17
Jul
08

Porque é que nos preocupamos? | Why do we care?


Porque é o nosso ganha-pão. Não acham estranho que tanta gente, desde académicos, estudantes, desempregados, profissionais, discuta tanto algo que lhes escapa completamente do controle? Alguma vez viram um blog de um administrador de jornal a falar de uma forma positiva sobre o futuro dos jornais (positiva no sentido de estar a procurar soluções)? Se sim, mandem o link. Todos nós sabemos que a evolução dos média é essencial para a nossa sobrevivência. Mas não é só isso. Tem a ver com o equilíbrio social, tem a ver com a preservação cultural, tem a ver com olhar o mundo da forma mais clara possível como comunidade, como indivíduo, como cidadão. Por isso é que nos preocupamos.

Mark Hamilton neste post mais longo do que lhe é habitual (obrigado Mark) demonstra que uma reinvenção é necessária, mas que não está a acontecer à velocidade desejada. As notícias são pessimistas, mas são muitos que procuram as soluções: o Mark (que é professor e sabe quais são as suas responsabilidades), o Ryan Sholin, Paul Bradshaw, eu, e toda a gente de quem eu falo neste blog. Estamos fartos de queixinhas, queremos soluções. Porque nos preocupamos.

Because it’s our living. Don’t you think it’s odd that so many people , from academics, students, unemployed, professionals, discuss so much something that is out of their hands? Have you ever read a blog from a newspaper administrator talking in a positive way about the future of newspapers (positive in a way that it is looking for solutions) ? If you did, send me the link. We all know that media evolution is essential to our survival. But it is only about that. It has to do with social balance, it has to do with cultural preservation, it has to do with looking at the world in the clearest possible way as a community, an individual, as citizens. That’s why we care.

Mark Hamilton in this longer than usual post (thanks Mark) shows the need for a reinvention, but that is not happening at the desired rate. The news are pessimistic, but there are many out there that are looking to solve this: Mark (who is a teacher and understands his responsibilities) , Ryan Sholin, Paul Bradshaw, me, and everyone else that i talk about or make reference in this blog. We’re tired of whiners, we want solutions. Because we care.

I’m always wary of anyone who points with any certain to the future of media. And I have no greater insight into this mess, and the ways out of it, than anyone else. But there are some things that I feel relatively certain about, at least at the moment. (My conclusions are, as always, subject to change.)

Here’s what I’m thinking: driven by a recession that has accelerated its decline, the metro daily will be forced into a new, as yet unknown, form that will redefine newspapers not only in the U.S. but in Canada and, likely, other countries.

We’re only halfway through the year, and those tracking such things in the U.S. put the number of journalists who have been laid-off or bought out at over 6,000. We’ve seen a number of newspapers slash sections, cap the number of pages, increase ad-to-editorial ratios. The American recession is, in large part, driving this bus, but it slid behind the wheel at a time when the public’s changing habits, the disruption of the internet and other factors had already started to snip through the brake linings.

When I was the editor of a smallish newspaper, I went through a recession or two. The strategy was straight-forward: hang on, cut what costs you could — and some that you really couldn’t — and then rebuild when things improved. But by the time this current crisis (and that’s not too strong a word) plays out, I can’t see the rebuilding happening to any great degree.

Watching the reinvention, Mark Hamilton


AddThis Social Bookmark Button


4 Responses to “Porque é que nos preocupamos? | Why do we care?”


  1. 21 de Julho de 2008 às 11:40 am

    Pois é, Alex.
    Soluções são necessárias mas, na minha modesta opinião, extremamente difíceis.
    Não vejo grande possibilidade de mudar as coisas, a não ser na altura em que a Internet dê o berro – coisa que não é difícil imaginar.
    As soluções para o jornalismo talvez pela adequação à web semântica e pelo seu aproveitamento em termos de publicidade. Mas estamos ainda longe disso e, sinceramente, não vejo muita gente preocupada com o assunto, a tentar investigar como dar-lhe a volta, excepto, claro está, os jornalistas.
    Detesto, acredita, armar-me em arauto de asa negra mas, pelo que vejo, a existência de uma solução poderá vir a ser uma realidade para os jornais, não para os jornalistas. Assistimos, não só a um espaço ocupado pela Internet mal aproveitada, como mesmo à terceirização de copy feita, por exemplo, na Índia, em Inglês, situação que tem vindo a originar despedimentos.
    Por outro lado, nas poucas conversas que tenho oportunidade de encetar com jornalistas, verifico a inexistência de uma consciência da real complexidade de todo o mundo da informação, parecem estar num limbo do género “o que vier será”, como se não houvesse nada mais a fazer.
    Volto a insistir: os jornalistas devem pensar em diversificar os conhecimentos e, talvez, a oferta de “produto”. As escolas devem estar à frente dos acontecimentos e dar aos alunos uma visão do que os espera, ensinando-lhes as mais diversas técnicas e ferramentas. E não dá para dormir na forma, Alex, como tu bem sabes.
    Entretanto, diz-me: quantos, além de ti e de mais uma mão cheia deles, escrevem um artigo assim?. Indo mais longe, quantos se terão dado ao “trabalho” de ler o do Hanilton?
    O que vejo, infelizmente, é que a maioria deles, em vez de tentarem aprender e compreender o “inimigo”, tentam diminuí-lo. E isso nunca foi boa estratégia…
    Digo eu, que não sou jornalista…

    Abraço,
    CJT

  2. 21 de Julho de 2008 às 12:31 pm

    Obrigado pelo comentário Carlos. Eu percebo a perspectiva negativa, mas acredito que as coisas vão melhorar, não por me ter tornado num optimista mas porque é o que tem que acontecer. Além disso, já fui dizendo por aqui que a selecção natural vai acabar por resolver muita coisa. Há-de chegar uma altura em que haverá empresas de comunicação que saberão quem contratar e que trabalho irão desenvolver. Também não defendo que estejamos a assistir ao fim de algo, mas apenas a uma mudança, grande, mas uma mudança. A solução está à frente de todos porque os problemas estão à frente de todos, só não os vê quem não quer. Infelizmente, existem elementos extra-profissão que definem o estado actual das coisas, mas até isso desaparecerá com o tempo. O que eu acho é que são tempos fantásticos para se ser jornalista, e são péssimos para os velhos do Restelo. O futuro é promissor e sei que também não é para todos, é apenas para quem quiser e trabalhar para isso. Eu não me defino a 100% como jornalista, mas como comunicador, como intermediário de informação, como mediador de conhecimento, como promotor de consciência colectiva, cívica e social, porque jornalistas há muitos, e há os muito bons e os muito maus. Eu quero acreditar que faço parte do grupo dos responsáveis, por isso é que me dou ao trabalho. E não trabalho em nenhum sítio em especial, neste momento, o que me devia pôr se calhar no grupo dos “deixa andar”.Mas não sou capaz de me pôr à margem disto.Em terra de cegos…

    Abraço Carlos e obrigado pela tua perspectiva.

  3. 23 de Julho de 2008 às 11:10 am

    Gosto de optimismo e entusiasmo, temperados com a responsabilidade. É bom.
    Por isso, pega lá: http://mindymcadams.com/tojou/2008/the-survival-of-journalism/

  4. 23 de Julho de 2008 às 12:16 pm

    Eu sigo a Mindy MacAdams com regularidade e também vi esse, é uma lista muito boa. Gostava de dizer que estou optimista e entusiasta hoje, mas nem por isso…
    Mas de cada vez que me deixam um comentário que vai na mesma direcção que eu, animo bastante. Obrigado Carlos.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


I moved | Mudei-me

140char

Sharks patrol these waters

  • 128,741 nadadores|swimmers
who's online

Add to Technorati Favorites

View my FriendFeed



Twitter

Add to Technorati Favorites Creative Commons License

Naymz | LinkedIn

View Alex Gamela's profile on LinkedIn

View Alex Gamela's page at wiredjournalists.com


Videocast

a

Ouçam o meu podcast AQUI | Listen to my podcast HERE |


My del.icio.us

Use Open Source

LastFM

 

Julho 2008
M T W T F S S
« Jun   Ago »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

%d bloggers like this: