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27
Ago
09

Changes part 2: The Lake is no more | Mudanças parte 2: O Lago vai fechar

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I’ve been delaying this for too long, but now is the time to do it. I’m shutting down The Lake, but you won’t get rid of me that easy, i’m just moving to a new self-hosted blog.

The Lake has fulfilled it’s purpose: the work i developed here and the reputation it garnered me, helped yours truly get a place at the MA Online Journalism run by Paul Bradshaw and got me in touch with dozens of smart people interested in taking journalism to modern times. If i ever had a good idea, starting The Lake was it.

But a lake is a mass of still waters. It’s time to open the damn and let them flow, and find the  best path through the constraining banks. Besides, i need a personal branded blog, it’s one of the things you have to do .

I won’t export the contents of The Lake to the new blog, all will still be available here. The Lake will work as a backup resource for some stuff, so it’s not really going away. For the next weeks i’m going to publish my posts simultaneously here and in the new blog, so we can have a smooth change. And if something happens, well, i’ll come back these shores.

The new blog is not finished yet, and i plan to do a run down of some of its features soon, but i count on you to share your thoughts and ideas, and make it better. All of this is because of you, you are part of it and without your input none of this would have never happened. This is not mine alone. So, thank you.

PS: one of the features i had more fun doing is one i hope you never get to see, but i like it so much i’m sharing it with you: my custom 404 page (don’t forget to scroll down a bit).

Tenho adiado isto há já demasiado tempo, mas agora é altura de o fazer. Vou fechar O Lago, mas não se vão ver livres de mim, vou-me mudar para um novo blog.

O Lago cumpriu o seu propósito: o trabalho que desenvolvi aqui e a reputação que me granjeou ajudou-me a conseguir um lugar no MA de Jornalismo Online do Paul Bradshaw e pôs-me em contacto com dezenas de pessoas inteligentes interessadas em trazer o jornalismo para os tempos modernos. Se tive ideias boas, O Lago foi uma delas.

Mas um lago é uma massa de águas paradas. É tempo de abrir as comportas e deixá-las correr, e encontrar o caminho possível entre as margens. Além disso preciso de um blog com marca própria, é uma das coisas que se deve fazer.

Eu não vou exportar os conteúdos d’O Lago para o novo blog, tudo vai-se manter disponível por aqui. O Lago irá servir como  solução de recurso  para algumas coisas, por isso não vai mesmo desaparecer. Durante as próximas semanas vou publicar em simultâneo aqui e no novo blog para que a transição seja o mais suave possível. E se acontecer alguma coisa, volto a estas margens.

O novo blog ainda não está acabado, e planeio fazer uma revisão a alguns dos seus componentes em breve, mas conto com vocês para partilharem as vossas ideias e fazê-lo melhor. Tudo isto acontece por vossa causa, vocês fazem parte disto e sem o vosso contributo nada disto tinha acontecido. Isto não é só meu. Por isso, obrigado.

PS: um dos pormenores do novo site que mais gozo me deu a fazer é uma que eu espero que nunca tenham que ver, mas gosto tanto que tenho que partilhá-lo com vocês: a minha página 404 (não se esqueçam de descer na página).

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19
Mar
09

Diário de Notícias: New website | Novo site

One of the oldest portuguese dailies – Diário de Notícias – premiered their long overdue website today. Here’s a quick overview on what has changed.

O Diário de Notícias estreou hoje o há muito aguardado e necessário website. Aqui fica uma rápida análise sobre o que mudou.

Spot the differences | Procurem as diferenças

Spot the differences | Procurem as diferenças

It’s a dramatic change for DN. Yesterday they were 7 years behind everyone and today, at least, they are on the same level. From a shovelware, dull, zero-interactivity page, they went to a complex, colorful, multimedia website. They have video,photo galleries, a new Specials section (where they use their archive to focus on a special subject), and a broad content organization structure that holds many different sections, much more than the old website did. Each section has it’s own color wich makes it more easy to identify.  As you can see, the homepage is longer, and as far design is concerned, there’s nothing much else to say: they’re using a standard presentation layout with a narrower middle column. The font is a bit too small for me to feel comfortable, but maybe it’s just me needing glasses.

Each section works as an independent page, and most are easy to browse. One of the main differences is the profusity of pictures, though sometimes in the main page we have one for the story, but not in the article, just a block of text.

É uma mudança dramática para o DN. Ontem eles estava 7 anos atrasados em relação a toda a gente e hoje, no mínimo, estão ao mesmo nível. De um site aborrecido, sem interactividade, de conteúdo despejado do papel, passaram para uma página complexa, colorida e multimédia. Têm video, galerias de fotos, uma nova secção de Especiais (onde usam o próprio arquivo para abordarem um assunto específico, e uma  estrutura alargada  de organização de conteúdos, que alberga muitas mais e diferentes secções que o site anterior. Cada secção tem a sua cor própria o que torna mais fácil a sua identificação. Como podem ver, a página de início é mais comprida, e quanto ao design, não há muito mais a dizer: estão a usar um layout tradicional, com uma coluna do meio mais estreita. A fonte de letra é talvez demasiado pequena para mim, mas se calhar sou eu precisar de óculos.

Cada secção funciona como uma página independente, e a maioria é fácil de navegar. Uma das maiores diferenças que noto é uma maior quantidade de imagens, apesar de muitas vezes haver uma no lançamento da notícia mas não no artigo, existindo apenas um bloco de texto.

One section, one color | Uma secção, uma cor

One section, one color | Uma secção, uma cor

The articles i read still feel like shovelware, no external links, written for paper rather than for the web, but this is a reference newspaper so they’re good. No editorial issues here, just a better adaptation to online is needed. All articles have the standard features for printing, sending by email, stats and the AddThis social bookmarking tool. To comment you have to be registered with the website, and as far as i can see that’s the only extra in  registering.

The multimedia stuff is still a bit flimsy: you can’t control the photo slideshows, the video on the website comes from agencies, and i believe  that may become harmful for the (any) newspapers image. This example looks like a begginers exercise for tv interviewing – B roll footage of the hands  and face closeups,  meaningless images for opening and closing the video with no voice over, well, i know what i’m talking about because i did the same. It’s a bad TV visual narrative that shouldn’t be used online (at least i believe this is not a DN production, i might be wrong, but i don’t know if they even have video reporters).It seems there is an effort to have audio and video content, so all we have to do is wait for them to evolve. I have no information if  there is an investment on multimedia reporting, but i doubt it, i’ll tell you why in the end. One of the best sections is the infographics, i always  loved their visuals and online they still look neat and effective.

Os artigos que eu li ainda parecem copiados do papel, sem links externos, escritos para papel em vez de para a web, mas este é um jornal de referência, por isso são bons. Não tenho questões editoriais, só é necessária uma melhor adaptação ao online. Todos os artigos têm as aplicações standard de imprimir, enviar por email, estatísticas e bookmarking social. Precisamos de nos registar para comentar os artigos, e pelo que vi é o único extra que o registo traz.

A parte multimédia é um pouco fraca: não temos controlo sobre os slideshows, o video no site vem de agências, e acredito que isto pode ser prejudicial para a imagem do (de qualquer) jornal. Este exemplo parece um exercício de principiante para entrevistas TV – planos de corte das mãos, planos apertados da cara, imagens sem sentido nem narração a abrir e a fechar, bem, eu sei do que estou a falar porque fiz o mesmo. É uma narrativa visual televisiva má que não deve ser usada online (acho que isto não é uma produção do DN, posso estar enganado, mas acho que eles nem têm reporteres vídeo). Parece que há um esforço em ter conteúdos video e áudio, por isso é esperar pela evolução. Não tenho informações sobre investimento emjornalistas  multimédia, mas duvido e explico-vos porquê no fim. Uma das melhores secções é a de Infografias, eu sempre gostei dos gráficos do DN e eles online ainda parecem bonitos e eficazes.

Increase in sales but the least sold | Aumento nas vendas mas o menos vendido

Increase in sales but the one of least sold | Aumento nas vendas mas um dos menos vendidos

Despite the positive numbers from 2008, the Diário de Notícias was one of the editions of the Controlinveste group affected by a massive layoff, and in the public eye is looked as one of the biggest candidates to kill print first.  So this may just be a skin deep change in the life of the newspaper, instead of a new step towards the future, that’s is what i was talking about before: i haven’t heard anything about new multimedia reporters in the DN newsroom, and if the policy is to fire and not to hire,i don’t know if any will come. It seems they will be still working for paper, and not bother  about online content either way, since it will always be shovelware, and agency multimedia content. Nonetheless, their new website looks great. Lets just wait and see how it will turn out for them.

And you? What do you think about this makeover? Leave your thoughts in the comments below.

Apesar dos números positivos de 2008, o Diário de Notícias foi uma das edições do grupo Controlinveste a ser afectado por um despedimento colectivo, e aos olhos do público é um dos grandes candidatos a fechar a edição impressa primeiro. Portanto se calhar esta é uma mudança superficial na vida deste jornal, em vez de um passo em direcção ao futuro, era sobre isso que estava a falar antes: não sei de repórteres multimédia na redacção do DN, e  se a política é despedir e não contratar, não sei se eles virão. O papel parece  continuar a ser a prioridade, e tenho dúvidas se se preocuparão muito com o conteúdo online, que me parece ser shovelware, e multimédia de agência. Apesar de tudo, o novo site deles parece muito bem. Vamos esperar e ver como vai resultar para eles.

E vocês? O que acham desta mudança? Deixem as vossas ideias nos comentários.

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18
Nov
08

10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)

(English version here)

um-jornalista-e-um-dj

O jornalismo está em mudança: na tecnologia, no mercado, nos meios , nos formatos, nos modelos de negócio. Por isso é natural que o próprio papel dos jornalistas se tenha que renovar e adaptar a esta inevitável realidade.

Mas antes temos que perceber o que é e o que faz um jornalista:

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista.(…)

Trabalho do jornalista

A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

  • “O quê” – o fato ocorrido
  • “Quem” – o personagem envolvido
  • “Onde” – o local do fato
  • “Quando” – o momento do fato
  • “Por quê” – a causa do fato
  • “Como” – o modo como o fato ocorreu

A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades.

Wikipedia (versão portuguesa)

Agora que estamos esclarecidos podemos passar às novas exigências impostas pela profissão.

1- Um jornalista tem que saber trabalhar para mais do que um meio. Tem que ser polivalente e conhecer diferentes linguagens.

Trata-se de uma questão de sobrevivência profissional. Se é fundamental ser especialista num meio, é essencial que se saiba adaptar a outros, caso sejamos apanhados por uma restruturação empresarial. Além disso, essa polivalência é muito útil neste período de convergência de meios: um jornalista com boa capacidade para fazer rádio poderá assumir a produção de um podcast num jornal, ou usar as suas qualidades como fotógrafo para ilustrar as notícias no site da estação.

2-Um jornalista é o seu próprio editor.

Calma, não estou a promover a anarquia nas redacções. Mas a independência editorial é necessária nesta altura em que se publica a notícia no imediato, através de breaking news no site ou através do Twitter, precisa-se de uma maior velocidade de reacção. Os cortes no pessoal e as novas estruturas de trabalho – à distância, por exemplo- promovem essa autonomia. Mas é um acréscimo de responsabilidade.

3-Um jornalista é uma marca.

E o seu próprio produto. Se o mercado de trabalho é volátil o freelancing é um modo de vida (como sempre foi na profissão). Para se valorizar é preciso que o jornalista se saiba vender: criar conteúdos fora do trabalho – blogs, galerias de fotos, slideshows, vídeos, experiências em flash,podcasts, etc. É fundamental ter uma atitude empreendedora, e saber destacar a sua individualidade. Aqui entra o marketing pessoal e a forma como apresenta o seu CV ou o seu portfolio, o seu perfil em redes sociais. Além disso, torna-se mais fácil para o público reconhecer o seu trabalho, o que humaniza o profissional, e a própria empresa para que trabalha.  A proactividade é uma característica de todos os bons jornalistas, mas é essencial num mundo que permite a criação de projectos próprios com baixos custos.

4-Um jornalista tem que estar em rede.

Já antes estava, mas era uma rede social limitada por factores geográficos, círculos sociais e económicos, todas os constrangimentos do mundo real. Online, a limitação está no número de contactos que se tem. Uma rede profissional bem montada aumenta o reconhecimento do trabalho e facilita a obtenção de fontes e ajuda.

5-Um jornalista é um produtor.

O tempo das máquinas de escrever já lá vai, por isso é necessário saber um pouco mais do que escrever. Agora é preciso saber um pouco de programação, ter conhecimentos técnicos em vídeo, áudio, fotografia, design, quer seja para desenvolver trabalhos multimédia sozinho ou para saber comunicar num trabalho de equipa. E podemos aprender como fazer isso tudo online. O resultado final já não é necessariamente um texto, mas um pacote multimédia que é preciso saber como fazer, ou explicar.

6-Um jornalista é um arqueólogo de informação.

Pensem em vocês como exploradores, Indiana Jones digitais. Há espaço para novos tipos de jornalismo, baseados na utilização de base de dados e notícias antigas relacionadas com um determinado assunto. Faz parte do novo papel dos jornalistas seleccionar,cruzar  e  usar outras fontes- mesmo da concorrência – de épocas diferentes, em simultâneo e no imediato para explicar  a evolução ou o enquadramento de uma história. E a web está carregada de informação valiosa para quem a souber procurar e usar.

7-Um jornalista é um moderador.

Um jornalista é a ponte entre os utilizadores, a redacção e os sujeitos da notícia. Através da gestão dos comentários à notícia, recorrendo ao crowdsourcing, colaborando com os leitores, o jornalista valoriza a informação que publica. É preciso compreender que uma história não está terminada depois de publicada, há sempre mais dados que surgem que podem ajudar a melhorar a compreensão dos factos. Por isso faz parte das novas funções do jornalista alimentar, recolher e filtrar o diálogo que agora existe com os utilizadores, e incorporá-lo no resultado final.

8-Um jornalista é um autenticador.

No meio de toda a contribuição dada pelos utilizadores cabe ao jornalista validar o que tem valor informativo ou não. Verificar factos continua a ser parte do trabalho, mas assume agora uma importância maior devido ao impacto imediato que uma informação errada pode ter, pois espalha-se mais rápido e para mais longe. Este é um bom exemplo.

9-Um jornalista é mais polícia de trânsito do que investigador privado.

Ou melhor: vão haver cada vez mais polícias de trânsito do que investigadores privados. Desculpem destruir uma imagem romântica do jornalismo, mas os Humphrey Bogarts serão cada vez mais raros, pelo volume de informação serão precisos mais polícias de trânsito. O seu papel é fundamental na orientação das massas na busca de informação. Sites como o NewsTrust.net são bom exemplo disso. A criação jornalística continuará a existir, mas grande parte do trabalho será redirigir utilizadores e conteúdos para os sítios certos.

10-Um jornalista é um DJ.

Remistura e torna coerente o fluxo informativo.

…e 5 coisas que não mudaram:

1-O jornalista é um profissional especializado na recolha, tratamento,  criação e gestão de informação;

2-O jornalista trabalha para a sociedade;

3-O jornalista é curioso por natureza, e procura saber mais do que mostram;

4-O jornalista é o primeiro garante da liberdade de expressão e informação;

5-O jornalista é um alvo;

Que outros pontos se podem adicionar a estas listas?

Outros links vistos para este artigo:

The Changing Context of News Work:Liquid Journalism and Monitorial Citizenship, Mark Deuze (.pdf)

Is Web 2.0 killing journalism?

The changing role of journalists in a world where everyone can publish

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