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Fev
09

#cfund debate: Wrap up | Conclusões


Debate clip

Debate clip

I can’t say that yesterday’s Twitter  #cfund debate was a huge success, but it was great to tap into the thoughts of journalists, media addicts and common users about new business models for new media. During the 10 hours of active debate we reached an average of almost 70 tweets per hour, which shows how lively it was. We didn’t come up with a solid solution for the financing problem of online media, but we sure gave a lot of suggestions. This wrap up is a mix of my interpretations and the words of all that participated in the debate. To them, my deepest thanks, they made my day.

We started by polling if people were willing to pay for news, and right from the start the no took the lead by a long distance. But, as the debate shows, users were willing to pay for special features, services, and fund investigative reporting. Soon Spot.us came up in the conversation, or wasn’t this a debate under the sign of crowdfunding. Dave Cohn’s project gathered consensus as an example of what users should be funding: independent, local reporting. In fact, local and unique content are ahead in the priorities of spending users.

But for the rest of the news, which should be the  best model to apply? Micropayments were suggested, but only if there was  a universal system, instead of an individual one that put walls around each newspaper. I found this a bit hard to apply but i can see the aim: users want it simple.  Also noted as fundamental was that the news products should take in account niches and the specifics of the community.

There were many interesting comparisons with the music industry, though some differences must be highlighted: music is a perennial product, while news have a short life span, though now expanded thanks to the infinite archive of the web. The similarities come in the way users relate to the distribution of the product, and how the solutions provided by the music industry could work for the news industry. A iTunes like system could work if it was real cheap, and -in my opinion- could be fully costumizable. You’d buy the news you want. But quickly i find many reasons for this system to fail: i don’t want to buy news like i said before, and any user could share his buy with whoever he wanted. I don’t want to give any excuses to anyone create a news RIAA…

Não posso dizer que o debate #cfund no Twitter tenha sido um sucesso estrondoso, mas foi excelente para aceder às ideias de jornalistas, viciados nos media e utilizadores comuns sobre novos modelos de negócio para os novos media. Durante 10 horas de debate activo, atingimos uma média de 70 tweets por hora, o que mostra como foi animado. Não encontrámos nenhuma solução sólida para o financiamento dos media online, mas demos muitas sugestões. Esta conclusão é uma mistura das minhas interpretações e as palavras dos que participaram no debate. A eles o meu obrigado.

Começámos com uma sondagem para saber se as pessoas estavam dispostas a pagar por notícias, e, desde logo, o não ganhou um grande avanço. Mas, como o debate mostra, os utilizadores estão dispostos a pagar por aplicações e serviços especiais, e a financiar jornalismo de investigação. Rapidamente o Spot.us surgiu na conversa, ou não fosse este um debate sob o signo do crowdfunding. O projecto de Dave Cohn reuniu consenso como exemplo do que se devia apoiar financeiramente: jornalismo local e independente. Na verdade, conteúdo local e único estão na frente das prioridades dos utlizadores dispostos a pagar.

Mas para o resto das notícias, qual será o melhor modelo a aplicar? Foram sugeridos os micropagamentos, mas apenas se houvesse um sistema universal, em vez de específicos que isolassem os jornais. Achei este modelo um pouco difícil de aplicar, mas vejo o objectivo: quanto mais simples para o utilizador melhor. A importância dos nichos de mercado e as especificidades das comunidades foram apontados como fundamentais na definição dos produtos informativos.

Houve comparações muito interessantes com a indústria musical, apesar de ser necessário destacar as diferenças: a música é um produto permanente, enquanto que as notícias têm uma vida curta, agora aumentada no arquivo infinito da web. As semelhanças surgem na forma como os utilizadores se relacionam com a distribuição do produto, e como as soluções apresentadas pela indústria musical podem resultar para a indústria de informação. Um sistema tipo iTunes podia funcionar se fosse realmente barato e o conteúdo podia ser personalizado. Compravam-se as notícias que se queria. Mas rapidamente vejo muitas razões para não funcionar: como se disse antes, eu não quero comprar notícias, e qualquer um podia partilhar o conteúdo com quem quisesse. E não quero dar desculpas a ninguém para criar uma RIAA para as notícias…

Crowdfunding

Crowdfunding

Crowdfunding as an option was widely discussed through out the debate. A system that would sit on the spontaneous,free contributions of users – or if required to fund a reporting project- is a concept pretty much well accepted by the majority of the participants. I had to ask for the pros and cons of crowdsourcing, and we found some flaws for this model, if used for certain structures.

The best part of crowdfunding is that it makes the users a part of the process, they put their money where their confidence is. But that implies the creation of valuable, trustworthy content. It’s a Darwinistic logic, only the best would survive. The cons are scale – it should work better with smaller endeavours, with a huge market. Portugal has 10 million inhabitants, so in most of the cities a crowdfunded project wouldn’t last long, but it might survive on a national level. In the American scale, things would work the other way around.   Other problem that was raised was the sustainability: how to keep the users excited and making them sending money. And like someone said, it’s hard enough to please one boss, now try to please a crowd of them. But crowdsourcing works, and that’s a fact.

We also discussed if news companies should be profit or non-profit. To depend on external endorsements is risky, and i believe that without a commercial, competitive side, the news business might lose it’s edge. Public interest was discussed, but i think all news are of public interest. Editing options define the degree of importance of a story to a specific audience, and now those options are easily costumized by users when they choose the feeds they want to get. They become the editors.

Besides, in an environment prolific in content, users will have the last word. There is a middle man that gets out of the loop, which favors freelance writers and journalists, that can work directly for their audience, skipping a whole editorial structure and even traditional publishing.

A opção do crowdfunding foi amplamente discutida ao longo do debate. Um sistema que se apoiasse nas contribuições livres e espontâneas dos utilizadores – ou a pedido para financiar reportagens – é um conceito muito bem aceite pela maioria dos participantes. Eu tive que perguntar sobre os prós e os contras do crowdsourcing, e demos com algumas falhas neste modelo, se usado em certas estruturas.

A melhor parte do crowdfunding é que inclui os utilizadores no preocesso, e eles colocam o dinheiro onde está a sua confiança. Mas isso implica a criação de conteúdo valioso e fiável. É uma lógica Darwinista, só os melhores sobreviveriam. Contra está a escala – resultaria melhor com empreendimentos mais pequenos, com um grande mercado. Portugal tem 10 milhões de habitantes, por isso na maioria das cidades um projecto apoiado em crowdfunding não durava muito, mas poderia sobreviver a nível nacional. À escala americana seria ao contrário. Outro problema que foi levantado foi a sustentabilidade: como manter s utilizadores interessados e a contribuir regularmente. E como alguém disse, já é difícil agradar a um patrão, quanto mais a uma multidão deles.

Também discutimos se as empresas deveriam ter ou não fins lucrativos. Depender de apoios externos é arriscado, e acredito que sem um lado comercial, competitivo, o negócio das notícias perderia um pouco a garra. O interesse público foi discutido, mas acho que todas as notícias são de interesse público. As opções editoriais definem o grau de importância de uma história para um público específico, e agora essas opções são facilmente assumidas pelos utilizadores quando escolhem as fontes das notícias que querem. Eles passam a ser os editores.

Além disso, num ambiente tão rico em conteúdos, os utilizadores é que têm a última palavra. Há um intermediário que sai do circuito, o que favorece escritores e jornalistas freelancers, que assim podem trabalhar directamente para o seu público, livrando-se de uma estrutura editorial e até das edições tradicionais.

More than news | Mais do que notícias

More than news | Mais do que notícias

After a while it became clear that the problem doesn’t rely on distribution only. It’s not how to make people pay that matters. It’s what they pay for. There is a whole structural matter that is not restricted to the distribution channels. It was defended that traditional media are not really trying to to create a new business model, but rather making an awkward attempt to adapt the old system to a new environment. It simply doesn’t work, the web is like the outer space, Earth rules do not  apply. Blogs are more engaged to their audience, they are more connected to the people who read them because there is a relationship. Newspapers were objects, brands, a product with untouchable people inside.Users are no longer up for it.

Another thing that struck me was the inclusion of print in the possible business models suggested in the debate. Print has an important role in the news industry, because there is still a huge amount of audience for it. It should be treated as a luxury item, and not as the thing you use to wrap your fish and chips (nudge nudge to Britain). It has been always the content that set newspapers apart. Create real good content for print, and people will buy it. Fewer people, but that is a part of the definition of niche market.

And like Steve Yelvington suggested, why are you trying  to sell just a newspaper? Widen the scope and create other products that also are journalism. How many of you bought a newspaper just because of the cartoons or the sports page, or the books that came with? Many times people bought newspapers not because of the news, but for the entertainment. So i find it hard to convince them to pay for it. Don’t charge us for  content, but for premium products. Ok, this bit is my opinion.

Overall it was a sometimes hectic but well spent day in front of the computer. I regret the fact that i didn’t had more experts and journalists to debate. War stories are always better told by those who fought in the trenches. But the debate is far from over, so we’ll hear a lot from them too. Another peculiar thing is that yesterday there was a flood of business model related posts, which meant that even without their knowledge, there was a number of people eager to participate.

I have to thank all the people that joined us yesterday, and a special thanks to João Simão, a university teacher at UTAD that is trying to make a difference, he helped organizing and hosting the debate at his website, in just a couple of days. Lets get ready for the next one.

Ao fim de algum tempo tornou-se claro que o problema não se restringe apenas à distribuição. Não é o como as pessoas pagam que interessa. É o que elas pagam. Existe um problema estrutural que não está limitado aos canais de distribuição. Foi defendido que os media tradicionais não estão a tentar criar novos modelos de negócio, mas antes a fazer uma tentativa desajeitada para adaptar o velho sistema a um novo ambiente. Simplesmente nunca vai resultar, a web é como o espaço sideral, as leis da Terra não se aplicam. Os blogs relacionam-se mais com o seu público, estão mais ligados às pessoas que os lêem, porque existe um vínculo. Os jornais eram objectos, marcas, um produto com gente intocável lá dentro. Os utilizadores estão fartos disso.

Outra coisa que me surpreendeu foi a inclusão do papel nos possíveis modelos de negócio sugeridos. O papel tem importância na indústria de informação porque ainda existe um público enorme para ele. Deveria ser tratado como um produto de luxo, e não para forrar galinheiros. Foi sempre o conteúdo que definiu os jornais. Criem um bom conteúdo para o papel,que as pessoas compram-no. Menos pessoas, mas isso faz parte da definição de nicho de mercado.

E como Steve Yelvingto sugeriu, porque é que estão a tentar vender apenas um jornal? Alarguém o âmbito e criem outros produtos que também são jornalismo. Quantos de vocês compraram um jornal por causa da BD, ou o suplemento de desporto, ou os livros que vinham junto? Muitas vezes as pessoas compravam jornais não por causa das notícias, mas pelo entretenimento. Por isso acho difícil convencê-las agora a pagar por notícias. Não nos cobrem pelo conteúdo , mas pelo produto de qualidade. Ok, este bocado é meu.

No geral foi um dia por vezes agitado mas bem passado à frente do computador. Tenho pena que não tenham participado mais especialistas e jornalistas. As histórias de guerra têm sempre mais piada quando são contadas por quem esteve nas trincheiras. Mas este debate está longe de estar terminado, por isso ainda iremos ouvir muito deles. Outra coisa engraçada foi a quantidade de posts publicados ontem relacionados com os novos modelos de negócio, o que quer dizer que mesmo sem saber, havia muita gente a cheia de vontade de participar.

Tenho que agradecer a todos os que se nos juntaram ontem, com um agradecimento especial para o João Simão, um professor universitário na UTAD que está a tentar fazer a diferença, ele ajudou a organizar e a alojar este debate no seu site em poucos dias. Vamo-nos já preparar para o próximo.

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The debate was also followed at Journalism.co.uk | O debate também foi seguindo no Journalism.co.uk

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3 Responses to “#cfund debate: Wrap up | Conclusões”


  1. 1 Paul Balcerak
    21 de Fevereiro de 2009 às 10:04 pm

    Alexandre,

    Thanks again for putting this together.

    I think one of the important things to to in the future will be to include “average people” (re: news consumers) in the discussion. We keep looking for this mystical “business model” like it’s The Force or something. Consumers will ultimately decide our fate, so maybe it’s time to directly appeal to them — what do *they* want to see? What will *they* pay for? (Think of it like a taste test.)

    Can’t wait for Round 2 of this, whenever that may be.

  2. 22 de Fevereiro de 2009 às 8:40 am

    Hey Paul, thanks for being a part of it,

    Users always know best,you’re right. After this debate i’d really like to tap into the “regular users” minds. I bet some new out of the box suggestions would come up.

    If there’s a round 2 i’ll let you know. Thank you for contribuiting to the discussion, it was really valuable.


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