Arquivo de 6 de Maio, 2008

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Jornalismo do cidadão nos media online – Como os sites noticiosos portugueses (não) usam o Jornalismo do Cidadão (Parte II)

Segunda parte (Ler a primeira)

Existe realmente um jornalismo do cidadão em Portugal inserido nos media online portugueses? Serão os sites verdadeiramente interactivos e abertos à participação do utilizador? Convidei cerca de 50 jornais, canais de televisão e rádios com sites informativos, abrangendo desde grandes grupos nacionais a pequenas empresas locais. Os resultados foram desconcertantes.

Um quarto das moradas de e-mail que recolhi para contacto com os gestores do site ou da redacção eram inúteis (não funcionavam), e mesmo tendo repetido algumas vezes o convite aos restantes para responder ao inquérito, apenas quatro órgão de comunicação responderam e preencheram o formulário. Os resultados são, portanto, inconclusivos. Mas este é um bom exemplo para mostrar o grau de receptividade que a maioria das empresas e redacções possuem a estimulação externa, nem que seja pelo facto de que as que responderam fazem parte do grupo que está a trabalhar para desenvolver a sua presença online, de uma forma pensada e sustentada, abraçando os novos desafios colocados pela hiper-comunicação, enquanto a maioria ainda vende gato por lebre.

De qualquer forma, estes foram os resultados: dois jornais – um nacional, outro local – um site noticioso exclusivamente online e um canal de televisão responderam ao inquérito. O jornal local era o que possuía menos recursos, sem jornalistas exclusivamente para edição online, contra o site de informação online que tem mais de 30 trabalhadores. O jornal local tinha cerca de 30 a 50 mil visitas diárias, contra as mais de 330 mil declaradas pela readcção online do canal de televisão. Todos davam prioridade ao texto sobre o vídeo, áudio e fotografia, sendo o vídeo o formato menos utilizado, excepto no website do canal de televisão, por razões óbvias. Nenhum destes órgãos usavam os cidadãos ou utilizadores dos seus sites como fonte, ficando-se pela investigação desenvolvida pelos membros da redacção, e pelos takes das agências noticiosas, embora agradecessem imagens e vídeos por parte dos utilizadores. Todos estão a planear abrir os seus sites a uma maior participação dos utilizadores, e quando questionados sobre o futuro do jornalismo do cidadão, a melhor resposta foi que a “interactividade é um dos factores que aumenta o número de visitas (…) e a visibilidade e reconhecimento da marca”. Esta forma de pensar é uma agulha no palheiro que é a indústria de comunicação em Portugal.

Os mais recentes relatórios sobre o jornalismo do cidadão nos EUA (State of the News Media 2008), mostram uma diminuição na participação dos utilizadores, apesar de haver novos websites e aplicações a surgir todos os dias, apelando aos leitores de notícias para desenvolverem conteúdos e criarem uma relação mais estreita com as edições online. Em Portugal, todas as notícias relacionadas com o desenvolvimento dos sites de media indicam mais elementos multimédia e interactividade, para uma utilização em banda larga: mais vídeo, comentários, mais espaço para as opiniões e contribuições dos utilizadores.
Salvo algumas excepções notáveis, nada está a mudar realmente; a grande diferença é que agora as contribuições aceites pelas companhias de comunicação estão a ser enviadas pela Internet em vez do correio normal, como aconteceu durante décadas.

Os utilizadores portugueses estão activamente a criar média pessoal, como blogs e podcasts, e comentar nos sites de notícias ou enviar fotos ou pequenos vídeos ainda é suficiente para a grande maioria. E no dia em que escrevo isto, o site do Público apresenta uma aplicação que liga um artigo aos blogs que o referem, o que pode significar que o futuro pode não passar pela inclusão de conteúdos gerados pelos utilizadores, mas pela promoção da troca de cobnteúdos entre os cidadãos e as empresas de comunicação. Mas para além desses pequenos avanços para integrar os utilizadores na construção da paisagem noticiosa, não há nada a que possamos chamar de jornalismo do cidadão em Portugal, integrado nos média.

As razões para anunciar o jornalismo do cidadão como parte do futuro da comunicação podem ser honestos ou puro marketing, mas o facto é que esta responsabilidade não assenta penas sobre os ombros das empresas. Os maiores promotores deste movimento devem ser os próprios cidadãos, e eles é que devem ser a força motivadora na alteração da face das notícias corporativas, recriando o agenda setting, humanizando e dando profundidade aos conteúdos noticiosos. Os órgãos de comunicação só terão é que estar preparados para aceitar isso.

Depois de ter escrito este artigo, ainda questionei mais a forma como a imprensa local se está a suicidar lentamente ao querer cobrar por conteúdos insuficientes e ineficazes no ambiente online. A assimetria é a grande característica nos nossos orgão de comunicação, um reflexo da restante conjuntura empresarial nacional. O desafio é grande e não vejo muitos a encararem-no de frente, ou sequer a levá-lo a sério. Assim, os resultados são previsíveis.

Para acompanhar estes pensamentos vale a pena ler o texto de Fernando Zamith, no âmbito da sua Licenciatura em Jonalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, intitulado “O subaproveitamento das potencialidades da Internet pelos ciberjornais portugueses“. Para ler.

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06
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Be Original

redundant

Scott Karp pegou no exemplo da notícia da aquisição do Yahoo pela Microsoft para demonstrar a quantidade exagerada de conteúdos redundantes na net. Pelo meio deixa alguns conselhos muito interessantes e que revolucionam o papel dos meios de informação: deverão forçar o seu próprio conteúdo mesmo que não seja mais completo que o já existente, ou deverão referenciar o conteúdo externo se for de melhor qualidade?

A ideia que ele deixa é muito simples: sejam originais.

Scott Karp took as an example the news about the bid over Yahoo by Microsoft to demonstrate the exagerated amount of redundant content on the web. In between he leaves a few quite interesting advices, and that revolutionize the role of media outlets: should they impose their own content even if it’s not better than the already existing one, or should they reference outside content of higher quality?

The idea he leaves is very simple: be original.

Here’s another way to look at it. Imagine a Midwest city where a factory that is a major employer announces that it is shutting down. Now imagine that instead of one local newspaper and one local TV station covering this story instead there are 100 newspapers and 50 TV stations. Reporters from each of these outlets file their coverage of the story. Newsstands in the local Walmart display all 100 newspapers, each with the factory closing story on the cover. Anyone who turns on their TV station can flip channels at 6pm and find the same story being reported, over and over again.

Yes, that’s a silly example, but is it really all that different from what’s happening on the web?
Can you imagine a content economy five or ten years from now that supports 2,000 versions of the same story? Is it any surprise that the company that creates far and away the most economic value on the web produces NO ORIGINAL CONTENT? (Yes, that would be Google.)

Here’s the other takeaway: Don’t add to the noise, help reduce it.

An engineer who works on Google News said during a presentation at the NewsTools conference that Google is studing whether the amount of news on the web is actually decreasing.

So while there’s more content on the web, there may be less news.

Ler | Read The Declining Value Of Redundant News Content On The Web

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06
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Flash Doc

Um documentário incrível sobre a vida nas ruas de Bucareste. Um excelente exemplo de jornalismo multimédia. Via Mark Graham.

A stunning documentary about life in Bucharest streets. An excellent example of multimedia Journalism. Via Mark Graham.

Ver | Watch

Bucharest Below Ground

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