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14
Jan
09

Analisys: experiment with a crowdsourced GoogleMap | Análise: experiências com um GoogleMap em crowdsource

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Click image to visit the map | Cliquem na imagem para ver o mapa

Last Friday Portugal was going through one of the coldest days in the last decades: there were temperatures below zero and snow, conditions rather unusual for our mild winters. So i decided early in the morning to do something that would keep me busy and warm throughout the day: a map built by users, using their pictures showing the weather in their cities.

The first call for collaboration was sent via Twitter. Many of the tweople i follow were already discussing the issue, and all i had to do was to ask for their photographs and  videos. They just had to look out the window, use a camera or cellphone and post them on Twitpic, Flickr or Picasa.

A few took the challenge early on, and there was a small frenzy about the map i just had setup. When the first contributions arrived  someone let me know that some online newspapers were asking for pictures too. No maps though.

The map i created was open to anyone to add  their own pictures and locations,  and i “templated” it with the first pictures. The word spread out mostly by retweeting. By lunch hour i had a few contributions, not as many as the news websites of course, but some visually compelling. The public news channel – that has a very effective Twitter participation – picked up the idea and on their web segment at night news talked about the map. At the end of the day i had a cool 1,000 visitors. I decided to use that publicity to take the experiment into the weekend, and see how it would work.

The good stuff

The first impression i got was that there was a will to participate and share with others the  personal experience on the weather.  There were a lot of contributions on the news websites  and blogs that  also requested pictures of the cold wave, so there was a lot of material to work with.

The idea caught on pretty easily too among my Twitter contacts, which helped to drive traffic to the map and get links to pics and slideshows. There was some quality stuff there.

Functionally, the map was quickly set up, and there were no major technical issues, although i was asked to place the pictures quite often, instead of being the users posting them themselves.

The number of visits was also surprising: in three days of useful life it had over 2,500 visitors. And it got my name on television.

The not so good stuff

Despite noticing some initial interest on the project, it faded away rather quickly. It was a stand alone feature, and not associated to any other type of narrative content. It might have worked better as a mashup with weather info and readers comments, or local news rss feeds about the weather, twitter hashtags, etc.

I also had all the work, i expected more independence from the users when it came to place the pics on the map, but i had no tutorial explaining how to do it anyway. So maybe i expected too much. The contributions came not only as pictures but also as links to blogs who had some, and i asked bloggers to share their own crowdsourcing efforts.

I took too much time to define a domain name to the map, i had a tip from a  fellow tweeter to use a free domain (mapadofrio.pt.vu). Easier to remember, easier to use.

Conclusions

For a project like this to work it shouldn’t be used as a stand-alone, but integrated in a streaming narrative, open to collaboration, and easier to interact. There was a real interest on the user side to participate, so the power of the crowd is still strong. I could have used more publicity, or have access to a wider audience, even with a reference on TV.  But it was easy, fast and cheap to set up. And as far as i can tell it was unique here in Portugal. There were a lot of requests for pictures, but no maps. Originality wins extra points.

To finish this short analisys i’d just like to thank all the people who participated and spread the word. More and more the creation of web contents depends on the users input.

And a question: what else could have been done?

Sexta-feira passada Portugal estava a meio de uma das maiores vagas de frio das últimas décadas: temperaturas abaixo de zero e neve, condições raras nos nossos Invernos amenos. Por isso decidi logo de manhãzinha fazer algo que me mantivesse quente e ocupado ao longo do dia: um mapa feito por utilizadores, que mostrasse fotos do frio nas suas localidades.

O primeiro apelo à participação foi feito via Twitter. Muita da tweople que sigo já discutiam o assunto, e tudo o que precisei de fazer foi pedir pelas suas fotos e vídeos. Bastava-lhes olhar pela janela, usar uma máquina fotográfica ou um telemóvel e postar as fotos no Twitpic, Flickr ou Picasa.

Alguns aceitaram logo o desafio, e houve alguma agitação à volta do mapa que tinha criado. Quando as primeiras contribuições chegaram houve alguém que me disse que alguns sites informativos também andavam a pedir fotos. Mas nada de mapas.

O mapa que criei estava aberto a toda a gente que quisesse adicionar as suas fotos e locais, e formatei o conceito nas primeiras fotos. A palavra espalhou-se principalmente através de retweets. À hora de almoço tinha algumas participações, não tantas como nos sites de informação claro, mas algumas visualmente interessantes. A RTPN – que usa muito bem o Twitter –  pegou na ideia e falou do mapa no segmento web do À Noite As Notícias. No final do  dia tinha uns 1,000 visitantes. Decidi aproveitar a  deixa e prolonguei a experiência pelo fim de semana, para ver no que dava.

A parte boa

A primeira impressão com que fiquei foi que existia uma vontade de participar e partilhar com outros a experiência pessoal desse dia. Houve muitas contribuições nos sites informativos e blogs que pediram imagens da vaga de frio, por isso havia muita matéria prima com que trabalhar.

A ideia pegou facilmente entre os meus contactos no Twitter, que ajudaram a gerar táfego para o mapa e obter links para fotos e slideshows. E havia coisas com qualidade.

Funcionalmente, o mapa foi fácil de montar, e não houve grandes problemas técnicos, embora me pedissem para pôr as fotos, em vez de serem os utilizadores a colocá-las por eles mesmos.

O número de visitantes também foi surpreendente: em três dias de vida útil o mapa teve mais de 2,500 visitantes. E apareci na TV.

A parte menos boa

Apesar de reparar num entusiamo inicial à volta do projecto, ele esmoreceu rapidamente. Era uma criação isolada, não associada a qualquer outro tipo de narrativa. Poderia ter funcionado melhor como mashup com informação meteorológica, comentários, feeds rss locais, hashtags do Twitter, etc.

Também tive que fazer grande parte do trabalho, esperava que os utilizadores pusessem as fotos no mapa, mas também não tinha nenhuma explicação sobre como fazê-lo. Talvez as expectativas fossem altas demais. As contribuições não foram só fotos mas também links para blogs que tinham outras imagens, e ainda pedi algumas a mais uns bloggers.

Demorei demasiado tempo a criar um domínio para o mapa, mas tive uma dica pelo Twitter para usar um gratuito (mapadofrio.pt.vu), mais fácil de lembrar e usar.

Conclusões

Para um projecto destes resultar não pode funcionar de forma isolada mas integrado numa narrativa contínua, aberto à colaboração e terá que ser mais fácil de interagir. Houve um interesse real por parte dos utilizadores em participar, por isso o poder da multidão é forte. Podia ter tido uma maior divulgação, mesmo com a menção na TV. Mas foi fácil, rápido e barato de montar. E até onde pude ver foi algo de único. Muitos sites pediram fotos e a colaboração dos utilizadores mas nada de mapas. A originalidade ganha pontos extra.

Para terminar esta curta análise, só queria agradecer a todas as pessoas que participaram e passaram a palavra. Cada vez mais a criação de conteúdos web depende da contribuição dos utilizadores.

E uma pergunta: que mais poderia ter sido feito?

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12
Nov
08

Autópsia de uma entrevista aberta e em crowdsourcing | Autopsy of an open crowdsourced interview

Entrevista com Dave Cohn

Uma análise a uma experiência

_________________

Analisys of an experiment

Eu sei que já devem estar fartos de ouvir falar disto, mas este post encerra o assunto. O que me proponho fazer é uma pequena avaliação a esta experiência de fazer uma entrevista aberta e em crowdsourcing: o que correu bem, o que correu mal, e o que se pode retirar daqui.

O objectivo era entrevistar Dave Cohn, antes do lançamento do seu projecto de jornalismo em crowdfunding Spot.us ,oficialmente lançado esta semana. Parte das perguntas seriam feitas por leitores deste blog e eu assumiria a edição e a produção do trabalho.

Antes de mais, uma cronologia do processo:

a ideia foi lançada a 4 de Setembro; o Dave aceitou na hora fazer a entrevista; seis pessoas colaboraram e enviaram as suas próprias perguntas para juntar às minhas;

-as perguntas foram enviadas a 3 de Outubro;

-o video (de 30 minutos!!) com as respostas foi recebido dois dias depois e editado durante a semana seguinte;

a primeira parte do video foi publicada a 9 de Outubro, a segunda no dia seguinte;

-a versão em texto foi publicada em inglês primeiro no OJB e no Lago a 29 de Outubro; a versão portuguesa a 31;

Análise

Vamos começar pelas coisas que na minha opinião correram mal:

-DURAÇÃO: apesar de estar a jogar com a data de lançamento do projecto, todo o processo demorou demasiado tempo. O Dave foi muito rápido da parte dele e muito atencioso, por isso ele não tem responsabilidades nesta demora. Não se esqueçam que a entrevista não foi presencial e que todos os contactos foram feitos por email. O que acabou por levar mais tempo foi juntar um número razoável de participações, e depois editar a entrevista em vídeo e para texto. Isto leva a outro ponto.

-DIMENSÃO: a entrevista foi demasiado extensa. É um hábito que tenho, mas quando sei que os entrevistados são pessoas inteligentes com coisas para dizer gosto de tirar o máximo deles. Mas depois isso traz problemas: o Dave teve a bondade de me gravar um video de 30 minutos, para responder de forma brilhante a cerca de 15 perguntas; na edição tive que dividir o video final em duas partes (mais de 10 minutos cada) , e reestruturar um monte de informação para a versão em texto. Para quem vê ou lê a entrevista acaba por ser demasiado.

-EDIÇÃO: se o vídeo até resulta pela presença e personalidade do Dave, a versão escrita acaba por estar desiquilibrada, confesso que tive pouco tempo durante a edição do texto e há partes que se ressentem. Mas experimentem trabalhar em duas línguas ao mesmo tempo, e vão ver que não é fácil.

-PARTICIPAÇÃO: a parte que me preocupou mais foi o número reduzido de participações. Posso ter sido demasiado optimista tendo em conta o número de leitores do blog, mas também espalhei (e espalharam) a palavra pelo Twitter. Pensei que tivesse mais por onde escolher mas no fim usei as questões de todos os participantes.

O que correu bem:

-PARTICIPAÇÃO: foram poucos mas foram bons, o que parece ser regra aqui entre os meus leitores. As perguntas eram difíceis e muito interessantes, e vieram enriquecer a entrevista. O objectivo era mesmo esse, ter mais do que eu sozinho poderia dar.E aproveito para agradecer a todos pela sua participação – a lista das perguntas creditadas aos seus autores está aqui.

-O ENTREVISTADO: se a entrevista vale alguma coisa é pelo Dave que foi excepcional no tempo que dedicou a isto. Felizmente tenho tido a oportunidade de entrevistar pessoas que respeito e admiro e todas têm correspondido. O show é dele e espero que esta entrevista tenha contribuído para divulgar o seu trabalho. Eu estou imensamente agradecido pela paciência que ele teve.

-PUBLICAÇÃO: a entrevista saltou os limites deste blog e foi publicada no OnlineJournalismBlog e ambos os vídeos foram postados no Journalism.co.uk. Houve algum feedback também em outros blogs.

Como balanço final, só posso dizer que podia ter sido melhor. Eu queria abrir o processo de realização da entrevista ao público, não só dando-lhe acesso aos diferentes passos mas convidando-o a participar.

Depois, acho que podia ter feito um trabalho final melhor, a nível de estrutura e tratamento a entrevista tem algumas falhas, mas foi o melhor que pude dadas as circunstâncias em que me encontrava na altura. Há coisas a melhorar sempre.

É engraçado reparar que a ideia de processo aberto é utilizado dias depois numa experiência da Wired com um trabalho sobre o Charlie Kaufman. Para se poder dar esta abertura é preciso pensar melhor nos formatos e nas plataformas a usar, mas tudo também depende das dimensões das publicações.

Creio que este pode ser um modelo de trabalho que pode ser utilizado eficazmente através do online: a transparência de processos e a participação dos utilizadores na produção de entrevistas traz mais valias ao trabalho final, numa perspectiva de consumidor. Os elementos chave são a confiança, a identificação e a integração.

Mais do que na criação de conteúdos, o futuro dos cidadãos no jornalismo está na colaboração em crowdsourcing, e o jornalista será a ponte entre o entrevistado, a redacção e o público, assumindo os papéis de editor e produtor.É realmente uma profissão em transformação.

E vocês -os que chegaram até aqui- que pensam sobre tudo isto? Dêem as vossas ideias e opiniões.

I know you must be sick and tired of hearing about this, but this post will put an end to it. What i propose to do here is a short evaluation to this experience in crowdsourcing an interview: what went wrong, what went great, and what we can take from the whole thing.

The goal was to interview Dave Cohn before launching Spot.us,  his crowdfunded journalism project, which happened just a few days ago. Some of the questions would be proposed by the readers of this blog, and i would take the edition and production of the interview.

But, first, a small chronology:

the idea was set on the September 4th; Dave immediatly said he would do it; six people participated and sent their own questions to add to mine;

-those questions were sent on the October 3rd;

-the video (30 minutes long!!)  with the answers came two days later and the editing took part of the following week;

the first part of the video was published on the 9th and the second in the following day;

-the english text version was posted at OJB and at The Lake on the Oct.29th; the portuguese version was available on the 31st;

Analisys

Lets start with the things that – in my opinion- went wrong:

-DURATION: despite taking in account the date when the project would be launched, the whole process took too long. Dave was very quick and thoughtful throughout the process, so he has no responsibilities on this. Don’t forget the interview wasn’t made in person, and that all the contacts were made by email. What ended up taking more time was to gather a reasonable number of contributions, a then editing the interview in video and text. This leads to another item.

-SIZE: this interview was too long. It’s an awful habit i have, but  when i know the subject of the interview is an intelligent person with things to say i like to take the most out of them. But that brings problems later: Dave had the kindness of recording a 30 minute video to answer brilliantly to about 15 questions; i had to cut it to a two part final version (with more than 10 minutes each), and restructure a whole lot of information for the text version. For those who watch the video or read the interview online is a bit too much.

-EDITING: if the video works because of Dave’s presence and personality, the written version came out a bit unbalanced. I admit i didn’t have much time while editing the text version, and some parts resent that. But try to work in two languages simultaneously and you’ll see how hard it is.

-COLLABORATION:  the thing that worried me the most was the low number of participations. I may have been a bit to much optimistic regarding the regular number of readers of my blog, but i (and others) spread the word out on Twitter. I thought that in the end i would have more to choose from, but i got to use all the questions left.

What went well then:

-COLLABORATION:  they were few but they were good, which seems to be a pattern among my readers. The questions were tough and really interesting, and added value to the interview. That was the goal, to have more than what i could give on my own. And i take this opportunity to thank you all who participated – the list of the questions credited to their respective authors is here.

-THE INTERVIEWEE: if the interview is any good is because of Dave who was amazing in the time he spared to do it. Fortunately i’ve been having the chance to interview people that i admire and respect and all of them have lived up to the expectations. It was his show and i hope this interview helped to make his work better known. I’m so grateful  for all his patience he had with this.

-PUBLISHING: the interview wasn’t confined just to the limits of this blog, and it was posted at the OnlineJournalismBlog and the videos at Journalism.co.uk. There were references in other places too.

All in all , i just can say it could have worked better. I wanted to open the process of making the interview to the public, not only giving them access to the different steps, but also making them a part of it.

Then, i guess i could have done a better job in the end, structurally and on a treatment level the interview has some flaws, but it was the best i could given the circumstances i was at the time. There are always things to immprove.

It’s also funny to notice that the idea of open process is used a few days later with a Wired experiment over a story on Charlie Kauffman. To do something like this you have to really think through the formats and platforms to use, but it also depends on the size of each endeavour.

I believe this could become a working model that can be used effectively online: the transparency in the process and users participation in the production of interviews adds value to the final result, in a consumers perspective. The key elements  here are trust, identification, and integration.

More than in the creation of contents, the future of citizens in journalism will be in crowdsourced  collaborations, and the journalist will become the bridge between the subject, the newsroom and the audience, taking the roles of editor and producer.It is a job in transformation indeed

And what about you – those who got this far. What do you think about all this? Share your thoughts and leave your opinion. Thanks.

EXTRA : full unedited video

Vodpod videos no longer available.

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28
Jul
08

O que está nas notícias? | What’s on the news?

Hoje decidi fazer um pequeno exercício: pegando em três dos maiores diários portugueses, fui comparar os seus conteúdos usando o Wordle, que gera tag clouds a partir de feeds RSS.  As secções escolhidas foram as generalistas, e é interessante ver as diferenças não só entre publicações como das capas para os temas mais falados. A hora de recolha de dados é o fim da manhã de hoje, ou seja, segunda feira em época baixa.

Today i decided to run a small test: i took three of the biggest dailies here in Portugal , and i compared their news contents using Wordle, that generates tag clouds from RSS feeds. I chose the more  general sections, and it’s interesting to see the differences  not only between the newspapers but also between their covers and the cloud. The time for the collection of this data was around the end of today’s morning, which is Monday in the low season.

A primeira tag cloud refere-se ao Jornal de Notícias, que apesar de fazer manchete com o homicídio de um taxista, online o  tema em destaque é o desporto com o  Torneio do Guadiana. De notar a presença do termo LUSA, já que grande parte do conteúdo tem como origem a agência noticiosa portuguesa.

The first tag cloud belongs to Jornal de Notícias, that despite making the frontpage with the story of a murdered taxi driver, online the strong topic is sports, with Guadiana’s football tournament. The word LUSA has a great relevance since most contents come from the national news agency.

No Correio da Manhã o assunto em destaque na sua tag cloud é o caso de Maddie McCann, um assunto que o jornal tem abordado até à exaustão. O homicídio do taxista também está presente.Na capa do jornal, nenhum dos dois tem grande presença.

In Correio da Manhã the most highlighted subject  of the tag cloud is the Maddie McCann affair, a story the newspaper has  covered to exhaustion. The taxi driver’s homicide is also referred. On the cover, none of these stories have much presence.

O Público também fala do taxista assassinado, e parece dar mais destaque a eventos internacionais: o preço do petróleo e o atentado em Istambul. Na capa, uma reportagem alargada sobre ciganos e assuntos de economia.

Esta análise não é muito exacta por algumas razões: os jornais arrumam certos assuntos por secções diferentes, com feeds distintos, e o que para uns é Sociedade, para outros é Actualidade. Além disso, o timing da análise não será o melhor, já que estamos em período de férias e segunda de manhã é uma altura em que não existem muitas notícias. No entanto, e especialmente para quem conhece os jornais, demonstra as diferenças na orientação editorial de cada publicação.

Este tipo de pesquisa pode ajudar a compreender não só que opções cada redacção faz, mas também como se define um certo universo informativo, e que assuntos são abordados para uma certa realidade. Talvez ajude também a perceber como a nossa percepção dessa realidade é moldada.

Público also has the story of the murdered taxi driver, and it seems  to give more notability to international events: the oil prices and the bombing in Istambul. On the cover, a story about gypsies , and economy issues.

This analysis isn’t very accurate for some reasons: newspapers arrange some subjects in different sections, with distinct feeds, and what is Society for one is General news for other. Besides, the timing for this analysis is not the best, since we’re in a vacation period and Monday morning is a time where there aren’t many news. However, and specially for those who know these newspapers, it clearly shows the  differences in the editorial  orientation for each newspaper.

This type of research can help to understand not only which options each newsroom makes, but also how a given informational universe is defined, and which subjects are approached for a certain reality. Maybe it could also help understand how our perception of that reality is shaped.

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