Arquivo de 31 de Outubro, 2008

31
Out
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Links para o fim de semana | Links for the weekend

7 Eye-popping interactive timelines (and 3 ways to create one)

O 10000words é já um link frequente por aqui, desta vez as sugestões centram-se em timelines.

The 10000words blog is a frequent link around here, this time the suggestions are all about timelines.

Learning How to Make Multimedia Story Decisions

By multimedia story, I mean a story that smoothly integrates video, text, still photos, audio and graphics. Usually, news websites fail to combine mediums in their stories, instead posting stand-alone text or video stories side by side. Often such stories are print or broadcast content that have been “repurposed” for the web. Repurposing is understandable, growing out of an economic need to make the most of the content by distributing it across several platforms.

But journalists need to understand that the Internet is not just another distribution channel. This is the starting point for multimedia journalism, defined by journalist and educator Jane Stevens as:

Some combination of text, still photographs, video clips, audio, graphics and interactivity presented on a website in a non-linear format in which the information in each medium is complementary, not redundant.

Alfred Hermida conta neste post como é que explica aos alunos como tomar decisões em relação a histórias multimédia.Não pensem que é fácil.

Alfred Hermida tells in this post how he teaches his students to make multimedia story decisions. Don’t believe it’s easy.

Ferramentas de media social para jornalistas.

Social media tools for journalists.

redesocial.gif

Uma das coisas que tem chamado minha atenção já há algum tempo são os processos de construção de capital social nas redes sociais na Internet. Isso porque os sistemas que suportam tais redes implicam em mudanças bastante expressivas nos modos através dos quais esses valores são construídos e moldados. Primeiro porque há uma maior controle disso na Rede – inclusive passível de mensuração quantitativa- ao contrário das redes offline (quando há mais uma percepção do que uma efetiva mensuração). Segundo, porque esses valores são bastante alterados quando trazidos para a rede.

Reputação, Popularidade e Autoridade em Redes Sociais na Internet

Raquel Recuero fala de três pontos importantes dentro das redes sociais: Reputação, Popularidade e Autoridade.

Raquel Recuero talks about three fundamental points in social networking : Reputation, Popularity and Authority. In portuguese.

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31
Out
08

Entrevista : Dave Cohn em foco – Spot.us

(English version here)- versão inglesa crossposted com o OnlineJournalismBlog.com

Entrevista em video- aqui e aqui.


Dave Cohn é o fundador do Spot.us, um projecto sem fins lucrativos e baseado em jornalismo financiado pela comunidade. Esta sugestão para um novo modelo de negócio valeu-lhe uma bolsa da Knight News Challenge. Na véspera de lançar o site oficial do Spot.us, falei com o Dave como é que ele ia pôr as suas ideias em prática, e quais são as suas perspectivas sobre o presente estado do jornalismo.

Quatro meses depois de ter ganho a bolsa da KNC, Dave Cohn é um homem satisfeito. Ele começou apenas com um wiki, onde apresentou e testou as diversas vertentes do seu projecto, e rapidamente conseguiu financiar três reportagens, e neste momento está prestes a financiar uma quarta. Tudo isto ainda antes de ter um site oficial.

A forma como o Spot.us funciona é muito simples: alguém – um jornalista, um cidadão, uma comunidade – propõe um tema para ser investigado jornalisticamente; a reportagem é aberta a financiamento, e quem quiser pode contribuir com uma pequena quantia; se o valor alvo for atingido, um jornalista investiga e escreve a história; e finalmente, é publicada.

Até agora, este modelo tem funcionado:

“Angariámos 3000 dólares de cerca de 100 doadores,  uma média de 33 dólares cada”

“É como poesia digital”

Dave Cohn tem dado a sua contribuição para o jornalismo em rede há já algum tempo, trabalhando com pessoas como Jay Rosen e Jeff Jarvis.

Ele tem fortes convicções sobre as possiblidades trazidas para o jornalismo pela web, no imenso poder das comunidades, e também numa mudança de atitude por parte dos jornalistas.

“Os jornalistas e o jornalismo são uma diáspora hoje em dia, fomos de certa maneira enxotados da pátria dos jornais, e precisamos de perceber para onde é que podemos ir a partir daqui.”

Apesar de ter reflectido durante muito tempo sobre estas questões, o conceito subjacente ao Spot.us é bastante recente para ele:  “Eu estou a trabalhar na ideia do Spot.us há pouco mais de um ano.”

Pode parecer que é simples, mas a tarefa de construir uma plataforma tem sido complexa.

“Construir um website é em geral complexo, e isto também é construir uma organização. Tenho que me lembrar que é sem fins lucrativos, por isso existe um enquadramento por detrás, que é novo para mim”.

Mas Dave Cohn está entusiasmado:

“Adoro cada minuto, porque é como se fosse poesia digital. Tenho a oportunidade de construir este website como o imaginei, e é claro que há situações que surgem e que me obrigam a apagar alguns fogos e fazer certas coisas, mas que fazem todas parte deste processo, de, novamente, poesia digital.”

E quem pode participar? Spot.us “não é uma organização noticiosa”, por isso ele diz que não esta interessado em contratar ninguém. É “um mercado, uma plataforma que os jornalistas independentes podem usar para financiarem  os seus projectos”.

“É para jornalistas freelance, e funciona proposta a proposta. Encorajamos toda a gente a fazer propostas, toda a gente que queira fazer isto profissionalmente.”

No entanto, ele anunciou recentemente que estava à procura de jornalistas e comunidades para trabalhar com ele.

O projecto tem sido promovido de duas formas distintas: uma, mais tradicional e que conta com a colaboração de uma empresa de marketing. A outra baseia-se numa aproximação directa às comunidades organizadas:

“Não se trata realmente de marketing, mas de colaborar com pessoas que já têm comunidades organizadas, e dizer:’Olhem, vocês são uma comunidade, têm investido interesse em alguma coisa, querem que seja tratada jornalisticamente por um jornalista profissional, qual é? Vamos descobrir então o que é e como é que um jornalista profissional pode fazer o trabalho.”

E que papel  Dave tem nisto tudo?

“Eu sou um empreendedor, unicamente interessado nas questões do jornalismo.O que me apaixona e motiva é tentar perceber como é que o jornalismo pode continuar a prosperar, apesar da morte das suas instituições. Por isso sou um jornalista/empreendedor no sentido em que estou a tentar ver como o jornalismo se pode repensar e redefinir para que consiga continuar.”

Crowdfunding como um novo modelo de negócio

Um dos assuntos mais discutidos na blogosfera dedicada aos novos média é como encontrar um modelo de negócio sustentável para a indústria das notícias. O modelo de crowdfunding do Spot.us levantou algumas suspeitas sobre a possibilidade de que alguns grupos com uma agenda própria pudessem financiar reportagens específicas, deturpando assim o objectivo informativo do projecto, em comparação com uma suposta idoneidade dos media tradicionais.

Dave Cohn é muito claro:

“Não existe tal coisa como dinheiro limpo. É um mito que o dinheiro dos jornais é limpo. E qualquer um que trabalhe em jornalismo sabe a história de um editor que interrompeu uma investigação porque teria posto em causa algum dinheiro em publicidade.”

Ele defende que o processo tem de ser transparente em todas as etapas, e mostrar  “de onde vem o dinheiro, limitar as doações.”

Além disso, os nomes e a reputação dos profissionais envolvidos estariam em jogo – o jornalista que se propôs a escrever o artigo, o editor, e os média que vão publicar a história.

Cohn acredita que o papel da comunidade é crucial e que tudo mudou assim que as pessoas tiveram acesso às novas ferramentas da web:

“Talvez nos anos 60, organizar uma comunidade significava juntar um monte de pessoas e manifestarem-se, mas agora os jovens quando querem organizar uma comunidade criam média: criam um vídeo no YouTube, ou um movimento no Facebook.”

“E eu acredito que existirão cada vez mais projectos de jornalismo do cidadão com sucesso, e serão liderados por dirigentes cívicos ou comunitários, que assumiram essa responsabilidade e disseram: olhem, esta é um problema na minha comunidade, como é que posso resolvê-lo? Pomo-lo online, organiza-se online, ao criar média.”

Uma das maiores alterações no paradigma informativo é a necessidade crescente – e a capacidade -  que as pessoas agora têm de exigir que assuntos que  lhes são próximos façam parte da agenda noticiosa. E isto levantou questões sobre a eficácia e o papel do jornalismo, e como servia essa necessidade.

“As pessoas têm uma séria necessidade de informação,” e “é isso que o jornalismo deveria fazer: servir a necessidade de informação das pessoas.”

“Não é produzir um jornal. Um jornal é um produto acabado que é entregue à nossa porta. O que o jornalismo faz é informar as pessoas, e eu penso que as pessoas irão querer sempre informação, especialmente sobre as suas comunidades locais.”

E as pessoas podem exigir essa informação que as afecta a elas e às suas comunidades. Agora  que as comunidades têm maneira de se fazer ouvir, nada mais será como antes.

“Enquanto estivermos ligados a uma localização geográfica vamos querer saber o que se passa no nosso sítio. E isso nunca desaparecerá, as pessoas querem informação, e com profundidade. ”

O Jornalismo em dificuldades

Dave Cohn  tem uma analogia para explicar o que mudou na relação entre os utilizadores e os média:

“Se entrassem num restaurante e o empregado vos dissesse o que é que iriam comer ao jantar, vocês iam-se logo embora. Mas é assim que as notícias têm sido tradicionalmente distribuídas.”

“Se olharmos historicamente, nós viemos de uma época em que  havia uma comunicação do topo para a base, por isso fazia sentido: aqui estão as notícias, aqui está o que é importante.”

Hoje as pessoas podem pedir a informação que querem do vasto menu que é a web, e a definição do que é notícia ou não já não é decidida por um grupo restrito de pessoas.

“Tradicionalmente, 0.001% da população é que determinava a agenda noticiosa, e esses eram chamados de editores, e a razão pela qual eles podia determinar a agenda de informação é que eles eram os único com um orçamento.”

Cohn tem escrito e debatido longamente sobre o que é preciso ser feito para inovar e renovar a confiança nos média tradicionais. E para ele, as mudanças são de fundo:

“A forma como os orgãos de comunicação estão estruturados precisam de ser repensados ou reequipados, de forma a aumentar a capacidade de resposta, e a abertura. Mas a culpa não é deles, não é culpa de ninguém, porque vieram deste percurso histórico, que realmente passou à história: o que funcionou há 30 anos atrás já não funciona mais agora.”

A relação de confiança entre público e jornalistas também não tem sido muito estável. Perguntei a Dave Cohn se ele achava que a perspectiva do mundo dada pelos jornalistas era demasiado estreita. Ele diz que o problema não são os jornalistas.

“Eu acredito fortemente que os jornalistas em geral, quando falamos com eles individualmente, são no geral boas pessoas, e têm fortes convicções. Eles fazem o que fazem porque acreditam nisso, e são apaixonados pelo que fazem. Individualmente, a visão dos jornalistas e repórteres não é demasiado estreita.”

“Acho que o problema surge quando as instituições de que fazem parte – os jornais ou outras organizações noticiosas – estão estruturadas verticalmente, onde as ordens vêm de cima, e os indivíduos não podem tomar decisões na hora, e isso levou-as a serem algo limitadas, ou incapazes de se articular rapidamente, ou em resposta à comunidade, que agora tem uma voz com a internet.”

Apesar de ser um crítico em relação à lenta evolução dos média tradicionais, Dave Cohn não é um extremista:

“Penso que muitas vezes no debate sobre os novos e os media tradicionais pomos demasiadas vezes as coisas a preto e branco. É sempre mais complicado do que isso.”

O futuro e alguns conselhos

Para já, o Spot.us está sedeado na zona da baía de S.Francisco. Mas Dave Cohn está interessado em expandir o seu projecto para outras regiões e cidades como Nova Iorque, Los Angeles ou Seattle, enquanto vai sondando a aceitação que o projecto pode ter noutros países.

“O código da aplicação web é open source, por isso eu ficaria muito satisfeito e honrado se o quiserem usar no vosso próprio país. Eu quero que as pessoas peguem nisto, levem-no e usem-no na sua própria cidade.”

E aqueles que querem lançar-se por conta própria, como ele fez?

“Comecem pequeno, sejam realistas, e repitam.”

Ele reforça a ideia que o poder não está na tecnologia mas nas pessoas: “A comunidade ganha à tecnologia em qualquer altura.”

Esse é  espírito por detrás do trabalho de Dave Cohn. Ele dá mais um conselho, tanto para jornalistas como para empreendedores:

“Tenham paixão.”

E ele sabe do que é que está a falar.

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