04
Jul
08

Dinossauros, lembram-se do que lhes aconteceu? | Dinosaurs, do you remember whatever happened to them?


Durante o workshop que fiz no Summer  Institute 08, tivemos a oportunidade de comentar as dificuldades impostas nas redacções pelos “dinossauros”, os jornalistas, editores, administradores que se sentem ameaçados pela (r)evolução na indústria de informação. Numa conversa particular com um dos meus colegas, ele disse que pelo que sente na pele, os jornalistas que estão a apostar nos novos media tornaram-se alvos a abater. E eu só pensei como isso era tremendamente estúpido, faz tanto sentido como abrir um buraco no meio de um bote salva-vidas.

O que os leva a fazer isto? O medo. O medo de perder poder. O medo de não conseguirem dominar um meio que lhes pertenceu e idealizaram durante tanto anos. O medo de se tornarem obsoletos. Eu não concordo com a arrogância de alguns que acham que a internet vai salvar o mundo. Aliás, como dizia muitas vezes o professor Rosental “não é uma coisa ou outra, é uma coisa e outra”. Por isso não faz sentido a quantidade de entraves que se vão colocando entre profissionais, dentro de empresas. A mudança já ocorreu, e se eles não a aceitam, o trabalho que eles tanto adoram morre com eles.

Os mais pesados e os mais intransigentes ficarão sujeitos à devastação provocada pelo meteoro 2.0. e só os mais ágeis e adaptáveis sobreviverão. Não pensem que são apenas os “velhos” que teimam numa imagem romântica do jornalismo e não percebem o que se está a passar, os maiores conservadores que apanhei na vida eram jovens jornalistas e estudantes. Estamos na maior revolução de paradigma industrial desde a máquina a vapor, e mesmo assim não o aceitam nem o compreendem. E como jornalistas que são ou querem ser, pelo menos deviam tentar.

O que me leva à seguinte questão: porque é que eu, vocês que me lêem, os que trabalham, os que que querem trabalhar em jornalismo, querem ser jornalistas? Será o meio em que o fazemos mais importante do que a função? Eu não me considero um jornalista, mas mais um partilhador de informação que é importante para um grupo de pessoas, e se me pagarem para fazer isso sobre um determinado assunto tanto melhor. Por isso acho a história da carteira profissional uma treta, mas isso fica para outro dia.

O futuro das empresas de comunicação passa pela compreensão da sua função social e económica, como promotoras e geradoras de conhecimento e rendimentos, próprios e alheios. O futuro do jornalismo passa pela desmistificação da profissão, e acima de tudo, por uma dose gigantesca de humildade. Só assim, com a deflação de alguns egos, pode ser que consigam entrar numa caverna e salvar-se, antes que a sua presença na história seja apenas o seu nome fossilizado em papel.

O Ryan Sholin diz que o status quo está a matar os jornais. E também diz que entrou para o ramo porque quer “consertar” o jornalismo, em vez de querer salvar o mundo, melhorar as coisas, afligir os estabelecidos . Eu não chego a tanto, porque a minha influência é quase nula, mas faço o que posso para que as pessoas estejam mais e mais informadas sobre o que se vai passando, à medida que eu próprio vou descobrindo o caminho.

Mas neste post o Ryan sugere que cortemos relações com os dinossauros, que reclamam muito e não fazem nada para resolver os problemas – este é o nosso passatempo nacional- , ou seja, deixá-los para trás para morrer. Eu concordo. Em comentário, o Mark Hamilton diz: “Liderem, sigam, ou saiam da frente.” Eu subscrevo. E quem está contra mim está a perder o seu tempo. Não querem jornalistas multimédia no vosso jornal? Não há problema, nós abrimos o nosso próprio site informativo. Não nos respeitam como profissionais e acham que isto é uma curiosidade? Tudo bem, foi o que disseram do automóvel. O mais aflitivo é ver que  muitas destas atitudes são tomadas por pessoas altamente cultas e inteligentes, mas que não conseguem ver para além do próprio umbigo, isolados em torres de marfim.

Façam o que alguns dinossauros fizeram, escapem ao cataclismo, ganhem asas e penas,  e voem. Mas uma coisa é certa, a vida continua, com ou sem vocês. A escolha é vossa, entre ficar no camarote a reclamar, ou estar no palco a ajudar quem pode beneficiar da vossa experiência.

During the Online Journalism workshop at the Summer Institute 08, we had the chance to discuss the hardships created inside the newsrooms by the  “dinosaurs”, the journalists, editors, administrators that feel threatened by the information industry’s (r)evolution. In a private conversation with one of my colleagues, he said that from his own experience, the new media journalists became priority targets to those guys. And i thought that was as smart as drilling holes in a lifeboat.

What leads them to this? Fear. The fear of losing power. The fear of not being able to dominate an environment that belonged to them and they helped to idealize for so long. The fear of becoming obsolete. I don’t agree with the arrogance of those who say that the internet will save the world. In fact, just like professor Rosental Alves often said “it’s not one thing or another, it’s one thing and the other”. So it doesn’t make sense the amount of obstacles that are being put between  professionals, inside the companies. The change has already occured. and if they don’t accpet it, the job they love so much will die with them.

The heaviest and the most intransigent will be exposed to the devastation caused by the 2.0 meteor, and only the most agile and adaptable will survive. But don’t think it’s only the “old guys” that insist in a rmantic picture of journalism and don’t understand what is going on, the most conservative people i ever met  were young journalists and students. We are living the greatest revolution of the industrial paradign since the steam engine, and still they do not accept it or even try to understand it. Which, as journalists or wannabes, at least they should try.

And this leads me to the following question: why do i, you that read me, those who work, those who want to work in journalism, want to be journalists? Is it the medium more important than the function? I don’t consider myself as a journalist, but more like a  sharer of information that is relevant to a group of people, and if i get paid to do it about a specific subject, even better. So i think the journalist license story a bunch of crap, but that’s for another day.

The future of communication companies goes through understanding their social and economical role, as promoters and generators of knowledge and revenue, both for themselves and others around them. The future of journalism goes through the destruction of the job’s myth, and above all, a huge dose of humility. Only that way, with the deflation of the giant egos, they might be able to get inside the cave and escape, before their presence in history becomes only their name fossilized in paper.

Ryan Sholin says that the status quo is killing newspapers. And he also says that he got into this business to fix journalism, instead of trying to save the world, right wrongs, or afflict the comfortable. I don’t get that far, because my infuence is close to none, but i do what i can to help people learn more and get more aware of what is going on, while myself am trying to find the way.

But in this post Ryan also suggests that we cut relations with the dinosaurs, that whine a lot and don’t do a thing to solve the problems – this is a portuguese passtime- or, plainly, leave them behind to die. I agree. In a comment to this, Mark Hamilton says: “Lead, follow or get the hell out of the way”. I second that. And whoever is against me is wasting it’s time. You don’t want multimedia journalists at your newspaper? No worries, we’ll open our very own news website. You don’t respect us as trained professionals and think that this is just a fad? That’s ok, people said the same about automobiles. The most afflicting thing is to see that many of these attitudes are taken by highly educated, intelligent people, but that can’t see beyond their navel, isolated in ivory towers.

Do what some dinosaurs did, escape the cataclysm, make wings and feathers and fly. But one thing is certain, life will go on, with or without you. The choice is yours, you can stay in the box complaining and whining, or get on stage and help those who can benefit from all of your experience.

More than a year ago, I wrote a blog post aimed at the curmudgeons in your newsroom.

The ones who prefer hang-wringing editorials to reorganization plans.

The ones who prefer complaining about bloggers to starting a blog.

The ones who prefer whining about Google and craigslist and every other disruptive organization to becoming a disruptive organization.

Jay Rosen has been politely badgering me to update or extend that line of thinking, and although I did a quick one-year-later assessment of where most organizations stand on what I called 10 obvious things, there’s a good dose of generational frustration that’s always been involved in my thinking about newspapers.

Declare your independence from the curmudgeon tribe


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