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11
Ago
08

O Primeiro de Janeiro ou um retrato português

O que se passa no Primeiro de Janeiro devia ser um escândalo. Mas não, afinal é apenas mais um episódio na vida empresarial portuguesa. 32 jornalistas foram despedidos de forma ilegal e viram os seus lugares assumidos por colegas de uma publicação paralela, e a sede da empresa que os despediu fica num antigo stand de automóveis abandonado há dois anos. Uma semana de vergonha em resumo.

O Primeiro de Janeiro tem 140 anos de história e é uma das mais antigas publicações em Portugal. Mais, é uma das referências principais do Norte do país. Os problemas com o jornal não são de agora: há já alguns anos que se ouve falar do fim da publicação. Este diário de cariz regional atravessava já algumas dificuldades, mas o despedimento de 32 funcionários assumiu contornos no mínimo estranhos – menos para quem conhece a realidade empresarial portuguesa, e as estruturas dos pequenos grupos de comunicação, que controlam jornais e rádios locais, e que são recorrentes em práticas de gestão duvidosa.

Jornalistas à porta Foto-Pedro Tavares

Ainda antes de serem despedidos a semana passada, os jornalistas do Primeiro de Janeiro já não tinham grandes condições de trabalho: não eram aumentados há sete anos, e existem indicações de má gestão quer da empresa, quer da redacção. No último editorial que escreveu , a directora Nassalete Miranda dizia:períodos na vida das instituições, como na das pessoas, em que se precisa parar um pouco para preparar o futuro. O PRIMEIRO DE JANEIRO vai parar uns dias para ressurgir mais forte, com novo grafismo, com nova dinâmica.” Mas o que se viu não foi uma renovação. No sábado seguinte ao despedimento que os jornalistas se recusaram a assinar, eles tentaram voltar aos seus postos de trabalho, mas foram impedidos de entrar.  Os dez jornalistas de outra publicação do grupo – Norte Desportivo –   assumiram a criação de conteúdos das duas edições.

Primeira edição do “novo” Primeiro de Janeiro

No editorial de regresso, assinado pelo novo director  Rui Alas Pereira, na terça-feira seguinte podia-se ler: ” E vamos continuar por aqui, (bem) dispostos a lutar para que os tempos novos da bonança possam fazer um JANEIRO ainda mais forte, rejuvenescido e perfeitamente adaptado à modernidade. Daí que a nossa aposta passe também pela renovada edição on-line, certamente uma referência do que melhor se faz neste País digital…”

O site do jornal é neste momento uma imagem da capa com um pdf integral da edição do dia. Se isto é o que o novo director acha que é do melhor que se faz, então não sei realmente se terá conhecimentos suficientes para avaliar seja o que for relacionado com as novas formas de comunicação…

Entretanto, os trabalhadores despedidos viam a sua situação avaliada pelo Sindicato dos Jornalistas, pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social e pelo Ministério do Trabalho, que considerou o despedimento colectivo como ilegal.Na semana passada entregaram um manifesto à governadora civil do Porto, para chamar atenção para o caso. Nesse manifesto destacam a prática contínua de ilegalidades por parte de Eduardo Costa, dono da Fólio e da Sedico, as empresas proprietárias do Primeiro de Janeiro:

“Estas práticas vão «desde a ausência de seguros para os trabalhadores à prática de troca de facturas por salários, passando pelo não pagamento de Julho e dos subsídios de férias, bem como o pagamento de Junho apenas pelo valor do salário mínimo nacional».

Consideram que o processo envolve a prática de «lock out», já comprovado pelas autoridades competentes e recordam que «Eduardo Costa foi condenado por fraude ao Estado na obtenção de subsídios, o que não impediu que bem recentemente fosse de novo contemplado com fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional – os fundos comunitários para 2007/2013)”.

Aliás, Eduardo Costa é muito contestado ao longo de todo este processo.

A empresa ou a figura de Eduardo Costa

Além da forte ligação a empresas de comunicação social, Eduardo Costa é presidente da UD Oliveirense

Eduardo Costa
(foto Manuel Azevedo)

Eduardo Costa é um dos mini magnatas da comunicação em Portugal. Empresário muito conhecido no Norte, tem ligações ao desporto e à imprensa regional: é presidente da Direcção da União Desportiva Oliveirense, de Oliveira de Azeméis, e também é dono de vários órgãos de comunicação regional  -‘O Primeiro de Janeiro’ ,“os semanários ‘Correio de Azeméis’ e ‘Praça Pública’, de Ovar, e ‘Caima’, as rádios Azeméis FM e Voz do Caima e a gráfica Coraze, que imprime a grande maioria dos jornais regionais do Norte.” Sobre ele pesa uma condenação de dois anos e meio de prisão  por fraude, suspensa por um ano, por obtenção indevida de subsídios do Estado com o jornal ‘Recortes de Província’. Para além de deter vários títulos locais e regionais,  é vice-presidente da Associação Portuguesa da Imprensa Regional.

Quando os jornalistas foram investigar a morada da Sedico – Sociedade de Edição e Comunicação, proprietária do Primeiro de Janeiro, e de onde foram emitidas as cartas de despedimento, encontraram um stand de automóveis abandonado há dois anos. No chão, os avisos de recepção das cartas que lhes foram enviadas na semana anterior.

Os jornalistas despedidos avançaram com uma queixa em tribunal, pela prática de lock out, e têm tido apoio de alguns grupos políticos, particularmente do PCP , do Bloco de Esquerda e do PS.

Um retrato português

O que se passa no Primeiro de Janeiro sempre se passou a nível regional. Marcas detidas por grupos de comunicação de dimensão e e influência pouco claras vivem situações semelhantes, mas passam despercebidas por serem estruturas menores e com menos visibilidade. Este caso é a ponta do icebergue com o qual a imprensa regional chocou. e afunda-se rapidamente, não só pela falta de visão dos seus directores como pela falta de escrúpulos dos seus proprietários. Outras das razões é o envelhecimento de uma força de trabalho que aprendeu a profissão na tarimba, e que se vêem ultrapassados por uma realidade que nem compreendem, conhecem, ou querem aceitar. O leitores é que sofrem, e deixam de comprar estas publicações que deviam ser representantes dignos da sua região, da sua realidade.

Infelizmente, as pessoas que criam estas situações estão a matar lentamente a sua galinha dos ovos de ouro, e o pior  de tudo, é que quando morrer, só sofre a galinha.

Muitas das fontes usadas para este post foram recolhidas aqui: E s g r a v a t a r – blog de Filinto Melo

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09
Jun
08

Euro08 @ Twitter et al

Tenho andado um pouco adoentado e por isso, menos produtivo. Mas a verdadeira febre agora é o Campeonato Europeu da Suíça/Áustria. Para já comecei por personalizar o Twitter, e pô-lo de acordo com a nossa Selecção. E vocês? Como é que demonstram o apoio à vossa equipa na net? E que sites relacionados com o Euro merecem destaque? Deixem os vossos comentários e Força Portugal.

I’ve been a bit ill in these last few days , and so, less productive. But my real fever right now is the Swiss/Austria Euro Cup. For now, i just customized Twitter , and designed it accordingly to the colors of the portuguese national team. And you, how do you support your team on the web? And which Euro cup related websites do you think are really good? Leave your comments and Go Portugal.

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07
Maio
08

How Portuguese News Websites (don’t) use Citizen Journalism

Versão blog para o artigo que escrevi para Oliver Carter, da Birmingham City University. A adaptação em português foi publicada em duas partes: ler Parte 1 | ler Parte 2

This post is a version of an article i wrote for Oliver Carter,  lecturer at the Birmingham City University. Since lately i’ve been working on the Interactivity Index for OJB, I thought now was appropriate to post it.

Citizen journalism embedded on online media 
 
 How Portuguese News Websites (don’t) use Citizen Journalism

We’ve been watching a significant change in the Portuguese news media, for the last few years. From national to local newspapers, radios and TV channels, everyone is building their presence online, with more or less aptitude or quality. Still, the effort is noticeable.

Video thumbnail. Click to play Portugal Diário is a exclusively online outlet that has recently gone through a deep redesign.

But this investment in new platforms of communication doesn’t mean the companies are following the latest trends, or leaving their somewhat conservative approach to the full possibilities of the web. The news websites in Portugal are mostly a repository for print content, since many don’t have exclusively online journalists, and the resources for online content are rather limited, especially as multimedia content is concerned, though slowly the tide is turning, mainly due to the efforts of major newspapers, that are trying to improve and take the step forward in online content.

keep reading

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06
Maio
08

Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte II)

Segunda parte (Ler a primeira)

Existe realmente um jornalismo do cidadão em Portugal inserido nos media online portugueses? Serão os sites verdadeiramente interactivos e abertos à participação do utilizador? Convidei cerca de 50 jornais, canais de televisão e rádios com sites informativos, abrangendo desde grandes grupos nacionais a pequenas empresas locais. Os resultados foram desconcertantes.

Um quarto das moradas de e-mail que recolhi para contacto com os gestores do site ou da redacção eram inúteis (não funcionavam), e mesmo tendo repetido algumas vezes o convite aos restantes para responder ao inquérito, apenas quatro órgão de comunicação responderam e preencheram o formulário. Os resultados são, portanto, inconclusivos. Mas este é um bom exemplo para mostrar o grau de receptividade que a maioria das empresas e redacções possuem a estimulação externa, nem que seja pelo facto de que as que responderam fazem parte do grupo que está a trabalhar para desenvolver a sua presença online, de uma forma pensada e sustentada, abraçando os novos desafios colocados pela hiper-comunicação, enquanto a maioria ainda vende gato por lebre.

De qualquer forma, estes foram os resultados: dois jornais – um nacional, outro local – um site noticioso exclusivamente online e um canal de televisão responderam ao inquérito. O jornal local era o que possuía menos recursos, sem jornalistas exclusivamente para edição online, contra o site de informação online que tem mais de 30 trabalhadores. O jornal local tinha cerca de 30 a 50 mil visitas diárias, contra as mais de 330 mil declaradas pela readcção online do canal de televisão. Todos davam prioridade ao texto sobre o vídeo, áudio e fotografia, sendo o vídeo o formato menos utilizado, excepto no website do canal de televisão, por razões óbvias. Nenhum destes órgãos usavam os cidadãos ou utilizadores dos seus sites como fonte, ficando-se pela investigação desenvolvida pelos membros da redacção, e pelos takes das agências noticiosas, embora agradecessem imagens e vídeos por parte dos utilizadores. Todos estão a planear abrir os seus sites a uma maior participação dos utilizadores, e quando questionados sobre o futuro do jornalismo do cidadão, a melhor resposta foi que a “interactividade é um dos factores que aumenta o número de visitas (…) e a visibilidade e reconhecimento da marca”. Esta forma de pensar é uma agulha no palheiro que é a indústria de comunicação em Portugal.

Os mais recentes relatórios sobre o jornalismo do cidadão nos EUA (State of the News Media 2008), mostram uma diminuição na participação dos utilizadores, apesar de haver novos websites e aplicações a surgir todos os dias, apelando aos leitores de notícias para desenvolverem conteúdos e criarem uma relação mais estreita com as edições online. Em Portugal, todas as notícias relacionadas com o desenvolvimento dos sites de media indicam mais elementos multimédia e interactividade, para uma utilização em banda larga: mais vídeo, comentários, mais espaço para as opiniões e contribuições dos utilizadores.
Salvo algumas excepções notáveis, nada está a mudar realmente; a grande diferença é que agora as contribuições aceites pelas companhias de comunicação estão a ser enviadas pela Internet em vez do correio normal, como aconteceu durante décadas.

Os utilizadores portugueses estão activamente a criar média pessoal, como blogs e podcasts, e comentar nos sites de notícias ou enviar fotos ou pequenos vídeos ainda é suficiente para a grande maioria. E no dia em que escrevo isto, o site do Público apresenta uma aplicação que liga um artigo aos blogs que o referem, o que pode significar que o futuro pode não passar pela inclusão de conteúdos gerados pelos utilizadores, mas pela promoção da troca de cobnteúdos entre os cidadãos e as empresas de comunicação. Mas para além desses pequenos avanços para integrar os utilizadores na construção da paisagem noticiosa, não há nada a que possamos chamar de jornalismo do cidadão em Portugal, integrado nos média.

As razões para anunciar o jornalismo do cidadão como parte do futuro da comunicação podem ser honestos ou puro marketing, mas o facto é que esta responsabilidade não assenta penas sobre os ombros das empresas. Os maiores promotores deste movimento devem ser os próprios cidadãos, e eles é que devem ser a força motivadora na alteração da face das notícias corporativas, recriando o agenda setting, humanizando e dando profundidade aos conteúdos noticiosos. Os órgãos de comunicação só terão é que estar preparados para aceitar isso.

Depois de ter escrito este artigo, ainda questionei mais a forma como a imprensa local se está a suicidar lentamente ao querer cobrar por conteúdos insuficientes e ineficazes no ambiente online. A assimetria é a grande característica nos nossos orgão de comunicação, um reflexo da restante conjuntura empresarial nacional. O desafio é grande e não vejo muitos a encararem-no de frente, ou sequer a levá-lo a sério. Assim, os resultados são previsíveis.

Para acompanhar estes pensamentos vale a pena ler o texto de Fernando Zamith, no âmbito da sua Licenciatura em Jonalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, intitulado “O subaproveitamento das potencialidades da Internet pelos ciberjornais portugueses“. Para ler.

Continue a ler ‘Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte II)’

05
Maio
08

Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte I)

This post is the portuguese version of an article i wrote for Oliver Carter, teacher at the Birmingham University. Since it awaits for confirmation to be published, the english version will have to wait.

Este post é a adaptação para português de um artigo que escrevi há uns meses para Oliver Carter, professor na Universidade de Birmingham, e que ainda aguarda confirmação para publicação. Como recentemente tenho trabalhado no Índice de Interactividade dos sites noticiosos para o OJB, achei que era apropriado recuperá-lo e conjugá-lo com os novos dados. Hoje é a primeira parte, amanhã poderão ler a segunda.

Temos assistido a uma mudança significativa nos media portugueses nos últimos anos. De jornais locais a nacionais, rádios e canais de televisão, todos (ou a grande maioria) estão a construir a sua presença online, com mais ou menos aptidões ou qualidade. No entanto, o esforço é visível.

Video thumbnail. Click to playO Portugal Diário é um jornal exclusivamente online e que recentemente atravessou uma renovação profunda.

Mas este investimento em novas plataformas de comunicação não significa que as empresas estão a seguir as últimas tendências, ou a abandonar a sua aproximação conservadora às possibilidades totais da web.

Os sites noticiosos portugueses são, na sua maioria, um depósito para o conteúdo impresso, já que muitos não têm jornalistas exclusivamente online ou pessoas com formação específica para tal, e os recursos para o online são bastante limitados, especialmente no que toca a conteúdos multimédia. Apesar de tudo, a maré parece estar a mudar, principalmente graças aos esforços dos principais jornais, que estão a tentar inovar e a dar o próximo passo com os conteúdos online. Mas a maioria dos media portugueses são pequenas empresas locais, que já se debatem há muito com dificuldades económicas, e onde os ecos da inovação não se fazem sentir.

Este cenário de evolução lenta e desigual é o fundo ideal para explicar porque é que a interactividade entre os media e os utilizadores é praticamente inexistente. Muitos ainda não entendem o conceito de jornalismo do cidadão/participativo e comunidade, mas as direcções das empresas e das redacções não são os únicos culpados, já que é preciso considerar outros factores:

– Portugal tem um baixo número de leitores de jornais, e apesar de uma ligeira subida nos últimos anos, ainda é um dos mais baixos da Europa;

– os portugueses, como povo, normalmente não são empenhados civicamente;

– os jornalistas, como classe, são bastante protectores em relação à sua profissão;

– não existe grande oferta para formar jornalistas profissionais para gestão de comunidades, moderação de conteúdos, e gestão de conteúdos externos;

Portanto, se a informação ainda é uma rua de sentido único, é porque existe não apenas um problema estrutural, mas uma atitude passiva-agressiva relativamente ao jornalismo participativo: passivo por parte dos cidadãos, agressivo por parte dos jornalistas que defendem o seu estatuto de geradores de informação com unhas e dentes, havendo muitos que nem se esforçam por entender a nova realidade.

Para provar estas mudanças e a atitude geral actual, criei um pequeno questionário, onde tentava perceber as condições e a abertura dos media online à participação dos cidadãos. Este questionário estava dividido em qutro partes: características da empresa, tipos principais de conteúdo e fontes, formas de participação dos utilizadores, e uma curta opinião sobre o jornalismo do cidadão.

Este questionário foi enviado para cerca de 50 jornais, canais de televisão e rádios com sites informativos, abrangendo desde grandes grupos nacionais a pequenas empresas locais. Os resultados foram desconcertantes.

Fim da Parte I

(Ler Parte II)

Continue a ler ‘Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte I)’

15
Abr
08

Portugal: “A queda da imprensa” | “The fall of the press”

Sondagem no Portugal Diário | Poll at Portugal Diário

Luís Sobral escreveu um artigo no Portugal Diário – um jornal online – sobre as quebras de receita publicitária nos jornais portugueses, numa espiral que acompanha o que se passa pelo mundo fora. Ele diz algumas coisas que me ficaram no ouvido:

“A rádio renova-se ao minuto, a televisão será cada dia mais interactiva, a internet é tudo isso em simultâneo, com um jornal lá dentro.”

“Isto significa que a imprensa está condenada?A médio prazo diria que sim, mas também a médio prazo estaremos todos mortos. Essa questão não interessa nada.” (Ver C!)

“Na prática, falta encontrar forma de extrair valor da marca e da qualidade dos jornalistas, em algumas áreas os mais competentes e altamente especializados.”

Escusado será dizer que concordo com a perspectiva do Luís Sobral, remetendo pela enésima vez para o que já escrevi aqui e aqui antes.

Não pude foi deixar de relacionar este artigo com a segunda parte da série de cinco textos (a primeira já foi vista aqui) de Chris McGillion, onde ele nos explica porque é que as vetustas direcções dos orgãos de comunicação devem ouvir os jovens. Excertos abaixo.

Luís Sobral wrote an article on Portugal Diário – an online newspaper – about the loss in publicity revenues in portuguese newspapers, in a downward spiral that follows the rest of the world. He said some things that stuck with me:

“Radio renews itself by the minute, television will be even more interactive, the internet is all that with a newspaper inside.”

“Does this mean the press is doomed? In a middle term i’d say so, but in a middle term we’ll all be dead too. That question does’t matter at all.”

“In practice, we need to find a way to extract value out of the brand and the quality of the journalists, in some areas the most competent and highly specialized.”

Needless to say that i agree with Luis Sobral perspective, sending you all back by the millionth to to what i’ve written before here and here.

I just couldn’t help relate this article with the part two of the series of five texts (first has been already seen here) by Chris McGillion, in which he explains why the elderly managements of communication companies must listen to the young folks. Excertps below.

Newspaper decision-makers have access to the latest statistics and trends in audience research as a matter of course. But they rarely if at all have five representatives of Generation Y – the readership base of the future – holding court without interruption for ninety minutes on what they want in a newspaper and why.

My students made five major points. First, while not discounting a continuing (if diminishing) market for hard-copy newspapers, they argued that the “newspaper’ of the future would have to be web-based in order to attract sustained patronage from their generation.

In an internet age, young people do not see the need to pay for information. But nor do they have the same concerns about privacy as their parents and grandparents. Their’s, after all, is the “Big Brother’ generation whose private lives have become the stuff of public consumption.

The students at Panpa then unveiled their idea for a proto-type web-based “newspaper”. It was designed as a gateway to the internet: it allowed readers to pre-sort the news they received, to access email and other social networking sites, and to provide their own “news” stories, comment and photos. It also offered free mobile phones and/or phone accounts in exchange for personal information which the site host then sold on to advertisers.

Part 2: 5 key lessons from Generation Y to newspapers, Chris McGillion


A queda da imprensa, Luis Sobral

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08
Abr
08

Twitter @Portugal

Este texto é a tradução do guest post que o Paulo Querido pediu para o CertamenteQueSim, a partir de uma entrada mais antiga aqui no Lago sobre o Twitter em Portugal.

_________________________

This is the translation of a guest post asked by Paulo Querido for his blog, from an earlier post i wrote about the use of Twitter in Portugal.

Guest Post @ CertamenteQueSim – Twitter em Portugal
Original post-Twitter em Portugal | Twitter in Portugal

Twitter is considered to be the online service that more will grow until the end of the year, with an estimated number of about one million users around the world. However, most portuguese – even those who surf the web or use their cell phones for internet access- don’t know about it or what is it for.

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