Arquivo de Setembro, 2008



24
Set
08

Os blogs sob fogo | Blogs under fire

https://i2.wp.com/passionweiss.com/wp-content/uploads/2008/03/blogger-gang-hand-signs-small.png

Amanhã é discutida no Parlamento Europeu uma proposta que pretende clarificar o “estatuto jurídico das diferentes categorias de autores e editores de blogues, um meio de expressão cada vez mais comum na Internet.

Porquê? “…o seu estatuto jurídico, não está definido nem é indicado aos leitores, o que causa incertezas em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial.” Ah! Porque os autores dos blogs são pessoas irresponsáveis, e na maior parte dos casos não dizem nada de jeito. Se fosse só nos blogs…

Já hoje no Guardian, Marcel Berlins queixava-se dos problemas que o anonimato na net traz a quem quer fazer um trabalho responsável, e mostra a cara. Aliás, tem sido muito discutida a forma como os jornais moderam os comentários aos seu artigos. Mas , e quando o anonimato é necessário para a protecção  de pessoas que denunciam casos de interesse público?

Do Brasil vem a notícia que o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul defende que “blogs informativos têm de ser assinados por jornalistas.” Ora isto porque os jornalistas são mais responsáveis e têm estatuto jurídico, talvez. Nunca se ouviu falar de jornalistas que veicularam notícias falsas e que escaparam impunes.

Jeff Jarvis suspira porque os tiques dos velhos media levam muita gente a queixar-se da falta de qualidade dos blogs, e da falta de ética dos bloggers.  A resposta virá na coluna que ele escreve no Guardian esta semana. E vai ser boa.

Entretanto, aqui fica a minha: meus senhores e senhoras, deixem-se de tretas. O anonimato é uma arma perigosa,é sim senhor, mas também devia ser uma forma de descredibilizar alguns personagens.E não conheço um único jornalista que não tenha trabalhado a partir de uma fonte anónima. Depois, os jornalistas não são obrigatoriamente mais capazes que outros cidadãos para criar conteúdos jornalísticos. O que não falta por aí são jornalistas incompetentes que seguem agendas pessoais, corporativas ou políticas que nada dignificam a profissão.

E quantos jornalistas são antes outra coisa qualquer? Digam-me a percentagem de jornalistas portugueses com Carteira Profissional com um curso ou formação em Jornalismo, a experiência é importante, mas quando é que passaram do que eram antes a jornalistas? Todos os produtores de conteúdos informativos deviam estar abrangidos pela mesma cartilha  e sem ser necessário estarem encartados, porque muitos que ganham a vida como jornalistas não o estão, e não são piores profissionais. Antes de mais existe responsabilidade civil e depois a profissional.

E quanto à criação independente de conteúdos criada por cidadãos, bem ela está aqui e não vai acabar enquanto houver meios para isso. Habituem-se, e esforcem-se por fazer melhor.

Tomorrow the European Parliament will debate a proposal that intends to clarify “their legal status, and to create legal safeguards for use in the event of lawsuits as well as to establish a right to reply.” And why?

“…their legal status is not defined and it’s not clear for their reader, which causes uncertainties regarding impartiality, liability, source protection, applicability of the  deonthological codes and the attribution of responsabilities in cases of legal actions.” Oh! Because blog authors are irresposible people, and most of times don’t say anything good. Were it only in blogs…

Today in The Guardian Marcel Berlin complained about all the troubles that net anonimity brings to those who want to do a responsible job while showing their faces. In fact, there has been a lot of discussion on how newspapers moderate the comments to their articles. But, what happens when anonimity is necessary to protect those who expose situtions of public interest?

From Brazil arrives the story of the president of a journalists union defending that “news blogs must be of the responsibility of journalists”. Yes, because journalists are far more responsible and have lega status , maybe. We never heard of journalists that published fake stories and got away with it, have we?

Jeff Jarvis sighs because the old media habits have led many to complain about the low quality of blogs, and blogger’s lack of ethics. The answer will come in the weekly column he writes  for the Guardian. And i bet it will be good.

Meanwhile, here’s my very own answer: ladies and gentleman, cut the crap. Anonimity is a dangerous weapon, no doubt about it, but it should also be a way to deny credit to  some characters. And i don’t know a single journalist who has based a news story  from an anonymous tip or source. And journalists aren’t compulsorily  more able than other citizens to create journalistic contents. We have our share of incompetent journalists following personal, corporate or political agendas, that make this job look real ugly from society’s point of view.

And how many journalists are something else first? Tell me, how many portuguese journalists with the Professional Card have a degree or a course in Journalism, experience is of utmost importance, when did they stopped being something else to reborn as journalists? All news content generators should be under the same rules, without the need of any kind of certification, because there are many who have been making their lives as good journalists that don’t have it, and they aren’t worse than the others. Before there must be something called civil responsability, and only afterwards the professional responsability.

And what about the independent user generated content, well, it’s here to stay, and it won’t disappear while there are the means to do it. So, suck it up, and try to do better.

Links

Amanhã é um dia importante para a Blogosfera

The web encourages lies and deceit. It’s impossible to know who lurks behind a funny nickname

blogs informativos têm de ser assinados por jornalistas, diz sindicato

Sigh

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23
Set
08

A desacelaração da blogosfera | The slowing down of the blogosphere

technoratiscreen1.jpg

Blogging Appears to Be Slowing Down

This year’s report finds that there are on average 900,000 blog posts created every 24 hours. In last year’s report that number was 1.5 million and in 2006 it was 1.3 million. 2005’s report from Technorati didn’t include this number and 2004’s report put it at 400,000 posts per day.

2004: 400,000 blog posts per day.
2005: ?
2006: 1.3 million blog posts per day
2007: 1.5 million blog posts per day
2008: 900,000 blog posts per day

Technorati says it has culled a large number of spam blogs out of its index this year, but it’s focused extensively on spam blogs every year. The evidence seems fairly clear – blogging is slowing down.

State of the Blogosphere 2008: Technorati Numbers Indicate Blogging Is Niche and Slowing

Saiu o relatório sobre o estado da blogosfera para 2008, da responsabilidade do Technorati. Há conclusões interessantes mas há coisas que, apesar de não ter dados concretos, não me parece que sejam bem assim.

Uma das conclusões é que o número de blogs não está a crescer como em anos anteriores, aliás nota-se uma diferença dramática. Acho que a questão que se devia colocar é se estão a contar com os lifestreams das redes sociais, que  é para onde eu acredito que tenham fugido os novos bloggers que faltam para este ano.

Além disso, a ideia entre os novos bloggers é que não é uma actividade muito compensadora, por não conseguirem ter muitos seguidores (leitores de blogs mais antigos já têm a  sua lista feita e não fogem muito a ela), e para  manifestar a nossa individualidade as capacidades do social networking chegam e sobram.Mas é claro que posso estar enganado.

The 5th annual State of the Blogosphere report by Technorati is out. There are a number of interesting conclusions , but there are some things, that even without having concrete data , don’t seem to correspond with reality.

One of those conclusions is that the number of new blogs is decreasing compared to previous years, in fact there is a dramatic diference. I think that the question we should ask is if they are counting with the social networks lifestreams, which is where i believe all the new potential bloggers that lack this year have gone to.

Besides, there is a deep seated idea among new bloggers that blogging is not a rewarding activity, because it’s hard to have a significant number of followers (and older blog readers stick to their list of must-read blogs, and seldom include new ones), and to manifest our individuality the social networking features are more than enough.But hey,  i migh be totally wrong.

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22
Set
08

Mais um agregador: suplementodigital.com

Suplemento

O suplementodigital.com é um agregador criado pela FigueiraWeb, ou seja, uma empresa cá da terra. Não junta só feeds de orgãos de comunicação mas também de alguns blogs, incluindo este da vossa preferência. Ser incluído em dois agregadores no espaço de uma semana não é nada mau, podia era dar dinheiro, mas isto é só um desabafo. De qualquer forma,  o suplementodigital.com veio na onda da febre dos agregadores de que o Paulo Querido falava há dias,  já que escolha parece não faltar, mas   parece-me ser  bastante interessante, e a merecer uma visita.

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22
Set
08

NOVO: COMUNICAMOS.ORG

O João Simão é docente na UTAD e relançou o site Comunicamos, um projecto que vivia das colaborações dos alunos do curso de Comunicação mas que “está agora aberto a todos e a outras universidades”, segundo as palavras do próprio. Eu e o João estamos a desenvolver uma outra ideia inserida no Comunicamos, da qual falaremos em breve. Para já, um dos projectos em curso é a  ccpedia, que procura  “Reunir no mesmo espaço informação sobre teorias, autores, conceitos” sobre jornalismo e comunicação.

Visitem e participem.

Novo endereço, nova estrutura, novos conteúdos e mais projectos são à primeira vista as grandes alterações do COMUNICAMOS.

O COMUNCAMOS não é mais um blog ou um rede de blogs. Com o amadurecer do projecto e com o investimento no espaço e domínio o blog passa a uma plataforma de apoio e criação de projectos on-line fazendo do COMUNICAMOS um laboratório de comunicação.

Os conteúdos da página principal vão também amadurecer e serão cada vez resultado de reflexões e de investigação/produção própria.

PROJECTOS…

http://ccpedia.comunicamos.org

ccpedia_site1A CCPÉDIA é a enciclopédia livre das ciências da comunicação. Nesta plataforma todos têm a possibilidade de editar artigos e de dar o seu contributo para o crescimento de uma enciclopédia que pretende reunir informação de todas as áreas das ciências da comunicação.

Reunir no mesmo espaço informação sobre teorias, autores, conceitos, etc., seria uma tarefa impossível para uma pessoa ou mesmo para um grupo pequeno de pessoas. Mas a CCPÉDIA é uma plataforma livre e colaborativa onde todos aqueles que estudam e investigam a área da comunicação podem participar.

O princípio e a plataforma são os mesmos da conhecida wikipédia. A diferença reside que neste espaço o tema é restrito às ciências da comunicação incluindo todas as áreas como o jornalismo, relações públicas, publicidade, marketing…

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22
Set
08

APAN – Conferência “Consumer Engagement – Consumidor que acredita passa a mensagem”

A APAN – Associação Portuguesa de Anunciantes organiza no próximo dia 8 de Outubro a conferência “Consumer Engagement – Consumidor que acredita passa a mensagem”. Esta é a primeira conferência anual da APAD, e vai contar com a presença de Zeinal Bava, CEO da PT, Pires de Lima, CEO da Unicer e Allan Moore, autor do termo “Engagement Marketing”.


O evento pretende colocar na agenda pública temas de grande relevância para os anunciantes, suscitando o debate em torno dos mesmos. Destina-se a profissionais de marketing, de agências de publicidade e de meios, empresas de research, de consultoria e de comunicação corporativa, docentes universitários e estudantes das áreas de marketing e comunicação. As inscrições podem ser feitas no site www.apan.pt/conferencia2008.

O preço das inscrições é de 220€ para os associados da APAN e de 300€ para os restantes.

As relações das marcas com os seus targets alteraram-se radicalmente com a Internet e as suas constantes inovações. Hoje, o consumidor ganhou ”poder” e ele mesmo pode ser o defensor do produto ou serviço, promovendo-o e levando-o a outros públicos. O Consumer Engagement desafia os profissionais da comunicação de marketing a criarem e medirem experiências que consigam obter a melhor participação e apoio por parte dos consumidores.

Sobre a APAN

A APAN é uma associação com personalidade jurídica e sem fins lucrativos, que tem por objectivo específico a defesa, a salvaguarda e a promoção dos interesses dos seus membros em todos os aspectos relacionados com a comunicação comercial.

Criada em Novembro de 1987, a APAN conta actualmente com 80 associados, que representam um volume de vendas superior 46.000 milhões de euros, e cerca de 75% do investimento publicitário no nosso país.

*Fórum Tecnológico, Pólo Tecnológico de Lisboa – Telheiras

Para mais informações contactar:

Grupo GCI

Cátia Fernandes – cfernandes@grupogci.net

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20
Set
08

Links a seguir | Links to follow

https://i0.wp.com/onlinejournalismblog.com/wp-content/uploads/2008/09/conversationloop.gif

From the BASIC series by Paul Bradshaw

Esta semana foi uma complicação, e não trabalhei assim muito para o blog. Mas hoje vou dar-vos três links excelentes, que deverão seguir.

Paul Bradshaw terminou a sua série BASIC Principles of Online Journalism (que receberá uma atenção mais elaborada aqui no Lago em breve), com a segunda parte de C is for Community&Conversation, de onde retirei o gráfico acima.

This week has been a total mess, and i didn’t work for the blog that much. But today i’m suggesting three excellent links that you must follow.

Paul Bradshaw finished his BASIC Principles of Online Journalism (that will get a more ellaborate attention here at the Lake soon), with the second part of C is for Community&Conversation, from which i pulled the graphic above.

Conversation is publishing.

The one-to-many relationships built by print and broadcast media have been disrupted by the arrival of the internet. By mixing these with the one-to-one cultures of telephony it has created a new, emerging, culture of many-to-many relationships.

For a long time the most popular use of the internet has been email. For the net generation, that is being replaced by social networking and instant messaging. All demonstrate that people don’t want to passively consume content online – they want to use it, produce it, and exchange it.

When the Chinese earthquake (among others) happened, it was reported on social networking sites before news websites. The information moved very quickly from people talking about what was happening to them; to people talking about what was happening to their friends; to people talking about what was happening to their friends’ friends: conversation.

Meanwhile, communities formed to pass on and clarify information more efficiently than the news organisations (for example, translating accounts, mapping, and mashing up). An online journalist who ignores this is ignoring a fundamental element of their job.

BASIC Principles of Online Journalism: C is for Community & Conversation (pt2: Conversation)

Ryan Sholin escreveu um post sobre como se podem e devem cruzar os meios e os assuntos, o que acaba por vir no seguimento da sugestão anterior.

Ryan Sholin wrote a post on how tools and stories should cross, which in a way comes as a following for the suggestion before.

Cross-pollinate your stories and tools to experiment with new online story forms.

So here’s what I’m proposing:  If you’re the online editor, or the interactive director, or the news developer, or the innovations editor, or the title of your choice, when you come across a story — whether it’s a noisy breaker or a long-term FOIA-rich piece that a reporter is putting weeks (months?) of their life into — stop for a minute and think about which tools to deploy in response.

Obvious enough, right?

Just keep in mind, you’re allowed to stray from the established norms (blotter = database, profile = slideshow) and cross-pollinate stories and tools to make something new.

Cross-pollinate or shrivel

O Mark Hamilton mudou um site do Joomla para o WordPress, e partilhou um pouco do processo. Ele sugere uns plugins que eu aproveitei para aplicar no meu próprio website (em breve falarei mais disso), e que são muito úteis para melhorar a segurança e a expriência do utilizador.

Mark Hamilton moved a website from Joomla to WordPress and shared a bit of the process. He suggests a few plugins that i ended up using in my own website (i’ll write more about this soon), and that are quite useful in improving safety and user experience.

Based on experience with attacks on my own blog, the first three plug-ins I added were preventative:

  • Bad Behavior, which blacklists and picks off spambots before they hit the site. In the last seven days, it’s blocked more than 5,700 attempts.
  • wp-cache, which serves up frequently requested pages from a cache it creates, speeding up page loads.
  • WP-reCAPTCHA, a captcha based verification system for comments. I know captchas are not the flavour of the moment, but it’s working.

I’ve been slowly adding other plugins as required:

  • Add to Any, which creates an Ajax-y “share/save this” button for each post, with links to all the popular services.
  • Audio player, a simple but configurable MP3 player that lets me insert audio with an tag.
  • Category Order, a drag-and-drop way to organize the order categories appear in, allowing me to set the order of the sections in the menu bar.
  • Contact Form 7, a really simple and easy way to get an email form into the site where ever I need. It’s configurable, too.
  • Events, an admin panel add-on for adding events that will (once I get it set up) feed a calendar of events page. Lots of options, including setting a kill date.
  • WordPress.com Stats, because everybody loves stats, and because I understand I will need this when I get around to finding plug-ins that will allow me to put up a most-viewed list.

Going WordPress

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17
Set
08

Blogs.Lift: Directório de blogs portugueses | Portuguese blog directory

O último é muito bom...|The last one is very good...

O último é muito bom... | The last one is very good...

É praticamente novo e já fazia cá falta um. O pessoal da Lift criou um directório de blogs portugueses de comunicação, à semelhança do Alltop e do Journalism.me. Não os conheço a todos, mas tenho a honra de fazer parte da lista. Se conhecerem mais alguns que mereçam estar lá digam.

It’s barely new and we needed one already. The guys at Lift created a directory of portuguese blogs about communication, just like Alltop and Journalism.me. I don’t know all the blogs in it, but i have the honor of being part of the roll. If you know other (portuguese) blogs, name them.

O Blogs.Lift é uma humilde contribuição nossa para dar visibilidade a uma blogosfera que está a ganhar cada vez maior dinâmica e expressividade. Blogosfera efervescente, como diria o Rodrigo Saraiva.

A ideia original é do Guy Kawasaki, com o seu fantástico Alltop. Mas como o Alltop só se limita aos blogs publicados na língua inglesa, aproveitámos para criar a nossa versão local.

Para darmos a conhecer as (já) dezenas de referências de blogs no segmento da comunicação e relações públicas.

Caso nos tenha falhado algum (o que é possível), não hesitem em solicitar a sua adesão.

Novidade III

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