Arquivo de Fevereiro, 2008



25
Fev
08

Código Desconhecido Open Source : The Boy with a Broken Leg | Code Unknown Podcast

foot065_front.jpg
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O Código volta em edição Open Source. Desta vez vamos conhecer um projecto que nasceu de um acidente, mas que ganhou autonomia e uma edição através de uma net label japonesa: The boy with a broken leg.

Músicas neste programa:
Special place
Know you better
Tunturia
Dead end


do álbum “Injuries”, Bump foot, 2007
Versão Portuguesa

A entrevista com Sérgio Rebola, o rapaz da perna partida.

Este projecto surgiu literalmente por acidente. Como foi?

O nome surgiu quando eu estava a recuperar de um dedo de pé partido, devido a um “acidente doméstico” pois dei um pontapé na cama involuntariamente. Durante esse período em que passava mais tempo em casa a descansar, tive dias bastante prolíferos e gravei imensas coisas (basicamente as minhas primeiras canções a sério) num gravador de cassetes muito mau. Então surgiu-me o nome. Apesar de ter partido um dedo do pé, “ The Boy with a Broken Leg” soou-me melhor que “The Boy with a Broken Toe”, e ficou até agora.

Tens participado em muitos projectos musicais.De que forma é que esse percurso te ajudou a desenvolver o teu próprio trabalho? Vejo que tens muitos amigos a tocar neste disco, por exemplo.

As minhas participações em 3 Blind Mice, Le Petit Point, Essay Collective e Puget Sound trouxeram-me muita experiência e aprendizagem! Felizmente, nestes projectos sempre houve liberdade criativa individual, portanto não foi nenhuma fuga aos trabalhos anteriores desenvolvidos em conjunto. Creio que esse percurso acabou por me ajudar a trilhar o caminho que segui. Os muitos amigos que tocam no disco tocavam comigo anteriormente, e convidei-os para aproveitar o seu potencial neste meu trabalho.

Porque é que escolheste a BumpFoot (que no site se define como “a non-profit netlabel in Japan(…) There are currently two main branches: bump – Techno, House; foot-Ambient, IDM, Electro Pops, etc.”), com tanta netlabel portuguesa ?

Não foi bem uma questão de escolha! Eu fiz uma proposta a várias net-labels e com a Bump Foot, foi tudo tratado num ápice. Gosto bastante da atitude deles, não estão preocupados com o género mas sim com a qualidade da música e o facto de ser non-profit, mostra que o que realmente lhes interessa é o mais importante: a Música!
Não editei por nenhuma net-label portuguesa porque não conheço nenhuma que edite a música que faço, e sinceramente, acho que uma label estrangeira, neste caso japonesa, traz maior visibilidade ao meu trabalho.

Até onde vai este Boy with a broken leg?

Até onde vai, não sei! O meu objectivo primordial é acabar as edições manuais do álbum, dar aos participantes deste e pôr as restantes a circular por aí! E depois tocar o máximo possível. De momento, vou tocar praticamente sozinho, acompanhado da guitarra. Espero conseguir reunir as condições para tocar com uma banda inteira. Ou seja, dar o máximo de concertos possíveis e quantos mais músicos melhor, é um retrato mais fiel ao álbum.
Quanto a futuras músicas, discos ou gravações, acho que isso surgirá de forma natural.

22
Fev
08

Hélder Bastos em entrevista | Interview with Helder Bastos

Entrevistei Hélder Bastos no âmbito de um projecto que estou a fazer sobre as mudanças no jornalismo com as novas tecnologias. Hélder Bastos é professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, para a licenciatura em Ciências da Comunicação, e é dos primeiros em Portugal a ter abordado as questões do jornalismo digital, o que continua a fazer no seu blog Travessias Digitais. Aqui ficam algumas ideias.

I’ve interviewed Hélder Bastos for a project i’m preparing about the changes that are happening in journalism with the new technologies. Hélder Bastos is a teacher at Porto University for the Communication Sciences course, and it was one of the first in Portugal to raise questions about online journalism, which he keeps doing with his blog Travessias Digitais.Here are some of his thoughts.(read in english)

Em breve, a entrevista completa.| Soon, the full interview.

(…)O papel das escolas, e sobretudo da universidade, é o de preparar os futuros jornalistas para o trabalho num ambiente profissional cada vez mais exigente, competitivo, flexível e carregado de desafios constantes, nomeadamente no que às novas tecnologias concerne. Compete à escola fornecer as ferramentas técnicas, práticas e teóricas essenciais a uma boa preparação para o cabal exercício do jornalismo. (…)

 

(…)Definitivamente, já não basta a um jornalista saber escrever e ter boas fontes de informação para sobreviver nos ambientes embrionários da convergência e da multitextualidade. (…)

(…)A chamada «mass self communication» ganha terreno e força, mas ainda está muito longe de constituir uma alternativa realista aos «mass media»: apesar de estarem a procurar adaptar-se ao avanço da Internet e das suas modalidades comunicacionais, estes mantém o seu poder e hegemonia nas sociedades contemporâneas, quanto mais não seja porque ainda detém o monopólio da comunicação de massa. A «mass self communication» pode influenciar, ou mesmo contagiar, a «mass communication», mas não é, por enquanto, mais poderosa.(…)

(…)A política reage à tecnologia, não a antecipa e, muito menos, a controla.(…)

[Em Portugal] A área dos novos media evolui, claro, mas muito lentamente em comparação com países tecnologicamente mais avançados. Há pouca capacidade de empreendimento e de risco (um problema que se estende a múltiplas áreas da economia nacional), e muito menos se aposta na investigação e desenvolvimento. No campo mais específico dos media noticiosos, a evolução foi ainda mais lenta. Continuamos a chegar pontualmente atrasados ao futuro que outros já conquistaram.

Em breve, a entrevista completa.

Continue a ler ‘Hélder Bastos em entrevista | Interview with Helder Bastos’

22
Fev
08

Artigos do dia | Articles du jour

Três links para avaliar as consequências da evolução do jornalismo online.

Paul Bradshaw escreve sobre as 10 maiores  mudanças nos últimos 10 anos para os jornalistas.

Shawn Smith fala dos problemas no Washington Post entre a redação da versão impressa e a equipa da online.

O Editors Weblog mostra como a queda de leitores de jornais nos Estados Unidos está a ser compensada pelo aumento de  utilizadores na net.

Three links to assess the consequences of the evolution of online journalism.

Paul Bradshaw writes about the 10 major changes in the last 10 years for journalists.

Shawn Smith talks about the troubles at th the Washington Post between the print journalists and the  online team.

Editors Weblog shows how the loss of newspaper readers in the United States is being compensated by the increase of online users.

Ten changes in 10 years for journalists

Even Washington Post print and online teams have trouble playing together

US: Online newspapers compensating for print losses

20
Fev
08

Crowdsourcing Inc.

Crowdsourcing: A Definition

I like to use two definitions for crowdsourcing:

The White Paper Version:Crowdsourcing is the act of taking a job traditionally performed by a designated agent (usually an employee) and outsourcing it to an undefined, generally large group of people in the form of an open call.

The Soundbyte Version: The application of Open Source principles to fields outside of software.

O Ebbsfleet United é um modesto clube de futebol das divisões secundárias de Inglaterra, um entre tantos outros. Mas a diferença, é que, em vez ter um magnata russo como dono, tem 28,250 proprietários, espalhados por 72 países.

A ideia nasceu num site criado por Will Brooks, chamado MyFootballClub, que assentava no princípio de que se milhares de pessoas pudessem contribuir com uma pequena quantia, poderiam adquirir um clube de futebol e geri-lo. O negócio ficou a 35 libras por participante.

Esta é a mais recente e vistosa acção de crowdsourcing e provavelmente a primeira de cariz corporativo. Quando muitos se questionam sobre a sobrevivência dos jornais, não pude deixar de pensar sobre o que aconteceria se houvesse um movimento semelhante para comprar uma das tantas empresas de comunicação à beira da falência que andam por aí.

O conceito seria muito semelhante ao MyFC : abriam-se inscrições para futuros mini-William Randolph Hearsts e fazia-se uma lista de empresas-alvo. Depois de decidida a compra e feita a aquisição, passávamos à parte de gestão. O que se iria decidir logo a início seriam as questões de fundo: grafismo, software (open source sempre que possível para cortar nos custos), linha editorial (nada de imposições à la carte!), formatos de conteúdos – investimento em new media, claro- , escolha da equipa redactorial, preços para publicidade, etc. Tudo de forma a manter a liberdade e o profissionalismo dos jornalistas intactos.

Na gestão contínua do nosso jornal (rádio,tv,site noticioso) , os vários “editores” iriam escolher sobre os temas que gostariam de ver em destaque, que personalidades seriam entrevistadas, tudo a partir de propostas do corpo de jornalistas, o que criaria um espírito mais empreendedor dentro da redacção. Seria criado também um blog onde todas as opções e reportagens seriam comentadas pelos múltiplos donos.

A esta altura alguns de vocês estão a abanar a cabeça e a dizer que apanhei demasiado sol na cabeça, mas pensem desta forma: tirando o conceito de propriedade e de gestão logística da empresa, is já está a acontecer . Os media sempre foram ao encontro não só do que o público precisa de saber, mas do que quer saber, e a internet permite aos utilizadores fazerem as suas escolhas e aos editores adequarem o seu conteúdo às preferências do seu público.

Soa a vendido, eu sei, mas estamos a falar de um negócio. E quantas histórias surgem a partir de dicas de leitores ou das suas próprias experiências? E o que faz um consumidor quando se deixa de identificar com um produto? Além disso, imaginem que o Ebbsfleet United não é um clube de futebol mas um jornal médio. Um jornal com quase 30 mil leitores garantidos- os donos- fora os familiares e amigos e todos os outros que já iriam comprar o jornal,fosse como fosse. Se quiserem vender espaço para publicidade podem acenar com estes números. Não me parece muito diferente de uma assinatura anual…

E que melhor forma de saber o que o público precisa entregando a edição(em linhas muito gerais) ao próprio público? A transparência aumentaria, já que as relações privilegiadas entre proprietários de media e empresários, partidos, governo, não existiriam. Se houvesse algum favorecimento ou má conduta, as reacções seriam públicas, pois todos participam e todos podem discordar. As possibilidades de compadrio estariam diluídas.Falando de dinheiro, o Ebb.United custou um milhão de libras. Quanto custa um jornal?

As possibilidades da gestão comunitária já foram pensadas há muito mas não tendo em conta o potencial da internet. Experiências como o MyFC vêm levantar novos conceitos de negócio, cidadania e comunidade.

Crowdsourcing ou crowdbossing?

Ebbsfleet United is just one out of the many small-sized minor british league football clubs. But what sets it apart is that, instead of having one russian tycoon for the owner, it has 28,250 owners, scattered through 72 countries.

The idea was born on a website created by Will Brooks, which was called MyFootballClub. It sat on the principle that if thousands of people could contribute with a small fee, they could buy a football club and manage it. The deal was settled by £35 each.

This is the latest and more noticeable crowdsourcing action, and probably the first one with corporate characteristics. When many wonder about the survival of newspapers, i just couldn´t help thinking of what would happen if there was a similar movement to buy one of the many near bankrupt media companies around.

The concept would resemble to MyFC : future mini- William Randolph Hearsts could sign in, and a target-company list would be made. After choosing and acquiring the most suitable one, we would go right to management. First decisions would be taken on general matters : design, software (open source whenever possible to cut expenses), editorial direction (no a la carte imposings!), content formats – new media investment, of course- , selection of the news team, publicity prices, etc. All in a way that would keep the journalists liberty and professionalism untouched.

On the daily management of our newspaper (radio, tv, news website, whatever…), the several “editors” could choose which issues they would like to see in the headlines, which personalities would be interviewed, all of this out of suggestions from the news team, which would create a more enterprising spirit in the newsroom. A blog would also be created, where all the stories and options were commented by the miriad of owners.

 

By now, some of you are thinking that i totally lost my mind, but take a look at it this way: apart from the property concept and the enterprise’s logistic management, this is already happening. Media always met what the public needs to know, but also what it wants to know, and the internet allows users to express their choices, and the editors to adjust their content to the public’s preferences.

 

It sounds like selling out, i know, but this is a business we’re talking about. And how many stories come from readers tips or from their own experiences? And what does a consumer do when he no longer identifies with a product? Besides, imagine that Ebbsfleet United is not a small football club, but a midsized newspaper. A newspaper with almost 30 thousand guaranteed readers- the owners- not counting with their relatives and friends, and the whole lot that would buy the newspaper anyway. If you need to sell a publicity slot you can wave these numbers around. It really doesn’t sound that different from a anual subscription…

And what better way to know what the public needs than by handing the edition (in general guidelines) to the public itself? Transparence would increase, since the priviledged relationships between media owners and business men, political parties, government, wouldn’t exist. If some sort of favouring or misconduct would ever occur, the management reactions would come out in the open, because everyone can participate and disagree. The chances for protection woud be diluted. Talking numbers, the Ebb.United cost one million pounds. How much is a newspaper?

The possibilities for community management were thought long ago, but without considering internet’s potential. Experiences like MyFC come to raise new concepts for business, citizenship and comunity.

So, crowdsourcing or crowdbossing?

Mais sobre crowdsourcing | More on crowdsourcing

Crowdsourcing @ Wikipedia

Chapter Two: The Rise of the Amateur

What Does Crowdsourcing Really Mean?

19
Fev
08

Links

3 artigos que discutem como se devem usar os links nos textos noticiosos. Paul Bradshaw já tinha lançado a discussão há alguns dias, mas Robert Niles, editor da Online Journalism Review também tem as suas ideias. John Burke explica como as hiperligações podem mudar o estilo de escrita dos jornalistas. Linkei tudo bem?
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3 articles that argue on how to use links on news stories. Paul Bradshaw had already launched the debate a few days ago , but Robert Niles, editor of the Online Journalism Review has also his ideas. John Burke explains how hyperlinking could change the writing styles of newspaper journalists. Is this all linked by the book?

 

Links

Tips on effective hyperlinking from Online Journalism Review editor

Linking – within the story or after?

How, and where, to hyperlink within a news story

Hyperlinking could change the writing styles of newspaper journalists

 

19
Fev
08

Novo site | New website : alexgamela.com

alexandre-gamela-jornalista-new-media-new-media-journalist.png

 

Nestes últimos dias estive a terminar os sites para colocar o meu currículo e o meu portfolio. Se quiserem dar uma espreitadela e dizer o que pensam, e o que eu posso melhorar agradecia. A versão inglesa ainda precisa de uns retoques, assim como o meu cv. Deixem as vossas sugestões ou questões por aqui. Obrigado.

In these last few days i’ve been finishing my resume and portfolio websites. If you want to take a look around and say what you think on how can i improve the, i’d be much appreciated. The english version still needs a makeover, as does my resume. Leave your questions and suggestions around here. Thank you.

19
Fev
08

Visto daqui | As seen from here

A França tem atravessado nos últimos anos algumas situações de conturbação social. Pelo meio, têm sido várias as entidades que ficaram mal vistas perante o público, especialmente entre as populações dos bairros mais pobres. Os jornalistas também sofreram contestação por causa da forma como fizeram a cobertura dos distúrbios ocorridos em várias partes do país.

Jérôme Bouvier, presidente da associação Jornalismo e Cidadania, decidiu criar um site que permita restabelecer a confiança entre os habitantes desses bairros e os meios de comunicação, já que a realidade dos banlieues está completamente afastada dos olhares da maioria dos profissionais dos media.

ideia é mostrar o mundo nesses – e a partir desses – bairros.

France has been going through some social turmoil in the last few years. Meanwile, some entities were poorly considered in the eyes of the public, specially among the poorer neighborhoods population. Journalists too suffered the disproof over the way they covered the riots occured in several parts of the country.

Jérôme Bouvier, president of the Journalism and Citizenship association, decided to create a website that allows the reinstatement between the inhabitants of those neighbourhoods and the media, since the reality of the banliueues is far away from the sight of most journalism professionals.

The idea is to show the world in – and from- such neighbourhoods.

C’est l’expérimentation d’une nouvelle forme de journalisme participatif, qui associe les habitants des quartiers à des journalistes volontaires. C’est aussi un exercice de démocratie locale inédit, dans la perspective des élections municipales de mars 2008. Deux objectifs : – permettre aux habitants de dire leur quotidien, leurs espoirs, leurs engagements, – proposer une information de qualité inscrite dans une démarche journalistique d’enquête et de vérification. Une occasion unique, aussi, de changer de regard sur les quartiers.

France: new site brings journalists and unprivileged citizens together

vudesquartiers.journalisme.com




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