Posts Tagged ‘freedom

08
Out
08

Um exemplo russo | A russian example

Passaram ontem dois anos sobre o assassinato de Anna Politkovskaya. Os Repórteres Sem Fronteiras  assinalaram a data com um apelo à comunidade internacional para que os culpados sejam levados perante a justiça, a justiça que Politkovskaya procurou como jornalista e cidadã.

Acabei recentemente o seu Diário Russo, e acho que é um livro que todos os aspirantes a jornalistas devem ler, para perceberem que apesar dos riscos é preciso mostrar a verdade. A tenacidade e a coragem de Politkovskaya não são comuns, mas são necessários. Ela sabia que iria pagar um preço elevado, mas não recuou, e o seu legado é um exemplo para todos nós, os que procuramos a verdade e o bem comum.

Da mesma importância que o Arquipélago de Gulag de Solzhenitsyn, o Diário Russo é um trabalho jornalístico único, onde acompanhamos os dois últimos anos de Politkovskaya nas suas viagens pela Rússia de Putin, no rescaldo do Nord-Ost, durante o massacre de Beslan, na recolha de testemunhos sobre a Chechénia. É a reconstrução laboriosa e perigosa de uma verdade a que ninguém tinha acesso, e um documento importante para se perceber a Rússia dos nossos dias.

É também um modelo de coragem e de empenho, não só profissional, mas pessoal e humano.

Yesterday was the second anniversary over the murder of Anna Politkovskaya. The Reporters Without Borders marked the date with a call out to the international community so that the accused may be brought forth to justice, the justice Politkovskaya always searched as a journalist and citizen.

I recently finished reading her Russian Diary, and i believe it is a must read book for all aspiring journalists, to understand that despite the risks the truth must be exposed. Politkovskaya’s tenacity and courage are not common, but are necessary. she knew she was going to pay a high price, but didn’t flinch, and her legacy is an example to all of us, those who strive  for the truth and the common good.

As important as Solzhenitsyn’s Gulag Archipelago , the Russian Diary is a unique journalistic work, where we follow Politkovskaya’s last two years in her voyages across Putin’s Russia, from the aftermath of the Nord-Ost, during the Beslan massacre, gathering information and testimonies about Chechnya. It’s the laborious and dangerous reconstruction of a truth that no one had access to, and an important document to understand nowadays Russia.

It is also a model of courage and commitment, not only professional, but also personal and human.

Reporters Without Borders today called on the international community to launch a new call for justice to be done on the eve of the second anniversary of the murder of journalist Anna Politkovskaya, of the bi-weekly Novaya Gazeta and a specialist in the Caucasus region.

The campaigning journalist was gunned down at her apartment building in Moscow on 7 October 2006.

Alleged killer and the instigators of murder

of journalist Anna Politkovskaya remain at large two years on

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02
Set
08

Descubram as diferenças | Spot the differences

China, 13/08/08

St.Paul, Minnesota, USA, 1/09/08

Amy Goodman, independent media journalists arrested outside RNC

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01
Set
08

Bloggers e a grande baleia branca dos direitos dos jornalistas | Bloggers and the great white whale of journalist’s rights

Rights under article 10 of the European convention on human rights, which protects free speech, are always asserted and journalists rely on the Contempt of Court Act 1981, which prevents an order for disclosure being made unless it is “necessary in the interest of justice or national security or for the prevention of disorder or crime”. But at this point in the discussion we hit a stumbling block. Who is a journalist in an era of mass self-publishing?

The answer matters because case law tends to talk in terms of freedom of the press and journalistic privilege rather than everyone’s privilege. “Protection of journalistic sources is one of the basic conditions for press freedom,” said the European court of human rights in the Goodwin case 12 years ago. “Without such protection, sources may be deterred from assisting the press in informing the public in matters of public interest. As a result the vital watchdog role of the press may be undermined.” While this holds true, the task of ensuring the free flow of information is no longer the sole preserve of journalists.

Siobhain Butterworth , Open door

Editorial 1 Setembro | September 1st 2008 – The Guardian

Deverão – ou poderão -os bloggers ter os mesmos direitos e responsabilidades que os jornalistas? Esta questão tem causado bastante discussão e é abordada no editorial de hoje do The Guardian.

A verdade é que os bloggers podem , ou não, ser  jornalistas, mas são por si só um canal de informação. As instituições começam a aperceber-se disso na sua promoção: a recente convenção democrata em Denver atribuiu um número recorde de credenciais a bloggers; empresas de tecnologia há muito que enviam produtos para serem testados e criticados em blogs especializados; convidam-se bloggers para festas para promover empresas.

E porquê? Porque têm por vezes um público que ultrapassa os meios tradicionais, não em números mas em especificidade. São os nichos que contam. Mas quando o trabalho que fazem é igual ao jornalístico, qual é a sua protecção e quais são os seus deveres?

Para se ser  considerado como jornalista, em muitas partes do mundo é preciso uma carteira profissional, atribuída por uma entidade independente (de preferência). Eu, pessoalmente, acho isto inútil em vários pontos, mas é para outro post que já ando a adiar há algum tempo.O titular desta certificação está sob várias restrições e liberdades que lhe permitem exercer a sua actividade dentro de um código de conduta.

Idealmente, pois basta abrir um jornal ou ver os noticiários e vemos que não é bem assim. Por incompetência, agenda pessoal, ou pressão empresarial ou corporativa, manda-se o código às urtigas, e ou se é irresponsável pela criação de conteúdos, ou, ainda mais assustador, pelo silêncio.

Os bloggers são tão independentes, isentos ou (ir)responsáveis como qualquer jornalista. Mas não estão isentos de ser responsabilizados quando os conteúdos que produzem afectam de forma grave a consciência colectiva e a vida de terceiros.

Mas aqui está a baleia branca- quem é que os protege quando é necessário? O mecanismo legal deveria ser geral e não privilegiando apenas uma classe, ou seja, qualquer um que crie conteúdos deveria estar abrangido por um conjunto de regras único. Até lá, quem escreve jornalisticamente num  blog, sujeita-se. Ao bom e ao mau.

Apesar de alguns privilégios e de existir uma margem de manobra que muitos inteligentemente usam – um jornal confirma e procura validação dos factos, enquanto muitos bloggers libertam informação sem grandes restrições ou confirmações oficiais- também muitas vezes ao difundirem factos verdadeiros são perseguidos, atacados, pressionados. Mas não despedidos.

Um blogger pode ser um jornalista, mas que não está sob a alçada de uma empresa de comunicação, nem sob a protecção de uma associação de classe. Mas têm menos direitos e responsabilidades? Não. Têm os mesmos direitos,responsabilidades, e acredito que por comparação, mais liberdades.

UPDATE- Tinha acabado de postar isto e o António Granado partilhou este post sobre ética jornalística que ajuda a perceber as dificuldades existentes. Foi um blog que começou tudo (assim como noutras situações.)

Should – or could – bloggers have the same rights as journalists? This argument has been going on forever and it is the subject of today’s editorial at The Guardian.

The truth is that bloggers may or may not be journalists, but they are an information channel by themselves. Institutions are becoming aware of that: the recent democrat convention in Denver had a record number of credentialed bloggers; tech compnaies have been for quite some time sending products to be tested and evaluated by specialized blogs; bloggers are invited for companies promotional parties.

And why? Because sometimes their audience surpasses the  traditional media not in number but specificness. It’s the niche that counts. But when  the job they do is the same as  journalists, what protection  and duties they have?

In many countries,   to be considered a journalist one must have a professinal credential, given by an independent entity (preferably). Personally, i think this is useless in several points, but that is for a long delayed post. The holder of this certification is under some restrictions and liberties, that allows him  to carry out his activity within a code of conduct.

Ideally, because you just have to open a newspaper or watch the news to understand that is not really quite like that. Due to incompetence, personal agenda, or management or corporative pressure, you can see how they send the codes to hell, and they’re irresponsible in creating content, or even more frightening, opting for silence.

Bloggers are as independent, unbiased or (ir)responsible as any other journalist. But they’re not exempt of being accounted for the content they create when it affects gravely the collective conscience and the life of others.

But here’s the white whale- who’s protecting them when they need? The legal mechanism sould be general, and not to priviledge just one class of people, which is, anyone that creates content should be under a unique set of rules. Until then, who writes journalistically in a blog is exposed. To good and evil.

In spite of some priviledges and a manoeuvre margin that some cleverly use – a newspaper should check and validate all facts, while many bloggers release information without meaningful restrictions or official confirmations – sometimes when sharing true facts they are harassed, attacked, pressured.Not fired though.

A blogger can be a journalist, but one that is not under the umbrella of a communication company, nor under the protection of a professional guild. But do they have less rights and responsabilities? No. They have those same rights, responsibilities, and i truly believe that by comparison, they have more freedom.

UPDATE- I had just posted this when António Granado shared this post on journalistic ethics, that helps us to understand in practice how hard it is today. It was a blog that started it all (as in other situations.)

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03
Jan
08

Jornalistas Mortos em 2007 | Journalists Killed in ’07

86 journalists killed in 2007 – up 244% over five years

In 2007:
- 86 journalists and 20 media assistants were killed
- 887 arrested
- 1,511 physically attacked or threatened
- 67 journalists kidnapped
- 528 media outlets censored

 

 

 

 




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