Posts Tagged ‘jornais

03
Set
09

Portugal: Newspapers sales drop | Vendas de Jornais descem

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Latest circulation data made available for portuguese newspapers reflect the global trend of declining sales. Finance editions increase number of copies though. Is it the crisis?

The Portuguese Circulation Control Association (APCT) revealed this week the circulation numbers regarding the first six months of the current year. Comparing to the same period last year, the picture is quite grim: most newspapers have decreased their sales, apart from the specialized financial editions that had a rise in demand. The overall drop in the portuguese market reaches the 7,6%.

The most notorious decrease in sales belongs to Diário de Notícias, that “stopped investing in promotional marketing last March, in a cost reduction strategy to face  the difficult economical moment  worldwide press is going through“.

Comparing the January/June window of ‘08 with 2009’s, there were sold, in average, less  26 174 newspaper copies, daily.

Os últimos dados das tiragens de jornais portugueses  reflectem a tendência global de quebra nas vendas. As edições financeiras, no entanto, subiram o número de  exemplares. Será da crise?

A Associção Portuguesa de Controle de Tiragem (APCT) revelou esta semana os números referentes aos primeiros seis meses deste ano. Comparando com o mesmo período do ano passado, o quadro é bastante negro: a maioria dos jornais diminuiu as suas vendas, com excepção das publicações financeiras, que tiveram um aumento na procura. A quebra global do mercado português atinge os 7,6%.

A descida mais notória é a do Diário de Notícias, que “em Março deixou de investir em marketing promocional numa estratégia de redução de custos face ao difícil momento económico que está a afectar a imprensa a nível mundial“.

Relativamente ao período de Janeiro/Junho de 2008, em 2009 venderam-se, em média, menos 26 174 jornais por dia.

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22
Abr
09

Newspapers gave way to their own doom | Os jornais abriram o caminho à sua própria desgraça

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Matthew Ingram raised a good question when writing about the new GoogleNews Timeline:

“Why couldn’t a news organization have done this?”

I’ll tell you why: they’re still in print, TV or radio mode, not web-wise. I see lots of online media who can’t even deliver a proper shovelware in their “2.0 design” websites. Their thinking is still linear, which is what the web environment isn’t. And because this is an industry that evolved a lot technologically in the gathering process, but not in the delivery, and only a small percentage of the staff was involved in that part, maybe they overlooked that side a bit too much. Things changed yet they didn’t.

The stir in the next few days will be all about the words of Michael Wolff that believes in “about 18 months from now, 80 percent of newspapers will be gone.” I think he’s wrong, but many newspapers are doing a heck of a job trying to prove him right.

Paul Bradshaw asks: “So what is really killing newspapers?

No one, but themselves.

O Matthew Ingram levantou uma boa questão ao falar da nova GoogleNews Timeline:

“Porque é que não foi uma organização jornalística a fazer isto?”

Eu digo-vos porquê: eles ainda estão no modo de rádio, TV, papel, não no de web. Eu vejo muitos media online que nem um shovelware em condições conseguem fazer nos seus sites de “design 2.0″. A sua lógica ainda é linear, que é exactamente o que o ambiente web não é. E porque isto é uma indústria que evoluiu muito tecnologicamente no processo de recolha, mas não muito no de distribuição, e apenas uma pequena percentagem do pessoal estava envolvida nessa parte, talvez tenham negligenciado demais esse lado. As coisas mudaram e eles não.

A agitação nos próximos dias será à volta das palavras de Michael Wolff que acredita que “daqui a 18 meses, 80% dos jornais desaparecerão”. Acho que ele está errado, mas há muitos jornais que estão a esforçar-se a sério para lhe dar razão.

O Paul Bradshaw pergunta: “O que é que está realmente a matar os jornais?”

Ninguém, a não ser eles mesmos.

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01
Abr
09

Who has the biggest sheet? | Quem tem o maior lençol?

Who's bigger | Quem a tem maior

Luis Santos did a small comparison between the size of different portuguese news websites’ frontpages. DN, that had his page revamped last week has the longest. And in your country, who has the biggest home?

O Luís Santos do Atrium fez uma pequena comparação do tamanho das páginas de entrada de sites informativos nacionais. O DN, que fez a sua renovação gráfica a semana passada tem a mais comprida.

Os últimos são mesmo os primeiros… contrariando a tendência do momento (de maior sobriedade, notória, por exemplo, aqui) o Diário de Notícias bate todos os outros por uma margem substancial…eu diria que quase tem um ecrã a mais do que o Expresso (2º, nesta curiosa ordenação).
A mais pequena é a da Rádio Renascença, seguida pela TVI, RTP e SIC.
Uma outra curiosidade – parece consensualizada em Portugal a noção de que os conteúdos devem aparecer ordenados fundamentalmente em três colunas.

Luís Santos

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18
Mar
09

Stopping the Presses | Parando as Máquinas

Seattle P-I: Last edition | A última edição (Karen Ducey/Seattle Post-Intelligencer)

After 146 years delivering the news, the Seattle Post-Intelligencer quits  paper to become an online only operation. It’s the largest US paper to do so. Now people wonder about the consequences:

Copy editor Glenn Ericksen, a P-I staffer for nearly 25 years, said he had mixed feelings about the closure. Most recently working as a copy editor, he said, “I’m sad the print product will go away. It’s the end of an era, and I’m not sure it’s a good thing.”

He said the Web “lowers the standard of literacy all around. Who needs copy editors on the Web?”

The end of an era indeed. We have seen the same happen in other countries: century old institutions shutting down or moving on to online, the drama at the expenses of seasoned professionals. The question is who’s next.

But as we all know, nothing lasts forever, and revolutions have their victims. The standards are set by the best, and not on the lowest common denominator. We always had good and bad newspapers, being the reference the first. And instead of crying over spilt milk and the dead holy cows of journalism, we must move on and respect the legacy of good journalists, whether we do it online, using a blackboard, or by smoke signals. The goal is still the same.

The P-I staff pulled a good coverage of their last day in print: check the video and the article, and this slideshow. My favorite picture is the last one.

Coincidentally (or not) Mark Deuze wrote this great post about the end of newspapers, that we all should read.

Após 146 anos a publicar as notícias, o Seattle Post-Intelligencer deixou o papel para ser uma operação online. É o maior jornal americano a fazer isso. Agora questionam-se as consequências:

O editor Glenn Ericksen, a trabalhar no P-I há quase 25 anos, disse que tinha sentimentos mistos sobre o encerramento. Trabalhando recentemente como editor, ele disse “Estou triste que o produto impresso desapareça. É o fim de uma era, e não sei se é uma coisa boa.”

Ele disse que a Web “baixa os padrões de literacia por completo. Quem precisa de editores na web?”

É o fim de uma era certamente. Vemos o mesmo acontecer em outros países: instituições centenárias a encerrar ou a mudar-se para o online, o drama às custas de profissionais experientes. Pergunta-se quem irá a seguir.

Mas como sabemos, nada dura para sempre, e as revoluções têm as suas vítimas. Os padrões são estabelecidos pelos melhores e não pelo menor denominador comum. Sempre houve jornais bons e maus, sendo a referência os primeiros. E em vez de chorar sobre o leite derramado e a morte das vacas sagradas do jornalismo, devemos avançar e respeitar o legado dos bons jornalistas, quer o façamos online, numa ardósia, ou através de sinais de fumo. O objectivo continua a ser o mesmo.

O pessoal do P-I fez uma boa cobertura do seu último dia em papel: vejam o video e o artigo, e este slideshow. A minha fotografia preferida é a última.

Por acaso (ou não) Mark Deuze escreveu este excelente post sobre o fim dos jornais, que é de leitura obrigatória.

European and North American newspapers have been in decline for decades. Slowly but surely, all indicators of a more or less healthy product – circulation, audience penetration, advertising effectiveness, credibility and trust – have been eroding to the point where, today, they are in freefall. None of this is surprising given the historical trend, but it still features in feverish debates online and offline as to what the future of democracy is without newspapers.(…)

At the heart of the demise of newspapers and the restructuring of a global weightless economy is the permanent uprooting and letting go of the majority of employed, contractual workforce in the news industry, and the overall casualization of labor.

Journalism is losing weight. Its weight is its workforce, and with that the remaining labor protections that still governed the profession. That is the real tragedy of the end of newspapers.

Mark Deuze

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02
Fev
09

Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes

The Death of Newspapers | A morte dos Jornais

pic by Provide Design

Mondays make me grumpy. I think most of you feel the same. So i’m taking this grumpiness and make it work in my favour and start here a long planned series of five posts about some discussions that despite being meaningful and needed in many ways are starting to get on my nerves. And  to take the bull by the horns, i’ll be starting with the biggest one.

The death of Newspapers

The real issue: old media vs new media. Like in many other debates, sometimes the real issue is hidden under a pile of arguments that aren’t the ones that really matter. So, it bothers me when some confuse the package with what’s inside. The Death of the Newspapers should not be  about format. The printed paper is the package, and the news are the gift. The problem is that the whole business was supported by the wrapping paper, and with the internet, all that was left was the contents, that became more appealing, and easier, faster, cheaper to get.

The debate still revolves too much  around the format, and there is a bulk of reasoning based on the superiority of the paper. The advantage of that format is that it made money. Well, some money. And because of the webgeist, it is more difficult to generate revenue teaching the old tricks to a new dog, and when those tricks failed they blamed it on Craigslist. This is ridiculous, because there are countries where Craigslist has no relevance whatsoever and the newspapers face the same problem. The secret was not on the classified ads. What other reasons are to it then?

Management failed miserably in some fundamental points: concentrated only in one activity, but performed badly, being lazy shovelling press releases and wire as news, creating a detached reality from the readers’. They succumbed to outside influence, and when independent bloggers caught media  in their biased views and dirty little secrets, the audience turned to what they felt it was more reliable. They scorned the intelligence of their readers, and underestimated the importance of the new medium. Newspapers were arrogant. So the fault is part theirs.

Unlike any other medium, newspapers are the purest players: most of TV and Radio rely heavily on entertainment. So this granted them the keys to their own Ivory Tower. Unfortunately to some, they only opened the door from the outside.

There is a crisis out there, which is economical, social, educational, cultural. Let me rephrase that, and substitute “crisis” for “revolution“. Like in any other revolution the ones who adapt faster to the new order survive. Newspapers  and their professionals are having a hard time to adjust, because they are still trying to save paper. That should not be a subject to be harping on, because paper will live a long time, in different models, frequency, looks, content, but there will always be an audience for paper. Don’t mix  up a combustible material with fuel for the mind. News is the most important part of “newspaper”. Fortunately there has been some effort : “Management structures and sales practices are also changing, with the emphasis on fewer executives and more soldiers in the trenches.”

This issue also hides a fear: can journalism die? Which sometimes means “can i lose my status”? This question was posed by some journalists, in their long, sleepless nights. Unfortunately, the question became to “will i keep my job?“. Journalism won’t die even if all the journalists disappeared from the face of the earth overnight, so we are dispensable, no matter how bad some might take this. Yes, journalists are mere mortals. Like Charlie Beckett put it, “Journalism likes to think it is a superhero when it is really Clark Kent.” A professional is someone who makes a living using a specific set of skills and knowledge. This both includes journalists and lumberjacks.

What worries me is that this debate is kept between journalists, users/readers, academics, but seldom we have a newspaper manager participating, they’re the ones who can really do something (well, not really). My only doubt is if that is a symptom or a cause.

Now that i blew off some steam about it, i just want to say that there are a lot of well meaning professionals trying to deliver and evolve while riding the wild juggernaut that is the news industry. The survival of the business is not in question, but some doors will close, it’s up to the companies to reinvent themselves as they stick to the original plan: to inform their communities, whether in analog or digital, because that is their role.

Estou sempre irritado às Segundas. Acho que a maioria sabe do que falo. Por isso vou usar esta irritação e pô-la a trabalhar em meu favor, e começar hoje uma série de posts há muito planeada sobre algumas discussões que, apesar de profundas e necessárias, já me começam a chatear. E para pegar o bicho de caras, vou começar pela maior.

A Morte dos Jornais

A verdadeira discussão: media tradicionais versus novos media.  Como em qualquer outra discussão, por vezes o verdadeiro tema está escondido debaixo de uma pilha de argumentos, que nem são os mais importantes. Por isso incomoda-me quando alguns confundem o embrulho com o que está lá dentro. A Morte dos Jornais não devia ser sobre o formato. O papel impresso é o embrulho e as notícias o presente. O problema é que o negócio inteiro era financiado pelo papel de embrulho, e, com a internet, só sobrou o conteúdo, agora mais apelativo, mais barato, rápido e fácil de obter.

O debate ainda anda muito à volta do formato, e existe uma quantidade enorme de raciocínio que se apoia numa superioridade do papel. A vantagem desse formato era que fazia dinheiro. Bem, algum. E por causa do webgeist, é difícil criar receita ensinando os velhos truques a um cão novo, e quando esses truques falharam culparam a Craigslist. Isto é ridículo, porque há países onde a Craigslist não tem expressão nenhuma, e os jornais têm os mesmos problemas. O segredo não estava nos classificados. Então que outras razões temos?

A gestão falhou redondamente em alguns pontos fundamentais: concentraram-se apenas numa actividade, mas mal, ao serem preguiçosos  a despejar press releases e takes de agências, e criando uma realidade longe da dos leitores. Sucumbiram a influências externas e quando bloggers independentes apanharam os media nas suas visões parciais e segredinhos sujos, o público virou-se para o que lhes pareceu mais fiável. Desprezaram a inteligência dos seus leitores e menosprezaram a importância dos novos meios. Os jornais foram arrogantes. Parte da culpa é deles.

Ao contrário de qualquer outro meio, os jornais são jogadores puros: a maior parte da TV e da Rádio baseia-se em entretenimento. Isto deu-lhes as chaves para a sua própria Torre de Marfim. Infelizmente para alguns, apenas abriam a porta do lado de fora.

Há uma crise lá fora, que é económica, social, educacional, cultural. Deixem-me reformular, e substituir “crise” por “revolução“. Como em qualquer revolução, os que se adaptam à nova ordem sobrevivem. Os jornais e os  seus profissionais estão a ter dificuldades em ajustar-se, porque ainda estão a tentar salvar o papel. Não devia ser esse o seu cavalo de batalha, porque o papel vai durar ainda muito tempo, em modelos diferentes, frequência, aspecto, conteúdo, mas há-de sempre haver um público para o papel. Não confundam o material que arde com o que nos alimenta as ideias. As notícias são a parte mais importante de um jornal. Felizmente há quem se esforce: “As estruturas de gestão e práticas de venda também estão a mudar, com ênfase em menos executivos e mais soldados nas trincheiras”

Este assunto também esconde um medo: pode o jornalismo morrer? O que por vezes significa”posso perder o meu estatuto”? Esta pergunta era colocada às vezes por alguns jornalistas em noites de insónia. Infelizmente, tornou-se em “será que vou manter o emprego”? O jornalismo não morria nem que todos os jornalistas desaparecessem da face da terra de um dia para o outro, por isso somos dispensáveis, por mais que alguns de vocês levem isto a mal. Sim, os jornalistas são meros mortais. Como disse o Charlie Beckett,  “o jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent”. Um profissional é quem ganha a vida recorrendo a um conjunto específico de aptidões e conhecimentos. Isto inclui jornalistas e madeireiros.

O me preocupa é que este debate é mantido entre jornalistas, utilizadores/leitores, académicos, mas raramente temos alguém da direcção de um jornal como interlocutor, eles é que podem realmente fazer alguma coisa (bem, nem por isso). A minha única dúvida é se isto é um sintoma ou uma causa.

Agora que já desabafei um bocado, gostaria de dizer que há um monte de profissionais bem intencionados que procuram cumprir e evoluir enquanto vão em cima do rolo compressor que é a indústria de informação. A sobrevivência do negócio não está em causa, mas algumas portas irão fechar, cabe às empresas reinventarem-se e ao mesmo tempo manter-se fiéis ao plano inicial: informar as suas comunidades, seja de forma analógica ou digital, porque esse é o seu verdadeiro papel.

Here’s some advice | Alguns conselhos

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26
Jan
09

Links for today | Links para hoje

Monniter

Twitter is increasingly being used by journalists to make contacts and track news events, but the Twitter user-interface (UI) itself is pretty limited making it difficult to track conversations. Fortunately its open API structure and the ability to subscribe to various types of RSS feeds from Twitter means there are a number of ways to track a ‘buzz’ around an event or specific conversations.

Okay first read this article on CNN about the new whitehouse.gov website, okay you can actually just skim the article and skip to the last three paragraphs. Yes, that’s me being quoted in that article, and yes you are correct that quote makes no sense. What the bleep was I talking about? Perhaps like many stories in the world of journalsim this is partly a story of being misquoted, but there is actually more to it than this. The way the reporter found me, and the context surrounding said quote, while perhaps not a unique story, is certainly illustrative of several trends and problems with old journalism, and perhaps more germanae to this audience, it is a telling story about the future of media and the importance of social networks.

It’s easy to take good video for granted until you’ve seen bad video: the poorly shot, poorly lit, shaky kind that makes any viewer cringe. Here are some of the worst offenses in videography:

1. Everything looks blue or orange

Video shot outdoors looks blue, while video shot indoors is a puke-colored orange.

Solution: Off-color video is often a result of unbalanced color temperature (see an example here). Use the camera’s white balance feature — usually a single button or found in the features menu — to counteract the offending color.

Video is one of those new practices we have to get used to as newspaper journalists now working in a Web 2.0 world. One of the key issues is the quality of the video. Do we always need slick, television-style video, which require more specialized skills, or will our community accept “rougher” video, made by amateurs using less sophisticated cameras?

At the Belgian business newspapers De Tijd and L’Echo we use five main video techniques now: prosumer cameras, consumer-type camcorders, Seesmic (webcams) and Flip cameras, and two Sony cameras on a fixed installation for interviews in the center of the newsroom.

I will briefly discuss who is doing what with which cameras, concluding with some issues we are debating these days.

I came across a tweet by Chicago Tribune columnist Eric Zorn in which he mentioned revising the commenting guidelines for his blog. So I wanted to find how what he changed, how, and why.

“Back in October, I quit comments altogether (the guidelines were short: “Comments are not posted immediately. We review them first in an effort to remove foul language, commercial messages, irrelevancies and unfair attacks. Thank you for your patience.” (That is) still found on many other Trib Blogs).

I reinstated with the New Year an open comments policy, no pre-review, but here are my rules.”

The New York Times Company (NYT) needs a long-term plan.  Current management doesn’t seem to have one, so it’s up to us.

Here’s what we would do if Arthur Sulzberger called and invited us to succeed Janet Robinson as CEO.  (Bear in mind that we’re not privvy to the detailed numbers Janet has, so we reserve the right to change our minds).

Our Plan To Fix The New York Times

  1. Cut costs 40% by 2010.
  2. Continue to raise print subscription prices
  3. Explore charging an online subscription fee

Journalism is our core business.

Period.

Journalists and the newsroom are at the heart of our company.

But, yes, they can and must be more efficient.

New working flows are needed, like new open space and multimedia integrated newsroom facilities.

Train them to serve not just readers but new audiences and communities.

More editing is mpre important than more pages.

This is time for Journalism Caviar.

We need selective and relevant newspapers.

Paté newspapers, not pottage newspapers.

Around the multimedia blogosphere, the January doldrums seem to have kicked in. My usual inspirational haunts like Newsvideographer.com, Teaching Online Journalism, Multimediashooter.com have all slowed their publishing cycles. Even my own blog is in need of a New Year’s kick-start. With all the newspaper layoffs last year, over 28,000 from one count, I’m sensing a definite decrease in the multimedia mojo I felt just a year ago. Even the NPPA Monthly Multimedia Contest I run had the lowest amount of entries ever this month.

This is a quote taken from a conversation I had with a lawyer about her consumption of news:

“The problem is you people in the media are stuck in your own little world and forget that we’re also quite busy in our own little world and we don’t have time to keep up with what you’re doing.”

22
Jan
09

From online to print | Do ecrã para o papel

The Printe Blog

The Printed Blog

The print people – the Amish, like they are called in a newsroom of a daily here in Portugal -  were getting used to the idea that they were losing ground to a new medium. But  now their realm is being invaded by the same people that questioned their supremacy. Ok, this sounds too drastic, i’ll tone it down.

The main effort of print media in the last years has been how to take their inked content into the flashing computer screens. New channels demand new forms of distribution, and that’s fine. But there was a streak of arrogance that remained unnoticed for a long time, in my opinion: they thought their content was better. Sure, you have bloggers in their websites. You have the odd columnist with a blog (more and more actually, which is really healthy for the writer and the publisher). But seldom i’ve seen real blog  contents transferred into print.

And that should be an obvious thing. No matter how good your newspaper writers are, there will always be someone better out there. But denial is a bitch, instead of soughting for the best content, they stuck to what they knew. No problem with that, it’s a normal reaction. I came across with this post about a new venture described as “a Current TV model for print news” (don’t agree with the title, but it gets your attention).

From pixels to picas

The Printed Blog is not new in concept – i talked about a similar project before – but it is bold in their purpose: to create a daily printed newspaper with contents from the blogosphere. The man in charge , Joshua Karp, says “[For] people around the world, who need to and want to consume information, whether it be in developing countries or emerging countries, newsprint is still going to be a main mechanism for information for years to come”. So the print lives on as a medium.

This makes me wonder if all the fuss about the survival of newspapers is about medium or ascendancy. The best content will always work no matter what the medium is, from smoke signs to microscopic engravings in toothpicks (if people have access to and are comfortable with the medium it will work, maybe toothpicks and smoke signs are a bit too far off).

The point is that there are many good sources for content out there. And there is a new way for the cretors of that content to monetize their work. Hey mister, get your cart off the road!

As pessoas da (im)prensa- ou Amish, como gostam de lhes chamar numa redacção de um diário da nossa praça- estavam já a habituar-se à ideia de perderem terreno para um novo meio. Mas agora o seu domínio está a ser invadido pelas mesmas pessoas que questionaram a sua supremacia. Ok, o tom é exagerado.

O esforço principal dos media impressos nos últimos anos foi tentar perceber como levar a tinta para os ecrãs brilhantes. Novos canais exigem novas formas de distribuição, e isso é óptimo. Mas havia uma certa arrogância que passou despercebida durante demasiado tempo: eles achavam que o conteúdo deles era melhor. Claro, temos bloggers nos sites dos jornais. Temos até o colunista com um blog (na realidade são cada vez mais, o que é óptimo tanto para o autor como para quem o publica). Mas raramente vi conteúdos exclusivamente de blogs vertidos para o papel.

E isso devia ser um processo óbvio. Indepentemente de terem escritores muito bons nos jornais, há sempre alguém melhor online. Mas a negação é terrível, em vez de terem procurado pelo melhor conteúdo, ficaram agarrados ao que conheciam. Não tem nada de mal, é uma reacção normal. Eu vi este post sobre um novo projecto descrito como “um modelo tipo Current TV para o papel” (não concordo com o título, mas chama a atenção).

Dos pixels para as picas

O Printed Blog não é um conceito novo – falei aqui antes de um projecto parecido - mas é audacioso no seu objectivo: criar uma edição impressa diária com conteúdos da blogosfera. O homem à frente do projecto, Joshua Karp, diz que “[Para] as pessoas pelo mundo fora, que precisam e querem consumir informação, seja em países em desenvolvimento ou emergentes, a notícia impressa vai ser o mecanismo principal durante anos”. Portanto, o jornal em papel será um meio viável.

Isto faz-me questionar se toda a confusão à volta da sobrevivência dos jornais é uma questão de meio ou predominância. O melhor conteúdo irá funcionar sempre seja qual for o meio, desde sinais de fumo a palitos microscopicamente gravados (se as pessoas tiverem acesso e estiverem confortáveis com o meio, funciona. Talvez os palitos e os sinais de fumo sejam um pouco demais).

O que quero dizer é que há muitas e boas fontes para conteúdos  por aí. E esta é uma nova forma dos criadores desses conteúdos rentabilizarem o seu trabalho. Ó chefe, tire aí a carruagem do caminho!

The hope is that the hyperlocal content will attract local advertisers who can spend less to reach out to their target audience.  Ads are relatively cheap in comparison ($15-$25) and the paper has already lined up a number of Chicago-based businesses for its debut. It will also host classified ads.

The first issue is expected to launch on Jan. 27, handed out at three CTA stations around Lincoln Park and Wicker Park in Chicago and one location in San Francisco. A New York edition is due out shortly.

While the cost of printing alone — not to mention two issues a day — seems daunting , Karp says he would surprised if he spends more than 15 thousand dollars on the entire production and distribution of the first paper.

New Media Venture Turns Bloggers Into Print Journalists

UPDATE

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15
Jan
09

Local mistakes revisited | Erros no local revisitados

New layout, old mistakes | Novo aspecto, erros antigos

New layout, old mistakes | Novo aspecto, erros antigos

Last April i wrote a post about the policy of one of the biggest regional newspapers in my residence area, and how it was plain online suicide. Back then i also said it was a great opportunity for the competition. Well, it was not well taken.

Diário de Coimbra’s website got a facelift, but let me count the ways it was just a skin deep operation.

1-The announcement of the makeover is made on a post dated from January 2nd. Two weeks later, the transition still continues, with lots of features not working yet. Poor planning or a taste for improvising?

2-The change in the layout is poor,and it has the image-reflected-equals-2.0 vibe. Useless, and ugly.

3- In the new visible features we have a Sapo news scroller (which i believe to be a part of an arrangement between the portal and news outlets) and a audio player to listen to a local radio. That’s as far multimedia goes. And a weather thingy.

4-Readers can sign in,though i really don’t know what they get by doing it. The interaction resumes to comments, polls, and a brand new (inactive) forum.

5-They’re using Joomla, a CMS i know rather well, and use all the time in my part time occupation as a website builder. With the proper planning i’d build this website in three days, with a better looking template, and it would cost them around 500€.  It would be up and running after one week. Devising a strategy for the online would cost about as much,if i was the one doing it (my fees are low for now). I wonder how did it cost this new look.

6-Diário de Coimbra belongs to a larger group that includes local radios, as we’ve seen before, and three other newspapers: Diário de Aveiro, Diário de Leiria, Diário de Viseu. Click through to see which one is getting a makeover too. Instead of using one website, that would use cookies to define which local version would appear to each user, they have four different , separate versions for each one of them. This is not a cost effective solution, and it is not taking advantage of the editorial possibilities since these newspapers  cover close realities and markets, but the news can only be found in the respective websites, instead of crossing over into the others.

7-Good things: a RSS icon (though i bet they didn’t know what’s the use for it) , and the will to renew their web presence. It’s a pity that this will is mislead. Fine feathers make fine birds, but nothing is fine here. There’s nothing new, there’s no strategy, just the inability to understand how media is evolving.

About the other newspaper that made me write the first post, well, nothing has changed really. But i believe i’ll be doing some posting about it soon…

Em Abril passado, escrevi um post sobre a política de um dos maiores regionais da minha área de residência, e como era simplesmente suicídio. Nessa altura também disse que era uma grande oportunidade para a concorrência. Pelos vistos, mal aproveitada.

O site do Diário de Coimbra foi renovado, mas deixem-me vos explicar como continua tudo na mesma.

1- O anúncio da renovação vem num post datado de 2 de Janeiro. Duas semanas mais tarde, a transição ainda continua, com muitas aplicações ainda sem funcionar. Falta de planeamento  ou feito em cima do joelho?

2- A mudança gráfica é pobre, e usa o conceito da imagem-reflectida-para-parecer-2.0. Inútil e feio.

3- Nas novas aplicações visíveis temos um scroller de notícias da Sapo (creio eu que ao abrigo de um acordo entre o portal e o jornais regionais) e um leitor áudio para ouvir uma rádio local. É o multimédia que há. E uma coisa para o tempo.

4-Os leitores podem fazer inscrever-se no site, mas não sei o que ganham com isso. A interacção resume-se aos comentários, sondagens, e um novíssimo (e inactivo) fórum.

5- Eles estão a usar o Joomla, um CMS que conheço bastante bem e que uso na mior parte das vezes no meu parte-time como trolha de websites. Com a devida planificação, fazia este site em três dias, com um template mais catita, por 500€. Ficava pronto a funcionar ao fim de uma semana. Definir uma estratégia para o online custava-lhes outro tanto, se fosse eu a fazê-la (ainda levo barato). Nem imagino quanto custou este novo look.

6-O Diário de Coimbra pertence a um grupo que inclui uma rádio local, como já vimos e três outros jornais: Diário de Aveiro, Diário de Leiria, Diário de Viseu. Cliquem nos links para ver quem é que está também a ser renovado. Em vez de usarem um só website, que usaria cookies para definir qual das versões locais apareceria para cada utilizador, eles têm quatro versões diferentes e separadas para cada um. Esta não é uma solução financeiramente eficaz, já que estes jornais cobrem realidades e mercados relativamente próximos, mas as notícias só se encontram nos respectivos websites, em vez de transitar e aparecer nos outros.

7-Coisas boas: um icon de RSS (embora aposte que não saibam para que serve), e a vontade de renovar a sua presença na web. É pena é que essa vontade seja mal orientada. O hábito faz o monge,mas aqui não faz um bom site. Não há nada de novo, não há uma estratégia, só a  incapacidade de compreender como os media estão a evoluir.

Quanto ao outro jornal que provocou o primeiro post, bem, nada mudou entretanto. Mas acredito que irei escrever um post sobre eles em breve…

Continue reading ‘Local mistakes revisited | Erros no local revisitados’

05
Jan
09

The vehicle, the road or the voyage | O veículo, a estrada ou a viagem

Carro-carroça

Hybrid model | Modelo híbrido - by rodrigo silveira

I believe newspaper companies are making a huge mistake when defining their business. This is not a new idea, but it is still happening.They’re trying to save the vehicle when they haven’t still understood how the vehicle has evolved: it is no longer a horse cart, but a  well designed Formula 1, powered by a state of the art last generation environment friendly engine.You can tell i don’t know much about cars but you get the idea.

Ok, but they want to keep the horse (fondly named Paper – even though they’re wanting to keep him out of the name). No harm about that, but its place is not in front of the car, doing all the hard work, but in a horse box pulled by the brand new car, as the luxury item it has become, well fed and properly treated. And the new machine needs new professionals with new technological expertises to keep it running.

Other mistake newspaper companies make is they decide which way to go. Come on people, that’s why buses aren’t the only way to go from A to B! People got their own cars to go wherever they like, whenever they like, alone or with their friends. No timetables, no fixed route. If there’s a shortcut (link?) we can take it because we want to and not go all the way around. But they stick to that same old dusty road they know so well, losing passengers more interested in choosing their own ways and destinations.

I fear newspapers have forgot what the car and the road are all about: travelling. It’s the experience, not the vehicle or the destination. TV and Radio know they are more sensorial experiences than ink on paper – a more brainy thing – and they do not seem to be asking for help like newspaper companies are. It’s the path, the way we choose to go left or right, and how we share our views – because travelling alone is not as fun as with others.

And when we finish the route as it is now with the newspapers, we find ourselves in the same place, when what people want is to end up in a whole new surrounding, with more knowledge than they first started.  A horse and  buggy can do, but we also long for the thrill of speed.

So their definition must take into account this: it’s all about the ride. Give us the options to enjoy it.

Acho que os jornais e as companhias que os detém estão a cometer um erro crasso na definição do seu negócio. Esta ideia não é nova,mas ainda acontece. Eles ainda estão a tentar salvar o veículo quando ainda não perceberam como é que ele evoluiu: já não é uma carroça, mas um Fórmula 1 bem desenhado,com um motor amigo do ambiente de última geração. Dá para ver que não percebo muito de carros mas estão a ver a ideia.

Tudo bem, eles ainda querem manter o cavalo (carinhosamente chamado de Papel- se bem que o queiram tirar do nome). Não tem mal nenhum, mas o seu lugar já não é a puxar o carro mas numa box a reboque, tratado como o bem de luxo que se tornou, bem alimentado e mimado. E o bólide precisa de novos profissionais especializados na nova tecnologia para o manter a funcionar.

Outro erro que as empresas dos jornais fazem é decidirem o trajecto. Então pessoal, é por isso que os autocarros deixaram de ser o transporte eleito de ir de A a B! As pessoas têm os seus próprios carros para irem onde quiserem quando quiserem,sozinhos ou com os amigos. Sem horários ou rota definida. Se houver um atalho (link?)podemos tomá-lo porque não queremos ir à volta. Mas os jornais teimam em seguir naquela estrada velha que tão bem conhecem, e perdem passageiros mais interessados em escolher o seu próprio caminho e destino.

Temo que os jornais se tenham esquecido do que para que o carro e a estrada servem: viajar. É a experiência, não o meio ou a chegada. A Tv e a Rádio sabem que são experiências mais sensoriais do que tinta no papel – uma coisa mais cerebral – e não as ouço a pedir por ajuda. É o caminho, a possibilidade de podermos ir pela esquerda ou pela direita, e como partilhamos os nossos pontos de vista – porque viajar acompanhado é sempre mais divertido.

E quando acabamos o percurso assim como está feito pelos jornais, acabamos sempre no mesmo sítio, quando o que as pessoas querem é terminar num local completamente diferente, com mais conhecimento do que quando acabaram. Uma carroça também serve mas também queremos o gozo da velocidade.

A definição passa por isto: é a viagem que interessa. Dêem-nos as opções para a podermos apreciar.

Continue reading ‘The vehicle, the road or the voyage | O veículo, a estrada ou a viagem’

16
Dez
08

O Futuro dos jornais do futuro e de agora | The future of of today’s and tomorrow’s newspapers

A Seismonaut é uma empresa de inovação e consultadoria, especialmente aos novos media e negócios digitais. Dois dos seus colaboradores fizeram uma apresentação no Danish International Media Festival sobre o futuro dos jornais. Muito do que aqui está foi também falado no Congresso de Ciberjornalismo no Porto, mas é um excelente resumo. De todos estes slides chamo a atenção para o 40 e 42.

Seismonaut is a innovation and consultancy company, especially directed towards new media and digital business. Two of its collaborators made a presentation at the Danish International Media Festival about the future of newspapers. Much of what is showed here was also discussed at the Cyberjournalism Congress in Porto, but it is an excellent unrelated  summary. From all of the slides i highlight number 40 and 42.

It’s a pretty thankless job to come up with fluffy predictions, which is why we chose to lean on William Gibson’s classic quote about how the “future is already here, it’s just unevenly distributed.” That means we wanted to give the audience some sign posts of a near-future media scenario, when it comes to technology, content, journalistic roles and the editorial process. I won’t get into much detail here, but take a look at our slides and feel free to comment if you want more perspective.

What does the future of the newspaper hold?

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