Arquivo de 1 de Setembro, 2008


Bloggers e a grande baleia branca dos direitos dos jornalistas | Bloggers and the great white whale of journalist’s rights

Rights under article 10 of the European convention on human rights, which protects free speech, are always asserted and journalists rely on the Contempt of Court Act 1981, which prevents an order for disclosure being made unless it is “necessary in the interest of justice or national security or for the prevention of disorder or crime”. But at this point in the discussion we hit a stumbling block. Who is a journalist in an era of mass self-publishing?

The answer matters because case law tends to talk in terms of freedom of the press and journalistic privilege rather than everyone’s privilege. “Protection of journalistic sources is one of the basic conditions for press freedom,” said the European court of human rights in the Goodwin case 12 years ago. “Without such protection, sources may be deterred from assisting the press in informing the public in matters of public interest. As a result the vital watchdog role of the press may be undermined.” While this holds true, the task of ensuring the free flow of information is no longer the sole preserve of journalists.

Siobhain Butterworth , Open door

Editorial 1 Setembro | September 1st 2008 – The Guardian

Deverão – ou poderão -os bloggers ter os mesmos direitos e responsabilidades que os jornalistas? Esta questão tem causado bastante discussão e é abordada no editorial de hoje do The Guardian.

A verdade é que os bloggers podem , ou não, ser  jornalistas, mas são por si só um canal de informação. As instituições começam a aperceber-se disso na sua promoção: a recente convenção democrata em Denver atribuiu um número recorde de credenciais a bloggers; empresas de tecnologia há muito que enviam produtos para serem testados e criticados em blogs especializados; convidam-se bloggers para festas para promover empresas.

E porquê? Porque têm por vezes um público que ultrapassa os meios tradicionais, não em números mas em especificidade. São os nichos que contam. Mas quando o trabalho que fazem é igual ao jornalístico, qual é a sua protecção e quais são os seus deveres?

Para se ser  considerado como jornalista, em muitas partes do mundo é preciso uma carteira profissional, atribuída por uma entidade independente (de preferência). Eu, pessoalmente, acho isto inútil em vários pontos, mas é para outro post que já ando a adiar há algum tempo.O titular desta certificação está sob várias restrições e liberdades que lhe permitem exercer a sua actividade dentro de um código de conduta.

Idealmente, pois basta abrir um jornal ou ver os noticiários e vemos que não é bem assim. Por incompetência, agenda pessoal, ou pressão empresarial ou corporativa, manda-se o código às urtigas, e ou se é irresponsável pela criação de conteúdos, ou, ainda mais assustador, pelo silêncio.

Os bloggers são tão independentes, isentos ou (ir)responsáveis como qualquer jornalista. Mas não estão isentos de ser responsabilizados quando os conteúdos que produzem afectam de forma grave a consciência colectiva e a vida de terceiros.

Mas aqui está a baleia branca- quem é que os protege quando é necessário? O mecanismo legal deveria ser geral e não privilegiando apenas uma classe, ou seja, qualquer um que crie conteúdos deveria estar abrangido por um conjunto de regras único. Até lá, quem escreve jornalisticamente num  blog, sujeita-se. Ao bom e ao mau.

Apesar de alguns privilégios e de existir uma margem de manobra que muitos inteligentemente usam – um jornal confirma e procura validação dos factos, enquanto muitos bloggers libertam informação sem grandes restrições ou confirmações oficiais- também muitas vezes ao difundirem factos verdadeiros são perseguidos, atacados, pressionados. Mas não despedidos.

Um blogger pode ser um jornalista, mas que não está sob a alçada de uma empresa de comunicação, nem sob a protecção de uma associação de classe. Mas têm menos direitos e responsabilidades? Não. Têm os mesmos direitos,responsabilidades, e acredito que por comparação, mais liberdades.

UPDATE- Tinha acabado de postar isto e o António Granado partilhou este post sobre ética jornalística que ajuda a perceber as dificuldades existentes. Foi um blog que começou tudo (assim como noutras situações.)

Should – or could – bloggers have the same rights as journalists? This argument has been going on forever and it is the subject of today’s editorial at The Guardian.

The truth is that bloggers may or may not be journalists, but they are an information channel by themselves. Institutions are becoming aware of that: the recent democrat convention in Denver had a record number of credentialed bloggers; tech compnaies have been for quite some time sending products to be tested and evaluated by specialized blogs; bloggers are invited for companies promotional parties.

And why? Because sometimes their audience surpasses the  traditional media not in number but specificness. It’s the niche that counts. But when  the job they do is the same as  journalists, what protection  and duties they have?

In many countries,   to be considered a journalist one must have a professinal credential, given by an independent entity (preferably). Personally, i think this is useless in several points, but that is for a long delayed post. The holder of this certification is under some restrictions and liberties, that allows him  to carry out his activity within a code of conduct.

Ideally, because you just have to open a newspaper or watch the news to understand that is not really quite like that. Due to incompetence, personal agenda, or management or corporative pressure, you can see how they send the codes to hell, and they’re irresponsible in creating content, or even more frightening, opting for silence.

Bloggers are as independent, unbiased or (ir)responsible as any other journalist. But they’re not exempt of being accounted for the content they create when it affects gravely the collective conscience and the life of others.

But here’s the white whale- who’s protecting them when they need? The legal mechanism sould be general, and not to priviledge just one class of people, which is, anyone that creates content should be under a unique set of rules. Until then, who writes journalistically in a blog is exposed. To good and evil.

In spite of some priviledges and a manoeuvre margin that some cleverly use – a newspaper should check and validate all facts, while many bloggers release information without meaningful restrictions or official confirmations – sometimes when sharing true facts they are harassed, attacked, pressured.Not fired though.

A blogger can be a journalist, but one that is not under the umbrella of a communication company, nor under the protection of a professional guild. But do they have less rights and responsabilities? No. They have those same rights, responsibilities, and i truly believe that by comparison, they have more freedom.

UPDATE- I had just posted this when António Granado shared this post on journalistic ethics, that helps us to understand in practice how hard it is today. It was a blog that started it all (as in other situations.)

Continue a ler ‘Bloggers e a grande baleia branca dos direitos dos jornalistas | Bloggers and the great white whale of journalist’s rights’


Onde estão as histórias? | Where are the stories?

De acordo com este post, o negócio das notícias matou as histórias. Todos os dias somos alimentados com fast food informativa, que enche mas não satisfaz. A ideia é de Valeria Maltoni.

E para onde é que as histórias foram? Para os blogs e para as redes sociais. A ler.

According to this post, the business news killed stories. Everyday we are fed with informational fast food, that makes us feel full, but unsatisfied. This is a Valeria Maltoni thought.

And where did the stories went? Into blogs and social networks. A must read.

There are no stories in today’s top stories.

It’s all sound bites and lots of effect – punch lines, cutting here and there and everywhere, but rarely that crucial detail that will grab your attention for more than a few moments.

The most popular print news ends up being a Metro, or some similar thin collection of captions, titles, and photographs. The news business being in the business of getting the news published and circulated, killed the story – your stories.

This might be the top reason why print is dying. Editors deliver a product that is packaged as a self contained, portable medium readers can consume on the go. MacNews with cell phone conversations on the side. You will feel satisfied, but hardly nourished.

We are stitching together our own stories. With the help of new media, we add our own flavor to the news that matters to us. The additional dimensions come in many flavors – comments on blogs, feeds, online communities – more and more away the conversation happens from mainstream media sites.

The News Business Killed the Story

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Novo diário no horizonte

O Grupo Lena planeia lançar um novo jornal diário que deverá chegar às bancas em Fevereiro de 2009.O segmento a que se destina é o mesmo do Público e do Diário de Notícias.

O grupo de Leiria já era detentor de alguns semanários locais, para além de outras empresas ligadas à comunicação:o  Região de Leiria, O Ribatejo, O Aveiro, O Eco, Jornal do Centro e Jornal da Bairrada , a rádio  Antena Livre  de Abrantes, a editora Imagens & Letras, e uma agência de venda de espaço publicitário – MeioRegional -aos quais acrescentou em Junho o Diário As Beiras e a Grafimondego de Coimbra, mais dois semanários regionais gratuitos  Aveiro 34 e Coimbra 39. Em Julho adicionou ao grupo a empresa RSF, proprietária de duas rádios locais em Viseu e Guarda . Está também previsto o lançamento de dois novos semanários regionais nas regiões do Grande Porto e Algarve.

Para liderar o projecto o grupo Lena convidou o antigo director do Diário Económico Martim Avillez Figueiredo, e conta já na administração do projecto com Francisco Camacho, que transita da revista Sábado e Sílvia de Oliveira ,subdirectora do Diário Económico, para os cargos de directores adjuntos, e Miguel Pacheco (editor executivo do DE) para a subdirecção.

As perspectivas são de que sejam criados cerca de uma centena de postos de trabalho nesta publicação. Esperam-se mais novidades ainda este mês. Por curiosidade, a promoção do projecto está ao cargo da Lift.

O Grupo Lena é o maior grupo privado da zona centro e reúne cerca de 60 empresas de vários ramos de actividade.

dados do Público de 30/08/08, e do

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