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Fev
09

Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes


The Death of Newspapers | A morte dos Jornais

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Mondays make me grumpy. I think most of you feel the same. So i’m taking this grumpiness and make it work in my favour and start here a long planned series of five posts about some discussions that despite being meaningful and needed in many ways are starting to get on my nerves. And  to take the bull by the horns, i’ll be starting with the biggest one.

The death of Newspapers

The real issue: old media vs new media. Like in many other debates, sometimes the real issue is hidden under a pile of arguments that aren’t the ones that really matter. So, it bothers me when some confuse the package with what’s inside. The Death of the Newspapers should not be  about format. The printed paper is the package, and the news are the gift. The problem is that the whole business was supported by the wrapping paper, and with the internet, all that was left was the contents, that became more appealing, and easier, faster, cheaper to get.

The debate still revolves too much  around the format, and there is a bulk of reasoning based on the superiority of the paper. The advantage of that format is that it made money. Well, some money. And because of the webgeist, it is more difficult to generate revenue teaching the old tricks to a new dog, and when those tricks failed they blamed it on Craigslist. This is ridiculous, because there are countries where Craigslist has no relevance whatsoever and the newspapers face the same problem. The secret was not on the classified ads. What other reasons are to it then?

Management failed miserably in some fundamental points: concentrated only in one activity, but performed badly, being lazy shovelling press releases and wire as news, creating a detached reality from the readers’. They succumbed to outside influence, and when independent bloggers caught media  in their biased views and dirty little secrets, the audience turned to what they felt it was more reliable. They scorned the intelligence of their readers, and underestimated the importance of the new medium. Newspapers were arrogant. So the fault is part theirs.

Unlike any other medium, newspapers are the purest players: most of TV and Radio rely heavily on entertainment. So this granted them the keys to their own Ivory Tower. Unfortunately to some, they only opened the door from the outside.

There is a crisis out there, which is economical, social, educational, cultural. Let me rephrase that, and substitute “crisis” for “revolution“. Like in any other revolution the ones who adapt faster to the new order survive. Newspapers  and their professionals are having a hard time to adjust, because they are still trying to save paper. That should not be a subject to be harping on, because paper will live a long time, in different models, frequency, looks, content, but there will always be an audience for paper. Don’t mix  up a combustible material with fuel for the mind. News is the most important part of “newspaper”. Fortunately there has been some effort : “Management structures and sales practices are also changing, with the emphasis on fewer executives and more soldiers in the trenches.”

This issue also hides a fear: can journalism die? Which sometimes means “can i lose my status”? This question was posed by some journalists, in their long, sleepless nights. Unfortunately, the question became to “will i keep my job?“. Journalism won’t die even if all the journalists disappeared from the face of the earth overnight, so we are dispensable, no matter how bad some might take this. Yes, journalists are mere mortals. Like Charlie Beckett put it, “Journalism likes to think it is a superhero when it is really Clark Kent.” A professional is someone who makes a living using a specific set of skills and knowledge. This both includes journalists and lumberjacks.

What worries me is that this debate is kept between journalists, users/readers, academics, but seldom we have a newspaper manager participating, they’re the ones who can really do something (well, not really). My only doubt is if that is a symptom or a cause.

Now that i blew off some steam about it, i just want to say that there are a lot of well meaning professionals trying to deliver and evolve while riding the wild juggernaut that is the news industry. The survival of the business is not in question, but some doors will close, it’s up to the companies to reinvent themselves as they stick to the original plan: to inform their communities, whether in analog or digital, because that is their role.

Estou sempre irritado às Segundas. Acho que a maioria sabe do que falo. Por isso vou usar esta irritação e pô-la a trabalhar em meu favor, e começar hoje uma série de posts há muito planeada sobre algumas discussões que, apesar de profundas e necessárias, já me começam a chatear. E para pegar o bicho de caras, vou começar pela maior.

A Morte dos Jornais

A verdadeira discussão: media tradicionais versus novos media.  Como em qualquer outra discussão, por vezes o verdadeiro tema está escondido debaixo de uma pilha de argumentos, que nem são os mais importantes. Por isso incomoda-me quando alguns confundem o embrulho com o que está lá dentro. A Morte dos Jornais não devia ser sobre o formato. O papel impresso é o embrulho e as notícias o presente. O problema é que o negócio inteiro era financiado pelo papel de embrulho, e, com a internet, só sobrou o conteúdo, agora mais apelativo, mais barato, rápido e fácil de obter.

O debate ainda anda muito à volta do formato, e existe uma quantidade enorme de raciocínio que se apoia numa superioridade do papel. A vantagem desse formato era que fazia dinheiro. Bem, algum. E por causa do webgeist, é difícil criar receita ensinando os velhos truques a um cão novo, e quando esses truques falharam culparam a Craigslist. Isto é ridículo, porque há países onde a Craigslist não tem expressão nenhuma, e os jornais têm os mesmos problemas. O segredo não estava nos classificados. Então que outras razões temos?

A gestão falhou redondamente em alguns pontos fundamentais: concentraram-se apenas numa actividade, mas mal, ao serem preguiçosos  a despejar press releases e takes de agências, e criando uma realidade longe da dos leitores. Sucumbiram a influências externas e quando bloggers independentes apanharam os media nas suas visões parciais e segredinhos sujos, o público virou-se para o que lhes pareceu mais fiável. Desprezaram a inteligência dos seus leitores e menosprezaram a importância dos novos meios. Os jornais foram arrogantes. Parte da culpa é deles.

Ao contrário de qualquer outro meio, os jornais são jogadores puros: a maior parte da TV e da Rádio baseia-se em entretenimento. Isto deu-lhes as chaves para a sua própria Torre de Marfim. Infelizmente para alguns, apenas abriam a porta do lado de fora.

Há uma crise lá fora, que é económica, social, educacional, cultural. Deixem-me reformular, e substituir “crise” por “revolução“. Como em qualquer revolução, os que se adaptam à nova ordem sobrevivem. Os jornais e os  seus profissionais estão a ter dificuldades em ajustar-se, porque ainda estão a tentar salvar o papel. Não devia ser esse o seu cavalo de batalha, porque o papel vai durar ainda muito tempo, em modelos diferentes, frequência, aspecto, conteúdo, mas há-de sempre haver um público para o papel. Não confundam o material que arde com o que nos alimenta as ideias. As notícias são a parte mais importante de um jornal. Felizmente há quem se esforce: “As estruturas de gestão e práticas de venda também estão a mudar, com ênfase em menos executivos e mais soldados nas trincheiras”

Este assunto também esconde um medo: pode o jornalismo morrer? O que por vezes significa”posso perder o meu estatuto”? Esta pergunta era colocada às vezes por alguns jornalistas em noites de insónia. Infelizmente, tornou-se em “será que vou manter o emprego”? O jornalismo não morria nem que todos os jornalistas desaparecessem da face da terra de um dia para o outro, por isso somos dispensáveis, por mais que alguns de vocês levem isto a mal. Sim, os jornalistas são meros mortais. Como disse o Charlie Beckett,  “o jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent”. Um profissional é quem ganha a vida recorrendo a um conjunto específico de aptidões e conhecimentos. Isto inclui jornalistas e madeireiros.

O me preocupa é que este debate é mantido entre jornalistas, utilizadores/leitores, académicos, mas raramente temos alguém da direcção de um jornal como interlocutor, eles é que podem realmente fazer alguma coisa (bem, nem por isso). A minha única dúvida é se isto é um sintoma ou uma causa.

Agora que já desabafei um bocado, gostaria de dizer que há um monte de profissionais bem intencionados que procuram cumprir e evoluir enquanto vão em cima do rolo compressor que é a indústria de informação. A sobrevivência do negócio não está em causa, mas algumas portas irão fechar, cabe às empresas reinventarem-se e ao mesmo tempo manter-se fiéis ao plano inicial: informar as suas comunidades, seja de forma analógica ou digital, porque esse é o seu verdadeiro papel.

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