Posts Tagged ‘censura

23
Abr
09

Magazine Censored | Visão Censurada

This week’s edition of the portuguese magazine Visão has been censored. Don’t worry, there’s nothing wrong with this, they are just celebrating the 35th anniversary of the Carnation Revolution.

They picked two of their most experienced editors, that worked during the dictatorship, and had them put on the shoes of their worst enemies back then: the blue penciled censors, that cut everything that could harm the image of the regime and their personalities. So that’s why the magazine is all crossed and scratched out.

The times have changed, and censorship is a foreign notion for many young journalists, though there is a new kind, the economical, labouring censorship, that constrains journalists’ work with the fear of getting fired, especially in dire times like these. Censorship is no longer exclusive to a repressive state, but also a weapon for corporate suited malefactors that want their agenda passed on. And many times, they live within the news companies.

Throughout the world, journalism is often the act of publishing the truth against the  will of the darkest powers. Sometimes, the ultimate price is not a public lie, but people’s lives. And many forget that there is a price for the truth, wherever you may be.

I’m happy that someone decided to remember something i never knew, in that way. Maybe that will help people open their eyes to the flooding of contents that aren’t news, but propaganda, they have to put up with.

A edição desta semana da Visão foi censurada. Não se preocupem, não há problema nenhum, é apenas forma que eles encontraram para celebrar os 35 anos da Revolução dos Cravos.

Eles escolheram dois dos seu redactores mais experientes, que trabalharam durante a ditadura, e puseram-nos no lugar dos seus piores inimigos na altura: os censores de lápis azul, que cortavam tudo que pudesse prejudicar o regime ou as suas personalidades. Por isso é que a revista está toda riscada e rasurada.

Os tempos mudaram e a censura é um conceito estranho para muitos jovens jornalistas, apesar de haver um novo tipo, a censura económica, laboral, que limita o trabalho dos jornalistas com a ameaça de despedimento, especialmente em tempos tão complicados como estes. A censura não é mais exclusiva de um estado repressivo, mas também uma arma dos malfeitores corporativos de fato e gravata que querem a sua agenda publicada. E muitas vezes vivem dentro dos orgãos de comunicação.

Pelo mundo fora, o jornalismo é muitas vezes o acto de publicar a verdade contra a vontade dos mais negros poderes. Por vezes, o preço máximo não é a publicação de uma mentira, mas a vida de uma pessoa. E muitos esquecem-se que há um preço para a verdade, estejam onde estiverem.

Fico contente por ver que alguém decidiu recordar algo que nunca conheci, pelo menos daquela forma. Talvez isso ajude as pessoas a abrir os olhos para o bombardeamento de conteúdos que não são notícias, mas propaganda, a que são sujeitos.

É em tributo à liberdade de expressão que este número “censurado” faz sentido. Com ele, pretendemos lembrar, de uma forma muito imediata, tudo o que significa não ter direito a informar e ser informado nem liberdade de Imprensa. Como veremos ao longo das páginas deste revista, com a quantidade de texto que aparece com a indicação de censurado, o controlo do pensamento e da expressão das ideias não se limitava (nunca se limita) à política, no seu sentido mais restrito. Pelo contrário, espalhava-se às várias áreas da vida em sociedade, das questões laborais à religião, do ensino à criminalidade, da economia à moral e aos costumes. Aplicava-se a tudo o que, de forma próxima ou longínqua, se afastasse do pensamento oficial ou pudesse, de algum modo, beliscar a imagem que o regime tinha construído para si próprio e impunha a toda a população como verdade indiscutível. E de tal forma que, em algumas ocasiões, se tornava ridícula, como poderemos ver na muito ilustrativa crónica de Francisco Pinto Balsemão que publicamos na pág. 10.

Quando estiver a ler os textos que se seguem lembre-se de uma coisa: neste número, as palavras, as ideias e as realidades que retratam, e que foram objecto desta “censura” simulada, aparecem cortadas ou sublinhadas, e acompanhadas dos carimbos que a Censura usava nas provas dos textos produzidos pelos jornalistas. Há 35 anos, na prática diária do regime, aqueles trechos cortados eram realidades, pura e simplesmente, apagadas, realidades que deixavam de existir por força do lápis azul do censor.

Visão

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12
Ago
08

Censura Olímpica | Olympic Censorship

Não à censura | No to censorship

Não à censura | No to censorship

Apesar de estar de férias não consegui deixar de reagir às pressões que a China tem feito sobre os jornalistas, especialmente sobre os estrangeiros, durante os Jogos. O pior de tudo é que está toda a gente a ir na conversa de tal maneira que se um jornalista for expulso dos Jogos de Pequim não poderá assistir aos de Londres em 2012. Três já foram convidados a sair.

Entretanto e durante a abertura dos jogos os Repórteres sem Fronteiras manifestaram-se em favor dos bloggers, jornalistas e ciber-dissidentes presos na China.

Este meu tweet foi um desabafo, que ecoou aqui e aqui.

Dave Green, jornalista freelance, escreveu um artigo muito interessante sobre a censura nos jogos. Não podemos ficar satisfeitos com apenas aquilo que nos querem mostrar, ser jornalista significa falar do que é preciso ser mostrado.

Aqui lembro-me do George Orwell: “Numa era de mentiras universais, dizer a verdade é um acto revolucionário.” Eu diria necessário.

Despite being on holidays i couldn’t help reacting to the pressure that China has imposed on journalists, especially foreign, during the Games. The worst part is that everyone is playing along in such way that it is settled that if a journalist is expelled from the Beijing Games he won’t attend to the London Olympics in 2012. Three have already been invited out.

Meanwhile, and during the opening ceremony, the Reporters Without Borders demonstrated in favour of bloggers, journalists and cyber-dissidents jailed in China.

This tweet of mine was to let off some steam, and it echoed here and here.

Dave Green, a freelance journalist, wrote a very interesting article about censorship during the games. We cannot be happy with what they want to show us, being a journalist means to talk about what it needs to be shown.

Here i recall George Orwell: “During times of universal deceit, telling the truth becomes a revolutionary act”. I’d say necessary.

Over on the country’s newsdesks, it took the influence of foreign editors to ensure the reporting of a US tourist’s murder received due prominence on the front pages and was not buried. Other coverage did not benefit from the same influence: the Xinhua News Agency’s report of five Tibet protesters detained in Tiananmen Square on the same day was tacked onto the bottom of the same reports of the tourist attack.

Dave Green, Journalism.co.uk

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05
Jul
08

Obstáculos à conversação global | Obstacles to the global conversation

From Twingly’s blogging visualization screensaver.

David Sasaki escreveu um post sobre as três principais barreiras que impedem  as comunidades  online de chegar ao resto do mundo : a censura, a infoexclusão,  e a língua.

David Sasaki wrote a post about the three major obstacles that keep online communities from reaching out  to the rest of the world : censorship, lack of digital inclusion, and language.

Imagine your own blogging community for just a second. Go ahead and put yourself at the center of your personal blogosphere – those you read and those who read you on a regular basis. What does it look like? Where do they live? What languages do they speak? What are their ethnicities, interests, political leanings, sexual orientations? What religions do they practice, or for that matter, not practice?

Now, imagine that community, that sphere of burning blogstars, expanding like the universe itself. Imagine that it encompasses your entire city, and keeps expanding to include every citizen of your country, and, eventually, each and every of the more than 6.5 billion human beings just like you and me.

What is preventing this expansion from taking place?

Three Obstacles to a Truly Global Conversation

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