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20
Mar
09

More on the DN review | Mais sobre o DN

The Lake on today's edition | O Lago na edição de hoje

The Lake on today's edition | O Lago na edição de hoje

Yesterday’s review on the new Diário de Notícias website granted me a space in their print edition. They were analyzing the reactions of readers and bloggers to the makeover, in the centre pages. Cool! To have your name in print is always fun…

But there were other reviews that i take as better than mine. Luís Santos, who writes one of the best portuguese blogs about new media, did a detailed review about DN’s new website, in which he says:

“The new website is light years ahead of the old one. This alone is not saying much,  since the previous website was still deep in the 90’s, but still, it is a noticeable improvement.”

He goes on criticizing the subjects organization, and the slowness of the updating of the news (probably because it was their first day),   though he highlights the new aesthetic as positive.

I had a few comments on my post and on twitter that complained about  the font size (too small), some gaps in the content organization, and the poor navigation. All in all, everyone recognizes that a newspaper with the importance of Diário de Notícias was in need of a makeover.

I bought the newspaper today, and i noticed another detail: in some articles they refer to the website for more online content (see below). I think this is a great idea.

And a final note: when i criticize anything in my blog, i do it according to my experience, my view on the subject, and my knowledge, that grows everyday. My opinion is what it is, and i’m not always right – and that’s a good thing. And if sometimes i sound a bit harsh, it’s because i want to help to improve the current state of things the way i can, and not to put down hard working professionals. I don’t want to hurt nobody’s feelings, but if you can’t take criticism, please, stay at home and hide under your bed. The way is forward, and if you’re going backwards, someone has to let you know. So listen to others, and take what you need. If everyone says it’s ok, we’ll always be stuck in the same place.

Congratulations to the DN team, i hope this is the beginning of a prosperous adventure, and thank you so much for listening and referring my humble opinion.

A minha crítica de ontem ao novo site do Diário de Notícias deu-me um espaço na edição impressa. Eles analisaram as reacções dos leitores e de bloggers à mudança, nas páginas centrais. Porreiro! Ter o nosso nome impresso é sempre agradável…

Mas houve outras críticas que acho que foram melhores que a minha. Luís Santos, que escreve um dos melhores blogues portugueses sobre os novos media, fez uma análise detalhada  ao novo site do DN, onde diz:

“O novo site está a anos-luz do anterior. Isto, em si, não é dizer muito, uma vez que o site anterior do DN vivia ainda mergulhado nos anos 90 mas, ainda assim, a melhoria é de assinalar.”

Ele ainda critica a organização dos assuntos, e a lentidão a actualizar a informação,(provavelmente por ser o primeiro dia), apesar de destacar positivamente a nova estética.

Tive alguns comentários ao meu post e no Twitter a queixarem-se do tamanho da letra (demasiado pequena), alguns buracos na organização do conteúdo, e a pobre navegação. No geral, todos reconhecem que um jornal desta importância estava a precisar de uma mudança.

Como comprei hoje o jornal, reparei que em alguns artigos eles fazem uma chamada para o site para mais conteúdos online (abaixo). Acho que é uma ideia muito boa.

E uma nota final: quando critico alguma coisa no meu blog, faço-o de acordo com a minha experiência, ponto de vista e conhecimento, que aumenta todos os dias. A minha opinião vale o que vale, e nem sempre estou certo- e ainda bem. E se por vezes posso soar ríspido, é porque quero ajudar a melhorar o estado das coisas da maneira que posso, e não deitar abaixo profissionais esforçados. Não procuro ferir os sentimentos de ninguém, mas se não aceitam uma crítica, por favor, fiquem em casa e escondam-se debaixo da cama. O caminho faz-se em frente, e se estiverem a andar para trás, alguém tem que vos dizer. Por isso ouçam os outros e tirem o que vos é preciso. Se toda a gente disser que está tudo bem, nunca mais saímos do mesmo sítio.

Parabéns à equipa do DN, espero que esta seja o príncípio de algo bom, e muito obrigado por me ouvirem e terem  referido a minha humilde opinião.

Look! There's more in the website | Olhem! Há mais no site

Look! There's more in the website | Olhem! Há mais no site

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22
Jan
09

From online to print | Do ecrã para o papel

The Printe Blog

The Printed Blog

The print people – the Amish, like they are called in a newsroom of a daily here in Portugal –  were getting used to the idea that they were losing ground to a new medium. But  now their realm is being invaded by the same people that questioned their supremacy. Ok, this sounds too drastic, i’ll tone it down.

The main effort of print media in the last years has been how to take their inked content into the flashing computer screens. New channels demand new forms of distribution, and that’s fine. But there was a streak of arrogance that remained unnoticed for a long time, in my opinion: they thought their content was better. Sure, you have bloggers in their websites. You have the odd columnist with a blog (more and more actually, which is really healthy for the writer and the publisher). But seldom i’ve seen real blog  contents transferred into print.

And that should be an obvious thing. No matter how good your newspaper writers are, there will always be someone better out there. But denial is a bitch, instead of soughting for the best content, they stuck to what they knew. No problem with that, it’s a normal reaction. I came across with this post about a new venture described as “a Current TV model for print news” (don’t agree with the title, but it gets your attention).

From pixels to picas

The Printed Blog is not new in concept – i talked about a similar project before – but it is bold in their purpose: to create a daily printed newspaper with contents from the blogosphere. The man in charge , Joshua Karp, says “[For] people around the world, who need to and want to consume information, whether it be in developing countries or emerging countries, newsprint is still going to be a main mechanism for information for years to come”. So the print lives on as a medium.

This makes me wonder if all the fuss about the survival of newspapers is about medium or ascendancy. The best content will always work no matter what the medium is, from smoke signs to microscopic engravings in toothpicks (if people have access to and are comfortable with the medium it will work, maybe toothpicks and smoke signs are a bit too far off).

The point is that there are many good sources for content out there. And there is a new way for the cretors of that content to monetize their work. Hey mister, get your cart off the road!

As pessoas da (im)prensa- ou Amish, como gostam de lhes chamar numa redacção de um diário da nossa praça- estavam já a habituar-se à ideia de perderem terreno para um novo meio. Mas agora o seu domínio está a ser invadido pelas mesmas pessoas que questionaram a sua supremacia. Ok, o tom é exagerado.

O esforço principal dos media impressos nos últimos anos foi tentar perceber como levar a tinta para os ecrãs brilhantes. Novos canais exigem novas formas de distribuição, e isso é óptimo. Mas havia uma certa arrogância que passou despercebida durante demasiado tempo: eles achavam que o conteúdo deles era melhor. Claro, temos bloggers nos sites dos jornais. Temos até o colunista com um blog (na realidade são cada vez mais, o que é óptimo tanto para o autor como para quem o publica). Mas raramente vi conteúdos exclusivamente de blogs vertidos para o papel.

E isso devia ser um processo óbvio. Indepentemente de terem escritores muito bons nos jornais, há sempre alguém melhor online. Mas a negação é terrível, em vez de terem procurado pelo melhor conteúdo, ficaram agarrados ao que conheciam. Não tem nada de mal, é uma reacção normal. Eu vi este post sobre um novo projecto descrito como “um modelo tipo Current TV para o papel” (não concordo com o título, mas chama a atenção).

Dos pixels para as picas

O Printed Blog não é um conceito novo – falei aqui antes de um projecto parecido – mas é audacioso no seu objectivo: criar uma edição impressa diária com conteúdos da blogosfera. O homem à frente do projecto, Joshua Karp, diz que “[Para] as pessoas pelo mundo fora, que precisam e querem consumir informação, seja em países em desenvolvimento ou emergentes, a notícia impressa vai ser o mecanismo principal durante anos”. Portanto, o jornal em papel será um meio viável.

Isto faz-me questionar se toda a confusão à volta da sobrevivência dos jornais é uma questão de meio ou predominância. O melhor conteúdo irá funcionar sempre seja qual for o meio, desde sinais de fumo a palitos microscopicamente gravados (se as pessoas tiverem acesso e estiverem confortáveis com o meio, funciona. Talvez os palitos e os sinais de fumo sejam um pouco demais).

O que quero dizer é que há muitas e boas fontes para conteúdos  por aí. E esta é uma nova forma dos criadores desses conteúdos rentabilizarem o seu trabalho. Ó chefe, tire aí a carruagem do caminho!

The hope is that the hyperlocal content will attract local advertisers who can spend less to reach out to their target audience.  Ads are relatively cheap in comparison ($15-$25) and the paper has already lined up a number of Chicago-based businesses for its debut. It will also host classified ads.

The first issue is expected to launch on Jan. 27, handed out at three CTA stations around Lincoln Park and Wicker Park in Chicago and one location in San Francisco. A New York edition is due out shortly.

While the cost of printing alone — not to mention two issues a day — seems daunting , Karp says he would surprised if he spends more than 15 thousand dollars on the entire production and distribution of the first paper.

New Media Venture Turns Bloggers Into Print Journalists

UPDATE

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21
Maio
08

Things to do online when print is dead

A ideia é: “Pois, está difícil, nós sabemos.Mas parem de se queixar e trabalhem.”

The main idea is : “Yeah, we know it’s hard. But stop whining and get your hands to work.”

Thrive

As Digital Age Advances, Newspapers Are Faced With Big Choices

22
Mar
08

O nosso romance com os jornais | Our romance with newspapers

day-0106.jpg

“This gents had only a coffee and newspaper for breakfast. When he finished his coffee then he read his newspaper. And exactly before 8 AM he left for work or wherever. I took this picture in diner where I used to go to have my breakfast which is scramble eggs, bacon and home fries with coffee. Location: Shay’s Diner in St. Clair Ave. and E.40 St.”
Cleveland Daily Photo

Durante os largos períodos de tempo em que estive desempregado, aprendi a apreciar e a viver sem os pequenos luxos da vida: comprar livros, jantar fora, ir ao cinema. Mas de todos, o que mais senti falta foi o de comprar o jornal de manhã cedo e ir tomar o pequeno almoço num café.

Era o princípio ideal, o momento de arranque para enfrentar o dia. Um café, as notícias no nosso jornal favorito, o primeiro cigarro da manhã. E ao nosso lado alguém fazia o mesmo, partilhavam-se secções entre grupos de amigos, discutia-se as páginas de desporto, emprestava-se um exemplar a quem não tinha comprado. Os próprios cafés têm dois ou três jornais para os clientes, por isso, mesmo com pouco dinheiro, ainda dava para ir beber o café e ler o jornal, antes de o passar para o próximo. Fazem-se caras de desânimo quando alguém já fez as palavras cruzadas, ou não se despacham a ler.

A nossa relação com o papel de jornal é na verdade um caso amoroso, é algo de sensual na forma como viramos as páginas e ainda sentimos o cheiro da tinta, na maneira como nos aproximamos dos outros, como os avaliamos pelo título que trazem debaixo do braço. É uma relação efémera com cada exemplar que se renova no número do dia seguinte, quando os outros encontram destino a cobrir montras de lojas vazias, a embrulhar louças numa mudança, a forrar o chão de uma divisão a ser pintada. Por isso não acredito na morte dos jornais.

Mesmo com o aumento de estabelecimentos que oferecem wifi, são poucos os que andam com um portátil para todo o lado, na maior parte do mundo. Com a internet, abriram-se as possibilidades, mas a comunidade que a usa ainda é uma minoria, apesar do seu crescimento exponencial. Os números das tiragens estão a descer, mas não estarão reduzidos a zero tão cedo. Há dois anos atrás houve que escrevesse que os jornais não estavam a morrer mas a cometer suicídio. Há uma semana atrás essa ideia foi repetida. E o declínio dos jornais começa há 80 anos com o aparecimento da rádio.

Como em qualquer actividade competitiva, nem sempre os melhores sobrevivem, mas desta vez é possível que isso aconteça, desde que não se subestime o público. Todos queremos notícias, e a maioria gosta de ser fiel ao que conhece. Somos criaturas de hábitos. E o mais divertido é que muitos desses hábitos são partilhados por muita gente de diferentes países, culturas e origens.

Por isso é muito interessante ver como o Ryan Sholin e a Mindy MacAdams falam da forma como “usam/usavam” os jornais em papel. É um acto ritualizado, que já não praticam, mas eles são ainda a minoria. A maioria são os infoexcluídos, os que não têm um computador, os que continuam a precisar que os jornais e os jornalistas cumpram a sua função: informar, criar uma consciência colectiva, alertar para os abusos e questionar as fugas de quem é responsável pelo bem estar comum, relatar e manter a identidade de uma comunidade local, nacional, ou social.

Os jornais precisam de evoluir dentro dos novos media apenas para manter essas funções, como mantiveram depois do aparecimento da rádio e da televisão. Hélder Bastos, na entrevista que me concedeu, diz que “os catastrofistas sempre negligenciaram aquilo a que Roger Fidler chama a mediamorfose, ou seja, a capacidade que os media têm de se adaptar ao aparecimento de novos media. Acresce que, pelas mais diversas razões, nem toda a gente se “converte” aos novos media.” Trata-se apenas da sobrevivência do mais apto, e como sempre, os mais aptos são os que melhor se adaptam.

E acredito que antes de chegar o dia em que se blogará o epitáfio do jornal em papel, o nosso nome será impresso nas páginas do obituário. O que espero que seja realmente daqui a muito, muito tempo.

Esta semana, saiam cedo, comprem o jornal no quiosque, bebam um bom café, e aproveitem o momento. Entretanto, contem-me qual é a vossa relação com o jornal em papel.

During those long periods of time i was unemployed, i learned to appreciate and live without the small luxuries of life: to buy books, go out to dinner, go to the movies. But, of all, the one that i missed the most, was to buy the newspaper early in the morning and have breakfast at a cafe.

It was the perfect beginning, the starting moment to face the day. A cup of coffee,the news in our favorite newspaper, the first cigarrette of the morning. And next to me, someone did the same, suplements were shared among groups of friends, there were arguments over sports pages, copies were lended to strangers who didn’t bought one. The cafes have two or three newspapers for the costumers, so, even with little money, i could have some coffee and read the newspaper, before passing it to the next costumer. Faces frowned when we discovered the crosswords were already made, or people were taking too much time reading.

Our relationship with the print paper is actually a love affair, it’s something sensual in the way we turn the pages and we still smell the ink, in the way we approach the others, how we evaluate them by the title they carry under their arm.It’s a short lived relationship that we have with each copy, that renews itself with the next day’s edition, when all the others find their fate covering the windows of empty stores, wrapping dishes when we move, covering the floor of a room ready to be painted. That’s why i don’t believe in the death of print.

Even with the increase of places that offer wifi, there are few who carry laptops around, in most places in the world. With the internet, the possibilities were open, but the community that uses it is still a minority, albeit it’s exponential growth. The circulation numbers are decreasing, but they won’t reach zero so soon. Two years ago someone said that the newspapers aren’t dying but commiting suicide. A week ago that idea was repeated. And the decline of newspapers started 80 years back when radio appeared.

Like in any other competitive activity, not always the best survive, but this time that may happen, as long the public is not underestimated. We all want news, and most of us stick to what we know. We’re creatures of habits. And the fun part is that many of those habits are shared by many people from different countries, cultures and origins.

That’s why it is so interesting to see how Ryan Sholin and Mindy MacAdams talk about the way they “use/used” print paper. It’s a ritualized act they no longer exercise, but they’re still the minority. The majority are the infoexcluded, the ones who don’t own a computer, the ones who still need newpapers and journalists to keep to their job: to inform, create a collective conscience, alert to the abuse and question the subterfuges of those responsible by the common welfare, to report and maintain the identity of a local, national or social community.

 

Newspapers need to evolve within the new media only to keep those features,just like they did after the coming on the scene of radio and television. Hélder Bastos, in the interview he gave me, says “the catastrophists always neglected what Roger Fidler named as mediamorphosis, in other words, the capability that media have to adapt to the appearance of new media. To this adds, for several reasons, not everybody “converts” to the new media.” It’s just the survival of the fittest, and like before, the fittest are the ones who better adapt.

 

And I believe that long before the day when the print newspapers epitaph will be blogged, our names will be printed in the obituary pages. Which i sincerely hope it will happen a long, long time from now.

This week, get out early, buy the newspaper at the kiosk, drink a cup of good coffee, and enjoy the moment.

Meanwhile, tell me about your relationship with print newspaper.

“Jornal Expresso, café e bolinhos na cafetaria da Gulbenkian. Em muito boa companhia!
Expresso newspaper, coffee and muffins at Gulbenkian‘s cafeteria. In very good company!” (Portugal)
O que fazer num sábado chuvoso de Junho que mais parece um dia de Inverno?

Links:

The Slow Death of Newspapers , by Molly Ivins, AlterNet,March 23, 2006

JEECamp Destaques | Highlights

The Incredible Shrinking Newspaper,

How I have used the print edition, historically speaking, Ryan Sholin

Why (and when) the print edition works, Mindy MacAdams

Hélder Bastos – Ler Entrevista Completa | Read full interview in english

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