Posts Tagged ‘Público



21
Abr
08

Entrevista de Jeff Jarvis no Público

“Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público”

Jeff Jarvis esteve em Lisboa, onde aproveitou para tirar umas fotos, e deu uma entrevista ao Público que foi publicada na edição de hoje. Jarvis dá a sua perspectiva sobre como estão os caminhos para o futuro do jornalismo. Aqui ficam alguns excertos:

Acho que é um erro definir o jornalismo com base em quem o pratica. Há pessoas que podem fazer um acto de jornalismo uma única vez na vida. Por exemplo, alguém que no tsunami [no Sudeste asiático] tirou uma foto do que se estava a passar, isso foi um acto de jornalismo.
O papel do jornalista muda. Temos mais gente a fazer jornalismo, isso pode ser confuso; há um papel para os jornalistas, que é editar, gerir [“curate”], talvez até ser educadores, ajudar as pessoas a fazer jornalismo melhor. A ideia de que as instituições são donas do jornalismo, isso vai acabar. Mas não quer dizer que vá acabar o jornalismo.


Os bons jornalistas que eu conheço estão a usar a Internet para perguntar aos leitores quais são as perguntas que eles devem fazer. Isso é bom jornalismo – saber usar as ferramentas com bom senso.

Percebi que, se dermos escolhas às pessoas, no longo prazo – no curto prazo, nem sempre – as coisas boas vão sobreviver.
É esse o motivo pelo qual os livros clássicos sobrevivem. A Internet é uma extensão disso. Com mais escolhas, mais controlo nas mãos das pessoas, o que é melhor virá à tona. Se não acredita nisto, tem de optar por uma ditadura – de decidir que alguém mais inteligente que você é que tem de decidir por si. Mais vozes é melhor para a democracia que menos vozes.

Escrever títulos é marketing. Há técnicas. Dois exemplos: quando se tem uma boa citação, deve-se ir à Wikipedia e inserir essa citação. E quando se escreve sobre alguém que tem um blogue… Será legítimo pedir a essa pessoa que faça um link para o artigo?
O NYT re-escreve os títulos para que sejam encontrados pelos motores de busca. Isso não é necessariamente mau. Mas é uma forma de marketing. Outra coisa que fazem é ver quais os temas mais procurados e escrever um artigo sobre isso. Por um lado, isso parece mau. por outro, se as pessoas têm uma questão, querem uma resposta.

Bem, já sabem que eu consigo inventar umas tretas para responder a qualquer coisa… Agora, nem eu me atrevo a prever o que vai acontecer daqui a dois ou três anos. Há uns tempos convidaram-me para escrever um texto sobre como vai ser o jornalismo em 2020. E eu pus-me a pensar, onde é que estávamos há doze anos? Pense nas mudanças incriveis nessa dúzia de anos!

A entrevista integral (obrigado Público) pode ser encontrada aqui:

Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público

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15
Abr
08

Uma semana grátis de Público

O Público está a disponibilizar gratuitamente todos os conteúdos normalmente acessíveis aos assinantes durante uma semana. O objectivo é cativar novos clientes para os seus serviços pagos. Aproveitem a experiência e enviem as vossas opiniões para o jornal.

Venha descobrir todos os serviços PÚBLICO.PT entre 14 e 20 de Abril e envie-nos a sua opinião para feedback@publico.pt

O PUBLICO.PT oferece um conjunto de conteúdos de acesso gratuito bastante alargado, indo mais longe do que a maioria dos seus concorrentes. Acreditamos que podemos oferecer sempre mais a todos os leitores e também aos nossos assinantes. Por isso mesmo queremos que conheça e experimente todos os serviços que disponibilizamos aos nossos assinantes on-line, e que estarão disponíveis gratuitamente durante a semana de 14 a 20 de Abril.
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24
Mar
08

Público ligado à blogosfera

Notícias comentadas em blogs vão ter links para posts externos

De acordo com um comunicado da empresa, o Público vai passar a utilizar uma ferramenta chamada Twingly, que cria ligações directas aos blogs que comentem notícias do site do jornal. O objectivo é criar uma comunidade activa de leitores.

Esta é a primeira vez que o PÚBLICO faz ligações deste género para fora do seu próprio site.

 

Público faz links para blogs

Notícias do PUBLICO.PT com ligação à blogosfera

Cá está um exemplo de como funciona 

publicopttwingly.gif

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06
Mar
08

“Is this why newspapers are dying? Because there are no communities?”

 

The Power of Organizing Without Organizations



Mindy MacAdams comenta no seu blog uma passagem do livro de Clay Shirky Here Comes Everybody: The Power of Organizing Without Organizations, onde se faz uma diferenciação das relações entre o público e os media, e entre os próprios utilizadores e criadores de conteúdos. E a meio faz esta questão avassaladora: “Is this why newspapers are dying? Because there are no communities?” .

Se antes, e por motivos estruturais, um jornal estava mais próximo de um grupo ou de uma comunidade, com os novos media a transversalidade nas audiências aumentou, assim como os conceitos de especialização e hiperlocalidade se tornaram preponderantes para a definição e sobrevivência de alguns meios de comunicação.

Citando Shirky, “audiências não são o mesmo que comunidades, e as comunidades são feitas de pessoas em diálogo”, Mindy MacAdams deixa talvez a questão mais fundamental para a identidade dos media em transição: o que é que as comunidades precisam e como é que os jornalistas o podem fornecer?

O jogo já não é feito apenas com a premissa de responder às perguntas básicas do jornalismo, mas com a problematização e participação por parte de todos que queiram participar na construção do hiper-senso-comum, da hiper consciência colectiva sobre a realidade. O público não é mais um ponto de destino, mas um princípio activo, e é aqui que a mudança está realmente a ocorrer.

Mindy MacAdams comments on her blog a passage from the book by Clay Shirky Here Comes Everybody: The Power of Organizing Without Organizations, where is established a differenciation in the relations between public and media, and among the users themselves and content generators. And then she makes this overwhelming question: “Is this why newspapers are dying? Because there are no communities?“.

If before, and due to structural reasons, a newspaper was closer to a group or a community, with the new media the transversality in the audiences increased, just like the concepts of of specialization and hyperlocality became prevailing to the definition and survival of some media.

 

Quoting Shirky, “Audiences are not the same as communities, and communities are made up of people talking to one another”, Mindy MacAdams leaves perhaps the most fundamental question for the identity of the media in transition: what do communities need and how can journalists provide it?

 

The game is longer played under the premiss of answering to the basic questions of journalism, but with the problematic rendering and participation of all who want to participate in the construction of a hyper-common-sense, of a hyper collective conscience upon reality. The audience is no longer the destination but an active principle, and this is where the change is really happening.

An audience is not a community, Mindy MacAdams

04
Fev
08

Infografias | Informational Graphics

Já devia ter reparado nele, mas só agora é que o vi. O Infografando é um blog do infográfico Mário Cameira, do Público.

I should have noticed it before, but only now i came across with it. Infografando is a blog by Mário Cameira, infographic at Público. Portuguese only.

Via Um blogue português sobre infografias

24
Nov
07

Entrevista| Interview:António Granado- O Jornalismo Online em Portugal | Portuguese Online Journalism

 

Read this interview @ Paul Bradshaw’s Online Journalism Blog 

(or click here to read the local english version )

2agranado.gifAntónio Granado é o editor da edição online do jornal Público. Eles têm estado sempre na vanguarda das novas tecnologias, e recentemente criaram uma equipa de vídeo e fizeram uma renovação gráfica no site do jornal.
Nesta pequena entrevista falámos com um ocupadíssimo António Granado sobre as suas perspectivas sobre o jornalismo online, um assunto de que ele trata no seu blog PontoMedia. António Granado dá também aulas na Universidade nova de Lisboa, e é uma das principais vozes em Portugal na discussão dos novos media.

 

Qual é a situação do jornalismo online em Portugal? Existe?

O jornalismo online em Portugal está a dar os seus primeiros passos. O investimento nesta área ainda é residual e os média começam agora a olhar com outros olhos para as possibilidades que a Internet lhes abre.

 

O Público foi o primeiro jornal de referência a investir na sua presença na Internet. Que mudanças é que estão a decorrer ao nível do jornalismo digital?

O PÚBLICO estreia hoje (19 de Novembro) vídeos no seu website e criou uma equipa de cinco pessoas para os fazer. Vamos alterar também a nossa homepage para dar destaque aos vídeos e passaremos a apostar mais nas imagens e nas infografias. O canal de Economia passou a ser assegurado em permanência pelos jornalistas da Economia, um primeiro passo para a necessária mudança no sentido correcto.

 

Que tipo de público é que lê a edição online do jornal?

Não temos estudos que nos permitam perceber quem são exactamente os leitores do Público.pt. Qualquer coisa que eu dissesse, estava apenas dar opiniões e não a apresentar factos.

 

Como professor, acha que preparação dada aos alunos de Jornalismo nas Universidades tem em conta as novas realidades?

É evidente que a maioria das universidades não está a preparar os estudantes para as novas realidades. A título de exemplo, ainda se faz uma divisão entre o ensino do jornalismo escrito, radiofónico e televisivo, uma aproximação tipo século XX, já desactualizada.

3agranado.gif

 

Os jornalistas portugueses, no geral, estão preparados para os novos media?

Os jornalistas portugueses não estão preparados para os novos média, porque os novos média estão a entrar muito devagar nas redacções e, às vezes, da pior maneira. É preciso treinar os jornalistas para as tarefas que o novo jornalismo exige, é preciso fazê-lo com o apoio dos jornalistas e não contra eles. Em muitos sítios isto não está a ser feito.

 

Há já um jornalismo de participação, ou citizen journalism em Portugal?

Penso que não há ainda jornalismo participativo em Portugal.

Há alguns anos atrás houve quem dissesse que não havia futuro nas publicações online. Este ano o director do El País disse que se abrisse o jornal agora seria apenas na versão digital. Que tipo de mentalidade existe no mercado editorial português e o que é preciso mudar?

A mentalidade é retrógrada. Há ainda muito medo do digital. Não se põem notícias online para não “queimar” as cachas do papel, não se investe no multimédia porque, no fundo, as pessoas ainda acham que, se calhar, a crise dos jornais não veio para ficar. É preciso mudar a atitude dos gestores perante o multimédia (os pequenos avanços não chegam, é preciso passos muito maiores); é preciso mudar a mentalidade dos responsáveis dos jornais, que não podem continuar a achar que uma notícia dura 24 horas; é preciso mudar a mentalidade dos jornalistas, que têm de perceber que a sua missão principal é informar seja de que forma for e não vender jornais no dia seguinte aos acontecimentos.

 

Os jornalistas têm uma imagem muito forte de si, talvez comparável à dos médicos, por existir uma noção ou sensação de poder. O que é que acontece a esta imagem do jornalista com a participação do leitor? O jornalismo do cidadão é realmente jornalismo?

O jornalista tem de se habituar à participação dos leitores. Jay Rosen chama-lhes “the people formerly known as the audience”, porque agora podem e querem participar mais no processo noticioso. Os jornalistas têm de perceber esta mudança radical e adaptar-se a ela. O jornalismo cidadão por vezes é, e por vezes não é, jornalismo. Como todos nós sabemos, também há jornalismo que não é jornalismo e que nos envergonha a todos.

Como é o jornalista do futuro?

O jornalista do futuro é alguém que consegue olhar para uma estória e contá-la da forma mais eficaz. Que se preocupa mais com os leitores e não tanto com as suas fontes.

 

E o leitor do futuro?1agranado.gif

O leitor do futuro é o leitor do presente. “Sabe mais do que eu”, como diz Dan Gillmor. Quer e pode participar mais. Não se contenta com texto. Quer as notícias de imediato, na plataforma que está a utilizar e não em qualquer outra que lhe queiram impor.

 

O cenário do jornalismo online português pode parecer desolador, mas as mudanças são inevitáveis. Os velhos hábitos custam a desaparecer, e a situação em Portugal é igual à de tantos outros países. É um processo lento que precisa de ser feito, como diz o António Granado, “com o apoio dos jornalistas e não contra eles”

 

 

Fotos Sandra Oliveira

 

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19
Nov
07

Público: site renovado | Renewed website for Público

Novo aspecto do site do jornal PúblicoO site do Público tem a partir de hoje um novo grafismo. “As principais novidades do novo formato consistem na eliminação da coluna esquerda em todo o site, passando a navegação a fazer-se na barra superior, e na aposta no formato vídeo, que passa para um lugar central na homepage. O tamanho das fotografias aumenta, quer nas notícias, quer na presença na página inicial, assim como as infografias, que passam a ser realizadas com mais frequência e a ter mais destaque.

Leiam o que mudou aqui.

 

_____________________________________

 

Público, one of the reference portuguese dailies, has a new website. The changes go beyond a new design, with the creation of a video team, that will create and edit content. Video is the main bet for the online edition of the newspaper, and it will have an important place in the homepage. Graphics will also be privileged.

 

 

 

 




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