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Maio
09

“Us Now”: as a presentation model | um modelo de apresentação


Yesterday i recommended “Us Now”, a documentary film project about the power of mass collaboration, government and the Internet, which boomed across the web. It is a must see, but this post is not about the film. It’s about how they present it online, and how i feel it is a good model to be applied to major news reports and investigations. A transparency model.

Imagine you’re a reporter after a major story, it involves loads of data, there are many different sides to the issue, and people to interview that have specific knowledge about it, be it technical, scientific, or just exclusive. Good journalists always delivered good stories on their own, and covered all the necessary angles to the subject. Working alone means full control of the process, from start to end, and a fair amount of discretion, secrecy, that often resulted in exclusives, the former bread and butter of good newspapers. But what if the process was public, and open to everyone?

I’m not saying all of the process, but some parts of it. If a journalist is snooping around, asking questions about something, doors will close anyway, that will open with new information and the need to answer, retaliate, whatever –  sometimes a statement comes out of conflicting views. But the saying goes  “two heads are better than one”, and if we ask for users to help, many minds will work for the same purpose.

The crowd could gather data, process it, provide input, suggest questions, and the journalist – besides having to do all the things he’s supposed to – would coordinate all of these contributions. This would improve the relationship between the users/readers and the journalist/story/brand. But if you are not a fan of full disclosure before publishing, why not do it afterwards? Release the videos rushes, the full audio, share the documentation and data you gathered in an open database. The advantages? Trust.

Transparency goes a long way, and it prevents journalists from backing off from the story too early or to make mistakes. The liability risk is smaller, and if it is a controversial subject, it’s not the singled out figure of the journalist that is at stake, but a whole community behind the story. Of course, this does not minimize the journalists importance or responsibility, quite the opposite.

“Us Now” producers made the footage available,  transcriptions, download links for the full film, and i think this brings extra value to the work, instead of being commercially harmful. I like to see the bits and pieces that make things work, but if you don’t, just watch the finished version.

There’s a good example of this in Wired’s piece about Charlie Kauffman, and i tried something similar for the pre-production phase of my interview with Dave Cohn.

As a journalist, would you be looking forward this kind of openness? As a reader, would you participate?


Ontem recomendei “Us Now”, um documentário sobre o poder da colaboração em massa, governo e Internet, que se espalhou rapidamente pela web. É imprescindível, mas este post não é sobre o filme. É sobre a forma como o apresentam online, e como acho que é um bom modelo a aplicar para grandes investigações jornalísticas. Um modelo de transparência.

Imaginem que são um jornalista atrás de uma grande história, que envolve imensa informação, tem diferentes lados, e as pessoas a entrevistar têm conhecimentos específicos sobre o assunto, sejam eles técnicos, científicos ou exclusivos. Os bons jornalistas sempre fizeram boas reportagens sozinhos, e cobriram todos os ângulos que eram precisos cobrir. Trabalhar sozinho significa ter controlo total sobre o processo, do princípio ao fim, e uma certa dose de discrição, secretismo, que muitas vezes davam em exclusivos, o anterior ganha pão dos bons jornais. Mas e se o processo fosse público e aberto a todos?

Eu não digo que seja todo o processo, mas algumas partes. Se um jornalista estiver a investigar, a fazer perguntas, algumas portas se hão-de fechar, e só se abrirão com nova informação e a necessidade de resposta, retaliação – por vezes uma declaração surge pela discórdia. Mas como o ditado diz que duas cabeças pensam melhor que uma, se pedirmos  ajuda aos utilizadores, muitas irão trabalhar para o mesmo objectivo.

O grupo podia recolher dados, processá-los, dar o seu input, sugerir questões, e o jornalista – para além de ter que fazer todas as coisas que tem que fazer – coordenaria todas estas contribuições. Isto melhoraria a relação entre os utilizadores/leitores e o jornalista /reportagem /marca. Mas se não são fãs deste tipo  de abertura antes da publicação, porque não fazê-lo depois? Disponibilizem os brutos de vídeo, áudio, partilhem a documentação e os dados que recolheram numa base de dados aberta. As vantagens? Confiança.

O peso da transparência é grande, e evita que os jornalistas se afastem da história cedo demais ou que façam erros. O risco é menor, e se for um assunto controverso não é a figura isolada do jornalista que está em causa, mas toda uma comunidade que está por trás. É claro que isto não minimiza a importância ou as  suas responsabilidades, pelo contrário.

Os produtores do “Us Now” disponibilizaram vídeos, transcrições, links para descarregar o filme inteiro, e acredito que isto traz um valor acrescentado ao trabalho, em vez de o prejudicar comercialmente. Eu gosto de ver as partes do conjunto, mas podem sempre ficar pela versão final.

Há um bom exemplo disto com a peça sobre o Charlie Kauffman na Wired, e tentei fazer algo semelhante na pré-produção da minha entrevista ao Dave Cohn.

Como jornalistas, estariam abertos a este modelo? E como leitores, participariam?

Us Now website


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