Arquivo de 18 de Novembro, 2008


10 changes in journalists role (and 5 things that remain the same)

(Versão portuguesa aqui)

um-jornalista-e-um-djJournalism is changing: technologically, commercially, in the media, in the formats, in business models. So it is quite natural that the very role of journalists must be renewed and adapted to the unavoidable reality.

But first, we must understand what a journalist is and does:

Journalism is the profession of writing or communicating, formally employed by publications and broadcasters, for the benefit of a particular community of people. The writer or journalist is expected to use facts to describe events, ideas, or issues that are relevant to the public. Journalists (also known as news analysts, reporters, and correspondents) gather information, and broadcast it so we remain informed about local, state, national, and international events. They can also present their points of view on current issues and report on the actions of the government, public officials, corporate executives, interest groups, media houses, and those who hold social power or authority.

Wikipedia(english version)

Now that we cleared things up, we can enumerate the new changes demanded by the job:

1- A journalist must know how to work for different media.  He must be multi-skilled and master different languages.

It’ a matter of professional survival. If being an expert in a medium is an added value, it is also essencial that we can adapt to others, just in case we’re caught up in a company restructuring. Besides, that multitasking is very useful in this age of media convergence: a journalist with good radio skills can take the production of his newspapers podcast, or use his photographic qualities to illustrate the news in his station’s website.

2-A journalist is his own editor.

Calm down, i’m not promoting the newsroom anarchy. But editorial independence is needed in these times where the news is published immediately, as breaking news or via Twitter, calling for a faster response time.  Staff cuts and new newsrooms organization -telework, for instance- promote that autonomy.  But the weight of responsibility increases.

3-A journalist is a brand.

And his own product.If the job market is volatile, freelancing is an option (as it has always been). To value himself, a journalist must know how to sell his work: by creating off-work contents – blogs, photo galleries, slideshows, videos, flash experiments ,podcasts, etc. It is fundamental to have an entrepreneurial attitude, and know how to highlight his individuality. Personal marketing weighs in here, in the way your CV/Resume and  portfolio and also the profile in social networks is presented. Besides, it becomes more easy for the audience to associate the work to the worker, which humanizes the professional and the company he works for. Proactivity is a characteristic that all good journalists must have, but is of utmost importance in a world that allows to create  your own projects with low costs.

4-A journalist must network.

It had to before, but there were geographical limitations, social and economical factors , and a whole sort of real world constraints. Online, the limit is in the number and the value of the contacts one has. A well set up professional network can increase recognition and it allows to reach out to more sources and get help.

5-A journalist is a producer.

The age of typewriters is long gone, so we need to know something more than writing. Now  programming and video,audio, photography, design knowledge are demanded, to develop multimedia works on your own or to effectively communicate when working as a team.  And we can get  that knowledge online. The final result may no longer be a text, but a multimedia package, that we must know how to make, or explain.

6-A journalist is an information archaeologist.

Think of yourselves as explorers, digital Indiana Jones. There is room for new types of journalism, driven by database use or using links to older news related to the subject we’re covering. It’s part of the new role of journalists to select, cross, select and use other sources -even from the competition- from different times, simultaneously and immediately, to explain the evolution or to frame a story.  And the web is full of information for those who know how to look it up and use it.

7-A journalist is a moderator.

The journalist is the bridge between users, the newsroom and the story’s characters. Through managing the comments of the article, crowdsourcing, and collaborating with the readers, the journalist can add value to the first published draft. We must understand that a story isn’t finished after being published, there is always  more data that can help to improve the understanding of the facts. So, it’s  part of the role of the journalist to feed, gather and filter the dialogue that now is sustained with the users, and incorporate it in the final result.

8-A journalist is a authenticator.

Amid all the user generated content and contributions is up to the journalist to verify and validate what is news or not. Fact checking is still a part of the job, but now it has a bigger importance because of the immediate impact a wrong information can have, because it spreads faster and further. This is a good example.

9-A journalist is more a traffic cop than a private investigator.

Or even better:  there will be more traffic cops than private investigators.. .I’m sorry to destroy a romantic image of journalism, but there will be less Humphrey Bogarts, the rise in the volume of information will demand for more traffic managers. Their role will be essential to guide the masses in the search for information. Sites like are a good example. Journalistic creation and investigation will continue to exist, but most of the work will be redirecting users and contents into the right places.

10-A journalist is a DJ.

Remixes and makes the news flow coherent.

…and 5 things that haven’t changed:

1-A journalist is a professional specialized in gathering, treating, creating and managing information;

2-A journalist works for society;

3-A journalist is curious by nature, and tries to know more than what is showed;

4-A journalist is the first defender of freedom of speech and information;

5-A journalist is a target;

What other items can be added to these lists?

Other links used for this post:

The Changing Context of News Work:Liquid Journalism and Monitorial Citizenship, Mark Deuze (.pdf)

Is Web 2.0 killing journalism?

The changing role of journalists in a world where everyone can publish

Continue a ler ’10 changes in journalists role (and 5 things that remain the same)’


10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)

(English version here)


O jornalismo está em mudança: na tecnologia, no mercado, nos meios , nos formatos, nos modelos de negócio. Por isso é natural que o próprio papel dos jornalistas se tenha que renovar e adaptar a esta inevitável realidade.

Mas antes temos que perceber o que é e o que faz um jornalista:

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista.(…)

Trabalho do jornalista

A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

  • “O quê” – o fato ocorrido
  • “Quem” – o personagem envolvido
  • “Onde” – o local do fato
  • “Quando” – o momento do fato
  • “Por quê” – a causa do fato
  • “Como” – o modo como o fato ocorreu

A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades.

Wikipedia (versão portuguesa)

Agora que estamos esclarecidos podemos passar às novas exigências impostas pela profissão.

1- Um jornalista tem que saber trabalhar para mais do que um meio. Tem que ser polivalente e conhecer diferentes linguagens.

Trata-se de uma questão de sobrevivência profissional. Se é fundamental ser especialista num meio, é essencial que se saiba adaptar a outros, caso sejamos apanhados por uma restruturação empresarial. Além disso, essa polivalência é muito útil neste período de convergência de meios: um jornalista com boa capacidade para fazer rádio poderá assumir a produção de um podcast num jornal, ou usar as suas qualidades como fotógrafo para ilustrar as notícias no site da estação.

2-Um jornalista é o seu próprio editor.

Calma, não estou a promover a anarquia nas redacções. Mas a independência editorial é necessária nesta altura em que se publica a notícia no imediato, através de breaking news no site ou através do Twitter, precisa-se de uma maior velocidade de reacção. Os cortes no pessoal e as novas estruturas de trabalho – à distância, por exemplo- promovem essa autonomia. Mas é um acréscimo de responsabilidade.

3-Um jornalista é uma marca.

E o seu próprio produto. Se o mercado de trabalho é volátil o freelancing é um modo de vida (como sempre foi na profissão). Para se valorizar é preciso que o jornalista se saiba vender: criar conteúdos fora do trabalho – blogs, galerias de fotos, slideshows, vídeos, experiências em flash,podcasts, etc. É fundamental ter uma atitude empreendedora, e saber destacar a sua individualidade. Aqui entra o marketing pessoal e a forma como apresenta o seu CV ou o seu portfolio, o seu perfil em redes sociais. Além disso, torna-se mais fácil para o público reconhecer o seu trabalho, o que humaniza o profissional, e a própria empresa para que trabalha.  A proactividade é uma característica de todos os bons jornalistas, mas é essencial num mundo que permite a criação de projectos próprios com baixos custos.

4-Um jornalista tem que estar em rede.

Já antes estava, mas era uma rede social limitada por factores geográficos, círculos sociais e económicos, todas os constrangimentos do mundo real. Online, a limitação está no número de contactos que se tem. Uma rede profissional bem montada aumenta o reconhecimento do trabalho e facilita a obtenção de fontes e ajuda.

5-Um jornalista é um produtor.

O tempo das máquinas de escrever já lá vai, por isso é necessário saber um pouco mais do que escrever. Agora é preciso saber um pouco de programação, ter conhecimentos técnicos em vídeo, áudio, fotografia, design, quer seja para desenvolver trabalhos multimédia sozinho ou para saber comunicar num trabalho de equipa. E podemos aprender como fazer isso tudo online. O resultado final já não é necessariamente um texto, mas um pacote multimédia que é preciso saber como fazer, ou explicar.

6-Um jornalista é um arqueólogo de informação.

Pensem em vocês como exploradores, Indiana Jones digitais. Há espaço para novos tipos de jornalismo, baseados na utilização de base de dados e notícias antigas relacionadas com um determinado assunto. Faz parte do novo papel dos jornalistas seleccionar,cruzar  e  usar outras fontes- mesmo da concorrência – de épocas diferentes, em simultâneo e no imediato para explicar  a evolução ou o enquadramento de uma história. E a web está carregada de informação valiosa para quem a souber procurar e usar.

7-Um jornalista é um moderador.

Um jornalista é a ponte entre os utilizadores, a redacção e os sujeitos da notícia. Através da gestão dos comentários à notícia, recorrendo ao crowdsourcing, colaborando com os leitores, o jornalista valoriza a informação que publica. É preciso compreender que uma história não está terminada depois de publicada, há sempre mais dados que surgem que podem ajudar a melhorar a compreensão dos factos. Por isso faz parte das novas funções do jornalista alimentar, recolher e filtrar o diálogo que agora existe com os utilizadores, e incorporá-lo no resultado final.

8-Um jornalista é um autenticador.

No meio de toda a contribuição dada pelos utilizadores cabe ao jornalista validar o que tem valor informativo ou não. Verificar factos continua a ser parte do trabalho, mas assume agora uma importância maior devido ao impacto imediato que uma informação errada pode ter, pois espalha-se mais rápido e para mais longe. Este é um bom exemplo.

9-Um jornalista é mais polícia de trânsito do que investigador privado.

Ou melhor: vão haver cada vez mais polícias de trânsito do que investigadores privados. Desculpem destruir uma imagem romântica do jornalismo, mas os Humphrey Bogarts serão cada vez mais raros, pelo volume de informação serão precisos mais polícias de trânsito. O seu papel é fundamental na orientação das massas na busca de informação. Sites como o são bom exemplo disso. A criação jornalística continuará a existir, mas grande parte do trabalho será redirigir utilizadores e conteúdos para os sítios certos.

10-Um jornalista é um DJ.

Remistura e torna coerente o fluxo informativo.

…e 5 coisas que não mudaram:

1-O jornalista é um profissional especializado na recolha, tratamento,  criação e gestão de informação;

2-O jornalista trabalha para a sociedade;

3-O jornalista é curioso por natureza, e procura saber mais do que mostram;

4-O jornalista é o primeiro garante da liberdade de expressão e informação;

5-O jornalista é um alvo;

Que outros pontos se podem adicionar a estas listas?

Outros links vistos para este artigo:

The Changing Context of News Work:Liquid Journalism and Monitorial Citizenship, Mark Deuze (.pdf)

Is Web 2.0 killing journalism?

The changing role of journalists in a world where everyone can publish

Continue a ler ’10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)’

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Novembro 2008