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02
Set
08

O duro trabalho das imagens | Picture’s hard work

FMM 2008 - Faiz Ali Faiz

FMM 2008 - Faiz Ali Faiz / Foto| Pic : Mário Pires - Retorta.Net

O título devia ser “O duro trabalho de um fotógrafo”. Mas vai assim.

Quando tive a oportunidade de trabalhar para uma revista de música, as pessoas que me conheciam ficavam cheias de inveja por me pagarem para ver concertos. Bem, é divertido mas implica trabalho, e garanto-vos que eram os 1500 caracteres por artigo mais custosos da minha vida, por falta de espaço ou de referências. Mas diverti-me muito, acreditem.

Quem eu passei a respeitar foi mesmo o fotógrafo com quem ia, que tirava milhares de fotos para se aproveitar apenas uma. Aprendi muito a vê-lo trabalhar, a usar diferentes lentes, a procurar perspectivas novas, a procurar o momento expressivo que transmitisse a alma do concerto. E sei que as melhores nunca niguém as viu.

Foi disso que me lembrei quando vi esta série de posts do Mário Pires, sobre o seu trabalho no Festival Músicas do Mundo em Sines este ano. Não só partilha connosco algumas fotos fantásticas como explica as dificuldades e o que procurava em cada concerto, em cada foto.

Acho que os profissionais deveriam fazer isto mais vezes: não só apresentar o seu trabalho, mas partilharem as experiências retiradas do processo. Tanto leitores comuns como entusiastas ganham com isso, como acho que se passa a respeitar o profissional que passa horas a trabalhar, quando todos se estão a divertir. Se bem que eu sei que o Mário se diverte muito, senão não o faria.

Só tenho pena de não ter estado em Sines, mas isso fica para a próxima.

The headline should be “The photographer’s hard work”. But i’ll leave it like that.

When i had the chance to work for a music magazine, some people who knew me were pretty darn jealous because i was getting paid to go to concerts. Well, it’s fun , but it also means a lot of hard work, and i can assure you those were the hardest 1500 characters per article i’ve ever had to write, due to lack of space or references. But i had my fun, believe me.

Who i got to respect back then was the photographer who teamed up with me, that took thousands of photos just to publish one. I learned a lot watching him work, using the different lenses, looking for new perspectives, seraching for the expressive moment that conveyed the soul of that concert. And i know that the best ones nobody ever saw them.

That is what came to my mind when i saw this series of posts by Mário Pires, about his work at the World Music Festival in Sines this year. Not only does he share with us some fantastic pictures, but he also explains the difficulties and what he was looking for in each concert, for each picture.

I feel that professionals should do this more often: do more than show off their work, but also share the experiences they took from the process. Both regular readers and enthusiasts have something to gain from that, and i also think that we get to respect the pros that work for long hard hours , when everyone else is having fun. Though i know Mário had lots of fun, or else he wouldn’t do it.

I just regret the fact i couldn’t be at Sines this year, but next time i’ll be there.

Fazer a cobertura fotográfica de um festival como o de Sines, é um desafio estimulante, mas que tem o seu preço.
Já há muito tempo que o trabalho do fotógrafo não se reduz apenas ao momento em que coleccionamos uma série de momentos no nosso material de captação favorito. Uma vez terminado o evento, há que preparar o material para a fase seguinte, a escolha e a edição das imagens a apresentar.
Se o concerto foi frutuoso, temos pela nossa frente muitas imagens para visionar antes de fazer a escolha. Nos casos de concertos pouco variados visualmente, essa escolha está facilitada.
Quando um dia de concertos começa às 19:00h e se pode prolongar até ás 06:00 do dia seguinte, todas estas questões se tornam mais importante do que quando o objecto é um concerto único, mais ainda quando temos pela frente dez dias seguidos de concertos.
Para além de todas as questões já referidas, há também que contar com alguma resistência física para aguentar o ritmo sem falhar.
No final de tudo, o importante é a impressão que perdura muito depois de tudo ter terminado, no caso de Sines a impressão é a de que foram dias intensos e bastante frutuosos em termos de fotografias que me satisfazem o crivo crítico (devemos sempre ser os nossos mais implacáveis críticos).

Mário Pires,The Sines Photo Report I

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31
Ago
07

Festival Noites no Forte – Rescaldo

grimlet3a.jpg

6 noites, 18 bandas, centenas de pessoas por espectáculo. Parece que ficou provado que iniciativas como este primeiro Festival no Forte, composto unicamente por bandas da Figueira, são possíveis e podem ter sucesso. A entrada era gratuita.

 

Organizado numa parceria entre o Tubo d’Ensaio e as bandas participantes, a Junta de Freguesia de S.Julião e o Departamento de Juventude da Câmara Municipal da Figueira da Foz, este evento teve um sucesso enorme que ultrapassa a enorme adesão do público, ao promover o contacto entre os músicos da Figueira e o público em geral, e entre as próprias bandas. Pedro Saboga, do Tubo d’Ensaio diz que o festival “superou as expectativas em termos de adesão tanto de figueirenses como de pessoas que nos visitam, e as bandas provaram uma vez mais que quando lhes são dadas condições, estão à altura de pisar qualquer palco nacional, não são somente bandas de garagem mas bandas de qualidade.” Depois do enorme esforço organizativo efectuado, o balanço é positivo: “a nível da organização correu tudo como planeado, e as bandas deram uma lição de profissionalismo, quer no respeito pelos horários estabelecidos quer na entrega em palco.A melhorar: temos que para o ano conseguir licenças para o evento acabar mais tarde, porque o publico às 24h exigia prolongar os concertos.”

Mesmo apesar do cumprimento dos horários estipulados, houve quem não tivesse gostado de conviver com o Festival: “Houve pessoas que se queixaram, antes dos concertos começarem,de que as bandas figueirenses eram só barulho e não tinham qualidade para pisar um palco no centro da cidade, mas como estávamos à espera, elas provaram que têm mais qualidade do que muitas bandas contratadas a peso de ouro para animar a nossa cidade.Por outro lado, durante o evento houve muitas queixas de moradores, que acharam que em Agosto, numa cidade turistica, não se podia fazer barulho.Felizmente os milhares de pessoas que passaram pelos 6 dias do festival provaram o contrário. Ficámos muito contentes, por os jovens figueirenses poderem finalmente usar a sua cidade.”

Este tipo de iniciativas são para repetir e, para o ano, a organização vai tentar alargar as horas para os espectáculos, melhorar as condições para as bandas ao nível do cachet e das condições de palco. Também tentarão manter a empresa e a equipa de técnicos que trabalhou este ano, da Revolution, “que foram fenomenais”. Como responsável pelo som, esteve outro figueirense, Toni Lourenço, dono do Loudstudio.

 

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Entre as bandas também reinava o consenso de que tinha sido uma excelente oportunidade de mostrar a sua música, em condições excelentes. Agora basta apenas esperar pelo próximo.

Podem ouvir aqui as entrevistas com as bandas

 

Leiam o post de lançamento do Festival




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