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11
Set
09

(The Future of) Journalism in Portugal conference | (O Futuro do) Jornalismo em Portugal

logoRascunhos

A couple of weeks ago i was invited to participate in a conference about Journalism in Portugal, organized by a teenager. Unfortunately i had to decline, but looking at the program i’m sorry i won’t be attending.

Find out why here.

Há umas semanas atrás fui convidado para participar numa conferência dedicada ao Jornalismo em Portugal, organizada por um adolescente. Infelizmente tive que declinar o convite mas olhando para o programa tenho mesmo pena de não ir.

Descubram porquê aqui.

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07
Mai
09

i: A newspaper is born – the website | Nasceu um Jornal – o website

ilogo

Today is the beginning a new era in the portuguese news industry. i is out on the stands and the web, and it already has defined a unique personality, becoming a true game changer right from the start. This is a first glance review to their website and their online features.

Hoje é o início de uma nova era na indústria informativa portuguesa. O i está nas bancas e na web, e já tem definida uma personalidade única, assumindo-se desde início como uma verdadeira mudança. Esta é uma análise à primeira vista ao seu website e trabalho no online.

Cover & Article | Capa & Artigo

Home & Article | Início & Artigo

What is immediately striking when you open i‘s website is its cleanliness: three content columns under a  header, dominating the top of the page with a slideshow  for the major news stories ; there is no clutter, no text beyond tiles (finally somebody got it), video right in the middle of the page, that doesn’t get to fill the whole width of the screen. The left yellow sidebar shows the main website features, middle column is for content and on the right the usual “most read/commmented” boards, special assignments, and live sport results. At the bottom, three content columns: Country, World, Sports. Can’t get any simpler than that. The newsroom and the newspaper are divided into four sections: Zoom, Radar, More and Sports. The website reflects this oranization.

Each article seems to have at least one picture whenever possible and it has the usual vote, send and print features. It also has a social bookmarking tool that allows you to send the story to Google Bookmarks, Technorati, and (the schock!) Facebook, MySpace, Flickr(!?) and almighty Twitter. Social networking seems to be quite a deal for the project since they designated a few reporters to handle Twitter, Facebook, and YouTube accounts. In a Twitter conversation i had with the man in charge for social networking he put the concept in one word: they want to build an “icommunity”.

Users are invited to participate in the life of the newsroom, sharing their news in a feature called iReporter. You send content using your user profile, and share it under “news story” or film, restaurant, music (etc) reviews, up to 1500 char. You can also post pictures and video right away. All articles must comply to i’s editorial rules.

The website also has a few blogs, i really didn’t explore them, but they all seem to be invited by the editors.

Another thing that i’m curious about is how they will interact with the rest of the companies of the group. They own a few regional newspapers and radios, and i wonder how national and local will work together (if ever). The website has a page for them, but for now, it’s just the logos.

Video seems to be an important bet for i. They look technically great, though the TV like narrative is still present (not a surprise, the presentation video was made by a TV journalist), but it looks good. Shareable, embeddable (except for wordpress.com, a platform problem), easy to load, what  else could you ask? I’ll be waiting for more video work.

Overall, the i website is one step into the future, in design -it looks gourgeous-, philosophy, organization. It is not made for shovelware, and it would be a real shame if they fell into that. There are other details i have to explore in time, like linking, comment moderation, social networks interaction, etc. But they’re off to a good start online.

O que imediatamente salta à vista quando entramos no site do i é a limpeza: três colunas de conteúdos sob um cabeçalho a dominar o topo da página com um slideshow para as notícias mais importantes; não está tudo atravancado, nenhum texto para além dos títulos (até que enfim que alguém percebeu isso), video mesmo no centro da página, que nem chega a ocupar toda a largura do monitor. A barra amarela de lado tem as rubricas principais do site, a coluna do meio é para o conteúdo informativo, e à direita os normais quadros de “mais lidos/comentados”, temas especiais, e resultados desportivos ao vivo. Ao fundo, três colunas de conteúdo: Portugal, Mundo,Desporto. Mais simples não há. A redacção e o jornal estão divididos em quatro secções: Zoom, Radar, Mais e Desporto, e isso nota-se no site.

Cada artigo parece ter pelo menos uma foto sempre que possível e tem as ferramentas normais de votação, enviar e imprimir. Existe também uma ferramenta de bookmarking social que permite enviar a notícia para os Google Bookmarks, Technorati, e (o choque!) Facebook, MySpace, Flickr(!?) e o todo-poderoso Twitter. As redes sociais parecem ser um ponto muito importante para o projecto, já que designaram alguns jornalistas para gerir as contas do Twitter, Facebook e Youtube. Numa conversa via Twitter com o homem responsável pelas redes sociais, ele pôs o conceito numa palavra: eles querem construir uma “icomunidade”.

Os utilizadores estão convidados a participar na vida da redacção, partilhando as suas notícias numa rubrica chamada iRepórter. Podem enviar conteúdos através do seu perfil de utilizador, e partilhá-lo como notícia, ou crítica a filmes, restaurantes, música etc, até 1500 caracteres. Podem também colocar fotos e video na hora. Todos os artigos têm que cumprir com as regras editoriais do i. Vamos ver como funciona. O site também tem alguns blogs, ainda não os explorei, mas parecem ser todos convidados pela editoria.

Outra coisa que me deixou curioso é a forma como vão interagir com as outras empresas do grupo. Eles têm alguns rádios e jornais regionais, e gostava de saber como o nacional e o local irão trabalhar juntos (se é que vão). O site tem uma página para eles, mas para já, são apenas os logos.

O video parce ser uma parte importante para o i. Eles tecnicamente parecem ser muito bons, apesar da narrativa TV estar ainda presente (não é surpresa se virmos que o video de apresentação é feito por umn jornalista de TV), mas parece bem. Partilhável, “embutível” (excepto no wordpress.com, mas isso é problema da plataforma), fácil de carregar, que mais podemos pedir? Vou ficar à espera de mais trabalhos video.

No geral, o site do i é um passo para o futuro, no design – é bonito- , filosofia, organização, Não está talhado para despejar conteúdo do papel e espero que não caiam nisso. Há outros detalhes que é preciso explorar com tempo, como a economia de links, moderação de comentários, a interacção com as redes sociais, etc. Mas o início online parece promissor.

iTV

iTV

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02
Fev
09

Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes

The Death of Newspapers | A morte dos Jornais

pic by Provide Design

Mondays make me grumpy. I think most of you feel the same. So i’m taking this grumpiness and make it work in my favour and start here a long planned series of five posts about some discussions that despite being meaningful and needed in many ways are starting to get on my nerves. And  to take the bull by the horns, i’ll be starting with the biggest one.

The death of Newspapers

The real issue: old media vs new media. Like in many other debates, sometimes the real issue is hidden under a pile of arguments that aren’t the ones that really matter. So, it bothers me when some confuse the package with what’s inside. The Death of the Newspapers should not be  about format. The printed paper is the package, and the news are the gift. The problem is that the whole business was supported by the wrapping paper, and with the internet, all that was left was the contents, that became more appealing, and easier, faster, cheaper to get.

The debate still revolves too much  around the format, and there is a bulk of reasoning based on the superiority of the paper. The advantage of that format is that it made money. Well, some money. And because of the webgeist, it is more difficult to generate revenue teaching the old tricks to a new dog, and when those tricks failed they blamed it on Craigslist. This is ridiculous, because there are countries where Craigslist has no relevance whatsoever and the newspapers face the same problem. The secret was not on the classified ads. What other reasons are to it then?

Management failed miserably in some fundamental points: concentrated only in one activity, but performed badly, being lazy shovelling press releases and wire as news, creating a detached reality from the readers’. They succumbed to outside influence, and when independent bloggers caught media  in their biased views and dirty little secrets, the audience turned to what they felt it was more reliable. They scorned the intelligence of their readers, and underestimated the importance of the new medium. Newspapers were arrogant. So the fault is part theirs.

Unlike any other medium, newspapers are the purest players: most of TV and Radio rely heavily on entertainment. So this granted them the keys to their own Ivory Tower. Unfortunately to some, they only opened the door from the outside.

There is a crisis out there, which is economical, social, educational, cultural. Let me rephrase that, and substitute “crisis” for “revolution“. Like in any other revolution the ones who adapt faster to the new order survive. Newspapers  and their professionals are having a hard time to adjust, because they are still trying to save paper. That should not be a subject to be harping on, because paper will live a long time, in different models, frequency, looks, content, but there will always be an audience for paper. Don’t mix  up a combustible material with fuel for the mind. News is the most important part of “newspaper”. Fortunately there has been some effort : “Management structures and sales practices are also changing, with the emphasis on fewer executives and more soldiers in the trenches.”

This issue also hides a fear: can journalism die? Which sometimes means “can i lose my status”? This question was posed by some journalists, in their long, sleepless nights. Unfortunately, the question became to “will i keep my job?“. Journalism won’t die even if all the journalists disappeared from the face of the earth overnight, so we are dispensable, no matter how bad some might take this. Yes, journalists are mere mortals. Like Charlie Beckett put it, “Journalism likes to think it is a superhero when it is really Clark Kent.” A professional is someone who makes a living using a specific set of skills and knowledge. This both includes journalists and lumberjacks.

What worries me is that this debate is kept between journalists, users/readers, academics, but seldom we have a newspaper manager participating, they’re the ones who can really do something (well, not really). My only doubt is if that is a symptom or a cause.

Now that i blew off some steam about it, i just want to say that there are a lot of well meaning professionals trying to deliver and evolve while riding the wild juggernaut that is the news industry. The survival of the business is not in question, but some doors will close, it’s up to the companies to reinvent themselves as they stick to the original plan: to inform their communities, whether in analog or digital, because that is their role.

Estou sempre irritado às Segundas. Acho que a maioria sabe do que falo. Por isso vou usar esta irritação e pô-la a trabalhar em meu favor, e começar hoje uma série de posts há muito planeada sobre algumas discussões que, apesar de profundas e necessárias, já me começam a chatear. E para pegar o bicho de caras, vou começar pela maior.

A Morte dos Jornais

A verdadeira discussão: media tradicionais versus novos media.  Como em qualquer outra discussão, por vezes o verdadeiro tema está escondido debaixo de uma pilha de argumentos, que nem são os mais importantes. Por isso incomoda-me quando alguns confundem o embrulho com o que está lá dentro. A Morte dos Jornais não devia ser sobre o formato. O papel impresso é o embrulho e as notícias o presente. O problema é que o negócio inteiro era financiado pelo papel de embrulho, e, com a internet, só sobrou o conteúdo, agora mais apelativo, mais barato, rápido e fácil de obter.

O debate ainda anda muito à volta do formato, e existe uma quantidade enorme de raciocínio que se apoia numa superioridade do papel. A vantagem desse formato era que fazia dinheiro. Bem, algum. E por causa do webgeist, é difícil criar receita ensinando os velhos truques a um cão novo, e quando esses truques falharam culparam a Craigslist. Isto é ridículo, porque há países onde a Craigslist não tem expressão nenhuma, e os jornais têm os mesmos problemas. O segredo não estava nos classificados. Então que outras razões temos?

A gestão falhou redondamente em alguns pontos fundamentais: concentraram-se apenas numa actividade, mas mal, ao serem preguiçosos  a despejar press releases e takes de agências, e criando uma realidade longe da dos leitores. Sucumbiram a influências externas e quando bloggers independentes apanharam os media nas suas visões parciais e segredinhos sujos, o público virou-se para o que lhes pareceu mais fiável. Desprezaram a inteligência dos seus leitores e menosprezaram a importância dos novos meios. Os jornais foram arrogantes. Parte da culpa é deles.

Ao contrário de qualquer outro meio, os jornais são jogadores puros: a maior parte da TV e da Rádio baseia-se em entretenimento. Isto deu-lhes as chaves para a sua própria Torre de Marfim. Infelizmente para alguns, apenas abriam a porta do lado de fora.

Há uma crise lá fora, que é económica, social, educacional, cultural. Deixem-me reformular, e substituir “crise” por “revolução“. Como em qualquer revolução, os que se adaptam à nova ordem sobrevivem. Os jornais e os  seus profissionais estão a ter dificuldades em ajustar-se, porque ainda estão a tentar salvar o papel. Não devia ser esse o seu cavalo de batalha, porque o papel vai durar ainda muito tempo, em modelos diferentes, frequência, aspecto, conteúdo, mas há-de sempre haver um público para o papel. Não confundam o material que arde com o que nos alimenta as ideias. As notícias são a parte mais importante de um jornal. Felizmente há quem se esforce: “As estruturas de gestão e práticas de venda também estão a mudar, com ênfase em menos executivos e mais soldados nas trincheiras”

Este assunto também esconde um medo: pode o jornalismo morrer? O que por vezes significa”posso perder o meu estatuto”? Esta pergunta era colocada às vezes por alguns jornalistas em noites de insónia. Infelizmente, tornou-se em “será que vou manter o emprego”? O jornalismo não morria nem que todos os jornalistas desaparecessem da face da terra de um dia para o outro, por isso somos dispensáveis, por mais que alguns de vocês levem isto a mal. Sim, os jornalistas são meros mortais. Como disse o Charlie Beckett,  “o jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent”. Um profissional é quem ganha a vida recorrendo a um conjunto específico de aptidões e conhecimentos. Isto inclui jornalistas e madeireiros.

O me preocupa é que este debate é mantido entre jornalistas, utilizadores/leitores, académicos, mas raramente temos alguém da direcção de um jornal como interlocutor, eles é que podem realmente fazer alguma coisa (bem, nem por isso). A minha única dúvida é se isto é um sintoma ou uma causa.

Agora que já desabafei um bocado, gostaria de dizer que há um monte de profissionais bem intencionados que procuram cumprir e evoluir enquanto vão em cima do rolo compressor que é a indústria de informação. A sobrevivência do negócio não está em causa, mas algumas portas irão fechar, cabe às empresas reinventarem-se e ao mesmo tempo manter-se fiéis ao plano inicial: informar as suas comunidades, seja de forma analógica ou digital, porque esse é o seu verdadeiro papel.

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15
Jan
09

Local mistakes revisited | Erros no local revisitados

New layout, old mistakes | Novo aspecto, erros antigos

New layout, old mistakes | Novo aspecto, erros antigos

Last April i wrote a post about the policy of one of the biggest regional newspapers in my residence area, and how it was plain online suicide. Back then i also said it was a great opportunity for the competition. Well, it was not well taken.

Diário de Coimbra’s website got a facelift, but let me count the ways it was just a skin deep operation.

1-The announcement of the makeover is made on a post dated from January 2nd. Two weeks later, the transition still continues, with lots of features not working yet. Poor planning or a taste for improvising?

2-The change in the layout is poor,and it has the image-reflected-equals-2.0 vibe. Useless, and ugly.

3- In the new visible features we have a Sapo news scroller (which i believe to be a part of an arrangement between the portal and news outlets) and a audio player to listen to a local radio. That’s as far multimedia goes. And a weather thingy.

4-Readers can sign in,though i really don’t know what they get by doing it. The interaction resumes to comments, polls, and a brand new (inactive) forum.

5-They’re using Joomla, a CMS i know rather well, and use all the time in my part time occupation as a website builder. With the proper planning i’d build this website in three days, with a better looking template, and it would cost them around 500€.  It would be up and running after one week. Devising a strategy for the online would cost about as much,if i was the one doing it (my fees are low for now). I wonder how did it cost this new look.

6-Diário de Coimbra belongs to a larger group that includes local radios, as we’ve seen before, and three other newspapers: Diário de Aveiro, Diário de Leiria, Diário de Viseu. Click through to see which one is getting a makeover too. Instead of using one website, that would use cookies to define which local version would appear to each user, they have four different , separate versions for each one of them. This is not a cost effective solution, and it is not taking advantage of the editorial possibilities since these newspapers  cover close realities and markets, but the news can only be found in the respective websites, instead of crossing over into the others.

7-Good things: a RSS icon (though i bet they didn’t know what’s the use for it) , and the will to renew their web presence. It’s a pity that this will is mislead. Fine feathers make fine birds, but nothing is fine here. There’s nothing new, there’s no strategy, just the inability to understand how media is evolving.

About the other newspaper that made me write the first post, well, nothing has changed really. But i believe i’ll be doing some posting about it soon…

Em Abril passado, escrevi um post sobre a política de um dos maiores regionais da minha área de residência, e como era simplesmente suicídio. Nessa altura também disse que era uma grande oportunidade para a concorrência. Pelos vistos, mal aproveitada.

O site do Diário de Coimbra foi renovado, mas deixem-me vos explicar como continua tudo na mesma.

1- O anúncio da renovação vem num post datado de 2 de Janeiro. Duas semanas mais tarde, a transição ainda continua, com muitas aplicações ainda sem funcionar. Falta de planeamento  ou feito em cima do joelho?

2- A mudança gráfica é pobre, e usa o conceito da imagem-reflectida-para-parecer-2.0. Inútil e feio.

3- Nas novas aplicações visíveis temos um scroller de notícias da Sapo (creio eu que ao abrigo de um acordo entre o portal e o jornais regionais) e um leitor áudio para ouvir uma rádio local. É o multimédia que há. E uma coisa para o tempo.

4-Os leitores podem fazer inscrever-se no site, mas não sei o que ganham com isso. A interacção resume-se aos comentários, sondagens, e um novíssimo (e inactivo) fórum.

5- Eles estão a usar o Joomla, um CMS que conheço bastante bem e que uso na mior parte das vezes no meu parte-time como trolha de websites. Com a devida planificação, fazia este site em três dias, com um template mais catita, por 500€. Ficava pronto a funcionar ao fim de uma semana. Definir uma estratégia para o online custava-lhes outro tanto, se fosse eu a fazê-la (ainda levo barato). Nem imagino quanto custou este novo look.

6-O Diário de Coimbra pertence a um grupo que inclui uma rádio local, como já vimos e três outros jornais: Diário de Aveiro, Diário de Leiria, Diário de Viseu. Cliquem nos links para ver quem é que está também a ser renovado. Em vez de usarem um só website, que usaria cookies para definir qual das versões locais apareceria para cada utilizador, eles têm quatro versões diferentes e separadas para cada um. Esta não é uma solução financeiramente eficaz, já que estes jornais cobrem realidades e mercados relativamente próximos, mas as notícias só se encontram nos respectivos websites, em vez de transitar e aparecer nos outros.

7-Coisas boas: um icon de RSS (embora aposte que não saibam para que serve), e a vontade de renovar a sua presença na web. É pena é que essa vontade seja mal orientada. O hábito faz o monge,mas aqui não faz um bom site. Não há nada de novo, não há uma estratégia, só a  incapacidade de compreender como os media estão a evoluir.

Quanto ao outro jornal que provocou o primeiro post, bem, nada mudou entretanto. Mas acredito que irei escrever um post sobre eles em breve…

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08
Jan
09

Links for today | Links para hoje

Monday morning, WTSP-TV anchor/reporter Janie Porter was on TV, reporting live from Ft. Lauderdale, Fla., on the run-up to this week’s national college football championship game. She didn’t have a big live truck accompanying her, or an engineer tuning in a shot or a photojournalist standing behind the camera and setting up lights.

Porter set up her own camera, opened her laptop, connected the camera to her computer, slipped a wireless connection card into her laptop, called up Skype and used her Blackberry to establish IFB (the device TV folks wear in their ears to hear the off-air signal). It all looked just great on air.

At some point, newspaper execs who believe in serious, quality journalism — not Google, not government, not some outside agency — are going to have to make the decision to support it with as much as possible of the remaining resources that they have. It is newspapers — even now, because they are still making money — that are going to have make the commitment to make serious journalism their prime, and perhaps only, reason for being, even if it means letting the lighter stuff (which makes up a substantial amount of the weekly page count) go.

  • Clay Shirky X 2

The shape of things to come, The Guardian

The great misfortune of newspapers in this era is that they were such a good idea for such a long time that people felt the newspaper business model was part of a deep truth about the world, rather than just the way things happened to be. It’s like the fall of communism, where a lot of the eastern European satellite states had an easier time because there were still people alive who remembered life before the Soviet Union – nobody in Russia remembered it. Newspaper people are like Russians, in a way.

Interview with Clay Shirky, Part I | Interview with Clay Shirky, Part II, CJR

One of the things that I’ve noticed with criticisms of the Internet is that very often they’re displaced criticisms of television. That there are a lot of people, Nick Carr especially is a recent addition to the canon, wringing their hands over the end of literary reading. And they’re laying that at the foot of the Internet. It seems to me, in fact, from the historical record, that the idea of literary reading as a sort of broad and normal activity was done in by television, and it was done in forty years ago.

2. Thou shalt aim high. I must remember that my experience, expertise and capability are precious – and will not be tempted to sell myself  short or write for free. Because thou is worth it, right?

3. Thou shalt be more persistent. I will make sure I’m being proactive about pitching and will not be afraid to bang on doors – everyone else is doing it, after all.

Much of the information that most people want doesn’t readily exist in a publicly available database. It’s in the conversations and community interactions between real people. (This is the key to Twitter’s amazing growth.) And I believe that people want to know what’s happening in their neighborhood.

Uma solução para o financiamento da atividade jornalística pode estar em oferecer material mais atraente ao leitor e cobrar por ele. Os jornais digitais poderiam deixar a informação que pode ser encontrada em outros lugares (abundante) disponível a todos e investir maior esforço de reportagem em pautas inusitadas e exclusivas. Isto é, produzir informação escassa. E escassez, como qualquer estudante de primeiro semestre de Economia sabe, é uma das bases do valor de qualquer produto. Enfim, é preciso primeiro aumentar a qualidade das notícias, para depois querer cobrar por elas.


raidgaza.jpg

The game argues against the justification of Israeli attacks on Gaza, representing them as unprovoked and characterizing Israel’s response as overt aggression. The game’s goal is to kill as many Palestinians as possible in a three minute session. The game begins with a quote from Ehud Olmert on “minimizing the number of Palestinans” in Gaza. The game connects the dots in the statement, suggesting that minimization implies killing. As shown above, special rewards are offered for occasional attacks on civilian targets. A creepy muzak-like instrumental version of the Carpenter’s “Close to You” plays throughout.

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05
Jan
09

The vehicle, the road or the voyage | O veículo, a estrada ou a viagem

Carro-carroça

Hybrid model | Modelo híbrido - by rodrigo silveira

I believe newspaper companies are making a huge mistake when defining their business. This is not a new idea, but it is still happening.They’re trying to save the vehicle when they haven’t still understood how the vehicle has evolved: it is no longer a horse cart, but a  well designed Formula 1, powered by a state of the art last generation environment friendly engine.You can tell i don’t know much about cars but you get the idea.

Ok, but they want to keep the horse (fondly named Paper – even though they’re wanting to keep him out of the name). No harm about that, but its place is not in front of the car, doing all the hard work, but in a horse box pulled by the brand new car, as the luxury item it has become, well fed and properly treated. And the new machine needs new professionals with new technological expertises to keep it running.

Other mistake newspaper companies make is they decide which way to go. Come on people, that’s why buses aren’t the only way to go from A to B! People got their own cars to go wherever they like, whenever they like, alone or with their friends. No timetables, no fixed route. If there’s a shortcut (link?) we can take it because we want to and not go all the way around. But they stick to that same old dusty road they know so well, losing passengers more interested in choosing their own ways and destinations.

I fear newspapers have forgot what the car and the road are all about: travelling. It’s the experience, not the vehicle or the destination. TV and Radio know they are more sensorial experiences than ink on paper – a more brainy thing – and they do not seem to be asking for help like newspaper companies are. It’s the path, the way we choose to go left or right, and how we share our views – because travelling alone is not as fun as with others.

And when we finish the route as it is now with the newspapers, we find ourselves in the same place, when what people want is to end up in a whole new surrounding, with more knowledge than they first started.  A horse and  buggy can do, but we also long for the thrill of speed.

So their definition must take into account this: it’s all about the ride. Give us the options to enjoy it.

Acho que os jornais e as companhias que os detém estão a cometer um erro crasso na definição do seu negócio. Esta ideia não é nova,mas ainda acontece. Eles ainda estão a tentar salvar o veículo quando ainda não perceberam como é que ele evoluiu: já não é uma carroça, mas um Fórmula 1 bem desenhado,com um motor amigo do ambiente de última geração. Dá para ver que não percebo muito de carros mas estão a ver a ideia.

Tudo bem, eles ainda querem manter o cavalo (carinhosamente chamado de Papel- se bem que o queiram tirar do nome). Não tem mal nenhum, mas o seu lugar já não é a puxar o carro mas numa box a reboque, tratado como o bem de luxo que se tornou, bem alimentado e mimado. E o bólide precisa de novos profissionais especializados na nova tecnologia para o manter a funcionar.

Outro erro que as empresas dos jornais fazem é decidirem o trajecto. Então pessoal, é por isso que os autocarros deixaram de ser o transporte eleito de ir de A a B! As pessoas têm os seus próprios carros para irem onde quiserem quando quiserem,sozinhos ou com os amigos. Sem horários ou rota definida. Se houver um atalho (link?)podemos tomá-lo porque não queremos ir à volta. Mas os jornais teimam em seguir naquela estrada velha que tão bem conhecem, e perdem passageiros mais interessados em escolher o seu próprio caminho e destino.

Temo que os jornais se tenham esquecido do que para que o carro e a estrada servem: viajar. É a experiência, não o meio ou a chegada. A Tv e a Rádio sabem que são experiências mais sensoriais do que tinta no papel – uma coisa mais cerebral – e não as ouço a pedir por ajuda. É o caminho, a possibilidade de podermos ir pela esquerda ou pela direita, e como partilhamos os nossos pontos de vista – porque viajar acompanhado é sempre mais divertido.

E quando acabamos o percurso assim como está feito pelos jornais, acabamos sempre no mesmo sítio, quando o que as pessoas querem é terminar num local completamente diferente, com mais conhecimento do que quando acabaram. Uma carroça também serve mas também queremos o gozo da velocidade.

A definição passa por isto: é a viagem que interessa. Dêem-nos as opções para a podermos apreciar.

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31
Dez
08

Responsibility | Responsabilidade

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Paulo Querido, in ExpressoOnline

Alexandre Gamela is a journalist with an impressive curriculum with a wide knowledge about online journalism and social networks like-i dare to say it- very few others have in Portugal. His absorption capacity seems to be endless.

I follow Alexandre the most i can: I subscribe his blog O Lago | The Lake, that has the peculiarity of being bilingual (Alexandre has an unusual working ability) and accompany him in social networks. The day I start a newspaper, i’ll hire him. Until then, I read him and absorb, while no Newsroom grabs him – which is one of those wastes of talent only possible in an industry adrift.

Paulo Querido, ExpressoOnline

December has been overwhelming. I took a few days off to think some things through. I’ve been highly praised by people i respect and my blog was chosen to rank among other high quality bloggers at Journalism.co.uk. This is a reward for all the hard work i’ve been developing especially in this last year.

But this reward also carries the weight of responsibility. I have to do more and better. We – the new media pros and visionaries –  all do. Next year will be a hard year, but as we can learn from History, it is in hardship that people overcome their obstacles. And we shall overcome.

To all of those who have been following and linking back to The Lake, to all of those brilliant,generous minds with whom i learned so much, my deepest thank you. Without you i’d be nothing.

Happy 2009 to everyone.

Dezembro foi um mês avassalador.Tirei uns dias de descanso para pensar em algumas coisas. Fui altamente elogiado por pessoas que respeito e o meu blog foi escolhido para figurar entre outros de grande qualidade no Journalism.co.uk. É a recompensa por todo o trabalho árduo que desenvolvi este ano.

Mas esta recompensa traz também o peso da responsabilidade. Tenho que fazer mais e melhor. Nós- os profissionais e os visionários dos novos média- todos temos.O próximo ano vai ser difícil,mas como a História ensina,é na dificuldade que as pessoas se transcendem.E nós vamos fazê-lo.

Para todos aqueles que têm seguido e linkado para O Lago, para todas as mentes brilhantes e generosas com quem tenho aprendido tanto, os meus profundos agradecimentos.Sem vocês eu não sou nada.

Feliz 2009 para todos.

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16
Dez
08

O Futuro dos jornais do futuro e de agora | The future of of today’s and tomorrow’s newspapers

A Seismonaut é uma empresa de inovação e consultadoria, especialmente aos novos media e negócios digitais. Dois dos seus colaboradores fizeram uma apresentação no Danish International Media Festival sobre o futuro dos jornais. Muito do que aqui está foi também falado no Congresso de Ciberjornalismo no Porto, mas é um excelente resumo. De todos estes slides chamo a atenção para o 40 e 42.

Seismonaut is a innovation and consultancy company, especially directed towards new media and digital business. Two of its collaborators made a presentation at the Danish International Media Festival about the future of newspapers. Much of what is showed here was also discussed at the Cyberjournalism Congress in Porto, but it is an excellent unrelated  summary. From all of the slides i highlight number 40 and 42.

It’s a pretty thankless job to come up with fluffy predictions, which is why we chose to lean on William Gibson’s classic quote about how the “future is already here, it’s just unevenly distributed.” That means we wanted to give the audience some sign posts of a near-future media scenario, when it comes to technology, content, journalistic roles and the editorial process. I won’t get into much detail here, but take a look at our slides and feel free to comment if you want more perspective.

What does the future of the newspaper hold?

Continue a ler ‘O Futuro dos jornais do futuro e de agora | The future of of today’s and tomorrow’s newspapers’

18
Nov
08

10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)

(English version here)

um-jornalista-e-um-dj

O jornalismo está em mudança: na tecnologia, no mercado, nos meios , nos formatos, nos modelos de negócio. Por isso é natural que o próprio papel dos jornalistas se tenha que renovar e adaptar a esta inevitável realidade.

Mas antes temos que perceber o que é e o que faz um jornalista:

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista.(…)

Trabalho do jornalista

A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

  • “O quê” – o fato ocorrido
  • “Quem” – o personagem envolvido
  • “Onde” – o local do fato
  • “Quando” – o momento do fato
  • “Por quê” – a causa do fato
  • “Como” – o modo como o fato ocorreu

A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades.

Wikipedia (versão portuguesa)

Agora que estamos esclarecidos podemos passar às novas exigências impostas pela profissão.

1- Um jornalista tem que saber trabalhar para mais do que um meio. Tem que ser polivalente e conhecer diferentes linguagens.

Trata-se de uma questão de sobrevivência profissional. Se é fundamental ser especialista num meio, é essencial que se saiba adaptar a outros, caso sejamos apanhados por uma restruturação empresarial. Além disso, essa polivalência é muito útil neste período de convergência de meios: um jornalista com boa capacidade para fazer rádio poderá assumir a produção de um podcast num jornal, ou usar as suas qualidades como fotógrafo para ilustrar as notícias no site da estação.

2-Um jornalista é o seu próprio editor.

Calma, não estou a promover a anarquia nas redacções. Mas a independência editorial é necessária nesta altura em que se publica a notícia no imediato, através de breaking news no site ou através do Twitter, precisa-se de uma maior velocidade de reacção. Os cortes no pessoal e as novas estruturas de trabalho – à distância, por exemplo- promovem essa autonomia. Mas é um acréscimo de responsabilidade.

3-Um jornalista é uma marca.

E o seu próprio produto. Se o mercado de trabalho é volátil o freelancing é um modo de vida (como sempre foi na profissão). Para se valorizar é preciso que o jornalista se saiba vender: criar conteúdos fora do trabalho – blogs, galerias de fotos, slideshows, vídeos, experiências em flash,podcasts, etc. É fundamental ter uma atitude empreendedora, e saber destacar a sua individualidade. Aqui entra o marketing pessoal e a forma como apresenta o seu CV ou o seu portfolio, o seu perfil em redes sociais. Além disso, torna-se mais fácil para o público reconhecer o seu trabalho, o que humaniza o profissional, e a própria empresa para que trabalha.  A proactividade é uma característica de todos os bons jornalistas, mas é essencial num mundo que permite a criação de projectos próprios com baixos custos.

4-Um jornalista tem que estar em rede.

Já antes estava, mas era uma rede social limitada por factores geográficos, círculos sociais e económicos, todas os constrangimentos do mundo real. Online, a limitação está no número de contactos que se tem. Uma rede profissional bem montada aumenta o reconhecimento do trabalho e facilita a obtenção de fontes e ajuda.

5-Um jornalista é um produtor.

O tempo das máquinas de escrever já lá vai, por isso é necessário saber um pouco mais do que escrever. Agora é preciso saber um pouco de programação, ter conhecimentos técnicos em vídeo, áudio, fotografia, design, quer seja para desenvolver trabalhos multimédia sozinho ou para saber comunicar num trabalho de equipa. E podemos aprender como fazer isso tudo online. O resultado final já não é necessariamente um texto, mas um pacote multimédia que é preciso saber como fazer, ou explicar.

6-Um jornalista é um arqueólogo de informação.

Pensem em vocês como exploradores, Indiana Jones digitais. Há espaço para novos tipos de jornalismo, baseados na utilização de base de dados e notícias antigas relacionadas com um determinado assunto. Faz parte do novo papel dos jornalistas seleccionar,cruzar  e  usar outras fontes- mesmo da concorrência – de épocas diferentes, em simultâneo e no imediato para explicar  a evolução ou o enquadramento de uma história. E a web está carregada de informação valiosa para quem a souber procurar e usar.

7-Um jornalista é um moderador.

Um jornalista é a ponte entre os utilizadores, a redacção e os sujeitos da notícia. Através da gestão dos comentários à notícia, recorrendo ao crowdsourcing, colaborando com os leitores, o jornalista valoriza a informação que publica. É preciso compreender que uma história não está terminada depois de publicada, há sempre mais dados que surgem que podem ajudar a melhorar a compreensão dos factos. Por isso faz parte das novas funções do jornalista alimentar, recolher e filtrar o diálogo que agora existe com os utilizadores, e incorporá-lo no resultado final.

8-Um jornalista é um autenticador.

No meio de toda a contribuição dada pelos utilizadores cabe ao jornalista validar o que tem valor informativo ou não. Verificar factos continua a ser parte do trabalho, mas assume agora uma importância maior devido ao impacto imediato que uma informação errada pode ter, pois espalha-se mais rápido e para mais longe. Este é um bom exemplo.

9-Um jornalista é mais polícia de trânsito do que investigador privado.

Ou melhor: vão haver cada vez mais polícias de trânsito do que investigadores privados. Desculpem destruir uma imagem romântica do jornalismo, mas os Humphrey Bogarts serão cada vez mais raros, pelo volume de informação serão precisos mais polícias de trânsito. O seu papel é fundamental na orientação das massas na busca de informação. Sites como o NewsTrust.net são bom exemplo disso. A criação jornalística continuará a existir, mas grande parte do trabalho será redirigir utilizadores e conteúdos para os sítios certos.

10-Um jornalista é um DJ.

Remistura e torna coerente o fluxo informativo.

…e 5 coisas que não mudaram:

1-O jornalista é um profissional especializado na recolha, tratamento,  criação e gestão de informação;

2-O jornalista trabalha para a sociedade;

3-O jornalista é curioso por natureza, e procura saber mais do que mostram;

4-O jornalista é o primeiro garante da liberdade de expressão e informação;

5-O jornalista é um alvo;

Que outros pontos se podem adicionar a estas listas?

Outros links vistos para este artigo:

The Changing Context of News Work:Liquid Journalism and Monitorial Citizenship, Mark Deuze (.pdf)

Is Web 2.0 killing journalism?

The changing role of journalists in a world where everyone can publish

Continue a ler ’10 mudanças no papel dos jornalistas (e 5 coisas que se mantém)’

07
Out
08

Crónica de uma morte anunciada | Chronicle of a Death Foretold

“As newspapers shuffle toward the twilight, I’m increasingly convinced that the news has been the least of the newspaper industry’s problems. Newspapers are in trouble for reasons that have almost nothing to do with newspaper journalism, and everything to do with the newspaper business. Even a paper stocked with the world’s finest editorial minds wouldn’t have a fighting chance against the economic and technological forces arrayed against the business. The critics have it exactly backward: Journalists and journalism are the victims, not the cause, of the industry’s shaken state.”

Paul Farhi, Don’t Blame the Journalism  –

The economic and technological forces behind the collapse of newspapers

Quais são as razões da crise dos jornais? Paul Fahri, do Washington Post, escreve na edição de Outubro/Novembro da American Journalism Review que são muitas, mas muitas vezes são apontadas as erradas.

Uma das coisas que reparo na blogosfera dedicada ao jornalismo é que muitas vezes fechamo-nos no mesmo círculo de conceitos e simplificamos uma realidade que, para além de diversa é extremamente complexa. E como ainda está tudo ainda em processo é natural que hajam muitas ideias pouco exactas. Mas isso faz parte do diálogo, e analisando as ideias dos outros e confrontando-as com as nossas, o nosso pensamento colectivo avança para níveis mais elaborados mais depressa. Essa é grande a maravilha dos nossos dias.

Esta pequena divagação serve para vos aconselhar a ler o texto de Fahri com atenção e comparar com tudo o que se tem dito nos últimos dois anos sobre o estado do jornalismo, com maior ou menor grau de violência. Os factores que estão a levar ao fecho dos jornais não são só internos- apesar das administrações muitas vezes estarem longe da realidade – mas exteriores às  redacções, e prendem-se talvez mais com uma conjugação particular de factores económicos e tecnológicos.

Não foi a tecnologia que matou os jornais, nem vai ser a tecnologia que vai salvar os jornais. O que estamos a assistir agora, muito provavelmente iríamos assistir  na mesma em diferente grau, sem o factor tecnológico. As razões são eminentemente económicas e estratégicas. O que choca é o grau de surpresa que muitos têm perante esta situação, como se não fosse algo de previsível. Desde a saturação de mercados a quebras na publicidade, são muitas as pontas por onde se podem pegar.

Mas não se esqueçam: nunca se leram tantas notícias como hoje, nunca a informação chegou a tantos, nem tão depressa, nem neste volume. O jornalismo é uma actividade que está em florescimento, o negócio é que está a correr mal.

What are the reasons for the newspaper crisis? Paul Fahri, a Washington Post reporter, writes in the October/November issue of the  American Journalism Review that there are lots of them, but many times the wrong ones are pointed out.

One thing i notice in the journalism dedicated blogosphere is that many times we limit ourselves in our circle of concepts and over simplify a reality that beside being diversified, is extremely complex. And since everything is still part of an ongoing process, it is natural that many ideas aren’t quite right. But that is part of the dialogue, and analyzing other people’s ideas and confronting them with our own, our collective thinking advances faster to more ellborate levels. This is  the true wonder of our days.

This short rant is meant to advise you to read Fahri’s text with attention, and compare it with all that has been said in the last couple of years about the state of journalism, in a more or less violent fashion.  The factors that are leading to the shutting down of  newspapers are not exclusively internal- although many times the administrations are completely out of touch with the reality- but external to the newsrooms, and relate maybe more with a  particular conjugation  of economical and technological factors.

It wasn’t technology that killed the newspapers, and for sure it won’t be technology that will save them. What we are watching now, we would anyway, in  a different degree without the technology factor. The reasons are eminently economical and strategic. What is schocking is to see how surprised some are before the current situation, like if it was never going to happen. From market saturation to drops in advertising revenues, there are lots of threads to pull.

But don’t forget: we never read as much news as we do now, never the information reached so many, nor so fast or in such great volume. Journalism is a flourishing activity, it’s the business that is going down the drain.

“…I fear we’re deep into the self-fulfilling prophecy stage now. In many ways, newspapers are dying…because they’re dying. As their cash flow shrivels, owners aren’t willing, or able, to invest in their papers to arrest the rate of decline, if not reverse it. Each cut in editorial staffing and newshole makes the newspaper less useful and attractive, which makes the next round of cuts inevitable, and so on. Some newspapers entered their death spiral months ago.”

Paul Farhi, Don’t Blame the Journalism

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