Posts Tagged ‘Público

15
Mai
09

WiFi Spots @Público: Collaborative Map | Mapa colaborativo

The map is user generated | O mapa é criado pelos utilizadores

The map is user generated | O mapa é criado pelos utilizadores

Público created a GoogleMap for WiFi hotspots in Portugal. So far it doesn’t sound like a  big deal, but this project relies on the contributions of their users. Better? It’s a simple crowdsourcing solution for a very practical matter.

According to the experience i have with collaborative maps it’s a tough task to supervise the data and keep them tidy, but it’s worth it.  Kudos!

Note: i know it is stil in Beta phase, but the map page remains untitled. It’s just one basic HTML line.

O Público criou um GoogleMap para os hotspots de Wifi em Portugal. Até agora isto não parece nada de especial, mas e se vos disser que é feito pelos utilizadores? É uma solução simples de crowdsourcing para uma questão muito prática.

Tendo em conta a experiência que tenho com mapas colaborativos, a tarefa mais difícil é supervisionar os dados e mantê-lo arrumado, mas vale a pena. Parabéns!

Nota: eu sei que ainda está em beta, mas a página do mapa ainda está sem título. É só uma linha básica de HTML.

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13
Mai
09

New interns’ blog @Público | Novo blog de estagiários no Público

After what i found to be a successful and interesting experience with i think it was the first official intern’s blog at a national newspaper, Público decided to pursue the effort creating a space where current interns can blog their impressions, difficulties, doubts, hopes, mistakes and accomplishments.

This is a praiseworthy iniciative, because it does not only give voice to aspiring journalists as they have their first hands-on experience in a real newsroom environment – and one as reputable as Público’s – as it is a way for the company to show how is keeping up with its responsibilities as a trainer and nursery for budding journalists. A must read for all journalism students.

Depois do que achei ter sido uma experiência interessante e bem sucedida, com o que penso ter sido o primeiro blog oficial de um estagiário num jornal português, o Público decidiu prolongar a iniciativa criando um blog onde os seus estagiários podem fdeixar as suas impressões, dificuldades, dúvidas, esperanças, erros e vitórias.

Esta é uma iniciativa de louvar, porque não só dá voz a aspirantes a jornalistas na sua primeira experiência real numa redacção – e uma tão notável como a do Público – como é uma forma de a empresa mostrar como está a cumprir as suas responsabilidades de formação de futuros jornalistas. Uma leitura obrigatória para todos os estudantes de jornalismo.

Sobre

Este é um blogue feito inteiramente por estagiários em funções no PÚBLICO.

Pretende-se que este espaço sirva para analisar o trabalho jornalístico pelos olhos daqueles que começam agora a exercer a actividade. Questões éticas e deontológicas, dificuldades que se encontrem no decorrer das funções, ou mesmo reflexões sobre a actualidade são o tipo de assuntos que o “Em estágio no PÚBLICO” se propõe abranger.

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17
Fev
09

Intern blog gets invited by newspaper | Blog de estagiária convidado do Público

Vanessa's blog | O blog da Vanessa

Vanessa's blog | O blog da Vanessa

I’ve told before about Vanessa Quitério’s blog, but now there is exciting news for this  intern at major daily Público: Párem as Máquinas (Stop the presses) became an invited blog of the newspaper. This is so cool for her, and a great insight for us on her experience as she learns the trade in one of the major newsrooms in Portugal. Kudos Vanessa!

Já vos falei do blog da Vanessa Quitério, mas agora  há notícias fantásticas para esta estagiária do Público: o Párem as máquinas foi convidado para fazer parte da lista de blogs  do jornal. Isto é excelente para ela, e  uma grande oportunidade para nós acompanharmos a sua experiência a aprender a profissão numa das  maiores redacções nacionais. Parabéns Vanessa!

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06
Fev
09

Rocket Man

Click image to watch slideshow | Cliquem na imagem para ver slideshow

Click image to watch slideshow | Cliquem na imagem para ver slideshow

I has been a while since i last saw a AudioSlides presentation in a portuguese newspaper. Fortunately, Público used it to tell the story of a human cannonball on tour with a circus. The pictures are by Adriano Miranda – i had a workshop with him a few years ago so i can say that besides a great photographer he is a great guy- and the journalist was Susana Almeida Ribeiro.

A slideshow is the perfect format for this type of story: text only wouldn’t give the color and ambiance of the setting and the character no matter how many pics you could attach; audio only would provide a rich background (the crowd, circus music, the cannon bang) but hey, i want to see the guy flying; video would be an option, but it’s hard with a single camera team to  deliver multi angle footage of a one time event, and time is of the essence.

There are two things i don’t like about this work: no ambient audio- where’s the ooohs and aaahs and clapping of the crowd, the bang of the cannon, the cheesy circus music – and it is a tad too long, but it’s something like 20 seconds. Anyway, i did my own AudioSlides experiments and i know it’s hard. Just keep them coming, i’d really like to see more of those.

Já há muito tempo que não via uma apresentação em AudioSlides num jornal português. Felizmente o Público usou esta ferramenta para contar a história de um homem-bala. As fotos são do Adriano Miranda – fiz um workshop com ele há uns anos e posso dizer que para além de um grande fotógrafo é um porreiraço- e a jornalista foi a Susana Almeida Ribeiro.

Um slideshow era o formato perfeito para este tipo de história: só texto não daria a côr e o ambiente do local e do personagem por mais fotos que se colocassem; apenas áudio forneceria um fundo sonoro rico (a multidão, a música de circo, o estouro do canhão) mas o que quero ver é o homem a voar; video podia ser uma opção, mas é complicado ter vários ângulos de um evento que apenas acontece uma vez com uma equipa pequena, e o tempo é essencial.

Há duas coisas que não gosto neste trabalho: não há som ambiente – onde estão as reacções da multidão, as palmas, o boom do canhão, a música de circo foleira- e é um nada comprido, mas é qualquer coisa como 20 segundos. De qualquer forma, eu já fiz AudioSlides e sei como pode ser complicado. Façam mais, eu gostava de os ver.

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05
Fev
09

Intern blogs her experience | Estagiária bloga a sua experiência

Stop the Presses | Parem as Máquinas

Stop the Presses | Parem as Máquinas

Vanessa Quitério is a friend of mine who started as an intern at Público, one of the major reference dailies here in Portugal. She started a blog that will work as log-book for her experience. Still in the first days of her  three month internship she has already got to a few conclusions:

“-face this internship as an opportunity to learn how to improve my perceptions on journalism;

-do not stress on the third day because someone says i can’t have some information;

-don’t be demanding to the point of wanting to give up because i wrote an article upside down instead of using the inverted pyramid;

-stay cool about my place as an intern , which is the place of those who get to do all the most boring stuff;

-really learn from the tips people give me, since this is a valuable opportunity to learn from them;”

Do you know any other interns blogging about their life and work in newsroom hell? Please, do share.

A Vanessa Quitério é uma amiga minha que está a estagiar no Público, delegação do Porto. Ela começou um blog que irá servir de diário de bordo para esta sua experiência. Ainda nos primeiros dias de estágio ela já chegou a algumas conclusões:

” -encarar este estágio como uma oportunidade para aprender a melhorar a minha percepção da prática jornalística;

-não stressar ao terceiro dia porque me dizem que não podem dar certas informações;

-não ser exigente ao ponto de querer desistir porque inverti uma notícia, em vez de fazer o esquema da pirãmide invertida ;

-ponderar mais calmamente o meu lugar de estagiária, que é o lugar de quem faz aquelas coisas mais aborrecidas;

-apreender realmente as dicas que me dão, já que esta é uma oportunidade valiosíssima de aprender com quem sabe;”

Conhecem mais estagiários que andem a blogar as suas experiências directamente do  inferno da redacção? Por favor, partilhem-nos connosco.

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28
Jul
08

O que está nas notícias? | What’s on the news?

Hoje decidi fazer um pequeno exercício: pegando em três dos maiores diários portugueses, fui comparar os seus conteúdos usando o Wordle, que gera tag clouds a partir de feeds RSS.  As secções escolhidas foram as generalistas, e é interessante ver as diferenças não só entre publicações como das capas para os temas mais falados. A hora de recolha de dados é o fim da manhã de hoje, ou seja, segunda feira em época baixa.

Today i decided to run a small test: i took three of the biggest dailies here in Portugal , and i compared their news contents using Wordle, that generates tag clouds from RSS feeds. I chose the more  general sections, and it’s interesting to see the differences  not only between the newspapers but also between their covers and the cloud. The time for the collection of this data was around the end of today’s morning, which is Monday in the low season.

A primeira tag cloud refere-se ao Jornal de Notícias, que apesar de fazer manchete com o homicídio de um taxista, online o  tema em destaque é o desporto com o  Torneio do Guadiana. De notar a presença do termo LUSA, já que grande parte do conteúdo tem como origem a agência noticiosa portuguesa.

The first tag cloud belongs to Jornal de Notícias, that despite making the frontpage with the story of a murdered taxi driver, online the strong topic is sports, with Guadiana’s football tournament. The word LUSA has a great relevance since most contents come from the national news agency.

No Correio da Manhã o assunto em destaque na sua tag cloud é o caso de Maddie McCann, um assunto que o jornal tem abordado até à exaustão. O homicídio do taxista também está presente.Na capa do jornal, nenhum dos dois tem grande presença.

In Correio da Manhã the most highlighted subject  of the tag cloud is the Maddie McCann affair, a story the newspaper has  covered to exhaustion. The taxi driver’s homicide is also referred. On the cover, none of these stories have much presence.

O Público também fala do taxista assassinado, e parece dar mais destaque a eventos internacionais: o preço do petróleo e o atentado em Istambul. Na capa, uma reportagem alargada sobre ciganos e assuntos de economia.

Esta análise não é muito exacta por algumas razões: os jornais arrumam certos assuntos por secções diferentes, com feeds distintos, e o que para uns é Sociedade, para outros é Actualidade. Além disso, o timing da análise não será o melhor, já que estamos em período de férias e segunda de manhã é uma altura em que não existem muitas notícias. No entanto, e especialmente para quem conhece os jornais, demonstra as diferenças na orientação editorial de cada publicação.

Este tipo de pesquisa pode ajudar a compreender não só que opções cada redacção faz, mas também como se define um certo universo informativo, e que assuntos são abordados para uma certa realidade. Talvez ajude também a perceber como a nossa percepção dessa realidade é moldada.

Público also has the story of the murdered taxi driver, and it seems  to give more notability to international events: the oil prices and the bombing in Istambul. On the cover, a story about gypsies , and economy issues.

This analysis isn’t very accurate for some reasons: newspapers arrange some subjects in different sections, with distinct feeds, and what is Society for one is General news for other. Besides, the timing for this analysis is not the best, since we’re in a vacation period and Monday morning is a time where there aren’t many news. However, and specially for those who know these newspapers, it clearly shows the  differences in the editorial  orientation for each newspaper.

This type of research can help to understand not only which options each newsroom makes, but also how a given informational universe is defined, and which subjects are approached for a certain reality. Maybe it could also help understand how our perception of that reality is shaped.

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20
Mai
08

Os novos papéis do público | The new roles of the audience

http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/servlet/JiveServlet/download/21-2372-3662-1162/audience.gif

O público já não é uma massa anónima mas um conjunto de individualidades
The audience is no longer an anonymous mass but a set of individualities

As relações entre jornalistas e público estão a mudar drasticamente. Se o paradigma do século XX era a comunicação em massa dirigido para grupos definidos por nível sócio económico e cultural, mas no entanto sem rosto, hoje o público tem a sua cara em redes sociais, nos seus blogs, e já não se esconde tanto no anonimato como há alguns anos atrás. O aumento da participação junto dos media permitiu fazerem-se ouvir como pessoas únicas e visíveis e não como elementos de uma multidão, o que veio também mudar o seu papel que assumiram durante todo o século passado: o de receptores passivos de informação.

O jornalismo morreu. E antes que entrem em pânico passo a explicar: o jornalismo como actividade exclusiva do jornalista acabou,e se alguma vez a expressão Comunicação Social fez sentido foi agora. Comunica-se para dentro comunidades, que reagem,contribuem, definem e disseminam a informação através dos seus elementos. O público tornou-se parte integrante do processo noticioso, e apesar de na sua grande maioria se manter ao largo da criação da informação, deixou de ser apenas um mero receptor. São estes os cinco papéis actuais do público: fonte, criador, comentador, selector e distribuidor. O de leitor está sempre presente e percorre todas estas funções.

Fonte

O público sempre teve um papel preponderante na denúncia de situações, como testemunha de acontecimentos, como fornecedor dos factos que constituem a notícia. O jornalismo é uma actividade de pessoas para as pessoas sobre as pessoas, por isso o público é a origem e fim do ciclo informativo, posto de uma maneira simplista. Antes, esta fase era a que permitia o maior grau de participação do público mas com as novas tecnologias surgiram novas competências.

Criador

À medida que a tecnologia transformou as máquinas fotográficas e as câmaras de vídeo mais portáteis e acessíveis a uma grande parte do público, tornou-se comum assistir a eventos capturados acidentalmente. O primeiro grande exemplo disto, provavelmente, será o video de Zapruder, no dia do assassinato de Kennedy, que na ausência de uma cobertura televisiva acabou por registar para a posteridade esse momento. Hoje em dia Zapruder não estaria sozinho, seriam dezenas de pessoas a filmar a passagem do presidente com o telemóvel ou com câmaras de vídeo digital e máquinas fotográficas baratas mas de alta resolução.E toda essa informação visual poderia estar disponível na net pouco tempo depois do acontecimento.Foi o que aconteceu no assassinato de Benazir Bhutto no ano passado.

Mas a criação não se limita à recolha de imagens que posteriormente serão usadas pelas empresas de comunicação, mas à recriação desse material em podcasts, videocasts, que surgem nos seus blogs e redes sociais. A literacia visual e digital consegue ser suficiente de forma a que um cidadão comum pode criar um produto jornalístico por iniciativa própria e não ser inferior em qualidade em relação a um produto “profissional”. Além disso, uma das características mais fortes das redes sociais é a criação e divulgação de informação que os media tradicionais não cobrem. Um bom exemplo são as bandas que divulgam os seus concertos no MySpace, por exemplo, e que mostram videos de actuações, enquanto que o seu próprio público comenta no espaço da banda ou em fóruns a qualidade das músicas, dos espectáculos, etc. Esta geração de conteúdos específicos existe graças às plataformas sociais de discussão, criadas e organizadas por e para grupos com interesses específicos (os chamados nichos de mercado). Sem recorrer a meios externos, estes grupos alimentam e fazem mover o fluxo de informação que eles próprios criaram. Mas todo este processo vive para a criação de feedback em relação ao trabalho do autor.

Comentador

Como é que os repórteres sabiam que estavam a ser bem sucedidos no seu trabalho? Um bom indicador eram as ameaças que sofriam quando lidavam com certos assuntos (partindo do princípio que estavam a ser sérios no seu trabalho) que incomodavam alguma gente com certo poder de intimidação. Outro eram as tiragens dos jornais, mas esse era apenas um bom indicador para os temas de primeira página, ou as cartas dos leitores, mas que na sua maioria seriam para se queixar do trabalho de alguém, ou seja, o feedback era igual a zero ou negativo. Hoje em dia já não é assim: as vezes que um artigo é lido, referenciado, comentado, são perfeitamente contabilizáveis em tempo real. E se antes os comentários ao trabalho de um jornalista ficava-se por conversas depois do trabalho entre colegas de profissão, agora a qualidade de um artigo pode ser questionada por qualquer um que lhe tenha acesso.

Mas o comentário não está reduzido à avaliação do trabalho feito, pelo contrário: através dos comentários o tema, a informação e a vida de uma notícia podem ser alargados de uma forma que não seria possível numa folha de jornal. O público participa não só com as suas próprias perspectivas – que por si só podem criar discussões paralelas – mas também com novos dados sobre o acontecimento. Voltando ao exemplo das bandas nos fóruns e no MySpace, qualquer um que se interesse pelo assunto pode fazer o seu relato, crítica ou comentário, sabendo que outros terão outras perspectivas e a oportunidade de fazer o mesmo, mas o objectivo primordial não é a partilha unilateral de informação mas a discussão, ou seja, a troca de informação entre vários elementos. Outra grande diferença está na escolha da informação a que o público hoje se sujeita.

Selector

Outra das características fundamentais do público moderno é a possibilidade que ele tem de escolher a informação. Se antes comprávamos um jornal para ler as notícias que nos trazia sobre vários temas, hoje podemos usar várias fontes para o mesmo tema, ou para escolher uma fonte para cada tema: o site de um jornal nacional para as notícias do mundo, o site de uma rádio local para as notícias da nossa cidade, um site dedicado a informação desportiva para sabermos as incidências do campeonato de uma modalidade sem expressão na imprensa generalista. O que acaba por acontecer é que lemos ou sujeitamo-nos apenas à informação que nos interessa,através das fontes que nos interessam, sejam elas empresas de comunicação ou blogs pessoais. Noutros tempos o máximo de escolha que tínhamos era mudar de canal ou virar a página. Hoje recolhemos a informação através de feeds RSS. Mas da mesma forma que a recolhemos também a distribuímos.

Distribuidor

Ora, acabei de dizer que podemos aceder à informação seleccionada por nós através de RSS, mas podemos disseminá-la da mesma forma. No caminho defendido por exemplo por Jeff Jarvis, o futuro não está na agregação de vários conteúdos dentro do mesmo espaço virtual, mas na possibilidade de as pessoas de apoderarem deles e distribuí-los nos seu próprios espaços e plataformas, transformarem o que é um produto externo e impessoal em algo que lhes pertence e os define. Widgets, blogs, e outras formas de personalizar e divulgar a informação que parte de uma empresa de comunicação social são algumas maneiras de fazer isso. Por cada distribuidor haverá no mínimo dezenas de potenciais novos receptores, que poderão duplicar ou passar a fazer parte da cadeia de distribuição de informação, tornando-se assim de certa maneira numa espécie de comunidade. É a versão digital do passa-palavra, mas com um impacto e abrangência infinitamente superiores. Acontecimentos como o terremoto da China, amplamente discutido entre os pensadores e profissionais de comunicação, mostraram que a fonte pode ser o distribuidor imediato de informação, sem passar por intermediários numa primeira fase.

Esta ordem de papéis não é linear, ou seja, nenhuma tem precedência sobre outra, qualquer um destes papéis pode -ou não- ser desempenhado pelo público em qualquer altura. A diferença é que o jornalista agora sabe que não está sozinho no processo de recolha, tratamento,desenvolvimento e divulgação da notícia, e que os seus leitores têm ideias e um rosto.

Este texto arranha apenas a superfície por isso se tiverem mais ideias partilhem.

The relationship between journalists and the audience are changing drastically. If the 20th century paradigm was mass communication directed to socially , economically and culturally defined groups, nowadays the audience has their face in social networks, in their blogs, and is hiding less behind the cloak of anonimity like some years ago. The increase of participation in the media allowed them to become heard as unique and visible persons, and not as elements in a crowd, which also changed the role they assumed throughout last century: of passive information receivers.

Journalism is dead. And before you all start panicking i´ll explain: journalism as journalist’s exclusive activity is over , and if ever the expression Social Communication made sense, is now. We communicate into communities, that react, contribute, define and disseminate the contents amid their elements. Audience became a part of the news process,and although in it’s vast majority most stay at bay, is no longer a mere receiver. These are the current five roles of the audience: source, creator, commentator, selector and distributor. The reader’s role is always present and in all of the functions.

Source

Audience has always had an important role in exposing situations, as a witness of events, as a supplier of the facts that made the news. Journalism is an activity of people to people about people, so the audience is the source and the end of the information cycle, in a simplistic manner. Before, this was the stage that allowed more intervention from the audience, but with the new technologies new comtences appeared.

Creator

As technology transformed photgraphic and video cameras more portable and affordable to a vast majority of the audience, it became common to watch to events captured accidentally. The first great example for this is probably Zapruder’s video, of Kennedy’s assassination, that in the absence of a TV coverage became the historical record of that specific moment. These days, Zapruder wouldn’t be on his own, there would be dozens of people shooting the presidential caravan with their cell phones, digital video and cheap but high resolution photographic cameras. And all of that visual information would be available on the web in a short matter of time after the event. That’s what has happened with Benazir Bhutto’s assassination last year.

But creation isn’t limited to the gathering of images that will be used later by media outfits, but it is also the recreation of that content in podcasts, videocasts, that are published in blogs and social networks. Visual and digital literacy are enough so a common citizen can create a journalistic product for himself and not being inferior in quality next to a “professioanl” product. Besides, one of the strongest features in social networking is the creation and dissemination of information that traditional media doesn’t cover. One good example are the small music bands that announce their concerts in MySpace, for example, and that show their performance videos, while their own audience comments in their space or in forums the quality of the songs, the shows, etc. This specific content generation exists thanks to the social discussion platforms, created and organized by and for groups with specific interestes (the so called market niches). Without turning to external media, these groups feed and move the information flow that they created by themselves. But this entire process lives for the creation of feedback regarding the authors work.

Commentator

How did the reporters knew that they were being successful in their work? One good indicator were the threats they suffered when dealing with certain subjects (believing that journalists were doing an honest work) that bothered some individuals with intimidation power. Other would be the circulation numbers, but that would be a good indicator for cover stories, or letters from the readers, but most of the times they were only for complaints about someone’s work, which means the feedback level was equal to zero or plain negative. Nowadays things aren’t like that: the number of times an article is written, referenced,linked, commented are perfectly accountable in real time. And if before the appreciations to a journalists work would stay in conversations between colleagues after work, now the quality of an article can be questioned by anyone that has access to it.

But comments aren’t reduced to the evaluation of the work done, it is quite the opposite: Through comments the subject,the facts and the life span of a news story can be extended in a way that wouldn’t be possible in a newspaper. The audience participates not only with their own views – that on their own can create parallel discussions- but also with new data on the event. Going back to the bands in MySpace and forums example, anyone interested in that subject can give their own account, review or commment, knowing that others will have other views and the opportunity of doing the same, but the main objective is not the unilateral share of information but dialogue, which is, the exchange of information between different individuals. Another huge difference is in the selection of information that the audience is exposed.

Selector

Another fundamental feature of the modern audience is the possibility they have to choose the information. If before we had to buy a newspaper to read the news it had on several subjects, today we can use different sources for the same subject, or pick a source for each subject: a national newspaper website for world news, a local radio website for local news, a sports news dedicated website to access information on a sport that has no expression in traditional media. What happens now is that we expose ourselves only to the information that matters to us, from the sources we trust, whether they’re media companies or personal blogs. In the old days the maximum choice we had was turning the page or changing channel. Today we gather the information through RSS feeds. But just like in the same way we gather the information, we can also distribute it.

Distributor

Now, i’ve just said that we can access the information selected by us through RSS, but we can disseminate it in the very same way. In the path defended for example by Jeff Jarvis, the future is not in aggregating several different contents inside the same virtual space, but in the chance people have to take them over and spread them in their own spaces and platforms, transforming what is an external, impersonal product into something that belongs to them and defines them. Widgets, blogs and other ways of personalizing and diffuse the information that comes out of a media company are some ways of doing that. For each distributor there will be dozens of potential new receivers, that may duplicate or become part of the information distribution chain, becoming somehow part of a community. This is the digital version of word-of-mouth, but with a spectrum and impact infinitely superior. Events like the China’s earthquake, thoroughly discussed by media pros and thinkers, showed that the source can immediatelly become the information distributor, cutting out the middle man, in a early stage.

This order of roles is not linear, i mean, none has precedence over the other, any of these roles can – or not- be taken by the audience anytime. the difference is that the journalist now knows he is nt alone in the gathering, treatment, development and distribution process, and that his audience has ideas and many faces.

This text is only scratching the surface so if you have extra ideas let me know and share them

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