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Jul
07

Debate: CNN/YouTube


Ontem a CNN estreou um novo formato nos debates políticos. Em parceria com o YouTube, o canal recebeu e seleccionou, de milhares de contribuições feitas por cidadãos anónimos, algumas questões para serem apresentadas aos oito candidatos democratas. É uma ideia interessante, baseada na participação do espectador através das novas tecnologias.Mas terá resultado?

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Yesterday CNN premiered a new political debate format. Along with YouTube, the news channel received and selected, from thousands of submissions posted by anonimous citizens, a few questions to be posed to the eight Democrat presidential candidates. It’s an interesting idea, based on viewers contribution via new tech. But did it work?

 

(go to english version)

O processo de selecção foi questionado: “Se a CNN tem o controlo editorial total sobre quais videos são mostrados aos candidatos, está a tirar o tapete à propalada revolução dos utilizadores geradores de conteúdos” escreveu Joshua Levy no site Techpresident.com, que sugere que a escolha deveria ter sido feita não pelo canal mas pelos próprios utilizadores. “Isto é muito menos interessante se uma terceira parte vem decidir o que é interessante e o que é palha”.

A ideia era ter questões mais ligadas à vida dos cidadãos, onde os seus dramas pessoais têm um peso que, no tradicional questionário jornalístico, é obviamente e necessariamente inexistente. Através da especificidade de quem pergunta, atinge-se o maior número de espectadores que se identificam com ela. Mães de veteranos da guerra do Iraque, adolescentes, imigrantes, com maior ou menor grau de complexidade tecnológica na apresentação das questões, todos puderam apresentar a sua perspectiva. Todos, isto é, os que têm acesso a computadores. É a nova democracia tecnológica, baseada no crescente grau de literacia digital.

Nem todas as propostas chegaram aos monitores dos candidatos, embora o Washington Post tenha feito uma pequena selecção, onde se pode ver a diversidade e a capacidade de questionar do povo americano.

E como os candidatos reagiram?”Os candidatos pareceram mais empenhados do que o habitual, mas senti demasiadas vezes que eles não se preocuparam realmente em responder às questões ou em reconhecer o esforço de quem fez a pergunta. Isso foi realmente surpreendente, tendo em conta que eles foram avisados que alguns dos participantes iriam estar no público.escreveu Micah L. Sifry, no rescaldo do debate. No fundo, não foi muito diferente do habitual. Ter-se-à perdido uma boa oportunidade para os candidatos se aproximarem do cidadão comum? Vamos ver o que os Republicanos aprenderam, já em Setembro no seu próprio debate.

Mais uma coisa: Anderson Cooper, o moderador, fez 42 perguntas, contra as 39 escolhidas. Foram recebidos cerca de três mil vídeos.

 

Transcrição do debate: Parte 1 | Parte 2

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The selection process was questioned: “If CNN has total editorial control over what videos are shown to the candidates, it’s pulling the rug out from under the so-called ‘user-generated content’ revolution” writes Joshua Levy at Techpresident.com, who suggests the choice should have been made not by the network but by the users themselves. “This stuff is much less fascinating if a third-party gatekeeper comes in and tells us what is interesting and what is fluff.

The idea was to have questions more connected to citizens everyday life, where their personal dramas have a toll, obvious and necessarily inexistent in traditional journalistic questioning. Through the specificness of who’s asking, the more viewers are identified with it. Mothers of Iraq war veterans, teenagers, immigrants, with more or less tech complexity in the making of the questions, everyone could present their view. Everyone, which is, all those who have access to computers. It’s a new technological democracy, based in the increasing level of digital literacy.

Not all the questions submitted got to the candidates monitors, though the Washington Post made a small selection, where the diversity and the ability of questioning of the american people can be seen.

And how did the candidates react? “The candidates seemed more engaged than usual, but too often I felt they really didn’t bother responding to the question or even acknowledging the questioner. That was really surprising, given that they’d been warned that some of the questioners would be in the audience.Micah L. Sifry wrote, on the debate’s aftermath. In fact, it was business as usual. Was this a lost opportunity for the candidates to get closer to the common citizen? We’ll see what the Republicans learned next September, at their own debate.

Just one more thing: Anderson Cooper, the debate’s host, made 42 questions against the 39 chosen. Three thousand videos were submitted.

 


Debate’s transcription: Part 1 | Part 2


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