Arquivo de 16 de Outubro, 2008

16
Out
08

Como pode o Twitter fazer dinheiro? | How can Twitter make money?

Twitter Button

Twitter Button

Este artigo no ReadWriteWeb vem perguntar que ideias temos para que o Twitter possa fazer dinheiro. Eles falam do AdWords, mas acho que se pode ir mais longe.

O Twitter tem como princípio a partilha em rede de informação, por isso esse seria um ponto fundamental na distribuição de publicidade: cada utilizador podia escolher seguir uma empresa, dentro dos seus gostos e interesses, e que poderia enviar através da conta desse utilizador, uma mensagem publicitária. O número de mensagens seria limitado pelo utilizador com um mínimo de duas por dia. A gestão do número e da hora de envio poderia ser configurada pelo utilizador. O risco é a occorrência simultânea de mensagens publicitárias.

Outra hipótese seria o alargamento de serviços do Twitter – por exemplo,a colocação de imagens na timeline- que seriam patrocinados por uma ou várias empresa.O interesse era que melhoravam a experiência.

No entanto acho que o caminho é outro: o Twitter havia de se assumir como uma verdadeira plataforma de comunicação, e entrar em acordo com as operadoras ou marcas de telemóvel, que pagariam uma percentagem para ter o serviço nos seus equipamentos. Não era porreiro ter um botão que desse acesso ao Twitter com um tarifário especial? Especialmente depois de terem acabado com as SMS…Além disso eu tenho uma aposta para ganhar.

This post at ReadWriteWeb is asking for ideas so that Twitter can create revenue. They talk about Adwords, but i believe we can go way further than that.

Twitter has as a main concept the networked sharing of information, so that would be a fundamental starting point when consifering distributing publicity: each user could follow a company, according to it’s tastes and interests, that could send through that user’s account an ad message. The number of messages would be limited by the user, with a two minimum per day. The management of the amount and the release time of those messages could be set by the user. The risk is the tweeting of simultaneous ad messages.

Another idea would be the expanding of Twitter services – for example, putting images in the timeline- that would be sponsored by one or many companies. The important here is that they would help improve the experience.

However, i feel the way to follow is a completely different one: Twitter should come out as a true communication platform, and make delas with mobile manufacturers and carriers, that would pay a percentage to have the service in their phones. Wouldn’t it be cool to have a Twitter button that would give us access under a special fee? Specially now that the SMS are gone…

Besides, i have a bet to win.

Twitter is the poster child for the ‘scale first, don’t even think about revenue at launch, monetize much, much later’ model of startup. In the current climate, ventures like that probably won’t get funded. Which is a shame. Twitter is addictive and fun and even occasionally useful. If anybody can pull this business model off, it will be Twitter. It has scale, seem to be moving mainstream and they’ve even fixed their reliability issues.

But Twitter won’t survive if it doesn’t find a great revenue model. This matters to all of us.

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16
Out
08

Ética, direitos e liberdades na web | Web ethics, rights and freedoms

O texto de Edward Wasserman no Miami Herald levanta questões pertinentes sobre ética nos novos media. Deixem-me reformular: sobre ética. O facto de ser nos novos (actuais) media não tem diferença nenhuma, em relação aos “antigos” media. O que se nota nos dois casos que ele refere é uma falta de respeito não só aos intervenientes como aos métodos de trabalho que norteiam e credibilizam a actividade jornalística, seja ela exercida por cidadãos ou profissionais. Porque o valor corrente de qualquer jornalista é a sua credibilidade.

Na alteração do paradigma comunicacional, e com a transformação do público em produtor de conteúdos, o papel das organizações de informação também se alterou, passando de produtoras a gestoras, moderadoras e agregadoras de informação. A ética está presente em qualquer uma das situações, e no caso da notícia sobre o Steve Jobs o que se nota é uma falta enorme de profissionalismo, já que uma das partes mais importantes no processo é a verificação de factos.

A culpa, que tem forçosamente de ser atribuída a alguém já que a distribuição de informação errada pode ter consequências muito graves, é dos editores que, ou confiaram demais na ânsia de terem um “furo”, ou então não souberam aplicar os valores básicos que se aplicam quando se trabalha na indústria de informação noticiosa.

Os “bons velhos valores” de que Wasserman fala não são velhos,mas parecem andar esquecidos e moldados a interesse de cada um. Mas numa sociedade de informação omnipresente,quase omnisciente e de alta velocidade, qualquer imprecisão ou erro grosseiro é rapidamente exposto, com consequências graves na confiança dos utilizadores, que têm muito por onde escolher como fonte de informação.

A solução? Passa pela formação pessoal, logo, este é um problema social moderno, já que todos podemos participar e influenciar o processo informativo, e vê-se muita gente mal formada por aí . Não é só uma questão profissional, trata-se de algo intrínseco nas pessoas, que podem usar este novo poder para o bem comum ou não. Às organizações compete fiscalizar os processos de obtenção e distribuição de informação, em vez de virar costas às suas responsabilidades para dar um ar de modernidade.  É a sua imagem que está em risco.

PS: Não falo do caso de Alana Taylor porque já se falou demais e de forma exagerada. Ela não pediu autorização para blogar sobre a aula, mas o que ela diz não é contraproducente, pelo contrário, é uma crítica correcta e equilibrada às aulas que lhe custam a pagar. Havia de haver estudantes em Portugal a blogar o que se passa nas aulas das suas Faculdades para vermos como o ensino funciona no nosso país, e os professores também haviam de ter os seus, para percebermos como as novas gerações estão mal preparadas.

Como extra, sigam esta recomendação dada no para “o número relativo ao Outono de 2008 (vol.7, n. 13) da revista Global Media Journal quase todo ele dedicado ao direito à comunicação, uma matéria pouco conhecida e trabalhada entre nós”. Para  ler aqui.

Edward Wasserman’s text in the Miami Herald raises proper questions about ethics in new media. Let me rephrase that: about ethics. The fact of happening in the new (current) media makas absolutely no difference, regardind  the “old” media. What we can notice in both cases he mentions is a lack of respect not only to the participants but also to the work methods that guide and give credit to the journalistic activity, wether it be carried out by citizens or professionals. Because the value of any journalist lies in his credibility.

With the change in the communication paradigm, and with the transformation of the audience in content generators, the role of the news organizations has also changed, turning from producers to news managers, moderators and aggregators. Ethics is present in any of this situations, and in the Steve Jobs affair, what we see is a huge lack of professionalism, since one of the basic steps of the process is fact checking.

The blame, that must be appointed to someone since the distribution of mischievous information can have serious consequences, belongs to the editors that, or trusted too much in the eager desire for a scoop, or didn’t know how to apply those basic values that are to be applied when oyu work in the news business.

The  “good old values” Wasserman talks about are not old, but seem to have been forgotten and shaped to each one’s interest. But in a ubiquitous almost omniscient and   high velocity information society, any imprecision or gross mistake is quickly exposed, with grave consequences in the users trust, that have a lot of information  sources to choose from.

The solution? Goes through personal formation, so, this is a modern social problem, since we can all participate and influence the news process, and we can see a bunch of ill prepared people around. It’s not just a professional matter, it’s something inherent to people, that may or may not use this new power for the common good. It’s up to the organizations to verify the processes of gathering and distribution of information, instead of turning their back to their responsibilities just for the sake of looking modern. It’s their image that is at stake.

PS:I won’t be talking  about the Alana Taylor situation, because it has already been discussed too much. She didn’t asked to blog about the class, but what she wrote is not counterproductive, au contraire, it’s a fair and well balanced critic to the school she has to pay. There should be more students blogging about their classes to show what is going on in their expensive courses, and how university teaching works, and  teachers would have blogs too, so we could understand how badly prepared these new generations are.

As an extra , follow this recommendation from Jornalismo&Comunicação to “the Fall 08 edition(vol7, n.13) of the global Media Journal, almost entirely dedicated to communication law.”

Read it here.

Twice in recent weeks big news outfits embarrassed themselves when affiliated Internet operations ignored basic principles of journalistic practice. What’s apparent is that although legacy media may regard their Web sites as domesticated showcases for traditional work, heeding the same rules, the Internet is no petting zoo. It’s a wilderness, and the wildlife has free-ranging ideas of their own about what they should be doing.

The first case involved CNN’s iReport.com, a citizen journalism site that encourages the public to offer information and commentary, unfiltered by pesky editors. A posting Oct. 3 from someone called ”johntw” reported that Steve Jobs, chief executive of technology giant Apple Inc., had suffered ”a major heart attack.” He hadn’t, but in a jittery market Apple’s share price dropped to its lowest point since May 2007 during the 12 minutes it took for another blogger to phone Apple and quash the report.

Plainly, false rumors have been moving markets since long before the Internet. The information was corrected quickly, and company shares bounced almost back. But harm was done. One contributor to Silicon Valley Insider calculated that with three million shares traded at $7 under the closing price, buying at the bottom — if you knew the Jobs report was false — netted $21 million.

Boring old values and the New Media

via Opinion: Ethics of New Media- Editor’s Weblog

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16
Out
08

Mashup OE09

O Paulo Querido continua a desenvolver novas aplicações, desta vez é um stream dedicado ao Orçamento de Estado 2009 que recolhe informação de blogs, sites informativos e até do Twitter. O projecto está bem conseguido e tem um bom grau de personalização.

Há tempos que sonhava fazer uma coisa assim — e tenho vindo a ganhar experiência e fôlego com projectos tecnologicamente afluentes. Uma aplicação jornalística aberta. Onde o leitor ganha o que nenhum outro órgão oferece, pois os jornais online só mostram os seus próprios conteúdos: uma visão de conjunto do que é escrito e falado sobre o tema em todos os quadrantes, com filtros de ruído muito superiores aos das recolhas mecânicas dos motores de pesquisa — e sem esquecer recomendações específicas de um grupo de editores convidados.

Cobertura nunca antes feita do debate do Orçamento de Estado para 2009

oe09.info

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16
Out
08

Redes Sociais no Comunicamos

Orihuela explica o que é uma rede social

O Comunicamos dedicou esta semana às redes sociais. Desde explicar o que é uma rede social a levantar o véu sobre que redes nacionais existem, há muito por onde escolher e aprender. E aproveitando a nova aplicação do WordPress vou fazer aqui uma pequena sondagem: em quantas redes sociais – Facebook, Linkedin, Hi5 etc estão inscritos?

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16
Out
08

@ Verdade – website

Logótipo Beez, as três abelhinhas

Falei d’@Verdade aqui há uns tempos e uma das dificuldades que tive na altura foi descobrir o site deles e os contactos, que muita gente pediu a altura. Aqui fica o link e o desejo de boa sorte para todos que levam @Verdade em frente em Moçambique.

NOTA: o site do jornal é construído em Joomla, uma das plataformas CMS mais versáteis e fáceis para se construir um site informativo. E gratuita. Não percebo como é que há jornais locais em Portugal que gastam imenso dinheiro em plataformas fechadas- e sites horríveis- criadas por empresas de infromática que se encarregam elas mesmo de alterar os conteúdos e layout das páginas, fechando esse processo à redacção. Não podem haver barreiras entre os jornalistas e o site, mas também é verdade que há muitos jornalistas que têm medo de espreitar por detrás da cortina.

I wrote about @Verdade a few weeks ago, and one of the problems i had then was to find their website, and a contact, that were asked by so many readers. Here’s the link now, and i wish the best of luck for all of those who are delivering @Verdade in Mozambique.

NOTE: the newspaper’s website is built in Joomla, one of the most versatile and easiest to work as a news website platform.And it’s free. I can’t understand how there are local newspapers in Portugal spending huge amounts of money in author platforms -and dreadful websites- created by IT companies that take care of publishing content and changing layouts themselves, shutting that process to the newsroom. There can’t be no barriers between journalists and the website, but it’s also true that many are afraid to look behind the curtain.

http://verdade.co.mz/

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