Posts Tagged ‘crowdfunding

17
Fev
09

Debate: Crowdfunding – This Thursday | Esta Quinta-feira

Great! | Porreiro!

Phase I completed! | Fase I terminada!

With the generous contributions of some of my readers i managed to complete the first stage of my crowdfunding endeavour in just a couple of days. I’ve already thank them, but i have to say thank you again,  because they were timely with their help. Now my debts are solved, and like i said, it wasn’t that much money.

Now Phase II needs some discussion, but we’ll talk about it later in detail. This is also an experiment in crowdfunding, and i have to make an assessment of the current situation.

Though i managed to reach my first goal quite easily, i was surprised about two things: there were less donors than i expected, but they contributed in average with more money than i first predicted. Few, but generous.

But if i want to reach a sum for buying some video gear for example, i need more people to contribute and i don’t think that will happen. First of all because i’m not giving anything back, nothing tangible except my previous work. My inicial goal was to finance a story, a la Spot.us and then sell it or give it away. As i said, it was not possible now to do it without solving my current situation, but that is not enough. People need something back. Mark Luckie is selling t-shirts in his website (cool tees i have to say) and though i don’t know how is it going for him it’s a pretty simple and appealing concept. Buy from me, instead of pay me to keep me going.

Of course the buzz now is all about business models for newspapers, journalists and blogs, and my iniciative raised a few questions about how media online can survive, from private to corporate level. So this Thursday me and João Simão are organizing a Twitter debate about crowdfunding, new business models, and how is the common user be affected by all these new options recently layed on the table: paywalls, contributions, crowdfunding, bailouts, itunes like payments, etc. What do we as journalists think it must happen, and how far are we willing to go as users?

To participate just tweet your thoughts this Thursday Feb.19th, with the hashtag #cfund. You can follow the conversation at João Simão’s website via CoverItLive, and you can be part of the discussion forum here. Join us and tell where do you think the money must come from.

And if you think i deserve a small contribution for acquiring some gear, please, you’re really welcome to do it here. I’d appreciate it.

Com as generosas contribuições de alguns dos meus leitores consegui completar a primeira fase da minha recolha em crowdfunding, em poucos dias. Eu já lhes agradeci, mas vou ter que o fazer novamente, porque foram rápidos na resposta. Agora posso dizer que as minhas dívidas estão saldadas, e como tinha dito, não eram tantas como isso.

Agora a Fase II precisa de ser discutida, mas falaremos disso em detalhe mais tarde. Esta é também uma experiência em crowdfunding, e tenho que avaliar o estado das coisas.

Apesar de ter atingido o meu primeiro objectivo facilmente, fiquei surpreendido com duas coisas: houve menos doadores do que esperava, mas em média deram mais do que tinha previsto. Poucos, mas generosos.

Mas se eu quiser atingir uma quantia que dê para comprar algum equipamento video por exemplo, preciso de mais contribuidores, e não creio que eles apareçam. Primeiro porque não estou a dar nada em volta, nada palpável excepto o meu trabalho até agora. A minha ideia inicial era financiar uma reportagem, à Spot.us e depois vendê-la ou distribui-la de graça. Como disse, era-me impossivel fazê-lo sem resolver a minha situação, mas não chega. As pessoas precisam de algo de volta. O Mark Luckie está a vender t-shirts no seu site (catitas,tenho que dizer) e apesar de não saber como está a resultar, é uma ideia simples e apelativa. Comprem o que tenho, em vez de me darem para me aguentar.

Claro que as discussões agora andam todas à volta de modelos de negócio para jornais, jornalistas e blogs, e a minha iniciativa levantou algumas questões sobre como se sobrevive no online, desde um nível privado a corporativo. Por isso esta quinta-feira eu e o João Simão vamos organizar um debate no Twitter sobre crowdfunding, novos modelos de negócio, e como será o utilizador comum afectado pelas propostas na mesa: paywalls, donativos, crowdfunding, bailouts, pagamentos tipo itunes, etc. O que achamos que deve acontecer como jornalistas, e até onde queremos ir como utilizadores?

Para participar insiram nos vossos tweets sobre o assunto esta quinta, 19 de Fevereiro a tag #cfund. Podem seguir a conversa no site do João Simão  via CoverItLive, e usar o forum aqui. Juntem-se a nós e digam de onde deve vir o dinheiro.

E se acharem que mereço um pequeno contributo para adquirir algum equipamento, estão à vontade para fazê-lo aqui. Eu ficaria tremendamente agradecido.

Continue a ler ‘Debate: Crowdfunding – This Thursday | Esta Quinta-feira’

31
Out
08

Entrevista : Dave Cohn em foco – Spot.us

(English version here)- versão inglesa crossposted com o OnlineJournalismBlog.com

Entrevista em video- aqui e aqui.


Dave Cohn é o fundador do Spot.us, um projecto sem fins lucrativos e baseado em jornalismo financiado pela comunidade. Esta sugestão para um novo modelo de negócio valeu-lhe uma bolsa da Knight News Challenge. Na véspera de lançar o site oficial do Spot.us, falei com o Dave como é que ele ia pôr as suas ideias em prática, e quais são as suas perspectivas sobre o presente estado do jornalismo.

Quatro meses depois de ter ganho a bolsa da KNC, Dave Cohn é um homem satisfeito. Ele começou apenas com um wiki, onde apresentou e testou as diversas vertentes do seu projecto, e rapidamente conseguiu financiar três reportagens, e neste momento está prestes a financiar uma quarta. Tudo isto ainda antes de ter um site oficial.

A forma como o Spot.us funciona é muito simples: alguém – um jornalista, um cidadão, uma comunidade – propõe um tema para ser investigado jornalisticamente; a reportagem é aberta a financiamento, e quem quiser pode contribuir com uma pequena quantia; se o valor alvo for atingido, um jornalista investiga e escreve a história; e finalmente, é publicada.

Até agora, este modelo tem funcionado:

“Angariámos 3000 dólares de cerca de 100 doadores,  uma média de 33 dólares cada”

“É como poesia digital”

Dave Cohn tem dado a sua contribuição para o jornalismo em rede há já algum tempo, trabalhando com pessoas como Jay Rosen e Jeff Jarvis.

Ele tem fortes convicções sobre as possiblidades trazidas para o jornalismo pela web, no imenso poder das comunidades, e também numa mudança de atitude por parte dos jornalistas.

“Os jornalistas e o jornalismo são uma diáspora hoje em dia, fomos de certa maneira enxotados da pátria dos jornais, e precisamos de perceber para onde é que podemos ir a partir daqui.”

Apesar de ter reflectido durante muito tempo sobre estas questões, o conceito subjacente ao Spot.us é bastante recente para ele:  “Eu estou a trabalhar na ideia do Spot.us há pouco mais de um ano.”

Pode parecer que é simples, mas a tarefa de construir uma plataforma tem sido complexa.

“Construir um website é em geral complexo, e isto também é construir uma organização. Tenho que me lembrar que é sem fins lucrativos, por isso existe um enquadramento por detrás, que é novo para mim”.

Mas Dave Cohn está entusiasmado:

“Adoro cada minuto, porque é como se fosse poesia digital. Tenho a oportunidade de construir este website como o imaginei, e é claro que há situações que surgem e que me obrigam a apagar alguns fogos e fazer certas coisas, mas que fazem todas parte deste processo, de, novamente, poesia digital.”

E quem pode participar? Spot.us “não é uma organização noticiosa”, por isso ele diz que não esta interessado em contratar ninguém. É “um mercado, uma plataforma que os jornalistas independentes podem usar para financiarem  os seus projectos”.

“É para jornalistas freelance, e funciona proposta a proposta. Encorajamos toda a gente a fazer propostas, toda a gente que queira fazer isto profissionalmente.”

No entanto, ele anunciou recentemente que estava à procura de jornalistas e comunidades para trabalhar com ele.

O projecto tem sido promovido de duas formas distintas: uma, mais tradicional e que conta com a colaboração de uma empresa de marketing. A outra baseia-se numa aproximação directa às comunidades organizadas:

“Não se trata realmente de marketing, mas de colaborar com pessoas que já têm comunidades organizadas, e dizer:’Olhem, vocês são uma comunidade, têm investido interesse em alguma coisa, querem que seja tratada jornalisticamente por um jornalista profissional, qual é? Vamos descobrir então o que é e como é que um jornalista profissional pode fazer o trabalho.”

E que papel  Dave tem nisto tudo?

“Eu sou um empreendedor, unicamente interessado nas questões do jornalismo.O que me apaixona e motiva é tentar perceber como é que o jornalismo pode continuar a prosperar, apesar da morte das suas instituições. Por isso sou um jornalista/empreendedor no sentido em que estou a tentar ver como o jornalismo se pode repensar e redefinir para que consiga continuar.”

Crowdfunding como um novo modelo de negócio

Um dos assuntos mais discutidos na blogosfera dedicada aos novos média é como encontrar um modelo de negócio sustentável para a indústria das notícias. O modelo de crowdfunding do Spot.us levantou algumas suspeitas sobre a possibilidade de que alguns grupos com uma agenda própria pudessem financiar reportagens específicas, deturpando assim o objectivo informativo do projecto, em comparação com uma suposta idoneidade dos media tradicionais.

Dave Cohn é muito claro:

“Não existe tal coisa como dinheiro limpo. É um mito que o dinheiro dos jornais é limpo. E qualquer um que trabalhe em jornalismo sabe a história de um editor que interrompeu uma investigação porque teria posto em causa algum dinheiro em publicidade.”

Ele defende que o processo tem de ser transparente em todas as etapas, e mostrar  “de onde vem o dinheiro, limitar as doações.”

Além disso, os nomes e a reputação dos profissionais envolvidos estariam em jogo – o jornalista que se propôs a escrever o artigo, o editor, e os média que vão publicar a história.

Cohn acredita que o papel da comunidade é crucial e que tudo mudou assim que as pessoas tiveram acesso às novas ferramentas da web:

“Talvez nos anos 60, organizar uma comunidade significava juntar um monte de pessoas e manifestarem-se, mas agora os jovens quando querem organizar uma comunidade criam média: criam um vídeo no YouTube, ou um movimento no Facebook.”

“E eu acredito que existirão cada vez mais projectos de jornalismo do cidadão com sucesso, e serão liderados por dirigentes cívicos ou comunitários, que assumiram essa responsabilidade e disseram: olhem, esta é um problema na minha comunidade, como é que posso resolvê-lo? Pomo-lo online, organiza-se online, ao criar média.”

Uma das maiores alterações no paradigma informativo é a necessidade crescente – e a capacidade –  que as pessoas agora têm de exigir que assuntos que  lhes são próximos façam parte da agenda noticiosa. E isto levantou questões sobre a eficácia e o papel do jornalismo, e como servia essa necessidade.

“As pessoas têm uma séria necessidade de informação,” e “é isso que o jornalismo deveria fazer: servir a necessidade de informação das pessoas.”

“Não é produzir um jornal. Um jornal é um produto acabado que é entregue à nossa porta. O que o jornalismo faz é informar as pessoas, e eu penso que as pessoas irão querer sempre informação, especialmente sobre as suas comunidades locais.”

E as pessoas podem exigir essa informação que as afecta a elas e às suas comunidades. Agora  que as comunidades têm maneira de se fazer ouvir, nada mais será como antes.

“Enquanto estivermos ligados a uma localização geográfica vamos querer saber o que se passa no nosso sítio. E isso nunca desaparecerá, as pessoas querem informação, e com profundidade. ”

O Jornalismo em dificuldades

Dave Cohn  tem uma analogia para explicar o que mudou na relação entre os utilizadores e os média:

“Se entrassem num restaurante e o empregado vos dissesse o que é que iriam comer ao jantar, vocês iam-se logo embora. Mas é assim que as notícias têm sido tradicionalmente distribuídas.”

“Se olharmos historicamente, nós viemos de uma época em que  havia uma comunicação do topo para a base, por isso fazia sentido: aqui estão as notícias, aqui está o que é importante.”

Hoje as pessoas podem pedir a informação que querem do vasto menu que é a web, e a definição do que é notícia ou não já não é decidida por um grupo restrito de pessoas.

“Tradicionalmente, 0.001% da população é que determinava a agenda noticiosa, e esses eram chamados de editores, e a razão pela qual eles podia determinar a agenda de informação é que eles eram os único com um orçamento.”

Cohn tem escrito e debatido longamente sobre o que é preciso ser feito para inovar e renovar a confiança nos média tradicionais. E para ele, as mudanças são de fundo:

“A forma como os orgãos de comunicação estão estruturados precisam de ser repensados ou reequipados, de forma a aumentar a capacidade de resposta, e a abertura. Mas a culpa não é deles, não é culpa de ninguém, porque vieram deste percurso histórico, que realmente passou à história: o que funcionou há 30 anos atrás já não funciona mais agora.”

A relação de confiança entre público e jornalistas também não tem sido muito estável. Perguntei a Dave Cohn se ele achava que a perspectiva do mundo dada pelos jornalistas era demasiado estreita. Ele diz que o problema não são os jornalistas.

“Eu acredito fortemente que os jornalistas em geral, quando falamos com eles individualmente, são no geral boas pessoas, e têm fortes convicções. Eles fazem o que fazem porque acreditam nisso, e são apaixonados pelo que fazem. Individualmente, a visão dos jornalistas e repórteres não é demasiado estreita.”

“Acho que o problema surge quando as instituições de que fazem parte – os jornais ou outras organizações noticiosas – estão estruturadas verticalmente, onde as ordens vêm de cima, e os indivíduos não podem tomar decisões na hora, e isso levou-as a serem algo limitadas, ou incapazes de se articular rapidamente, ou em resposta à comunidade, que agora tem uma voz com a internet.”

Apesar de ser um crítico em relação à lenta evolução dos média tradicionais, Dave Cohn não é um extremista:

“Penso que muitas vezes no debate sobre os novos e os media tradicionais pomos demasiadas vezes as coisas a preto e branco. É sempre mais complicado do que isso.”

O futuro e alguns conselhos

Para já, o Spot.us está sedeado na zona da baía de S.Francisco. Mas Dave Cohn está interessado em expandir o seu projecto para outras regiões e cidades como Nova Iorque, Los Angeles ou Seattle, enquanto vai sondando a aceitação que o projecto pode ter noutros países.

“O código da aplicação web é open source, por isso eu ficaria muito satisfeito e honrado se o quiserem usar no vosso próprio país. Eu quero que as pessoas peguem nisto, levem-no e usem-no na sua própria cidade.”

E aqueles que querem lançar-se por conta própria, como ele fez?

“Comecem pequeno, sejam realistas, e repitam.”

Ele reforça a ideia que o poder não está na tecnologia mas nas pessoas: “A comunidade ganha à tecnologia em qualquer altura.”

Esse é  espírito por detrás do trabalho de Dave Cohn. Ele dá mais um conselho, tanto para jornalistas como para empreendedores:

“Tenham paixão.”

E ele sabe do que é que está a falar.

Continue a ler ‘Entrevista : Dave Cohn em foco – Spot.us’

10
Out
08

Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 2


Segunda parte da entrevista com o Dave Cohn, o criador do Spot.us.

Podem ver a primeira parte aqui: Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 1

Second part of the interview with Dave Cohn, the creator of Spot.us.

You can watch part 1 here: Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 1

Continue a ler ‘Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 2′

09
Out
08

Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 1

Dave Cohn é o criador do Spot.us, uma plataforma de jornalismo de investigação financiado pela comunidade. Aos 26 anos, Cohn é uma das referências do jornalismo online, não só pelas suas ideias mas pelo trabalho desenvolvido neste projecto, que lhe valeu uma bolsa no Knight News Challenge deste ano.

Dave Cohn (aka DigiDave) formou-se na School of Journalism da Columbia University, e trabalhou para a Wired, a Seed,o New York Times, e com Jeff Jarvis e Jay Rosen em projectos de jornalismo colaborativo. Até agora, já foram realizadas quatro reportagens através deste modelo de financiamento comunitário.

A poucos dias de lançar oficialmente o Spot.us, ele responde a algumas perguntas sobre o projecto, e sobre o jornalismo nos dias de hoje. Esta é a primeira parte, a segunda será publicada amanhã está aqui.

Dave Cohn is the creator of Spot.us, a platform for community funded   investigative reporting. At 26, Cohn is a major reference in online journalism, not only because of his ideas but also for this project that earned him a grant from the Knight News Challenge.

Dave Cohn (aka Digidave) graduated at Columbia University’s School of Journalism, and wrote for Wired, Seed, the New York Times, and with Jeff Jarvis and Jay Rosen in different collaborative journalism projects.So far four news stories were funded by this community funding model

Few days before the official launch of Spot.us he answers to some questions about his project and his views on today’s journalism. This is the first part, part two will be published tomorrow is here.

Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 2

Continue a ler ‘Dave Cohn – Spotlight on Spot.us – Part 1′

06
Set
08

Entrevista aberta | Dave Cohn | Open Interview

Cohn

Knight News Challenge winner David Cohn of Spot.us gets geeky at the MIT Media Lab. - Amy Gahran

Continua em andamento a preparação da entrevista ao Dave Cohn, criador do Spot.us, um projecto que promove o jornalismo em crowdfunding.

E continuo à espera da vossa participação nesta entrevista. Já sabem o que têm que fazer e até quando. Temos uma participação mas são precisas mais. O Dave Cohn ficou muito interessado no que pode sair desta entrevista por isso, mãos à obra.

O timing é perfeito: o Spot.us está prestes a sair de uma fase (pré)beta bem sucedida, e apresenta em breve o seu site definitivo.

Ficam abaixo mais uns links para a nossa investigação.

It’s in process the interview i’ll be doing to Dave Cohn, the creator of Spot.us, a project that promotes crowdfunded journalism.

And i’m still waiting for your participation in this process. You already know what to do and what’s your deadline. We already have one participation, but we need more. Dave is looking forward for what may come out of this interview, so get to work.

The timing is perfect: Spot.us is about to terminate it’s rather successful (pre)beta phase, and will move forward to the official webpage.

Below, a few more links for our research.

Links

A Phenomenal Day for Spot.Us « “Community Funded Reporting” Spot.Us

David Cohn answers questions about Spot.us and community funded reporting — Eat Sleep Publish

Green Options

Conversations in Media: David Cohn on Spot.Us | The Journalism Iconoclast

Innovation in College Media » Blog Archive » ICM interview: David Cohn, spot.us

Scott Rosenberg’s Wordyard » Blog Archive » Premature spotlight on Spot.us

Rick Burnes’ Blog: Excitement, Questions About Spot.us

Poynter Online – E-Media Tidbits

Continue a ler ‘Entrevista aberta | Dave Cohn | Open Interview’




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