple of days to participate in the 2nd Journalist’s Convention in Guimarães. I was kindly invited to participate Saturday morning in a debate about how technology has changed journalism, so i’m antecipating a great time.

This will also be a chance to change the setting a bit, i really need it. I haven’t been producing as much as i should and maybe a change will do some good.  I’ll be networking live, which is also good, though i’m trying to be live from the event too, via Twitter. I’ll let you know.

I hope to return in full force next Monday.

Vou estar fora uns dias para participar na 2ª Convenção de Jornalistas em Guimarães. Fui gentilmente convidado para participar numa mesa redonda Sábado de manhã, dedicada a tecnologia e jornalismo, por isso já estou a antecipar um bom bocado.

Esta também é uma boa oportunidade para mudar de ares, que bem preciso. Não tenho produzido tanto como devia e talvez uma mudança venha a calhar. Vou estar a socializar ao vivo, o que também é bom, mas vou tentar estar também em directo do evento, via Twitter. Eu aviso.

Espero voltar em força próxima segunda-feira.

PROGRAMA

Tema: 10 anos depois: o que mudou?

Data: 27 e 28 de Março de 2009

Local: Centro Cultural de Vila Flor (Guimarães)

27 de Março

09h00 – Recepção aos participantes e entrega de documentação

09h30 – Sessão Solene de Abertura

10h00 – Pausa para Café

10h30 – Conferência: “O papel da informação televisiva”

13h00 – Almoço

15 – Primeira Sessão de Grupos de Trabalho

Ciberjornalismo e Multimédia – (Manuel Molinos – Jornal de Notícias)

Jornalismo DesportivoFernando Eurico (Antena 1)

17h00 – Pausa para Café

17h30 – Conferência:

“O lugar da grande reportagem no jornalismo português” - Miguel Carvalho (Visão)

20h00 – Jantar

22h00 – Programa Social

Visita nocturna ao Museu Alberto Sampaio (grátis para participantes)

Espectáculo no Café-Concerto do Centro Cultural de Vila Flor (entrada sem consumo mínimo obrigatório para participantes)

28 de Março

09h30 – Mesa Redonda – O jornalismo e as novas tecnologias

Paulo Querido

Alexandre Gamela

Luís Miguel Loureiro

11h30 – Segunda Sessão de Grupos de Trabalho

A relação dos jornalistas com as fontes de Comunicação

(Pedro Antunes Pereira – Jornal de Notícias)

Jornalismo Local e Regional – Luísa Teresa Ribeiro (coordenadora do Diário do Minho)

13h00 – Almoço

15h00 – Apresentação do estudo O perfil sociológico dos jornalistas portugueses – José Rebelo

DEBATE

18h00 – Apresentação de Conclusões

19h00 – Sessão de Encerramento

INSCRIÇÕES

INFORMAÇÕES

CONTACTOS

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I moved | Mudei-me

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