Posts Tagged ‘interactividade

29
Mai
08

Entrevistas online | Online interviews

The Halifax Evening Courier will tomorrow launch an online feature enabling it to crowd-source questions for high-profile interviews that have been selected and approved by its readership.

The Johnston Press title is the first newspaper in the UK to make use of technology from interactive news site Yoosk that allows readers to submit and vote on questions they want to be put to interview subjects.

Halifax Evening Courier to crowd-source interview questions

Eu desde cedo me apercebi que era péssimo a fazer entrevistas. Com o tempo e com dedicação (estudar estudar estudar fazer fazer fazer) consegui melhorar e agora é uma das minhas modalidades favoritas.

Mas agora é tudo muito mais simples (ou não): existem novas ferramentas que permitem aos utilizadores – a verdadeira razão de se fazer uma entrevista, embora haja quem pense que são os entrevistados – participarem activamente no processo. O Halifax Evening Courier em colaboração com o Yoosk vai permitir a participação dos seus leitores no questionário a algumas personalidades. Assim, as questões são mais abrangentes e não ficam limitadas a uma agenda estabelecida pelo entrevistador, que pode ter razões ulteriores ou pouco conhecimento sobre algumas matérias (ou seja, de pouca qualidade).

As possibilidades para entrevistas em tempo real e com a participação dos utilizadores aumentam com a utilização do Twitter ou do CoverItLive. No Twitter vamos dar como exemplo um programa de rádio, que receberia as questões para o seu convidado em estúdio através desta aplicação, em tempo real, e em 140 caracteres. Mais conciso é complicado.

O CoverItLive já permite outra margem de manobra, com respostas escritas pelo convidado a questões que poderão ser mais elaboradas. Ainda tem a vantagem de se poder manter uma sondagem durante a entrevista através da mesma plataforma. Este formato funciona melhor para um jornal, já que a transcrição seria publicada na edição impressa do dia seguinte, condensada para a online, e o original da manter-se-ia no site.

E sabem de uma coisa? São de borla.

Since early days i realised i was lousy with interviews. With time and dedication (study study study do do do) i managed to improve my skills and now is one of my favorite formats.

But now everything is a whole lot easier (or not): there are new tools that allow users – the true reason for making an interview, although some might think it’s the interviewee – participate actively in the process. The Halifax Evening Courier along with Yoosk is opening the questioning of some personalities to their readers. Thus, the range of questions will broaden and won’t be limited to a hidden agenda of the interviewer, due to ulterior motives, or for being short in his knowledge about some issues (which means, a poor quality professional).

The possibilities for real time interviews and with user participation increase when we apply Twitter or CoverItLive. With Twitter – for example, in a radio show – we can receive the questions to the guest in the studio through this application, in real time, and in 140 characters. More concise is complicated.

CoverItLive offers a different margin for manouevre, with answers written by the guest to more ellaborate questions. It also has the advantage of running a poll during the interview inside this platform. This format works better for newspapers, since the transcript could be printed for the next days issue, condensed for the online edition, and the original could stay up in the website.

And do you know what? It’s free.

Video CoverItLive

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06
Mai
08

Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte II)

Segunda parte (Ler a primeira)

Existe realmente um jornalismo do cidadão em Portugal inserido nos media online portugueses? Serão os sites verdadeiramente interactivos e abertos à participação do utilizador? Convidei cerca de 50 jornais, canais de televisão e rádios com sites informativos, abrangendo desde grandes grupos nacionais a pequenas empresas locais. Os resultados foram desconcertantes.

Um quarto das moradas de e-mail que recolhi para contacto com os gestores do site ou da redacção eram inúteis (não funcionavam), e mesmo tendo repetido algumas vezes o convite aos restantes para responder ao inquérito, apenas quatro órgão de comunicação responderam e preencheram o formulário. Os resultados são, portanto, inconclusivos. Mas este é um bom exemplo para mostrar o grau de receptividade que a maioria das empresas e redacções possuem a estimulação externa, nem que seja pelo facto de que as que responderam fazem parte do grupo que está a trabalhar para desenvolver a sua presença online, de uma forma pensada e sustentada, abraçando os novos desafios colocados pela hiper-comunicação, enquanto a maioria ainda vende gato por lebre.

De qualquer forma, estes foram os resultados: dois jornais – um nacional, outro local – um site noticioso exclusivamente online e um canal de televisão responderam ao inquérito. O jornal local era o que possuía menos recursos, sem jornalistas exclusivamente para edição online, contra o site de informação online que tem mais de 30 trabalhadores. O jornal local tinha cerca de 30 a 50 mil visitas diárias, contra as mais de 330 mil declaradas pela readcção online do canal de televisão. Todos davam prioridade ao texto sobre o vídeo, áudio e fotografia, sendo o vídeo o formato menos utilizado, excepto no website do canal de televisão, por razões óbvias. Nenhum destes órgãos usavam os cidadãos ou utilizadores dos seus sites como fonte, ficando-se pela investigação desenvolvida pelos membros da redacção, e pelos takes das agências noticiosas, embora agradecessem imagens e vídeos por parte dos utilizadores. Todos estão a planear abrir os seus sites a uma maior participação dos utilizadores, e quando questionados sobre o futuro do jornalismo do cidadão, a melhor resposta foi que a “interactividade é um dos factores que aumenta o número de visitas (…) e a visibilidade e reconhecimento da marca”. Esta forma de pensar é uma agulha no palheiro que é a indústria de comunicação em Portugal.

Os mais recentes relatórios sobre o jornalismo do cidadão nos EUA (State of the News Media 2008), mostram uma diminuição na participação dos utilizadores, apesar de haver novos websites e aplicações a surgir todos os dias, apelando aos leitores de notícias para desenvolverem conteúdos e criarem uma relação mais estreita com as edições online. Em Portugal, todas as notícias relacionadas com o desenvolvimento dos sites de media indicam mais elementos multimédia e interactividade, para uma utilização em banda larga: mais vídeo, comentários, mais espaço para as opiniões e contribuições dos utilizadores.
Salvo algumas excepções notáveis, nada está a mudar realmente; a grande diferença é que agora as contribuições aceites pelas companhias de comunicação estão a ser enviadas pela Internet em vez do correio normal, como aconteceu durante décadas.

Os utilizadores portugueses estão activamente a criar média pessoal, como blogs e podcasts, e comentar nos sites de notícias ou enviar fotos ou pequenos vídeos ainda é suficiente para a grande maioria. E no dia em que escrevo isto, o site do Público apresenta uma aplicação que liga um artigo aos blogs que o referem, o que pode significar que o futuro pode não passar pela inclusão de conteúdos gerados pelos utilizadores, mas pela promoção da troca de cobnteúdos entre os cidadãos e as empresas de comunicação. Mas para além desses pequenos avanços para integrar os utilizadores na construção da paisagem noticiosa, não há nada a que possamos chamar de jornalismo do cidadão em Portugal, integrado nos média.

As razões para anunciar o jornalismo do cidadão como parte do futuro da comunicação podem ser honestos ou puro marketing, mas o facto é que esta responsabilidade não assenta penas sobre os ombros das empresas. Os maiores promotores deste movimento devem ser os próprios cidadãos, e eles é que devem ser a força motivadora na alteração da face das notícias corporativas, recriando o agenda setting, humanizando e dando profundidade aos conteúdos noticiosos. Os órgãos de comunicação só terão é que estar preparados para aceitar isso.

Depois de ter escrito este artigo, ainda questionei mais a forma como a imprensa local se está a suicidar lentamente ao querer cobrar por conteúdos insuficientes e ineficazes no ambiente online. A assimetria é a grande característica nos nossos orgão de comunicação, um reflexo da restante conjuntura empresarial nacional. O desafio é grande e não vejo muitos a encararem-no de frente, ou sequer a levá-lo a sério. Assim, os resultados são previsíveis.

Para acompanhar estes pensamentos vale a pena ler o texto de Fernando Zamith, no âmbito da sua Licenciatura em Jonalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, intitulado “O subaproveitamento das potencialidades da Internet pelos ciberjornais portugueses“. Para ler.

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05
Mai
08

Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte I)

This post is the portuguese version of an article i wrote for Oliver Carter, teacher at the Birmingham University. Since it awaits for confirmation to be published, the english version will have to wait.

Este post é a adaptação para português de um artigo que escrevi há uns meses para Oliver Carter, professor na Universidade de Birmingham, e que ainda aguarda confirmação para publicação. Como recentemente tenho trabalhado no Índice de Interactividade dos sites noticiosos para o OJB, achei que era apropriado recuperá-lo e conjugá-lo com os novos dados. Hoje é a primeira parte, amanhã poderão ler a segunda.

Temos assistido a uma mudança significativa nos media portugueses nos últimos anos. De jornais locais a nacionais, rádios e canais de televisão, todos (ou a grande maioria) estão a construir a sua presença online, com mais ou menos aptidões ou qualidade. No entanto, o esforço é visível.

Video thumbnail. Click to playO Portugal Diário é um jornal exclusivamente online e que recentemente atravessou uma renovação profunda.

Mas este investimento em novas plataformas de comunicação não significa que as empresas estão a seguir as últimas tendências, ou a abandonar a sua aproximação conservadora às possibilidades totais da web.

Os sites noticiosos portugueses são, na sua maioria, um depósito para o conteúdo impresso, já que muitos não têm jornalistas exclusivamente online ou pessoas com formação específica para tal, e os recursos para o online são bastante limitados, especialmente no que toca a conteúdos multimédia. Apesar de tudo, a maré parece estar a mudar, principalmente graças aos esforços dos principais jornais, que estão a tentar inovar e a dar o próximo passo com os conteúdos online. Mas a maioria dos media portugueses são pequenas empresas locais, que já se debatem há muito com dificuldades económicas, e onde os ecos da inovação não se fazem sentir.

Este cenário de evolução lenta e desigual é o fundo ideal para explicar porque é que a interactividade entre os media e os utilizadores é praticamente inexistente. Muitos ainda não entendem o conceito de jornalismo do cidadão/participativo e comunidade, mas as direcções das empresas e das redacções não são os únicos culpados, já que é preciso considerar outros factores:

- Portugal tem um baixo número de leitores de jornais, e apesar de uma ligeira subida nos últimos anos, ainda é um dos mais baixos da Europa;

- os portugueses, como povo, normalmente não são empenhados civicamente;

- os jornalistas, como classe, são bastante protectores em relação à sua profissão;

- não existe grande oferta para formar jornalistas profissionais para gestão de comunidades, moderação de conteúdos, e gestão de conteúdos externos;

Portanto, se a informação ainda é uma rua de sentido único, é porque existe não apenas um problema estrutural, mas uma atitude passiva-agressiva relativamente ao jornalismo participativo: passivo por parte dos cidadãos, agressivo por parte dos jornalistas que defendem o seu estatuto de geradores de informação com unhas e dentes, havendo muitos que nem se esforçam por entender a nova realidade.

Para provar estas mudanças e a atitude geral actual, criei um pequeno questionário, onde tentava perceber as condições e a abertura dos media online à participação dos cidadãos. Este questionário estava dividido em qutro partes: características da empresa, tipos principais de conteúdo e fontes, formas de participação dos utilizadores, e uma curta opinião sobre o jornalismo do cidadão.

Este questionário foi enviado para cerca de 50 jornais, canais de televisão e rádios com sites informativos, abrangendo desde grandes grupos nacionais a pequenas empresas locais. Os resultados foram desconcertantes.

Fim da Parte I

(Ler Parte II)

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30
Abr
08

Recomendar as notícias

This post is the portuguese translation of the text Recommending news by Wilbert Baan at the OJB.

No seu primeiro post para o OJB, Wilbert Baan, designer de interactividade para o jornal holandês de Volkskrant, desenvolve a ideia de como as notícias podem ser items de partilha com a nossa comunidade pessoal. Ler texto original aqui.

Os websites como os conhecemos estão-se a desintegrar. Widgets,APIs e feeds levam a informação para outros lugares para além do domínio. Numa cultura de rede gostamos de levar a informação connnosco. No nosso telemóvel, desktop, widgets, websites, televisão digital, para todo o lado. Para o projecto do EN estou a reflectir sobre como podemos interagir com as notícias como objecto. Como podemos levar o artigo connosco ou usá-lo para criar novas colecções.

O artigo como objecto social

Por exemplo, no Flickr a fotografia é um objecto social. Temos uma página pessoal de contacto onde as fotografias relevantes para nós podem ser vistas. Todas estas fotos são provavelmente informação pública, mas é esta selecção baseada na nossa rede pessoal que torna esta página interessante para nós.

A mesma coisa acontece com o Del.icio.us, onde temos uma página com as páginas preferidas dos nossos amigos. Ou a Last.fm onde podemos saber que música os nossos amigos ouvem. E o Twitter, onde a sucessão de mensagens dos nossos amigos tornam este serviço valioso.

Hoje em dia os sites mais populares são criados em torno de nós.

Quase toda a informação nos sites da web 2.0 é informação pública. Links no Del.icio.us, artistas e canções na Last.fm, notas pessoais no Twitter. O que acrescenta valor a toda esta informação são as colecções que reunimos à nossa volta. Nós somos o centro e os nossos amigos virtuais estão à nossa volta. Os serviços da web 2.0 assentam em grupos de pessoas em que confiamos, tendo em conta quem eles são ou o que fizeram.

Notícias 2.0

As notícias raramente são apresentadas em torno de nós. São apresentadas de uma perspectiva em que o que é importante é definido pelos editores. Este é um sistema muito bom e fiável. Faz com que os sites e os jornais sejam diferentes e dá uma linha e personalidade às empresas de media.

Mas podem as notícias ser adaptadas a nós? Sabemos quais notícias são importantes para nós , certo? Confiamos nos nossos amigos? Pode a distribuição das notícias ser reduzida a um artigo (objecto) e ser sistematizada?

A maioria dos sites noticiosos já arrumam as notícias por popularidade e tempo. Isto é já uma forma mais sistematizada de distribuir as notícias e pode não ter nada a ver com a real importância da notícia. Eu não estou a defender que se deveria personalizar todo um site noticioso, pode ser apenas uma página como as páginas dos “amigos” no Del.icio.us, Flickr e Twitter.

As vossas ideias

Poderemos fazer às notícias o que a Amazon faz aos produtos? Gostariam saber que notícias os vossos amigos lêem? Ou estariam a perder a informação que é importante para vocês ou as surpresas? Alguns websites – como o Google News – estão já a fazer experiências com as recomendações. Gostaram? E conhecem mais algum website que crie uma experiência noticiosa valiosa em torno de vocês?

_______________________________________

Basicamente o que Baan defende é que as notícias podem ser mais um artigo de partilha dentro das nossas redes sociais, redefinindo-as da mesma forma que os outros artigos que costumamos partilhar. Isto implica talvez uma redefinição nas estruturas dos sites noticiosos e talvez na sua linha editorial. A personalização da agenda noticiosa é provavelmente umas das características mais revolucionárias no jornalismo do futuro próximo, que se neste momento se encontra a caminho do hiperlocal, assim se transformará no hiperpessoal.

Deixem as vossas sugestões e comentários a estas ideias do Wilbert. Podem também visitar o seu blog.

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