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19
Jun
09

Journalists’ diplomas and professional license | Jornalistas diplomados e carteiras profissionais

"Burning Diplomas" by burnthatsucker

The Brazilian Supreme Federal Court ruled  against the compulsory diploma for journalists, finding it unconstitutional. The Academia is in a turmoil over this decision, but a question raises: does the diploma make the journalist?

Before i begin, i have to make one thing clear: i’m all in favor for Journalism schools and University courses (i’m trying to get in a Masters degree in Online Journalism) and i think that a university experience helps any professional to approach, think about and work on a subject in a different, complex way that practice alone most times doesn’t teach.

Though in practical terms my degree  could have been summed up to 6 months, intelectually it was really important to mature and develop ideas, something  that a superior education should foster. Add life experience to that and we have the full monty. Some of the best journalists i met in my life don’t have that kind of education, but they’re streetwise. Still, i defend all the work developed by teachers and students at Journalism faculties everywhere. They are of utmost importance.

Now i can say this: the ruling was right. I don’t need a diploma to be a reporter, or having one doesn’t make me a better professional. It should, but that doesn’t happen. You could say “Well, let’s stop giving diplomas to anyone who wants to be a doctor!”. Don’t be arrogant, journalists aren’t doctors, the thought of journalists being God-like is what ruined the business. To be specifically taught as a journalist is a huge advantage on the common citizen, but as we can see, the whole definition of what a journalist does has to be revised.

There is a twist in this question: the academic world fears to lose its importance, and the diploma owners fear to have lost their value. These narcisistic doubts are completely wrong. After this decision, universities will become more competitive and will have to provide the best quality courses, making sure that their graduates are the best that there could be; and the journalists that have a diploma must be proud of it, they are certified experts in their job. The real question is: who is going to set the professional standard required for good journalism?

Answer: the crowd and the companies.

The crowd will dismiss bad journalism much easier than it could do before, because there is so much more offer now. If the crowd doesn’t like the informational experience, they will go find a better one someplace else. And it’s up to the news companies to face this and have the best pros in the market in their payroll. If they have bad journalists, they will provide bad journalism, and that will be the end of it. Besides a few notable exceptions, most newsrooms will go after certified expert staff, or at least they should.

All the whining sounds like there was no bad journalism before, and that it will be from now on. Don’t get me started on journalism ANYWHERE. There have always been good and bad, real bad journalists, plagiarism cases, sell outs, unethical behavior, lies, hidden agendas. There is not a diploma in the world that can avoid this, it’s about personal education and moral principles. There are ethics classes in all Journalism courses, usually that is the class where most students feel bored to death and fail the most. Are the ones who barely make it through and forgot about all of it the day after fit for the job? So it’s not a ethical issue.

The issue is what we want from journalists. The best journalists are the ones who work harder, who have specific personal skills, who have the “journo” attitude, who have the guts to ask the right questions, the courage to face the establishment and expose the facts no matter how ugly they are and how dangerous it could turn out for them. Journalists die just because they are doing their jobs. No paper can certify this.

What a diploma gives is trust. We all know how tough things are, how fast journalism is evolving. Many courses are outdated – mine is for sure, all i know about online media i learned in two workshops and reading the  best thinkers out there on the subject, and experimenting in the last three years on my own, most of the time.  I know students that dream about writing text for papers and magazines! I’d sue a university that wouldn’t make me aware of what is going on in the real world. That is the responsibility of the diploma manufacturers: to open their student’s eyes. More: to create testing grounds where experiments that don’t have the conditions or the time to occur in the professional world  may be developed.

University is a place for theoretical knowledge,  that must go along with practical experiments. Technical abilities were never as important as they are now. Theory is simultaneously an asset and a disadvantage, i remember when i started working, my non-graduated colleagues made me a warm reception with these words: “You may have a diploma, but you don’t know more than we do.” They were right. But i learned what they knew and added it to what i had and built from there.

The bottom line is: you don’t need a diploma to be a journalist, but there is a good chance that you will be better if you get one.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro deliberou contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, considerando-o inconstitucional. O mundo académico está num alvoroço por causa desta decisão, mas é preciso perguntar: o diploma faz o jornalista?

Antes de começar, tenho que esclarecer uma coisa: sou plenamente a favor de escolas e cursos universitários de Jornalismo (estou a tentar entrar num  Mestrado de Jornalismo Online) e creio que uma frequência universitária ajuda qualquer profissional a abordar, reflectir e trabalhar um assunto de forma diferente e complexa, que só a prática não ensina.

Apesar do meu curso em termos práticos poder ter sido resumido para seis meses, intelectualmente  foi muito importante para amadurecer e desenvolver ideias, algo que o ensino superior deve promover. Juntem experiência de vida e temos o pacote completo. Alguns dos melhores jornalistas que conheci não têm esses tipo de educação, mas conhecem as ruas. Eu defendo todo o trabalho desenvolvido por professores e alunos nas Faculdades de Jornalismo de toda a parte. a sua importância é enorme.

Agora já posso dizer isto: a decisão foi correcta. Eu não preciso de um diploma para ser um reporter, ou ter um não faz obrigatoriamente de mim um melhor profissional. Devia, mas isso não é frequente. Podem dizer “Bem, vamos deixar de dar diplomas a médicos”. Não sejam arrogantes, a imagem dos jornalistas como semi-deuses foi o que lixou o negócio. Ter uma formação específica como jornalista traz vantagens enormes, mas como podemos ver, a definição do que o jornalista faz tem que ser revista.

Há um busílis nesta questão: o mundo académico tem medo de perder a sua importância, e os diplomados de perder o seu valor. Estes receios narcisistas estão errados. Depois desta decisão as universidades terão que ser mais competitivas e fornecer os melhores cursos, assegurando que os seus graduados são os melhores que podem haver; e os jornalistas com diploma terão que ter orgulho nele, são profissionais certificados. A questão real é: quem vai definir o padrão exigido para o bom jornalismo?

Resposta: a multidão e as empresas.

O público vai virar costas ao mau jornalismo mais facilmente do que faria antes, porque existe muito mais oferta agora. Se o público não gostar da experiência informativa, vão procurar uma melhor noutro lado. E cabe às empresas de informação fazer face a isto contratar os melhore profissionais. Se tiverem maus jornalistas fornecerão mau jornalismo, e será o seu fim. Tirando alguma excepções notáveis, a maioria das redacção irá atrás de pessoal especialista e certificado,ou.pelo menos, deviam.

Toda esta choradeira parece indicar que nunca tinha havido mau jornalismo, e que vai haver a partir de agora. Não puxem por mim sobre o jornalismo EM QUALQUER LADO. Sempre houve bons  e maus, mesmo maus jornalistas, casos de plágio, vendidos, comportamentos pouco éticos, mentiras e agendas próprias. Não há um diploma no mundo que evite isto,  pois parte da educação e princípios morais. Há cadeiras de ética em todos os cursos de Jornalismo, normalmente é a aula onde os alunos mais se aborrecem de morte e chumbam mais. Será que os que passam à justa e se esquecem de tudo no dia a seguir são os mais indicados para o trabalho? Não é esse o problema.

O problema é o que pedimos aos jornalistas. Os melhores jornalistas são os que trabalham mais, que têm competências pessoais próprias, que têm a atitude “jornalística”, que têm as bolas de fazer as perguntas certas, a coragem de enfrentar o poder estabelecido e expor os factos por mais feios e perigoso que se possa tornar para eles. Há jornalistas que morrem apenas por fazerem o seu trabalho. Não é um papel que certifica isto.

O que um diploma dá é confiança. Todos sabemos como são as coisas, como o jornalismo está a evoluir rapidamente. Muitos cursos estão ultrapassados – o meu está de certeza, tudo o que sei sobre media online aprendi em dois workshops e a ler os melhores especialistas sobre o tema, e a fazer experiências por conta própria e sozinho a maior parte do tempo. Sei de estudantes que sonham em escrever para o jornal ou revista! Eu processava a universidade que não me abrisse os olhos para o que se passa lá fora. Essa é a responsabilidade dos fabricantes de diplomas: abrir os olhos aos estudantes. Mais: criar laboratórios para desenvolver experiências impossíveis de desenvolver no mundo profissional.

A universidade é um local onde o conhecimento teórico tem que ir de mão dada com a experiência prática. As competências técnicas nunca foram tão importantes como agora. A teoria é ao mesmo tempo um trunfo e uma desvantagem, eu lembro-me que quando comecei a trabalhar os meus colegas não licenciados receberam-me calorosamente com as seguintes palavras: “Podes ter um curso mas não sabes mais que nós.” Eles tinham razão. Mas aprendi com eles e juntei ao que já sabia, e comecei a construir a partir daí.

No fundo é isto: não é preciso um diploma para se ser jornalista, mas há uma hipótese de se ser melhor se tivermos um.

front | frente

back | verso

The Portuguese situation

In Portugal, it’s a different song. We don’t need a diploma to be journalists. We need a professional license, given by a committee. In my case, as a Journalism graduate, i need to be sponsored by two licensed journalists and do a training period for one year to get my license. There are other conditions for different types of licenses, but you have to pay a yearly grant. I feel it’s easier to get a gun permit.

What’s good about it? You get a neat card saying you’re a journalist. That’s it.

On the other hand the committee has a set of rules and punishments for those who fail to do as they require, blah blah… They say a journalist has to do his/her job following the rules of a good practice blah blah… Having a card that i have to pay for to remind me of how i should behave in my professional activity is more ridiculous than getting a diploma to become a proper journalist, at least there is potential in a diploma.

Against this ludicrous logic of the certified press card are a number of things:

-the job market: not all the people working now in newsrooms are license holders. Why? They get to work for free in three month internships and they’re kicked out to make way for the next batch of interns. Or they get to work in precarious conditions, part-time, or not for the required period of time to get the license. Or they’re freelancing, and never had the time or the sponsors to be eligible for one. You get the picture.

-this doesn’t help journalist at all, pragmatically speaking. It’s not like holding that card will protect you from abuse in the line of duty, and secret doors will magically open. And the funny thing is that the committee asks a lot from journalists, but doesn’t bother to certify the companies they work for, if payments  are made on time, if the management has good ethical standards. That’s the Union’s business right? So if i have a Union why the hell do i need a committee?

-Sponsors, trial time…give me a break, i want to work, not join a secret society. Journalists aren’t special people you know?

Journalism works on the basis of freedom of speech, and everyone under most constitutions  in the world have the right to it. There  are basic rights that allow me to be a journalist without having another card in my wallet. Me or anybody else. There is the liability issue here, but nowadays with own media anyone can incur in defamation and be prosecuted for that, under the same legal figure used for journalists. There are blogs that have more readers than some newspapers. Everyone is liable. So why the need to give me a card? I don’t have one now, and i don’t care. I was to apply for the license and my boss delayed the process, and i quit the job because he missed a few payments. Cool huh?

I’m not saying that journalism should be a de-regulated activity at all, i just believe if i pay my taxes as a journalist that should do to grant me discounts in pro gear,or in health insurances, etc, no cards required. And most of those benefits are gone for good anyway.

Legally, journalists are an easier target, because they will poke wasp nests and sometimes they bite with law suits. There are institutions hat could provide the journalist and his company the appropriate legal support. Don’t deny me that because i don’t want a card.

Recently a Charter for Freedom of Press was issued, as a measure to ask for less state regulation in journalism. Point 10 gets Portugal out of the game.

Better news need better journalists, and a good journalist doesn’t need a paper or a card saying he is going enough. Usually connections go a long way, but good work may do as well.

So what are your opinions on these situations? Do journalists need diplomas or licenses? Do they need felt hats to make them more genuine?

O caso português

Em Portugal a cantiga é outra. Não é exigido um diploma para se ser jornalista. Precisamos de uma carteira profissional, atribuída por uma comissão. No meu caso como licenciado em Jornalismo, preciso de ser patrocinado por dois portadores da carteira e fazer um período de estágio de um ano, para obter a carteira. Há outros tipos de condições para outros tipos de carteira,mas paga-se uma anuidade. Acho que é mais fácil ter uma licença de porte de arma.

As vantagens? Ficamos com um cartão catita que diz que somos jornalistas. Só.

Por outro lado, a comissão tem uma série de regras e castigos que castiguem quem falhe ao requerido, blá blá… Dizem que um jornalista tem que fazer o seu trabalho de acordo com as melhores práticas blá blá… pagar um cartão para me lembrar de como devo agir na minha actividade profissional é mais ridículo que ser obrigado a ter um diploma para trabalhar como jornalista, ao menos um diploma encerra algum potencial.

Contra esta lógica ridícula do cartão de jornalista há algumas coisas:

- o mercado de trabalho: nem todas as pessoas a trabalhar agora em redacções têm a carteira. Porquê? Trabalham em estágios de três meses sem receber nada e são chutados fora para entrar a remessa seguinte. Ou trabalham em condições precárias,part-time, e não fazem o tempo mínimo para obter a licença. Ou são freelancers, e nunca tiveram o tempo mínimo ou os patrocinadores para pedirem uma. Vocês entendem.

-isto não ajuda os jornalistas em nada,no sentido prático. Não é como ter um cartão que nos proteja de abusos no cumprimento do dever, ou magicamente abra portas secretas. E a parte engraçada é que a comissão exige muito aos jornalistas, mas não trata de certificar as empresas para quem eles trabalham, se pagam a horas, se a direcção promove bons padrões éticos. Isso havia de ser com o Sindicato não? Mas se tenho um sindicato, porque raio preciso de uma Comissão?

- patrocinadores, tempo à experiência…não me lixem, eu quero é trabalhar, não juntar-me a uma sociedade secreta. Os jornalistas não são pessoas especiais sabem?

O trabalho jornalístico baseia-se na premissa da liberdade de expressão, e a maioria das constituições dão este direito às pessoas. Há direitos básicos que me permitem ser jornalista, sem ter mais um cartão na carteira. A mim e a outros. Existe a questão da responsabilização aqui, mas hoje em dia, com os “próprios média” qualquer um pode ser acusado de difamação e ser processado por isso, sob a mesma figura jurídica usada para os jornalistas. Há blogs com mais leitores que alguns jornais. Toda a gente é responsabilizável. Por isso preciso de um cartão para quê? Eu não tenho um agora e não me interessa. Quis pedir o meu, mas o meu patrão atrasou o processo e deixei o trabalho porque não me pagavam. Porreiro não?

Eu não defendo que não se deve regular a actividade jornalística de todo, acho que pagando os meus impostos como jornalista devia ter os descontos no equipamento profissional, nos seguros de saúde, etc, sem cartões. E muitos desses benfícios já eram.

Judicialmente, os jornalistas são um alvo mais fácil, já que irão mexer em ninhos de vespas que irão picar com processos em tribunal. Há instituições que poderão apoiar  legalmente o jornalista e a sua empresa. Não me neguem isso porque não quero um cartão.

Recentemente foi apresentada uma Carta para a Liberdade de Imprensa, como um forma de pedir menos intervenção do Estado no jornalismo. O ponto 10 põe Portugal fora de jogo.

Melhores notícias precisam de melhores jornalistas, e um bom jornalista não precisa de um papel ou um cartão a dizer que é bom que chegue. Normalmente as cunhas ajudam mais, mas um bom trabalho pode chegar.

Quais são as vossas opiniões sobre estes temas? Os jornalistas precisam de diplomas ou Carteiras? Chapéus de feltro para serem mais genuínos?

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Sobre A Profissão De Jornalista

O fim do diploma e o começo de outro jornalismo

Por oito votos a um, STF derruba obrigatoriedade do diploma de Jornalismo

Uma derrota dos pterodáctilos do jornalismo

Uma vitória da lógica e da democracia

Brasil: diploma de jornalismo já não é obrigatório

diploma obrigatório caiu, e agora?

das minhas sentimentalidades sobre o diploma

Supremo decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

Mais uma vitória da sociedade

Jornalistas sem diploma, mas cidadãos (!?)

European Charter on Freedom of the Press

Article 1

Freedom of the press is essential to a democratic society. To uphold and protect it, and to respect its diversity and its political, social and cultural missions, is the mandate of all governments.

Article 2

Censorship is impermissible. Independent journalism in all media is free of persecution and repression, without a guarantee of political or regulatory interference by government. Press and online media shall not be subject to state licensing.

Article 3

The right of journalists and media to gather and disseminate information and opinions must not be threatened, restricted or made subject to punishment.

Article 4

The protection of journalistic sources shall be strictly upheld. Surveillance of, electronic eavesdropping on or searches of newsrooms, private rooms or journalists’ computers with the aim of identifying sources of information or infringing on editorial confidentiality are unacceptable.

Article 5

All states must ensure that the media have the full protection of the law and the authorities while carrying out their role. This applies in particular to defending journalists and their employees from harassment and/or physical attack. Threats to or violations of these rights must be carefully investigated and punished by the judiciary.

Article 6

The economic livelihood of the media must not be endangered by the state or by state-controlled institutions. The threat of economic sanctions is also unacceptable. Private-sector companies must respect the journalistic freedom of the media. They shall neither exert pressure on journalistic content nor attempt to mix commercial content with journalistic content.

Article 7

State or state-controlled institutions shall not hinder the freedom of access of the media and journalists to information. They have a duty to support them in their mandate to provide information.

Article 8

Media and journalists have a right to unimpeded access to all news and information sources, including those from abroad. For their reporting, foreign journalists should be provided with visas, accreditation and other required documents without delay.

Article 9

The public of any state shall be granted free access to all national and foreign media and sources of information.

Article 10

The government shall not restrict entry into the profession of journalism.

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11
Abr
08

WordPress bloqueado no Brasil | Brazil might block WordPress

O Brasil pode bloquear o acesso ao WordPress no seguimento de uma acção judicial que decretou um embargo a um blog alojado por esta plataforma popular. Apesar de não se saber de que blog se trata, a página em questão tem conteúdo considerado criminoso, pelo que deverá ser bloqueado. O problema é que não é possível fazer o bloqueio apenas a uma página, pelo que o acesso ao WordPress poderá ser restringido na sua totalidade. Este é o segundo tipo de bloqueio a uma plataforma de web desde o vídeo de Daniella Cicarelli no ano passado, então publicado no YouTube, e que levou à suspensão do acesso ao serviço durante dois dias no Brasil. Há cerca de um milhão de blogs brasileiros no WordPress

_________________________________________

Brazil might block the access to WordPress, following a court decision embargoing a blog hosted by this popular platform. Although the blog in question has not yet been named, it seems to hold criminal content, justifying the block. The problem is that you can’t only block one single page, being the whole WordPress access restricted. This is the second block of this kind, since Daniella Cicarelli’s video last year on YouTube, that led to the suspension of the access to the website for two days in Brazil. There are about one million brazillian blogs hosted by WordPress.

EDIT

Entretanto,já se organizaram grupos para combater esta decisão. Podem ler tudo em Manifesto contra o bloqueio do WordPress no Brasil, num blog…Wordpress.

Meanwhile,groups have been organized to fight this measure. You can read all about it (in portuguese) in Manifesto contra o bloqueio do WordPress no Brasil, posted in a…Wordpress blog.

Decisão judicial pode bloquear acesso ao wordpress no Brasil , Portal Imprensa

dica dada por | tip by Cláudio Martins mstecnologia.com

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04
Dez
07

“São as histórias, estúpidos!” | “It’s all about the stories, stupids!”

Há dias recebi um simpático email de um leitor brasileiro, referindo-se ao meu post “É a história, estúpido!”. Apesar do meu objectivo inicial ser abordar a validade dos novos media para fazer aquilo que se faz há anos- contar estórias jornalísticamente e informar o cidadão comum- este email refere outro ponto, extremamente importante, do impacto do jornalismo do cidadão e das novas formas de se relatar a realidade: a alteração da agenda noticiosa.

Se até agora os meios eram controlados por grupos económicos, também a informação dada era. Um dos assuntos dados nas aulas de jornalismo é o agenda setting, ou seja, que temas é que são noticiáveis (entrando aqui os factores de noticiabilidade). A verdade é que todos os dias podemos verificar uma concordância de temas abordados nos noticiários, mas porque é que há alguns assuntos que não surgem no alinhamento mediático? Há claro questões de espaço/tempo, mas porque é que algum desse espaço/tempo é ocupado com assuntos que não são realmente do interesse público (apesar de apaixonarem a opinião pública) em detrimento de outros assuntos talvez humanamente mais importantes?

Esta é uma discussão infindável e que engloba imperativos comerciais. O que o jornalismo do cidadão e as novas tecnologias disponíveis podem trazer de novo é furar esta lógica e realmente trazer à tona os assuntos que interessam a um grande número de cidadãos, que não vêem a sua realidade retratada nos blocos informativos. O Cláudio Martins explica o que acontece na sua realidade.

Leia o texto completo aqui.

A few days ago, i got a kind email from a brazilian reader referring to my post “It’s the story,stupid!”. Although my main goal was to approach the value of the new media to do what is being done for years – tell stories journalistically and inform the common citizen- this email refers another extremely important issue about the impact of citizen journalism and the new ways to report reality: the changing of the news agenda.

If, until now, the media was controlled by economic groups, so was the information given. One of the subjects teached at journalism classes is the agenda setting, i.e., which events are news(newsworthiness factors are included). The truth is that almost everyday we can verify a concordance of issues presented in the news, but why there are some that are left out of the mediatic alignment? Of course there are matters of time/space, but why does some of that time/space is taken with subjects that aren’t really of public interest (though they passionate the public opinion) in prejudice of issues problaby more humanely important?

This is a neverending discussion and that includes commercial imperatives. What citizen journalism and the new media can concur with is to baffle this logic and really bring to surface the issues that matter to a large number of citizens , that can’t see their reality portrayed in the news. Cláudio Martins explains what happens in his reality.

 

 

Read more here.

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