Arquivo de Junho, 2008



16
Jun
08

Esbjörn Svensson 1964/2008

Serenade for the Renegade

Outro de um dos meus músicos favoritos morreu. Esbjorn Svensson, um dos pianistas mais interessantes dos nossos tempos na forma como absorvia várias influências e as incorporava no seu jazz – assim como o Brad Mehldau – faleceu na sequência de um acidente de mergulho.

Há uns anos atrás tive a sorte de o ver inesperadamente e de borla num concerto na Casa da Música no Porto, e ficou como uma das situações musicais mais felizes que experienciei. Se nunca o ouviram, comecem agora.

Another of my favorite musicians has died. Esbjorn Svensson, one of the most interesting pianists of our times in the way he absorbed several influences and how he embedded them in his jazz- just like Brad Mehldau does – passed away this weekend following a diving accident.

A couple of years ago i had the fortune to see him live, unexpectedly and for free at the Music House in Porto, and that remained as one of most rewarding musical situations that i’ve ever experienced. If you never listened, start now.

O músico de Jazz sueco Esbjörn Svensson morreu este fim-de-semana quando fazia mergulho de profundidade no arquipélago de Estocolmo, anunciou hoje o seu agente.

Segundo os media suecos, Svensson mergulhava no Báltico com um grupo, acompanhado por um instrutor, quando desapareceu repentinamente. Foi encontrado gravemente ferido e transportado por helicóptero para o hospital mas não pôde ser salvo.

Esbjörn Svensson, que tocava um público bem mais vasto do que o dos amantes de Jazz, era a “figura mais importante do Jazz desta década”, sublinhou Burkhard Hopper, agente do Esbjörn Svensson Trio (E.S.T.), a partir de Munique, que compara a sua influência à de Miles Davis.

Público, 16.06.2008

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14
Jun
08

A caminho de Lisboa | Off to Lisbon

A partir desta segunda-feira, e durante duas semanas, vou estar em Lisboa para uma formação de Jornalismo Online promovida pela Universidade de Austin.O professor Rosental Alves vai ser o orientador, e pelo que vi do programa que ele enviou aos 12 escolhidos parece-me que vai ser mesmo muito bom.

Por isso, durante uns tempos vão haver menos posts, mas os que fizer estarão relacionados com o workshop, para partilhar com vocês o que vou fazendo e aprendendo.

Se estiverem pela capital, digam alguma coisa, há gente daqui que gostava de conhecer pessoalmente -havendo tempo- ou então enviem sugestões sobre o que se pode fazer em Lisboa na segunda quinzena de Junho, com um Campeonato Europeu de futebol pelo meio.

De qualquer forma, a única coisa que espero destas duas semanas é aprender muito e divertir-me mais. 😉

From next monday, and for about two weeks, i’ll be in Lisbon to attend to a Online Journalism Workshop, promoted by the UT – Austin. Professor Rosental Alves will be lecturing, and for what i’ve seen of the syllabus that he sent to the 12 chosen it seems to me that is going to be really great.

So, during the following days there will be fewer posts, and the ones i’ll write will be related with the workshop, to share with you what i’m learning and doing.

If by any chance you are around those parts, let me know, there are some of you that i’d like to meet in person – if i have the time – or send your suggestions on what can i do in Lisbon in the second fortnight of June, with a Euro Cup in between.

Anyway, the only thing i expect from these two weeks is to learn a lot and have even more fun. 😉

Syllabus:

O propósito deste workshop é preparar estudantes para trabalhar como jornalistas em sítios de notícias da Internet e/ou desenvolver actividades académicas relacionadas com o impacto das tecnologias digitais no jornalismo.

Durante este seminário, vamos estudar os efeitos da Revolução Digital sobre a prática e o consumo do jornalismo, a partir das experiências de diferentes países e comunidades. Entre esses efeitos, vamos examinar o surgimento e a evolução do jornalismo online; a busca de novas narrativas jornalísticas que aproveitem características da World Wide Web, como a hipertextualidade e a multimídia; fenômenos contemporâneos, como os blogs e as redes sociais; a transformação das audiências passivas da era industrial em redes ou comunidades ativas; o conteúdo gerado pelos usuários (o fenômeno Pro-Am); novas práticas como crowdsourcing e database journalism; a ruptura dos modelos de negócio da mídia tradicional e a tentativa de criar novos modelos; etc.

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13
Jun
08

A redacção transparente | The transparent newsroom

O Spokesman-Review já foi referido por aqui algumas vezes como um bom exemplo de para os jornais modernos. Desta vez trago-vos um video que mostra a sua filosofia de “redacção aberta”, e como lidam com isso. E ouçam bem o que eles dizem.

I already talked about The Spokesman-Review more than once as a good example for modern newspapers. This time i’m bringing you a video that shows their “open newsroom” philosophy, and how they deal with that. And really listen to what they say.

The Spokesman-Review is a transparent newsroom.What i mean by that is that we are a newsroom that’s open to our community, our doors are open, our processes are open, our decision making is open. And the transparent newsroom is a response to something i used to call “fortress newsroom”, that is a newsroom in which our journalists associated only with other journalists, where objectivity was defined by separation, by distance from community, where we really didn’t worry too much about the consequences of the work that we performed. Transparent Newsroom is the opposite of that. We invite public, we invite citizens into the newsroom and into our conversations, and even to our decision making process. Our goal is very simple: we think we can help improve our credibility in the community by involving citizens interactively. And the internet has provided this vast array of tools that we have never had available to us before to achieve this.

Steven Smith, editor Spokesman-Review

Aqui | Here

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12
Jun
08

SuperMedia: Entrevista com Charlie Beckett

“Este livro é o meu manifesto para os media como jornalista e também como cidadão do mundo. Como jornalistas estamos sempre a ouvir dizer como os meios de comunicação têm um poder enorme para moldar a sociedade e acontecimentos, para mudar vidas e a história. Então porque é que a nossa sociedade é tão descuidada em relação ao futuro do jornalismo?” [1]

Saving JournalismEsta é a apresentação que Charlie Beckett faz do seu livro “SuperMedia: Saving Journalism So It Can Save The World (Wiley-Blackwell, 2008 ), onde questiona os principais desafios colocados à prática jornalística nos nossos dias, e a sua influência na manutenção de sociedades democráticas e livres.

Charlie Beckett é jornalista, com 20 anos de carreira na BBC e na ITN, e é também Director do POLIS, um think tank sobre o jornalismo e sociedade na London School of Economics. “SuperMedia” é uma obra que vem compilar e estruturar várias linhas de pensamento sobre o futuro do Jornalismo, mas onde Charlie Beckett apresenta a sua ideia de jornalismo como um serviço essencial às sociedades contemporâneas, e como as mudanças na indústria de informação, para além de inevitáveis, são necessárias.

Coloquei algumas questões a Charlie Beckett sobre o seu livro, e com a ajuda de alguns excertos, vamos tentar perceber porque é tão importante salvar o jornalismo.

_______________________________

“Estimo que tenhamos cinco anos – talvez dez – para salvar o jornalismo para que o jornalismo possa salvar o mundo.”

Porque é que o Jornalismo está em perigo? Para Beckett, as causas são uma “mistura de pressões económicas, repressão política ([em] sítios como África, Rússia etc) e a atenção do público a alternativas em novos média”.

Os media tradicionais mantiveram inalterada a sua relação com o público nas últimas décadas, o que parecia resultar bastante bem, mas com o advento das novas tecnologias essa relação alterou-se, e a indústria das notícias parece estar a ter algumas dificuldades a adaptar-se às novas circunstâncias. Coloquei a Charlie Beckett uma questão que ele mesmo levantou no seu livro: “O que é que se passa de errado com o negócio dos média?” “É demasiado formalista, demasiado fechado, demasiado limitado.” De facto, as dificuldades e os receios aumentam no seio da indústria das “árvores mortas”: redução nos lucros, nas tiragens, no pessoal, e a dificuldade de muitos profissionais em abraçarem as novas formas de comunicação. Apesar de tudo, a função do jornalismo mantém-se: informar. E a circulação de informação em liberdade permite um maior conhecimento da realidade que nos rodeia, e a interagir mais eficazmente com ela. Mas durante muito tempo, o jornalismo assumiu um papel de mensageiro ao qual não se pediam contas.

E qual é esse papel hoje em dia? “O Jornalismo tem muitos papéis: é entretenimento, vigilante, informador, fórum, mediador económico e mais. As sociedades com meios de comunicação abertos e prósperos parecem ser mais ricas e melhor ajustadas”.

No cerne do processo noticioso estão os jornalistas, uma classe mal vista pela maioria dos cidadãos. Sob uma perspectiva tão pessimista em relação ao papel que eles desempenham, perguntei se os jornalistas se tinham esquecido das suas responsabilidades: “Claro que não”, diz Beckett, “mas a prioridade do jornalista é fazer o seu trabalho em condições. Os jornalistas e as suas organizações devem considerar responsabilidades mais vastas, mas cada um vai defini-las de forma diferente. O Networked Jornalism permite ao público colaborar nessa definição e então partilhar as responsabilidades”.

Networked Jornalism – Jornalismo Interligado

O conceito apresentado por Charlie Beckett no seu livro é o de Networked Journalism, que se poderá traduzir por Jornalismo Interligado. Como ele explicou na BBC “ Os Networked Journalists partilham o processo noticioso com o público logo desde o início: da recolha de informação à sua distribuição, de forma activa, participativa.”[2]

Em poucas palavras, Beckett descreveu-mo como uma “mudança profunda na prática jornalística que desafia as noções básicas do jornalismo tradicional. Sintetiza as funções de edição, reportagem e apresentação com muito maior envolvimento do público ao longo do processo.”

Desde que tenha acesso a um computador ou um telemóvel, qualquer elemento do público pode colaborar com os jornalistas através do jornalismo do cidadão, wikis, blogs, e contribuir com conteúdos multimédia. Ou então, apenas recostar-se e apreciar os resultados desta colaboração. Isto implica novas perspectivas sobre a agenda noticiosa, e o seu alargamento, que aumenta com cada pessoa que participa. Esta sinergia pode recuperar a confiança pública no Jornalismo, e um aumento no conhecimento dos meios de comunicação sobre os seus públicos: “As pessoas estão cada vez mais cépticas [em relação ao Jornalismo] mas isso pode ser uma coisa positiva. Os Velhos Media não levavam o seu público a sério porque nunca foram ao seu encontro”. Mas a participação de amadores no processo jornalístico levantou a questão da qualidade dos conteúdos. Para Charlie Beckett esta questão não se aplica: “Existe muita porcaria nos media corporativos.”

Outro dos assuntos mais discutidos é como os Novos media podem gerar receitas: “É uma pergunta demasiado difícil! Se soubesse a resposta estaria muito rico.”

Temos assistido a exemplos práticos desta evolução: a rapidez como o terramoto de Sichuan foi reportado na net, a democratização de conteúdos multimédia, o desenvolvimento de redes sociais e comunidades virtuais, etc. Mas mais do que uma evolução tecnológica, o Networked Journalism é uma filosofia: “(…)é o regresso a algumas das mais velhas virtudes do jornalismo: pôr a redacção em contacto com o mundo; ouvir as pessoas; dar uma voz às pessoas nos media; entrar em diálogo com o público. Mas tem o potencial de ir mais longe do que isso na transformação da relação de poder entre os media e o público, e na reformulação os meios de produção jornalística”.[3]

Esta multiplicação de formas de comunicação implica que haja muito mais informação do que anteriormente, onde cada indivíduo se pode expressar seguindo a sua própria agenda. Disse a Charlie Beckett que a paisagem dos media parece um espelho partido, com diferentes plataformas em media diferentes, para públicos fragmentados usando diversas aplicações. “O que está errado com diversidade e diferença e distância? Geralmente uma maior participação pública promove uma maior expressão e mais conectividade.” Entre as pessoas, e entre os públicos e os meios de comunicação. Serão os novos órgãos de comunicação interligados os pólos agregadores de comunidades? “Sim – mas também poderão estar à margem ou fora das comunidades. O Networked Journalism funciona naturalmente melhor quando apoiado por grupos de pessoas, mas essas comunidades podem não ser geográficas.” A geografia que nos aproxima agora é a dos conceitos, dos gostos, das ideias.

No seu livro, Beckett descreve longamente como os media interligados podem influenciar a consciência política dos cidadãos e dos media principais quando alertam para assuntos que normalmente ficariam escondidos debaixo da pilha noticiosa, que enche as redacções diariamente. O Networked Journalism permite uma reformulação da agenda informativa, abrindo espaço para notícias que são importantes para pequenas comunidades, ou para a sociedade em geral, mas das quais está alheada por não ter informação suficiente. O exemplo maior que Beckett usa é o continente africano: como é que sociedades com poucos recursos económicos, défices educacionais e democráticos, e uma baixa taxa de penetração de novas tecnologias pode beneficiar com o Networked Journalism? África não tem uma cobertura de Internet desenvolvida mas na maioria dos países há estruturas que permitem uma boa cobertura celular. A participação de vozes independentes na construção de uma imagem informativa de África, gerada longe das pressões governamentais, dá-nos de certeza perspectivas mais esclarecedoras do que a que nos é fornecida pelos media do aparelho de estado, ou por correspondentes que não podem chegar a todo o lado. Com a facilidade de disseminação de informação através de aparelhos móveis, África pode se tornar no perfeito campo de testes para o Networked Jornalism. “Não é o campo de testes perfeito. Eu digo que é o teste final, porque tantas vezes os velhos media falharam em África, que o Networked Journalism oferece uma nova oportunidade que pode ser baseada na própria experiência e capacidade africanas.”

Mas será este um caminho sem riscos? O poder do Networked Journalism é o de influenciar as vidas das pessoas comuns, mas haverá perigos nesta forma de fazer as coisas? “E quem são as pessoas ‘comuns’? Eu honestamente não vejo perigos reais nas tendências dos novos media que não sejam comuns aos perigos postos pelos velhos media. As pessoas vão continuar a ser desonestas, parciais e gananciosas tanto online como offline, eu não penso que os novos media apresentem quaisquer novas ameaças comparados com os velhos media.”

Os Hiper Jornalistas

Há vantagens claras em abraçar os Novos Media: são baratos, rápidos, mais eficazes, e o seu potencial é quase infinito. No entanto, existe ainda muita desconfiança. “As pessoas resistem sempre à mudança. Os Novos Media implicam aprender truques novos. Alguns postos de trabalho vão desaparecer. E como desafiam os conceitos do velho Jornalismo, algumas pessoas acham-nos ameaçadores.”

E que procedimentos padrão deverão ter os novos jornalistas no seu dia a dia? “NÃO deverão haver procedimentos padrão. Isso é uma ideia antiquada.” No seu livro, Beckett defende que a versatilidade e capacidade de adaptação do jornalistas são as características mais importantes dos profissionais da comunicação do futuro, não só às novas tecnologias e características do mercado, mas também na sua relação com os utilizadores. Os jornalistas do futuro devem saber utilizar as redes sociais em seu favor, criar e distribuir as notícias em vários formatos, e saber gerir as contribuições dos utilizadores antes, durante e depois da publicação da informação.

Para Beckett, o “jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent”[4]. Os super poderes do jornalista encontram-se na sua capacidade de colaborar com o público, mas isto não significa que o papel dos jornalistas se tornará mais precário: “O jornalista continua a ser necessário, porque precisamos de filtros, editores e apresentadores, mas eles vão ter também que se tornar facilitadores, conectores, possibilitadores. É um trabalho ainda mais complexo e interessante, e igualmente vital.” Este aumento na complexidade da prática jornalística torna o jornalismo mais fiável, melhor? Beckett pensa que “será tão fiável como as pessoas que o fazem. ‘Melhor’ é uma palavra muito subjectiva. Mas sim, acredito que a participação do público eleva os padrões por aumentar os recursos.”

A própria formação dos Hiper-Jornalistas para a realidade dos SuperMedia deverá ser “mais multi-especializada e mais dirigida para a resolução de problemas, para promover a arte de envolvimento criativo com o público, em vez de passar meses a copiar os jornalistas do passado.”

Só que a relação dos jornalistas com elementos estranhos às redacções não tem sido fácil. Beckett debruçou-se extensivamente sobre a relação dos jornalistas com outra classe emergente, os bloggers, que parecem viver fora das regras impostas aos jornalistas, e que rapidamente se impuseram como distribuidores de informação. Terão os bloggers hoje em dia tantas responsabilidades como os jornalistas, e deverão eles ter o seu próprio código de conduta? Ou será a qualidade do seu trabalho a verdadeira reguladora dessa actividade? Beckett acha que os bloggers não precisam de um código ético: “A maioria dos jornalistas ignoram quaisquer códigos que possam ter. A garantia de qualidade ou fiabilidade assenta na diversidade, na responsabilidade, e isso vem com o Networked Journalism.”

Aliás, todos nós podemos ser jornalistas. Para Beckett, jornalistas são “pessoas que informam, analisam, comentam eventos ou assuntos para outras pessoas consumirem.” E é nos cruzamentos destas relações que se cria a SuperMedia.

O Desafio SuperMedia

“Supermedia” é ela mesma uma obra interligada. Charlie Beckett recorreu às ideias de Paul Bradshaw, Jeff Jarvis, Jay Rosen e outros pensadores dos novos media – para além de referir personagens que activamente afectaram essa realidade – para fundamentar e desenvolver os seus próprios conceitos.

O que sobressai é uma perspectiva optimista (pelo menos é o que me parece, apesar do pressuposto tenebroso sob o qual se apresenta), e fornece indicações práticas sobre como se podem e devem desenvolver os meios de comunicação, desde os corporativos aos pessoais. É uma obra fundamental numa época de transição e definição do que é o jornalismo, para que serve e para quem serve. Enriquecido com a perspectiva do autor sobre a importância social dos media, é o resumo perfeito de várias correntes de pensamento sobre quais caminhos a indústria e o público poderão seguir no futuro. Não é um livro complexo nos conceitos, mas nas suas implicações, e creio que se tornará num excelente guia para profissionais e estudantes de comunicação, para a compreensão de como se passa da uma comunicação de sentido único, corporativa e limitada, para uma outra, relacional, personalizada, comunitária. E as questões que levanta não terão necessariamente uma só resposta.

Acima de tudo, Beckett defende que a notícia é um serviço, não um produto, logo o interesse público está acima de todos os outros. É uma estranha forma de liberalização de algo que precisa de ser de todos e que deverá servir o bem comum.

Como ele diz no livro, “o jornalismo pode ser uma força maior para o Bem”. Perguntei-lhe se essa “missão, caso a aceitemos”, é possível: “Claro que tudo é possível. Mas é uma escolha. Nós temos os media que criamos.”

Podem comprar SuperMedia: Saving Journalism So It Can Save The World aqui, ou fazer o download dos três primeiros capítulos no site do POLIS.


[1] Beckett, SuperMedia: Saving Journalism So It Can Save The World (Wiley-Blackwell, 2008 )

[2] em entrevista ao programa de rádio Night Waves da BBC3, 2 de Junho 2008

12
Jun
08

Naked Media Show: Jay Rosen

O Naked Media Show é um videocast da ScribeMedia.org, que para o seu primeiro episódio convidou Jay Rosen. Os modelos de negócio da para a internet e muito mais num programa muito interessante.

The Naked Media Show is ScribeMedia.org’s videocast, that invited for their first episode Jay Rosen. Internet business models and a whole lot more in a very interesting show.

For our first Naked Media show, NYU journalism professor, PressThink blogger and media experimenter Jay Rosen eloquently addressed the need for someone to foot the bill for the journalism . “We’re in between business models,” he said. He held up Talking Points Memo, which he said is profitable, as a model to follow. He broke the news that New York University is launching a new program, in Fall of ‘09, that mingles innovation with journalism, perhaps in a business or tech way. And he explained why he thinks New York Times publisher Arthur Sulzberger may not be up to the task of leading the Grey Lady into the new era.

Naked Media Episode 1 – Jay Rosen

via Mark Graham (vejam os outros links | check his other link suggestions)

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12
Jun
08

Jornalistas e direitos de autor | Journalists and copyright

Whose Journalism Is It?
Journalists work hard to report the news and tell the stories of our time. They contribute creativity, energy, passion, critical thinking, doing their best to reflect their community’s diversity and behave in an ethical fashion. I’ve heard people making comments reeking of disdain of our profession, “It’s not brain surgery.” And I want to say, “Yeah, it’s harder.”
These critics should try covering an eight-hour council meeting or staying on top of a fluid election and producing a story that is accurate, fair, balanced, solidly reported and written with compelling clarity. News writing, as veteran author David Von Drehle once put it, “especially on deadline, is so hectic and complicated — the fact-gathering, the phrase-finding, the inconvenience, the pressure.” Given those realities, it’s no surprise the process is called “The Daily Miracle.” It’s understandable, given all this hard work, that a sense of ownership takes over.
Chip on Your Shoulder

A quem pertencem os conteúdos criados pelos jornalistas? A eles ou às empresas que os dstribuem? Chip Scanlan aborda esta questão num artigo muito interessante.

To whom belong the contents created by journalists? To them or to the compnies that distribute them? Chip Scanlan tackles this issue in a very interesting article.

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11
Jun
08

Velhos do Restelo | Old timers

If you want to understand why the newspaper industry is doomed, read the comments of Sun-Times Media Group CEO Cyrus Freidheim from a Columbia College panel this week. The press is “nowhere near as robust or strong a watchdog as it has been…The free press really is the newsroom. It is not technology. It’s really the newsroom.”

Freidheim’s comments reflect the kind of insularity that will only hasten newspapers’ collapse. Across the U.S., too many editors and executives are convinced that there is only one kind of “true” journalism, and that it involves a newsroom, editors, reporters, slot men and a copy desk. Any model that doesn’t conform to this rigid and traditional view isn’t genuine and so should be dismissed. They are blind to the prospect that any other form of journalism could deliver value, much less improve upon the current model.

As Old-Timers Curse the Darkness, Others Innovate

Há dois tipos de burros: os que não sabem, e os que não querem saber. Quem já tentou mudar alguma coisa nas redacções e ouviu coisas parecidas, por favor, deixem comentário.

There are two types of fools: those who don’t know,and those who don’t care to know. If you ever tried to change your newsroom and heard similar things against it, please share them with us.

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11
Jun
08

BBC: 81 anos online | 81 years online

A BBC vai disponibilizar online 81 anos de programação de rádio e televisão. Cada episódio terá uma página própria com dados informativos, e será uma verdadeira rentabilização de um dos arquivos mais ricos do mundo.

BBC announced that is going to make available online 81 years of radio and television shows. Each episode will have it’s own page with information regarding the show, and this project will take advantage of one of the richest archives in the world.

Spanning 81 years of radio and television, the project will create a web page for every episode of every single programme ever broadcast on the BBC, and be the basis of a future plan to introduce a searchable vault of archived shows.

It will bring information on every BBC programme ever shown, with clips, links and, eventually, whole programmes available either via the seven-day catch up service iPlayer, or commercial online video featuring Kangaroo, an on-demand service being developed with ITV and Channel 4, or a new online archive.

Playback plan for 81 years of BBC favourites, The Guardian

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11
Jun
08

Como evoluir para 2.0 | How to evolve to 2.0

Este slideshow mostra o esforço que é necessário para fazer um upgrade a uma empresa para 2.0. O mais curioso é que parece que as maiores dificuldades não são estruturais, mas apenas pessoais. Este artigo da ReadWriteWeb explica como se define uma empresa 2.0:

This slideshow shows the effort needed to upgrade a company into 2.0. The funny thing is that it seems that the major difficulties in developing aren’t structural, only personal. This ReadWriteWeb article explains how a 2.0 company is defined:

Most enterprise software sucks. That is my considered opinion from 30 years in the software biz. Words that come to mind are: bloated, inflexible and user hostile. The good news is that it is getting better, a lot better. The driver for change is what I call the consumerization of enterprise software.

Where Are We In The Enterprise 2.0 Wave?

Continue a ler ‘Como evoluir para 2.0 | How to evolve to 2.0’

09
Jun
08

A agenda participativa | The participatory agenda

https://i2.wp.com/blog.provokat.ca/uploads/love_me.jpg

Eles estão aí,nós fazemos parte deles, eles têm o poder, e nós temos que saber lidar com eles. O Dan Schultz escreveu mais um dos seus brilhantes artigos sobre como é que os utilizadores podem participar na agenda noticiosa e como essa participação pode ser gerida. Recomenda-se.

They’re here, we are a part of them, they have the power, and we must know how to deal with it. Dan Schultz wrote another of his brilliant articles on how users can participate in the construction of the news agenda, and how that participation can be managed. Highly recommended.

We all know that the “audience” analogy no longer represents the way journalism should work. We know that the people reading the news have opinions, perspectives, and facts that are relevant to the conversation. Some of them just have observations, but others are reporters at heart or maybe they have the wordsmithing abilities of a columnist.

This post is about how the news system I’ve been blogging about can be driven by user generated content and collective intelligence. In a larger sense, however, it is about the way in which any news organization can make the move past the one-sided “audience” view of things and incorporate the voices and minds of its readers to better serve the public.

A Participatory News Agenda, Dan Schultz

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