Posts Tagged ‘jornalistas

06
Ago
09

Portuguese Journalists on Twitter and @JayRosen_nyu’s List | Jornalistas Portugueses no Twitter e a Lista de Rosen

Who are the top portuguese journalists on Twitter? Who is more popular, chatty or has a better following/follower relation? Tireless João Simão, teacher at UTAD (by the way, check his new project of live video interviews using Twitter) did an analisys on who are the journalists on Twitter, using data from TwitterPortugal, and came up with a top 25 list.

It’s a nice crowd, and you should be following  at least some of them.

Quem são os jornalistas portugueses que estão no Twitter? quem é mais popular, falador ou tem uma melhor relação seguidores/seguidor? O incansável João Simão da UTAD (já agora, vejam o seu novo projecto de entrevistas video em directo usando o Twitter) fez uma análise dos jornalistas no Twitter usando dados do TwitterPortugal, e criou um top 25.

É um grupo porreiro e deviam seguir pelo menos alguns deles.

Know anyone? | Conhecem alguém?

Know anyone? | Conhecem alguém?

After this analisys was published  i got a whole new batch of followers (thank you all), but my major source of tweeple lately has been  Jay Rosen’s “600” list. I recommend it to everyone who is looking for media related tweets.

(shameless self promotion moment, so sorry for that…)

Depois desta análise ter sido publicada ganhei um monte de followers (obrigado  a todos), mas a minha maior fonte de seguidores nos últimos tempos tem sido a lista dos “600” de Jay Rosen. Recomendo-a a quem quer tweets relacionados com media.

(momento desavergonhado de auto-promoção, as minhas desculpas…)

The "600"...well, some... |  Os "600"...bem, alguns...

The "600"...well, some... | Os "600"...bem, alguns...

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31
Mar
09

Convention Conclusions | Conclusões da Convenção

My panel | O meu painel

My panel | O meu painel

As you might know, i went to Guimarães this weekend to participate in the 2nd Journalists Convention  organized by the  Guimarães Press Office, a local journalists association. These were two great days, with great people and good conversations about journalism. Here’s a short account of the Convention.

This was just my second event of the kind. All of the speakers in this convention are working for local or national media (hell, i was the only one unemployed), and there was a valuable combined working experience. But that was the purpose, to reflect upon journalism based on practice, rather than on possibilities and theories – which is also extremely important and necessary. It’s a matter of perspective.

What surprised me was the fact that many of the issues that came up during the debates and presentations were the same i wanted to talk about in my presentation: the need to humanize journalism, it’s social importance, the change in the relationship between media and audience, the role of journalists, questions i find more philosophical than technological (though related). The theme for the convention was change, but what i heard the most was the need to go back to the basics of the job, no matter what the technology available, should it be a computer or a roadside blackboard. Trust between media and audience, between journalists and their sources, was also on the table a few times. Since a huge part of the audience were Journalism students, there was pedagogical value in some interventions.

Though i enjoyed and learned a lot from every speaker, I really liked to listen to Miguel Carvalho, of the portuguese magazine Visão, who is a young, yet old fashioned reporter, that prefers the streets to computers. This could mean a huge gap between our points of view (i’m on the geek side as you know) , but not really. For both of us it’s the story that matters, the importance of the Other, the value of the information and it’s human consequences. And besides being a great writer, he is a funny guy. Everyone was, i had a great time during the breaks, where we exchanged our points of view, and quickly digressed from journalism to other unrelated topics (or is the new portuguese Playboy magazine  journalism related ?).

When it came to my turn to make my presentation Saturday morning i was quite comfortable with my audience. The  main subject was “Journalism and Technology”, and i was set to briefly explain how we went from mass media to social media, but how the responsibility of journalism in building a social conscience  is still the same. I got on the wrong foot (i was a bit nervous, which made me skip a liaison part of my presentation so i started rambling), but i got myself together. I was open to comments during my presentation, and i asked a few questions to the audience, with quick polls. I hate reading stuff out loud, and  i feel this sort of interaction worked. It was different, at least. My fellow speakers for this panel were Paulo Querido and Luís Miguel Loureiro, which are in opposite sides of the spectrum of the discussion on Technology and Journalism, but there was no real disagreement, both have different yet valid views. That is really important, diversity. They were very supportive of me (thanks guys!),  and we held the longest debate of the  convention, we delayed the workgroups a bit, but it was worth it. Unfortunately i had to leave in the afternoon, so i wasn’t there for the closing.

I have to thank the organization of the convention, especially Samuel Silva and Paulo Machado, who so generously invited and received me in Guimarães. I hope i was up to the expectations, and added value to the event. They know that can count on me for anything.

All in all it was a great couple of days, i made some new contacts, got to know a few people “in real life”,  had a lot of positive feedback on my work, and though i’m somewhat an outsider, i felt like at home. There’s nothing better i could  say about it.

Como alguns de vocês sabem, fui a Guimarães participar na 2ª Convenção de Jornalistas organizada  pelo Gabinete de Imprensa de Guimarães. Foram dois dias excelentes, com gente valiosa e óptimas conversas sobre jornalismo. Aqui fica uma pequena impressão sobre a Convenção.

Este foi apenas o meu segundo evento do género. Todos os oradores nesta convenção trabalham para orgãos de comunicação locais ou nacionais (bem, eu era o único desempregado!), e havia uma enorme experiência combinada. Mas esse era o objectivo, reflectir sobre o jornalismo de um ponto de vista mais prático do que teórico – apesar de isso ser também extremamente importante e necessário.  É uma questão de perspectiva.

O que me surpreendeu foi que muitos dos assuntos que surgiram nos debates e apresentações eram os mesmos que queria falar na minha apresentação: a necessidade de humanizar o jornalismo, a sua importância social, a mudança na relação entre os média e o público, o papel dos jornalistas, questões mais filosóficas que tecnológicas (mas relacionadas). O tema da convenção era a mudança, mas o que eu ouvi foi a necessidade de voltar ao básico da profissão, independentemente da tecnologia disponível, seja um computador ou uma ardósia à beira da estrada. A confiança, entre os média e o público, os jornalistas e as fontes, também esteve em cima da mesa algumas vezes. E como grande parte da audiência eram estudantes de Jornalismo, houve um valor pedagógico presente em algumas das apresentações.

Apesar de ter aprendido com cada apresentação,  gostei muito de ouvir o Miguel Carvalho, da Visão, que sendo novo, é um repórter à moda antiga, que prefere as ruas aos computadores. Isto podia significar uma distância enorme entre os nossos pontos de vista (eu vivo no lado geek da coisa como sabem), mas nem por isso. Para nós é a história que importa, é a importância do Outro, o valor da informação e as suas consequências humanas. E para além de ser um grande escritor, é um tipo divertido. Aliás, toda a gente era, passei bons bocados nos intervalos, onde trocávamos ideias e rapidamente passávamos para outros assuntos não relacionados com Jornalismo (a não ser que a nova versão portuguesa da Playboy conte…).

Quando chegou a minha vez de fazer a minha apresentação no Sábado de manhã, estava bastante confortável com o meu público. O assunto era “Jornalismo e Tecnologia”, e o meu objectivo era dar uma breve explicação sobre como passámos dos mass média para os média sociais, mas como a responsabilidade do jornalismo em construir uma consciência social se mantém. Entrei com o pé esquerdo (estava um bocado nervoso e acabei por saltar uma parte de ligação por isso dei por mim a divagar), mas lá me recompus. Estava aberto ao diálogo durante o meu discurso, e fiz algumas perguntas ao público, com rápidas sondagens. Detesto ler em voz alta para outras pessoas, e acho que este tipo de interacção resultou. Pelo menos foi diferente. Os meus colegas de painel eram o Paulo Querido e o Luís Miguel Loureiro, que estão em lados diferentes da discussão sobre tecnologia e jornalismo, mas não havia um desacordo real, ambas as perspectivas são válidas. Isso é realmente importante, a diversidade. Eles apoiaram-me imenso (obrigado!), e acabámos por manter o debate mais longo da Convenção, acabando por atrasar os grupos de trabalho um bocado, mas valeu a pena. Infelizmente não pude assistir ao encerramento de tarde, porque tive que me ir embora durante a tarde.

Tenho que agradecer à organização, em especial ao Samuel Silva e ao Paulo Machado, que generosamente me convidaram e tão bem me receberam em Guimarães. Espero ter estado à altura das expectativas, e ter contribuído com algo extra para o evento. Eles sabem que podem contar comigo para o que for preciso.

No fim de contas foram dois dias excelentes, fiz novos contactos, conheci algumas pessoas “na vida real”, tive muito feedback positivo sobre o meu trabalho, e apesar de ser um outsider, senti-me como se estivesse em casa. E não há nada melhor que possa dizer sobre isto.

Mesa redonda “O jornalismo e as novas tecnologias” debate desafios à profissão, Gabinete de Imprensa de Guimarães

Alexandre Gamela, jornalista freelancer, começou por afirmar que há uma “mudança de paradigma trazido pela tecnologia” que, nos últimos anos, democratizou o acesso à tecnologia e criou possibilidades de existência de novos conteúdos para além dos media tradicionais. O boom dos blogues deu origem a “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Gamela deu o exemplo do Twitter para reforçar a ideia de “diálogo constante” entre utilizadores, afirmando que esta é uma ferramenta de “cristalização da comunicação relacional”.

O fenómeno das redes sociais na Internet é, segundo Alexandre Gamela, importante para difundir notícias na hora, passando os órgãos de comunicação social a ser o destino dos conteúdos. O freelancer terminou dizendo que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, pois lida com pessoas, causas e consequências. “É preciso ter consciência de que há um lado humano” nas histórias jornalísticas, defendeu.

Jornalismo “não é linha de montagens”, ComUM

No segundo dia da Convenção, “Jornalismo e Novas Tecnologias” foram o ponto de partida para uma mesa redonda com a participação de Luís Miguel Loureiro, Paulo Querido e Alexandre Gamela. O primeiro, jornalista da RTP, referiu os mitos e a realidade acerca das novas tecnologias e assumiu-se como uma “vítima” dessas. Para o profissional da comunicação, o “controlo” das ferramentas por parte do jornalista é essencial para “fazer jornalismo”.

O freelancer Alexandre Gamela afirmou que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, uma vez que lida com pessoas e causas. Realçando o “lado humano” das histórias, Gamela referiu a ‘explosão’ dos blogues como originadora de “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Paulo Querido, colaborador do Expresso e igualmente freelancer, desafiou o auditório a definir o que é ser jornalista e concluiu que “é aquilo que cada um quer”. Reprovando o mito do jornalista multimédia, que tem de dominar todas as ferramentas, Querido defendeu que o jornalista não tem de ser multimédia mas sim de aproveitar as potencialidades dadas pela Internet, tentando adaptar-se.

Convenção de Jornalistas – IV, A Devida Comédia

Alexandre Gamela, um dos mais criativos bloggers deste País – autor do fantástico The Lake – considerou já estar em voga um conceito que se poderia designar de DJ Jornalista que, tal como um DJ, vai gerindo conteúdos. Porém, avisou, “o jornalismo não é uma linha de montagem”. E se é certo que o jornalismo não vai salvar o mundo, a verdade é que “uma sociedade mais informada e responsável é capaz de tomar melhores decisões”.

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26
Mar
09

Out for some days | Fora por uns dias

I’ll be away for a couple of days to participate in the 2nd Journalist’s Convention in Guimarães. I was kindly invited to participate Saturday morning in a debate about how technology has changed journalism, so i’m antecipating a great time.

This will also be a chance to change the setting a bit, i really need it. I haven’t been producing as much as i should and maybe a change will do some good.  I’ll be networking live, which is also good, though i’m trying to be live from the event too, via Twitter. I’ll let you know.

I hope to return in full force next Monday.

Vou estar fora uns dias para participar na 2ª Convenção de Jornalistas em Guimarães. Fui gentilmente convidado para participar numa mesa redonda Sábado de manhã, dedicada a tecnologia e jornalismo, por isso já estou a antecipar um bom bocado.

Esta também é uma boa oportunidade para mudar de ares, que bem preciso. Não tenho produzido tanto como devia e talvez uma mudança venha a calhar. Vou estar a socializar ao vivo, o que também é bom, mas vou tentar estar também em directo do evento, via Twitter. Eu aviso.

Espero voltar em força próxima segunda-feira.

PROGRAMA

Tema: 10 anos depois: o que mudou?

Data: 27 e 28 de Março de 2009

Local: Centro Cultural de Vila Flor (Guimarães)

27 de Março

09h00 – Recepção aos participantes e entrega de documentação

09h30 – Sessão Solene de Abertura

10h00 – Pausa para Café

10h30 – Conferência: “O papel da informação televisiva”

13h00 – Almoço

15 – Primeira Sessão de Grupos de Trabalho

Ciberjornalismo e Multimédia – (Manuel Molinos – Jornal de Notícias)

Jornalismo DesportivoFernando Eurico (Antena 1)

17h00 – Pausa para Café

17h30 – Conferência:

“O lugar da grande reportagem no jornalismo português” - Miguel Carvalho (Visão)

20h00 – Jantar

22h00 – Programa Social

Visita nocturna ao Museu Alberto Sampaio (grátis para participantes)

Espectáculo no Café-Concerto do Centro Cultural de Vila Flor (entrada sem consumo mínimo obrigatório para participantes)

28 de Março

09h30 – Mesa Redonda – O jornalismo e as novas tecnologias

Paulo Querido

Alexandre Gamela

Luís Miguel Loureiro

11h30 – Segunda Sessão de Grupos de Trabalho

A relação dos jornalistas com as fontes de Comunicação

(Pedro Antunes Pereira – Jornal de Notícias)

Jornalismo Local e Regional – Luísa Teresa Ribeiro (coordenadora do Diário do Minho)

13h00 – Almoço

15h00 – Apresentação do estudo O perfil sociológico dos jornalistas portugueses – José Rebelo

DEBATE

18h00 – Apresentação de Conclusões

19h00 – Sessão de Encerramento

INSCRIÇÕES

INFORMAÇÕES

CONTACTOS

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04
Mar
09

Journalists’ demonstration | Jornalistas manifestam-se

Paulo Pimenta - Público

Around a hundred and fifty journalists and other journalism related  professionals gathered in front of the headquarters of Jornal de Notícias in Porto, as a protest to the layoff process imposed by ControlInveste two months ago.

Cerca de centena e meia de jornalistas e outros profissionais da área juntaram-se à frente da sede do JN no Porto em protesto contra os despedimentos impostos pela Controlinveste há dois meses atrás.

Mais de centena e meia de pessoas, a maioria pertencente aos quatro jornais da Controlinveste, manifestaram-se hoje em frente ao edifício do “Jornal de Notícias”, no Porto, em protesto contra os 119 despedimentos anunciados pelo grupo.

Entre os manifestantes encontram-se boa parte dos despedidos, mas também muitos trabalhadores não abrangidos pela medida – jornalistas e não jornalistas – pertencentes aos quadros dos quatro jornais do grupo, que inclui o “Jornal de Notícias”, o “Diário de Notícias”, o “24 Horas” e o diário desportivo “O Jogo”.

Público

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03
Fev
09

Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes

Bloggers vs Journalists | Bloggers vs Jornalistas

Hemingway blogging | Hemingway a blogar (Kurt Hutton/Getty Images)

Hemingway blogging | Hemingway a blogar (Kurt Hutton/Getty Images)

In this second post about the most annoying discussions on new media debate, i’ll be adressing the oldest one: bloggers vs journalists, or, Spy vs Spy. This is also a prelude for tomorrow’s post, but you’ll have to wait to know what it is about.

Bloggers vs Journalists

The real issue: why are all these people in their pyjamas beating journalists in heir own playground? Easy to answer: because it’s more comfy! And because anyone can publish content and have as much or more audience for it than traditional media, for some years now. Bloggers blog because they want to, and are not tied to a strict newsroom structure (it’s more fun than a job- not really, no), nor suffer the pressures of an editorial line besides their own personal views. Because people got tired of reading the same news everywhere and now and then someone had a new perspective and fresh details. They even had some of the major news stories in the last years!

Journalists felt their position as town criers was at stake and said blogs weren’t journalism. Yes, for once they got  one right. It’s not, it’s a content management platform. Nobody cares when a newspaper shaped propaganda is shoved down our mail box, we know that, though it looks like a newspaper, it’s not a newspaper. So why the big fuss? Anyone could beat journalists at their own game and they started kicking and squealing. They didn’t even noticed that some of their new competition were people with better expertise and connections than them. Heck, some bloggers were journalists! They were just using their own publishing platform, instead of working for one.

There were issues like author anonimity, that sometimes was (is) necessary, because telling the truth can be a dangerous game, but it also can be  a cloak for ill intentioned people.  Or copyright and plagiarism. Or the futility and lack of quality of most of the content.

Fortunately, this debate has faded out almost completely. Bloggers have their space in the media and journalists blog. The debate lately turned into how to define rules and ethical guidelines for bloggers, and which and how some can have access to events just like journalists do. Like in journalism, there are lies and rumours and false information. But that is both bad journalism and bad blogging.

Media and bloggers turn to each other for information, and blogs helped to shape the link economy, and thus set a new model for online media based on sharing, commenting, referring outside, competing sources. Some of the most successful new media news ventures started as blogs, and they’re making money while traditional media faces the biggest crisis ever.  This must mean that they’re doing it right.

Blogs helped  (forced) journalism to take a decisive step into the future.  So stop whining and thank them for it.

Neste segundo post sobre as discussões mais iritantes no debate sobre os novos media, vou falar do mais antigo: bloggers vs jornalistas, ou Spy vs Spy. Isto também é um prelúdio para o post de amanhã, mas vão ter que esperar para saber sobre o que é.

Bloggers vs Journalists

A verdadeira discussão: porque é que estão estas pessoas todas de pijama a bater os jornalistas no seu próprio jogo? Fácil: porque é mais confortável! E porque qualquer um pode publicar conteúdos e ter tanto ou mais público do que os media tradicionais, há já uns anos. Os bloggers blogam porque querem fazê-lo, e não estão presos a um estrutura rígida de uma redacção (é mais divertido que ter um emprego – não é nada), nem sofrer as pressões de uma linha editorial para além da sua visão pessoal. Porque as pessoas ficaram cansadas de ler a mesma notícia em todo o lado e de vez em quando alguém tinha uma nova perspectiva ou pormenores frescos. Tiveram até alguns dos maiores furos dos últimos anos!

Os jornalistas sentiram  a sua posição  como pregoeiros ameaçada e disseram que os blogs não eram jornalismo. E dessa vez lá acertaram uma. Não são, são só uma plataforma de gestão de conteúdos. Ninguém liga quando nos enfiam uma publicidade em forma de jornal na caixa do correio, nós sabemos que apesar de se parecer com um jornal, não é um jornal. Então para quê tanta confusão? Qualquer um agora podia bater os jornalistas no seu próprio jogo e eles começaram a espernear. Nem repararam que alguns dos seus novos competidores eram pessoas com mais conhecimentos e ligações que eles. Raios, alguns bloggers eram jornalistas! Estavam só usar uma plataforma de publicação própria em vez de trabalhar para uma.

Houve discussões sobre o anonimato dos autores, que por vezes era (é) necessário, porque contar a verdade pode ser um jogo perigoso, mas também pode ser um manto protector para gente mal intencionada. E sobre direitos de autor e plágio. Ou sobre a futilidade e a falta de qualidade da maioria dos conteúdos.

Felizmente este debate esmoreceu quase por completo. Os bloggers têm agora o seu espaço nos media e os jornalistas blogam. O debate incide agora sobre as regras e as linhas éticas que devem seguir, e a quais e como é que devem aceder a eventos, como os jornalistas podem. Como no jornalismo, há mentiras, rumores e informações falsas. Mas em ambos os casos é mau jornalismo e mau blogging.

Os media e os bloggers viram-se uns para os outros em busca de informação, e os blogs ajudaram a moldar a economia de links, estabelecendo assim um novo modelo para os  novos media assente na partilha, comentário, referências externas para fontes da concorrência. Algumas das iniciativas em novos media de maior sucesso começaram como blogs e fazem dinheiro enquanto os media tradicionais enfrentam a sua maior crise de sempre. Isto significa que alguma coisa devem estar a fazer bem.

Os blogs ajudaram (forçaram) o jornalismo a dar um passo decisivo para o futuro. Por isso parem de se queixar e agradeçam-lhes por isso.

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17
Dez
08

68 journalists killed in 2008 | 68 jornalistas mortos em 2008

comitte to protect journalists map

In a time when all the arguments about journalism revolve around the business, technology and some ego insecurity, it is good to remember that the “business” is all about people, for people, made by people. And sometimes the price to pay for the freedom to inform is supreme.

The names that have a life behind them can be found here.

Numa altura em que a discussão sobre o jornalismo gira à volta do negócio, da tecnologia e das inseguranças de alguns egos, é bom lembrar que o “negócio” é sobre  pessoas, para pessoas, feitas por pessoas. E por vezes, o preço a pagar pela liberdade de informar é supremo.

Os nomes que têm uma vida por trás podem ser lidos aqui.

Via Público.pt

Media employees killed in 2008

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20
Nov
08

Ninguém disse que era fácil | No one said it would be easy

Infelizmente, as agressões fazem parte da profissão. A violência sobre os jornalistas existe em todo o lado e acontece por razões diversas, e é aplicada por cidadãos anónimos, os sujeitos da notícia, por agentes da autoridade, ou mesmo entre colegas de profissão.

Já fui ameaçado apenas por andar num carro da RDP, vi colegas a serem agredidos por populares ou “encostados” pela segurança do Presidente da República, e comi cotoveladas e esquivei-me a repórteres de imagem e às traseiras das camâras de vídeo  nos aglomerados que se formam em busca da declaração, da imagem. Toda a gente tem nódoas negras para lembrar.

É um trabalho arriscado, não se esqueçam que todos os anos são assassinados dezenas de jornalistas, fora os que são presos apenas por fazerem o seu trabalho. Estas coisas não nos contam quando nos matriculamos no curso de jornalismo.

Isto tudo vem por causa de um site dedicado a estas coisas: o Schmuck Alert! mostra esses momentos difíceis que volta e meia lá acontecem na vida de um jornalista. Uma coisa vos garanto, é mais calmo do que trabalhar num bar de discoteca.

Têm algum desses momentos complicados que queiram partilhar connosco? Alguma história que vos tenha marcado fisicamente? É só deixar nos comentários.

Unfortunately, agressions come with the job. Violence upon journalists happens everywhere and there are different reasons for it, and it is applied by different people, from  the anonymous citizen to the subject of the news, by law enforcement officers and even other journalists.

In my own experience i was threatened just by riding a marked car with the logo of the company, i saw colleagues being hit by mobs or “nudged” by the President’s security team, i was elbowed and had to duck swinging backends of video cameras held by agressive cameramen, in those agglomerates where we all herd after that precious statement, the  right image. Everyone has bruises to remember.

It is truly a risky job, don’t forget that every year dozens of journalists are murdered throughout the world, not counting the ones arrested just because they were doing their job.  No one tells us this stuff when we sign in for a Journalism degree.

This comes all about a website dedicated to these events: Schmuck Alert! shows those difficult moments that now and then happen in a journalists’ life. I can assure you one thing, it’s more peaceful than working at a disco bar.

Do you have one of those complicated moments that you’d like to share with us? Some stories that have left some physical souvenirs? Just post them in the comments.

For years, photog bloggers and other surly citizens have taken it upon themselves to issue Schmuck Alerts, public notices that someone’s being a complete douche-bag in full view of professional camera crew. This in itself is not always a crime, but too often that mall cop, fresh felon, town founder or d-list debutante goes positively mental and assaults the aforementioned member of the media. Like Nancy Kerrigan said just after being whacked in the knee by Gillooly and his goons, “WWWWHHHHHYYYYY?!?!?!”

A-hem. Anyway, until now key members of the Fourth Estate have been issuing their Schmuck Alerts on their individual websites. No more! Now, with the establishment of this very site by the good folks at the Lenslinger Institute, schmucks everywhere have a place to come and hang their heads in shame. Remember, sports fans, that cat with the Sony on his shoulder ain’t doin’ it for his health, Most likely he (or she) has spent the day chasing cops, politicians, criminals and – EGADS! – television news reporters. Trust me, you’d be pissy too. So think twice before taking a swing! Chances are we won’t fight back too hard, but we’ll damn sure KEEP RECORDING….

After all, it’s what we do.

Schmuck Alert!

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18
Nov
08

10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)

(English version here)

um-jornalista-e-um-dj

O jornalismo está em mudança: na tecnologia, no mercado, nos meios , nos formatos, nos modelos de negócio. Por isso é natural que o próprio papel dos jornalistas se tenha que renovar e adaptar a esta inevitável realidade.

Mas antes temos que perceber o que é e o que faz um jornalista:

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista.(…)

Trabalho do jornalista

A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

  • “O quê” – o fato ocorrido
  • “Quem” – o personagem envolvido
  • “Onde” – o local do fato
  • “Quando” – o momento do fato
  • “Por quê” – a causa do fato
  • “Como” – o modo como o fato ocorreu

A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades.

Wikipedia (versão portuguesa)

Agora que estamos esclarecidos podemos passar às novas exigências impostas pela profissão.

1- Um jornalista tem que saber trabalhar para mais do que um meio. Tem que ser polivalente e conhecer diferentes linguagens.

Trata-se de uma questão de sobrevivência profissional. Se é fundamental ser especialista num meio, é essencial que se saiba adaptar a outros, caso sejamos apanhados por uma restruturação empresarial. Além disso, essa polivalência é muito útil neste período de convergência de meios: um jornalista com boa capacidade para fazer rádio poderá assumir a produção de um podcast num jornal, ou usar as suas qualidades como fotógrafo para ilustrar as notícias no site da estação.

2-Um jornalista é o seu próprio editor.

Calma, não estou a promover a anarquia nas redacções. Mas a independência editorial é necessária nesta altura em que se publica a notícia no imediato, através de breaking news no site ou através do Twitter, precisa-se de uma maior velocidade de reacção. Os cortes no pessoal e as novas estruturas de trabalho – à distância, por exemplo- promovem essa autonomia. Mas é um acréscimo de responsabilidade.

3-Um jornalista é uma marca.

E o seu próprio produto. Se o mercado de trabalho é volátil o freelancing é um modo de vida (como sempre foi na profissão). Para se valorizar é preciso que o jornalista se saiba vender: criar conteúdos fora do trabalho – blogs, galerias de fotos, slideshows, vídeos, experiências em flash,podcasts, etc. É fundamental ter uma atitude empreendedora, e saber destacar a sua individualidade. Aqui entra o marketing pessoal e a forma como apresenta o seu CV ou o seu portfolio, o seu perfil em redes sociais. Além disso, torna-se mais fácil para o público reconhecer o seu trabalho, o que humaniza o profissional, e a própria empresa para que trabalha.  A proactividade é uma característica de todos os bons jornalistas, mas é essencial num mundo que permite a criação de projectos próprios com baixos custos.

4-Um jornalista tem que estar em rede.

Já antes estava, mas era uma rede social limitada por factores geográficos, círculos sociais e económicos, todas os constrangimentos do mundo real. Online, a limitação está no número de contactos que se tem. Uma rede profissional bem montada aumenta o reconhecimento do trabalho e facilita a obtenção de fontes e ajuda.

5-Um jornalista é um produtor.

O tempo das máquinas de escrever já lá vai, por isso é necessário saber um pouco mais do que escrever. Agora é preciso saber um pouco de programação, ter conhecimentos técnicos em vídeo, áudio, fotografia, design, quer seja para desenvolver trabalhos multimédia sozinho ou para saber comunicar num trabalho de equipa. E podemos aprender como fazer isso tudo online. O resultado final já não é necessariamente um texto, mas um pacote multimédia que é preciso saber como fazer, ou explicar.

6-Um jornalista é um arqueólogo de informação.

Pensem em vocês como exploradores, Indiana Jones digitais. Há espaço para novos tipos de jornalismo, baseados na utilização de base de dados e notícias antigas relacionadas com um determinado assunto. Faz parte do novo papel dos jornalistas seleccionar,cruzar  e  usar outras fontes- mesmo da concorrência – de épocas diferentes, em simultâneo e no imediato para explicar  a evolução ou o enquadramento de uma história. E a web está carregada de informação valiosa para quem a souber procurar e usar.

7-Um jornalista é um moderador.

Um jornalista é a ponte entre os utilizadores, a redacção e os sujeitos da notícia. Através da gestão dos comentários à notícia, recorrendo ao crowdsourcing, colaborando com os leitores, o jornalista valoriza a informação que publica. É preciso compreender que uma história não está terminada depois de publicada, há sempre mais dados que surgem que podem ajudar a melhorar a compreensão dos factos. Por isso faz parte das novas funções do jornalista alimentar, recolher e filtrar o diálogo que agora existe com os utilizadores, e incorporá-lo no resultado final.

8-Um jornalista é um autenticador.

No meio de toda a contribuição dada pelos utilizadores cabe ao jornalista validar o que tem valor informativo ou não. Verificar factos continua a ser parte do trabalho, mas assume agora uma importância maior devido ao impacto imediato que uma informação errada pode ter, pois espalha-se mais rápido e para mais longe. Este é um bom exemplo.

9-Um jornalista é mais polícia de trânsito do que investigador privado.

Ou melhor: vão haver cada vez mais polícias de trânsito do que investigadores privados. Desculpem destruir uma imagem romântica do jornalismo, mas os Humphrey Bogarts serão cada vez mais raros, pelo volume de informação serão precisos mais polícias de trânsito. O seu papel é fundamental na orientação das massas na busca de informação. Sites como o NewsTrust.net são bom exemplo disso. A criação jornalística continuará a existir, mas grande parte do trabalho será redirigir utilizadores e conteúdos para os sítios certos.

10-Um jornalista é um DJ.

Remistura e torna coerente o fluxo informativo.

…e 5 coisas que não mudaram:

1-O jornalista é um profissional especializado na recolha, tratamento,  criação e gestão de informação;

2-O jornalista trabalha para a sociedade;

3-O jornalista é curioso por natureza, e procura saber mais do que mostram;

4-O jornalista é o primeiro garante da liberdade de expressão e informação;

5-O jornalista é um alvo;

Que outros pontos se podem adicionar a estas listas?

Outros links vistos para este artigo:

The Changing Context of News Work:Liquid Journalism and Monitorial Citizenship, Mark Deuze (.pdf)

Is Web 2.0 killing journalism?

The changing role of journalists in a world where everyone can publish

Continue a ler ’10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)’

03
Nov
08

Mapa dos jornalistas mortos em 2008 | Map of journalists killed in 2008

Sem comentários | No comments

Continue a ler ‘Mapa dos jornalistas mortos em 2008 | Map of journalists killed in 2008′

24
Set
08

Os blogs sob fogo | Blogs under fire

http://passionweiss.com/wp-content/uploads/2008/03/blogger-gang-hand-signs-small.png

Amanhã é discutida no Parlamento Europeu uma proposta que pretende clarificar o “estatuto jurídico das diferentes categorias de autores e editores de blogues, um meio de expressão cada vez mais comum na Internet.

Porquê? “…o seu estatuto jurídico, não está definido nem é indicado aos leitores, o que causa incertezas em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial.” Ah! Porque os autores dos blogs são pessoas irresponsáveis, e na maior parte dos casos não dizem nada de jeito. Se fosse só nos blogs…

Já hoje no Guardian, Marcel Berlins queixava-se dos problemas que o anonimato na net traz a quem quer fazer um trabalho responsável, e mostra a cara. Aliás, tem sido muito discutida a forma como os jornais moderam os comentários aos seu artigos. Mas , e quando o anonimato é necessário para a protecção  de pessoas que denunciam casos de interesse público?

Do Brasil vem a notícia que o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul defende que “blogs informativos têm de ser assinados por jornalistas.” Ora isto porque os jornalistas são mais responsáveis e têm estatuto jurídico, talvez. Nunca se ouviu falar de jornalistas que veicularam notícias falsas e que escaparam impunes.

Jeff Jarvis suspira porque os tiques dos velhos media levam muita gente a queixar-se da falta de qualidade dos blogs, e da falta de ética dos bloggers.  A resposta virá na coluna que ele escreve no Guardian esta semana. E vai ser boa.

Entretanto, aqui fica a minha: meus senhores e senhoras, deixem-se de tretas. O anonimato é uma arma perigosa,é sim senhor, mas também devia ser uma forma de descredibilizar alguns personagens.E não conheço um único jornalista que não tenha trabalhado a partir de uma fonte anónima. Depois, os jornalistas não são obrigatoriamente mais capazes que outros cidadãos para criar conteúdos jornalísticos. O que não falta por aí são jornalistas incompetentes que seguem agendas pessoais, corporativas ou políticas que nada dignificam a profissão.

E quantos jornalistas são antes outra coisa qualquer? Digam-me a percentagem de jornalistas portugueses com Carteira Profissional com um curso ou formação em Jornalismo, a experiência é importante, mas quando é que passaram do que eram antes a jornalistas? Todos os produtores de conteúdos informativos deviam estar abrangidos pela mesma cartilha  e sem ser necessário estarem encartados, porque muitos que ganham a vida como jornalistas não o estão, e não são piores profissionais. Antes de mais existe responsabilidade civil e depois a profissional.

E quanto à criação independente de conteúdos criada por cidadãos, bem ela está aqui e não vai acabar enquanto houver meios para isso. Habituem-se, e esforcem-se por fazer melhor.

Tomorrow the European Parliament will debate a proposal that intends to clarify “their legal status, and to create legal safeguards for use in the event of lawsuits as well as to establish a right to reply.” And why?

“…their legal status is not defined and it’s not clear for their reader, which causes uncertainties regarding impartiality, liability, source protection, applicability of the  deonthological codes and the attribution of responsabilities in cases of legal actions.” Oh! Because blog authors are irresposible people, and most of times don’t say anything good. Were it only in blogs…

Today in The Guardian Marcel Berlin complained about all the troubles that net anonimity brings to those who want to do a responsible job while showing their faces. In fact, there has been a lot of discussion on how newspapers moderate the comments to their articles. But, what happens when anonimity is necessary to protect those who expose situtions of public interest?

From Brazil arrives the story of the president of a journalists union defending that “news blogs must be of the responsibility of journalists”. Yes, because journalists are far more responsible and have lega status , maybe. We never heard of journalists that published fake stories and got away with it, have we?

Jeff Jarvis sighs because the old media habits have led many to complain about the low quality of blogs, and blogger’s lack of ethics. The answer will come in the weekly column he writes  for the Guardian. And i bet it will be good.

Meanwhile, here’s my very own answer: ladies and gentleman, cut the crap. Anonimity is a dangerous weapon, no doubt about it, but it should also be a way to deny credit to  some characters. And i don’t know a single journalist who has based a news story  from an anonymous tip or source. And journalists aren’t compulsorily  more able than other citizens to create journalistic contents. We have our share of incompetent journalists following personal, corporate or political agendas, that make this job look real ugly from society’s point of view.

And how many journalists are something else first? Tell me, how many portuguese journalists with the Professional Card have a degree or a course in Journalism, experience is of utmost importance, when did they stopped being something else to reborn as journalists? All news content generators should be under the same rules, without the need of any kind of certification, because there are many who have been making their lives as good journalists that don’t have it, and they aren’t worse than the others. Before there must be something called civil responsability, and only afterwards the professional responsability.

And what about the independent user generated content, well, it’s here to stay, and it won’t disappear while there are the means to do it. So, suck it up, and try to do better.

Links

Amanhã é um dia importante para a Blogosfera

The web encourages lies and deceit. It’s impossible to know who lurks behind a funny nickname

blogs informativos têm de ser assinados por jornalistas, diz sindicato

Sigh

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