Arquivo de 11 de Maio, 2009

11
Mai
09

Links for today | Links para hoje

It’s not that I’m pessimistic about the future for good journalists. Quite the opposite, in fact. Journalism isn’t dying; it’s just in a period of extreme volatility. And in any time of volatility, there’s huge room for opportunity. But you’re not going to learn how to exploit it in a stuffy classroom taught by people who got there by working at newspapers.

In my head, the Fifth Estate includes the Fourth Estate, the idea and value of a professional press corps as a way of informing and engaging the populace, and holding the powerful accountable. This vision of a Fifth Estate sees the Fourth Estate as necessary but insufficient for democratic life. The Fifth Estate could express what Jay Rosen has described as a “pro-am” model for the future of news, a frame that sees that the freedoms and responsibilities of the First Amendment empower not just a professional caste of news gatherers and distributors, but potentially every citizen.

One might think this is a bad thing. Emotions seem to be at odds with reason, and combined with the power of media they can lead to hysteria. I don’t know exactly what Shirky has to say about this, but I do remember that philosopher Martha Nussbaum argued in her book Upheavals of Thought that emotions can make valuable contributions to the moral life.

“Emotions” don’t have to mean knee-jerk, populist reactions by an uninformed mob expressing itself anonymously on forums. Emotions can refer just as well to people engaging in conversations where they do more than just argue facts — they express why they are interested in a topic, what they fear, and what they hope for.

News reports, on the contrary, are written in a disembodied style. The author seems to be absent, so that their voice does not get in the way of “what is really going on.” Of course, the audience at large knows that the author isn’t really absent just because they try to keep their own thoughts out of a story.

“Parasite”? Oh, please, get over it. Was the printing press circa 1501 C.E. a parasite on the manuscript culture of the monasteries of Europe? Sure, the printing press eventually killed manuscript book production. But a parasite would have died after the host was gone. Do you think the Internet is going to die?

If you fail to look at the decline of newspapers in context of the historical arch of events, and you fail to see that the same forces driving down circulation are the same forces decreasing community involvement and civic engagement, then you’ll never have a clue how to solve the problem. If you don’t see the whole picture, you’ll look for quick fixes like government aid or legislation, grants and annuities, paid content or just whine about “society can’t function without us.”

The solution lies in figuring out why increasingly society is deciding it doesn’t need us and fixing that problem, not in hair-brained schemes that attempt to force journalism on the masses.

Unscientific observation:  most bloggers use Twitter, but many Twitter users do not blog.

Twitter is popular because it is easy.  It is easy to setup, easy to copy-paste links into, and easy to write 140 character bits.  But, having your own blog remains the strongest platform if you’re serious about sharing ideas and having a continued dialog with the world.  Blogging is the antithesis of easy, however it is far more rewarding.

I’m not saying Twitter isn’t a useful and interesting service, because it certainly is.  But it does not negate the real opportunity that is actually made more useful by the popularity of microblogging:  having your own blog.

Are you just using Twitter but not blogging?  You’re missing out.  Here’s why you should make a blog your home base and consider Twitter an outpost: (…)

Continue reading ‘Links for today | Links para hoje’

11
Mai
09

i agora? uma revisão ao que foi dito e ficou por dizer

Quando escrevi a minha crítica ao i (ao site particularmente, já que ainda não tinha nas mãos a versão impressa), foi baseado nas minhas primeiras reacções ao que estava disponível – o post estava escrito 4 horas depois do site ter ficado online. E posso dizer que as minhas ideias principais mantêm-se ao fim destes poucos dias de vida do jornal, mas outros comentadores e uma leitura à edição de papel levantaram outras questões que acho pertinentes para o futuro do projecto. Como normalmente sou bastante benevolente nas primeiras impressões, sinto a necessidade de aprofundar mais alguns pontos a partir de novas impressões, das minhas, e de outros. Para o bem e não para o mal, aqui vão.

inovação e forma

A primeira coisa que reparamos relativamente ao i é o formato, tanto no site, como na versão impressa. Se já falei do site – económico, limpo, simples – no papel a organização é mais confusa, há demasiadas áreas vazias, erros ortográficos que não se perdoam (“irradicação” na edição de Sábado, mas há mais) o que prejudica a credibilidade de qualquer publicação. Acontecem mas não deviam acontecer.

Não gosto da falta de linhas verticais a dividir artigos diferentes, é uma opção estética, mas se juntarmos isso à arrumação dos conteúdos às vezes a leitura é surreal  (acontece mais no Radar). Na edição de Sábado gostei muito das infografias, a do Giro de Itália ocupa uma página inteira  e é bastante interessante, e cumpre o seu papel.

O tamanho do jornal é prático, e desculpem-me os detractores mas este é o formato que vai dominar no futuro. O i lê-se bem deitado, o que para a filosofia do jornal se calhar é mais importante do que parece. Ao ler o i – e como vivo numa cidade à beira mar – penso que é um bom jornal para se ler na praia, os agrafos e as dimensões são úteis para se enfrentar o areal ventoso da Figueira, por exemplo.

Mas vou ter que concordar com algumas ideias sobre a fotografia, há opções a reconsiderar, a capa do nº1 foi muito fraca, e preocupa-me a falta de creditação de algumas imagens (caso notório, a reportagem ” Álcool antes dos 18 anos”).

Tem pormenores iguais aos da Monocle? Problema de quem fez e de quem comprou a estética, eu acho que resulta. E faz as necessárias chamadas para mais conteúdos multimédia no site, não tão bem como o DN, mas creio que como está chega.

Há problemas técnicos que se vão ter que resolver, como o RSS, as espanholices, o social bookmarking (as redes estão mal escolhidas), mas não é nada que não se veja com tempo.

A ideia que fica da primeira impressão visual do i é bastante positiva e continuo a defender que é um passo em direcção ao futuro, e que torna o jornal único. Mas o que se passa debaixo da superfície é mais complicado.

ideologia e identidade

Quando li o editorial do primeiro número torci o nariz. O Martim Avillez Figueiredo em vez de apresentar aquilo que define a personalidade editorial do projecto, deu um manual de instruções para se ler o jornal. Fiquei sem saber o que é o i, o que defende, qual é o seu manifesto ideológico, o que é que o separa do Público, do DN, JN, Expresso, das revistas cor-de-rosa ou das publicações juvenis.

Chamaram a atenção para a falta de apresentação de um estatuto editorial obrigatório num primeiro número, e isso ainda me deixou mais reticente em relação à consistência dos conteúdos. E quando li o jornal fiquei ainda mais preocupado. Não concordo com algumas opiniões que acho demasiado pesadas, mas há textos muito mal escritos, e o número de Sábado mais parece um pequeno manual de prevaricações próprias de uma revista para jovens adultos:  “5 passos para falsificar um BI”, “Como encontrar um (restaurante) clandestino”, “Da semente até ao charro” (com uma boa infografia para uma estufa caseira).

Se se assumiram como concorrentes do Público, estão a ir por um caminho completamente diferente. Estarão a dar espaço às propostas dos jovens jornalistas? Excelente! Mas parecem uma tosta de bacon com queijo light, e isso não ajuda a definir o que é o i, nas ideias, na atitude, na orientação. Sem isso não irão definir o seu público alvo, mas, assim que lhes passar aquele brilho nos olhos que surge em todas as pessoas que estão a começar um novo empreendimento (acreditem que sei como se pode ficar cego com isso), vão perceber que há coisas a mudar e a redefinir.

Já disse isto antes mas volto a repetir: o papel só deve ser gasto com boa escrita.

Depois não sei que ética é que permite a utilização dos nomes reais de menores em situações que lhes podem causar problemas com a família (reportagem “Álcool antes dos 18 anos”). Aliás, acho que se podem descobrir aqui e ali uns erros de palmatória nas questões éticas e deontológicas, especialmente nos trabalhos dos jornalistas mais novos, o que exige das editorias uma maior atenção. A ver.

Outra coisa que me fez espécie foi a geografia do i. A que país pertence? Lisboa, cidade  e subúrbios , e elites sociais e políticas? Onde está (desculpem usar esta expressão que odeio) o país real? Só acontecem coisas em Lisboa e o resto são pequenos pontos no Radar? Eu não vivo na capital nem nada que se pareça, e acho que estão a aplicar uma visão redutora sobre o que é Portugal, erro comum aliás a muitos outros jornais. Mas  isso é reflexo de um conjunto de erros que irei abordar no fim do texto.

A questão que fica é: o que é o i? Se com o Sol percebeu-se de onde vinham e o que queriam fazer, com este jornal as dúvidas são muitas, e os laivos de conservadorismo juvenil que se revelam ao ler os artigos sobre esses temas  contracorrente que referi antes não auguram nada de bom. Mas se calhar é apenas um reflexo de uma ideologia que se vai instalando lentamente na nossa sociedade.

E os exclusivos New York Times são um abuso: três artigos por número, muitos deles lidos e relidos na web? Pior, parecem ser usados como elemento validador da qualidade do i, que só será validada pelo  conteúdo próprio. É uma boa ideia, e eu gosto dos artigos, mas na última página preferia outra coisa, de que já vou falar.

Como não procuram ser um projecto de hard-news, vou dizer que o i não é um jornal para nos informarmos, mas para nos instruirmos. Não espero grandes cachas deles.

interacção

Há questões pertinentes relativamente à relação do i com os seus leitores. Aliás, podemos começar logo pela forma como se relacionaram com as primeiras críticas. Por mais que eu goste de ser mencionado em jornais e nos sites, fiquei incomodado por só terem usado as mais positivas e favoráveis ao projecto.

Eu se calhar teria feito o mesmo, mas tinha respondido na medida do possível às críticas negativas mais válidas num dos blogues do site, pelo menos. A auto-promoção é muito importante, mas aceitar as críticas e dar a outra face são fundamentais. É que no meio das opiniões negativas e algumas altamente gratuitas e destrutivas há sempre algo que se pode aproveitar. E levar as picardias pessoais a público é feio. Portugal é um país de gente mesquinha, óptimo, já sabemos. Não vamos é alinhar nisso.

A rentabilização dos blogues aliás é uma desilusão. São inúteis porque ou muito me engano ou não passam para o papel. Deviam ser diferentes também nisso. Com tanto blog podem muito bem usá-los para fazer algumas últimas páginas, em vez do artigo do NY Times. É uma maior motivação para os bloggers residentes e uma forma de chamar pessoas a essa zona do site.

A escolha das redes sociais parece-me boa, à excepção do social bookmarking, como já disse. A ideia de colocarem um jornalista a gerir o relacionamento social virtual com os leitores parece-me ser uma boa ideia, mas até agora não vi nada que possa definir ou ajudar a criar uma icomunidade, como me explicaram, especialmente depois da atitude passiva e defensiva que assumiram durante o desenrolar de críticas negativas no Twitter, por exemplo. Que, diga-se, não vi referenciado no site ou no jornal, como foi feito com os blogues.

Estes pormenores fazem-me parecer que as intenções estão lá, mas que na realidade é tudo um pouco fogo de vista, porque está na moda e é do que se fala, mas poucos compreendem, especialmente nas direcções , e estou a ver o jornalista destacado para essas funções a ser recolocado noutro tipo de tarefas em breve,  e a supervisionar os estagiários curriculares nesse trabalho.

Houve uma situação que me chateou, mas esta é a nível pessoal. Andei quase dois meses a ver se entrevistava alguém do i, e após uma primeira resposta impecável e perfeitamente compreensível a adiar a entrevista, finalmente tive uma ajuda para concretizar o meu objectivo, cerca de uma semana e meia antes de se lançar o primeiro número. Apesar de todos os esforços do meu contacto no i – a quem tenho que agradecer pelo trabalho e pelo tempo,e pela atenção-  não tive resposta.

Aceito que estão mais preocupados com outras coisas do que em responder às   perguntas de um blogger qualquer. Preferia receber um email a dizer “agradecemos o seu interesse, mas de momento não achamos relevante satisfazer o seu pedido, obrigado”, e depois não usarem parte da minha crítica positiva, ao menos eram coerentes.  As perguntas que lhes enviei podem ser lidas no final deste post.

Outro ponto a ter em conta é o papel e os termos do iRepórter. Mais uma vez parece que a  oportunidade de se incorporar algum jornalismo do cidadão numa publicação de uma forma eficaz e realista ficou-se pelas intenções. Os termos de utilização não me parecem ser os melhores para o estabelecimento de uma relação de confiança entre colaboradores e marca. Aí estão tão mal como a concorrência.

Onde o i é uma (des)ilusão

Como já vos disse, não sei o que o i é. Mas sei perfeitamente o que não é.

O i não é um jornal diário. Nem mais: a um euro por número, 1.40€ por uma edição que nada o justifica, e sem apostar a fundo na informação diária, o i devia ter uma frequência diferente. Terças, Quintas e Sábados, e talvez um aumento por altura das férias (já vos tinha dito que é porreiro para ler deitado e na praia?). Acho que se faziam números melhores, com menos custos.

O i não é um jornal de grande tiragem. O mercado do i já devia estar estabelecido, mas a indefinição na orientação editorial do jornal está a baralhar as contas. O i devia ser jornal para 25/30 mil cópias, e esgotadas com regularidade.

O i não está a usar todos os recurso que tem ao seu dispor. Este é o ponto em que eu acho que a Sojormedia/Grupo Lena estão a passar completamente ao lado. Ora, eles têm uma página no site com links para outras empresas de comunicação do grupo, mas pelo que percebi não há nenhum tipo de integração com esses orgãos de comunicação locais, onde há experiência, trabalho e matéria prima para ser utilizados numa edição nacional.

Se trabalhasse numa das publicações regionais do grupo e visse que nenhum do meu trabalho poderá aparecer na edição nova, que levou um investimento brutal enquanto o site do meu jornal é uma porcaria, e que deu trabalho a uma série de putos quando estou há anos a ver se saio desta cidade, ficaria assim um bocado desmotivado. E dói ver que vão buscar o New York Times mas não conteúdos internos.

Se a integração do regional no nacional me parece inexistente, também suspeito que o que se aprender no nacional não chegará às empresas mais pequenas do grupo, que bem precisam de formação e investimento na renovação das suas metodologias e tecnologias.

O i não é um jornal nacional. Como disse antes, não sei que país é este de que fala o i. É interessante saber que em Alcântara vai nascer um jardim onde agora estão contentores, que posso ir por minha conta e risco ao Martim Moniz comer num restaurante clandestino, que há um lar gay em Lisboa. Mas eu não estou em Lisboa. Até o Público, que se vende miseravelmente no Porto, tem uma edição Norte, porque há assuntos de interesse nacional a acontecer por aquelas bandas. Já deu para perceber que este é um jornal de estações de metro, não de apeadeiros.

Eu costumo dizer que para se ter uma ideia do que é Portugal é preciso ler dois jornais, o Correio da Manhã e o JN. Creio que nunca irei incluir o i nesta lista.  Por isso, não duvido que a distribuição do jornal será reduzida a alguns centros urbanos e do litoral, dentro de algumas semanas.

O i não é obrigatoriamente um matutino. Sem apostar nas notícias breves, e mais nas de fundo, e com as suas características magazinescas, não estou a ver que razões obrigam o jornal a estar disponível de manhã, tirando o facto de que assim podem entrar nos hábitos matinais de leitura dos portugueses, se é que os há. Mas este ponto é o que tenho menos certezas, há uma série de razões económicas e de venda que favorecem os matutinos.

Estas questões levam a analisar de outra forma o posicionamento do jornal no mercado português. Perde para os jornais de referência na abrangência, nos exclusivos, na importância à realidade regional e local, na informação diária (onde acaba por sofrer também da concorrência dos gratuitos);  não ganha aos semanários porque traz demasiados artigos de fundo para uma leitura diária, é um jornal que precisa de tempo quando traz coisas que nos interessam. Falha redondamente na definição da marca, a revolução do i parece ter sido ao nível superficial, de resto surge como um aglomerado de ideias sem fio condutor. Pode ser que com o tempo se venha a provar que estou errado.

Onde o i ganha é na oportunidade que tem de arriscar, de ser realmente diferente se o quiserem, e não andarem preocupados com as outras marcas, não vejo qual é o interesse em dizer que a sua concorrência directa é o Público ou o JN, porque não é, o i é um objecto único no panorama editorial português . Se definirem uma voz própria vão vender menos, mas terão o respeito dos leitores e dos seus pares, e o futuro não está nos que vendem mais mas nos que vendem melhor.

Sigam os conselhos que outros partilharam – e não me estou a dirigir aos jornalistas ou aos editores de cada secção, mas aos executivos do grupo e ao Martim Avillez Figueiredo – e vejam que para a opinião pública vocês ainda não existem ou estão perto do falhanço. Eu não acredito nisso, mas como leitor e como defensor de melhores instituições jornalísticas em toda a parte, acho que ainda falta muito, talvez demasiado, para o i ser um projecto sólido, nem que seja porque as expectativas foram colocadas a uma fasquia demasiado ambiciosa. Mas há muitas coisas boas.

O Pedro Rolo Duarte tem 50 números temáticos para fazer para a sua revista de Sábado. Daqui a um ano voltamos ao assunto.

________________________________________________________________

As perguntas que lhes fiz (e às quais ainda espero que me respondam)

  • Em que é que o “i” vai ser diferente dos outros jornais, no papel? Menos páginas, menos breves, ou há algo mais?
  • Qual é a relação que vai haver entre o online e o papel? É uma redacção integrada? Há directrizes diferentes para ambos?
  • Sei que os jornalistas vão ter à sua disposição vários equipamentos para conteúdos multimédia. Que tipo de formação tiveram? Para a direcção do i é o caminho a seguir (não só na empresa mas no jornalismo em geral)?
  • O que é que os jornais existentes estão a fazer de mal que vocês querem evitar?
  • A redacção como espaço físico tem algumas particularidades. Não pude deixar de reparar que têm um espaço dedicado para conteúdos vídeo. O que é que destacam de diferente, e como é que isso afecta o método de trabalho?
  • Houve alguma descrença aquando da apresentação do projecto. Porquê lançar uma publicação nova agora, quando o que se vê é o encerramento de jornais, e o espalhar da crise?
  • Como acham que vai ser o futuro do jornalismo,para as empresas e para os jornalistas?
  • Os cursos de Jornalismo lentamente estão a adaptar-se à nova realidade tecnológica e social da web, mas muitos estudantes de jornalismo ainda não sabem bem o que os espera. Que conselhos lhes dão?
  • O i é o jornal do futuro?

Acima de tudo, boa sorte, e bom trabalho.




I moved | Mudei-me

140char

Sharks patrol these waters

  • 119,719 nadadores|swimmers
who's online

Add to Technorati Favorites

View my FriendFeed



Twitter

Add to Technorati Favorites Creative Commons License

Naymz | LinkedIn

View Alex Gamela's profile on LinkedIn

View Alex Gamela's page at wiredjournalists.com


Videocast

a

Ouçam o meu podcast AQUI | Listen to my podcast HERE |


My del.icio.us

Use Open Source

LastFM

 

Maio 2009
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.