Posts Tagged ‘alexandre gamela

28
Mai
09

Two Years | Dois anos

2nd

The Lake turns two today. Two long years, trying to find my place as a researcher, journalist, media expert. Though it has been a long way, i’m still stuck in the same place. We all know what is going on, and i can’t argue with that. But i won’t complain, it’s no use.

So i want to take this chance to thank you all who have been reading my posts, to all of those who have been sharing their knowledge and their views, to the ones who have supported me and my work in these last two years. You are the reason for all this.

I’m restructuring my CV and online presence (again) so i’ll leave you with a few links: my resume, references to me and my blog, my best posts, my LinkedIn page, and also my quest for a sponsor for my MA in Online Journalism.

And because it’s never too much, thanks again.

O Lago faz dois anos hoje. Dois longos anos a tentar encontrar o meu lugar como investigador, jornalista, especialista de média. Apesar de ter sido um longo caminho, ainda estou no mesmo sítio. Todos sabemos o que se passa por aí e não posso questionar isso. Mas não vale a pena lamentar-me.

Por isso quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os que têm lido os meus posts, a todos os que têm partilhado os seus conhecimentos e as suas visões, aos que me têm apoiado e ao meu trabalho nestes dois anos. Vocês são a razão para isto tudo.

Estou a restruturar o meu CV e presença online (outra vez) por isso vou-vos deixar alguns links: o meu currículo, referências a mim ou ao blog, os meus melhores posts, a minha página no LinkedIn, e também a minha busca por patrocinador para o Mestrado em Jornalismo Online.

E porque nunca é demais, obrigado outra vez.

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27
Abr
09

A cadeira em chamas

Esta é uma daquelas coisas que tenho que fazer de vez em quando, para experimentar e manter a prática. É uma pequena – mais ou menos – reportagem sobre um evento que decorreu no dia 24 de Abril, que filmei com um Samsung Omnia, a princípio sem grandes procupações jornalísticas, mas depois o bicho tomou conta da ocorrência e entrei em piloto automático. Podia ter saído mais bem feito, com mais alguns cuidados, mas a ideia está lá. Fotos, texto e vídeo da minha autoria. Agradeço comentários, críticas e sugestões.

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burningchairA cadeira em chamas

24

Está uma noite fria, mas em S.João do Vale, um pequeno largo no coração da parte velha da Figueira da Foz, começa-se a sentir uma agitação pouco normal para aquela hora.

Há música que se espalha pelas ruas estreitas, mas não é a mesma que se costuma ouvir durante as festas populares que se ali fazem todos os anos. São canções de um tempo diferente, que falam de liberdade nas entrelinhas. No meio do largo, os membros de uma associação cultural local colocaram uma mesa com um projector e um pequeno sistema de som, e vão olhando para o relógio. O evento começa às 11 da noite e tudo tem que estar preparado até lá.

Uma pequena multidão vai-se juntando, muitos jovens, fumam-se cigarros para se enfrentar a espera e o frio. Das janelas, os moradores vão espreitando, a tentar perceber o que se passa. Ouve-se o barulho de estores, uma ou outra cara atrás de uma cortina, mas ninguém sai de suas casas. Preferem alhear-se do que se passa à sua porta, alguns sabem do que se trata, outros talvez não, e de certeza que há quem se incomode com o barulho. Mas para quem está cá em baixo isso não importa, há pormenores a resolver. No chão está um boneco, no fundo são roupas velhas recheadas com palha, com um chapéu a segurar o conjunto. De pé, no meio de um campo, seria um espantalho. Ali é um símbolo. A fazer de cara, está uma fotocópia da imagem do homem que governou Portugal durante 50 anos.

É preciso que chegue uma cadeira para sentar a personagem. Quando a trazem, fazem-se piadas e avisos para que não caia dela abaixo antes de tempo. Mas o boneco segura-se bem, e torna-se o centro das atenções. A hora marcada aproxima-se, uma hora que é de há 35 anos, a hora do fim, que é também a de antes de tudo começar.

Há mais pessoas, algumas conhecidas da vida política local, nenhum representante da autarquia. É um acontecimento cívico, uma celebração, mas parece não atrair atenção suficiente para se capitalizar uma foto no jornal a poucos meses das eleições. Que, por acaso, acontecem por causa do que se está a celebrar.

Chegou o momento. Pedro Saboga, um dos membros da organização, explica aos presentes a razão de estarem ali:

“Vamos fazer a queima simbólica do fascismo. Convido toda a gente a participar. Quem quiser, tenho aqui muitos fósforos para ajudarmos todos a queimar o fascismo.”

O Salazar de palha permanece imóvel e sereno a estas palavras. Nem uma ponta de perturbação, mesmo estando regado com combustível, nem uma sombra de preocupação quando se começam a distribuir e a acender fósforos em seu redor. Irá cumprir o seu papel de efígie, que é o de personificar algo e cumprir fisicamente o acto simbólico a que são sujeitadas.

O recheio do boneco arde rápido, mas as roupas custam a pegar fogo, o que lhe mantém a compostura. Em volta, as pessoas observam as chamas que crescem rapidamente, enquanto que em fundo se ouve  “E Depois do Adeus”. Numa das paredes do largo são projectadas imagens do próprio dia da Revolução, no preto e branco que a geração de muitos dos presentes nunca chegou a conhecer. Os mais velhos mantém o silêncio enquanto o fogo vai destruindo o que sobra do boneco, que se desfaz em poucos minutos, num curto mas intenso exorcismo. Apenas uma pequena chama se mantém no assento da cadeira, que, apesar da violência das chamas, não se desfez. E provavelmente, é isso que acontece sempre em todas as revoluções.

backmovieAcabada a projecção da memória desse dia em Abril, desmonta-se rapidamente todo o equipamento. Limpam-se as cinzas, e convida-se toda a gente a dirigir-se duas ruas ao lado, para assistirem na sede da associação a um pequeno documentário de produção própria.

O largo esvazia-se, e é entregue ao seu silêncio habitual. As pessoas por detrás das janelas já podem dormir descansadas.

25

Já passa da meia noite quando começa o filme. Na sala cabem todos à justa, mas cabem. O documentário é o cruzamento de entrevistas a alunos de liceu sobre o que sabem da Revolução do Cravos, sobre Salazar, a PIDE e a Guerra Colonial, com os relatos de quem viveu tudo isso.

O que se ouve dizer mais da boca dos miúdos é”não sei”, “dei isso nas aulas, mas não me lembro”, intercaladas por algumas confusões históricas. Finalmente alguém consegue dar uma explicação com pés e cabeça sobre essa altura da vida portuguesa, mas o sotaque é do Nordeste do Brasil…

No ecrã surge um miúdo de cara redonda, bem arrumado dentro de uma camisola azul clara e que diz coisas como: “Há demasiada liberdade, fumam, fazem o que querem”, e “eu mandava pôr uma regra em que todos os alunos ou se portavam bem ou iam para uma escola que os obrigasse a portarem-se bem, a dar estaladas e, assim (levanta a mão), a bater”.Não deve ter mais de 12 anos,e fala à sua sua escala – a vida escolar –  e só se pode imaginar onde é que ele foi buscar essas ideias. Mas do que ele fala é de impôr uma ordem ao mundo que conhece.

Muda-se o cenário para uma feira, onde um grupo de ex-combatentes conta o que viveu na guerra em África. É algo que por mais que nos expliquem, só quem lá esteve é que pode compreender por inteiro o horror que foi. Quando se fala do estado actual das coisas, o tom é de desilusão. “Se calhar é preciso fazer outro 25 de Abril”, mas não têm bem a certeza de quem o poderia fazer. “Temos o que merecemos”. Mas percebe-se que o que eles querem dizer realmente é que, depois de tudo, merecíamos mais.

Os miúdos voltam e tentam explicar o que é a Liberdade. “É poder dizer aquilo que se quer.” Por isso é que qualquer artigo que se escreva sobre o 25 de Abril será tendencioso, apenas pelo simples facto de poder ser escrito. Mas nota-se o vazio nas declarações, é como tentar definir a sede se nunca nos faltou a água, e nem se pode dizer que tenham culpa, a torneira sempre esteve aberta para eles.

Outro entrevistado, conta como era a actividade de resistência ao regime na Figueira da Foz, no envolvimento dos jovens nas escolas, e como no dia da Revolução a festa foi feita principalmente por eles, como tinham noção que aquele dia era especialmente seu. E diz ainda que os jovens de hoje em breve se irão chegar à frente e operar uma tão necessária mudança. Mas no enquadramento dado pelo documentário, as dúvidas são grandes.

O filme acaba, e fica algum desconforto, especialmente entre os que viveram esses dias. A falta de conhecimentos das novas gerações sobre este passado já não tão recente é confrangedora. Eles sabem que, sem a memória, os erros repetem-se, e nenhum deles quer voltar a viver no medo de uma ditadura, por mais diferente que ela seja da que conheceram.

À medida que as pessoas vão saindo e comentando o que viram, percebe-se que ainda muito ficou por fazer depois da Revolução. 35 anos depois, parece que houve mais retrocessos que avanços, mas estão satisfeitas pelo facto de haver ainda quem se lembre e se preocupe em fazer lembrar os outros. Pouco a pouco, voltam para casa, em direcção ao feriado.

No final de tudo, não sei o que é que foi feito da cadeira, nem em que estado realmente ficou depois do fogo.

backchair

Nota: o Tubo d’Ensaio disponibiliza o filme para projecções noutros locais. É só entrar em contacto com eles.

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31
Mar
09

Convention Conclusions | Conclusões da Convenção

My panel | O meu painel

My panel | O meu painel

As you might know, i went to Guimarães this weekend to participate in the 2nd Journalists Convention  organized by the  Guimarães Press Office, a local journalists association. These were two great days, with great people and good conversations about journalism. Here’s a short account of the Convention.

This was just my second event of the kind. All of the speakers in this convention are working for local or national media (hell, i was the only one unemployed), and there was a valuable combined working experience. But that was the purpose, to reflect upon journalism based on practice, rather than on possibilities and theories – which is also extremely important and necessary. It’s a matter of perspective.

What surprised me was the fact that many of the issues that came up during the debates and presentations were the same i wanted to talk about in my presentation: the need to humanize journalism, it’s social importance, the change in the relationship between media and audience, the role of journalists, questions i find more philosophical than technological (though related). The theme for the convention was change, but what i heard the most was the need to go back to the basics of the job, no matter what the technology available, should it be a computer or a roadside blackboard. Trust between media and audience, between journalists and their sources, was also on the table a few times. Since a huge part of the audience were Journalism students, there was pedagogical value in some interventions.

Though i enjoyed and learned a lot from every speaker, I really liked to listen to Miguel Carvalho, of the portuguese magazine Visão, who is a young, yet old fashioned reporter, that prefers the streets to computers. This could mean a huge gap between our points of view (i’m on the geek side as you know) , but not really. For both of us it’s the story that matters, the importance of the Other, the value of the information and it’s human consequences. And besides being a great writer, he is a funny guy. Everyone was, i had a great time during the breaks, where we exchanged our points of view, and quickly digressed from journalism to other unrelated topics (or is the new portuguese Playboy magazine  journalism related ?).

When it came to my turn to make my presentation Saturday morning i was quite comfortable with my audience. The  main subject was “Journalism and Technology”, and i was set to briefly explain how we went from mass media to social media, but how the responsibility of journalism in building a social conscience  is still the same. I got on the wrong foot (i was a bit nervous, which made me skip a liaison part of my presentation so i started rambling), but i got myself together. I was open to comments during my presentation, and i asked a few questions to the audience, with quick polls. I hate reading stuff out loud, and  i feel this sort of interaction worked. It was different, at least. My fellow speakers for this panel were Paulo Querido and Luís Miguel Loureiro, which are in opposite sides of the spectrum of the discussion on Technology and Journalism, but there was no real disagreement, both have different yet valid views. That is really important, diversity. They were very supportive of me (thanks guys!),  and we held the longest debate of the  convention, we delayed the workgroups a bit, but it was worth it. Unfortunately i had to leave in the afternoon, so i wasn’t there for the closing.

I have to thank the organization of the convention, especially Samuel Silva and Paulo Machado, who so generously invited and received me in Guimarães. I hope i was up to the expectations, and added value to the event. They know that can count on me for anything.

All in all it was a great couple of days, i made some new contacts, got to know a few people “in real life”,  had a lot of positive feedback on my work, and though i’m somewhat an outsider, i felt like at home. There’s nothing better i could  say about it.

Como alguns de vocês sabem, fui a Guimarães participar na 2ª Convenção de Jornalistas organizada  pelo Gabinete de Imprensa de Guimarães. Foram dois dias excelentes, com gente valiosa e óptimas conversas sobre jornalismo. Aqui fica uma pequena impressão sobre a Convenção.

Este foi apenas o meu segundo evento do género. Todos os oradores nesta convenção trabalham para orgãos de comunicação locais ou nacionais (bem, eu era o único desempregado!), e havia uma enorme experiência combinada. Mas esse era o objectivo, reflectir sobre o jornalismo de um ponto de vista mais prático do que teórico – apesar de isso ser também extremamente importante e necessário.  É uma questão de perspectiva.

O que me surpreendeu foi que muitos dos assuntos que surgiram nos debates e apresentações eram os mesmos que queria falar na minha apresentação: a necessidade de humanizar o jornalismo, a sua importância social, a mudança na relação entre os média e o público, o papel dos jornalistas, questões mais filosóficas que tecnológicas (mas relacionadas). O tema da convenção era a mudança, mas o que eu ouvi foi a necessidade de voltar ao básico da profissão, independentemente da tecnologia disponível, seja um computador ou uma ardósia à beira da estrada. A confiança, entre os média e o público, os jornalistas e as fontes, também esteve em cima da mesa algumas vezes. E como grande parte da audiência eram estudantes de Jornalismo, houve um valor pedagógico presente em algumas das apresentações.

Apesar de ter aprendido com cada apresentação,  gostei muito de ouvir o Miguel Carvalho, da Visão, que sendo novo, é um repórter à moda antiga, que prefere as ruas aos computadores. Isto podia significar uma distância enorme entre os nossos pontos de vista (eu vivo no lado geek da coisa como sabem), mas nem por isso. Para nós é a história que importa, é a importância do Outro, o valor da informação e as suas consequências humanas. E para além de ser um grande escritor, é um tipo divertido. Aliás, toda a gente era, passei bons bocados nos intervalos, onde trocávamos ideias e rapidamente passávamos para outros assuntos não relacionados com Jornalismo (a não ser que a nova versão portuguesa da Playboy conte…).

Quando chegou a minha vez de fazer a minha apresentação no Sábado de manhã, estava bastante confortável com o meu público. O assunto era “Jornalismo e Tecnologia”, e o meu objectivo era dar uma breve explicação sobre como passámos dos mass média para os média sociais, mas como a responsabilidade do jornalismo em construir uma consciência social se mantém. Entrei com o pé esquerdo (estava um bocado nervoso e acabei por saltar uma parte de ligação por isso dei por mim a divagar), mas lá me recompus. Estava aberto ao diálogo durante o meu discurso, e fiz algumas perguntas ao público, com rápidas sondagens. Detesto ler em voz alta para outras pessoas, e acho que este tipo de interacção resultou. Pelo menos foi diferente. Os meus colegas de painel eram o Paulo Querido e o Luís Miguel Loureiro, que estão em lados diferentes da discussão sobre tecnologia e jornalismo, mas não havia um desacordo real, ambas as perspectivas são válidas. Isso é realmente importante, a diversidade. Eles apoiaram-me imenso (obrigado!), e acabámos por manter o debate mais longo da Convenção, acabando por atrasar os grupos de trabalho um bocado, mas valeu a pena. Infelizmente não pude assistir ao encerramento de tarde, porque tive que me ir embora durante a tarde.

Tenho que agradecer à organização, em especial ao Samuel Silva e ao Paulo Machado, que generosamente me convidaram e tão bem me receberam em Guimarães. Espero ter estado à altura das expectativas, e ter contribuído com algo extra para o evento. Eles sabem que podem contar comigo para o que for preciso.

No fim de contas foram dois dias excelentes, fiz novos contactos, conheci algumas pessoas “na vida real”, tive muito feedback positivo sobre o meu trabalho, e apesar de ser um outsider, senti-me como se estivesse em casa. E não há nada melhor que possa dizer sobre isto.

Mesa redonda “O jornalismo e as novas tecnologias” debate desafios à profissão, Gabinete de Imprensa de Guimarães

Alexandre Gamela, jornalista freelancer, começou por afirmar que há uma “mudança de paradigma trazido pela tecnologia” que, nos últimos anos, democratizou o acesso à tecnologia e criou possibilidades de existência de novos conteúdos para além dos media tradicionais. O boom dos blogues deu origem a “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Gamela deu o exemplo do Twitter para reforçar a ideia de “diálogo constante” entre utilizadores, afirmando que esta é uma ferramenta de “cristalização da comunicação relacional”.

O fenómeno das redes sociais na Internet é, segundo Alexandre Gamela, importante para difundir notícias na hora, passando os órgãos de comunicação social a ser o destino dos conteúdos. O freelancer terminou dizendo que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, pois lida com pessoas, causas e consequências. “É preciso ter consciência de que há um lado humano” nas histórias jornalísticas, defendeu.

Jornalismo “não é linha de montagens”, ComUM

No segundo dia da Convenção, “Jornalismo e Novas Tecnologias” foram o ponto de partida para uma mesa redonda com a participação de Luís Miguel Loureiro, Paulo Querido e Alexandre Gamela. O primeiro, jornalista da RTP, referiu os mitos e a realidade acerca das novas tecnologias e assumiu-se como uma “vítima” dessas. Para o profissional da comunicação, o “controlo” das ferramentas por parte do jornalista é essencial para “fazer jornalismo”.

O freelancer Alexandre Gamela afirmou que o jornalismo “não é uma linha de montagens”, uma vez que lida com pessoas e causas. Realçando o “lado humano” das histórias, Gamela referiu a ‘explosão’ dos blogues como originadora de “novas vozes, novos mercados e novos públicos”. Paulo Querido, colaborador do Expresso e igualmente freelancer, desafiou o auditório a definir o que é ser jornalista e concluiu que “é aquilo que cada um quer”. Reprovando o mito do jornalista multimédia, que tem de dominar todas as ferramentas, Querido defendeu que o jornalista não tem de ser multimédia mas sim de aproveitar as potencialidades dadas pela Internet, tentando adaptar-se.

Convenção de Jornalistas – IV, A Devida Comédia

Alexandre Gamela, um dos mais criativos bloggers deste País – autor do fantástico The Lake – considerou já estar em voga um conceito que se poderia designar de DJ Jornalista que, tal como um DJ, vai gerindo conteúdos. Porém, avisou, “o jornalismo não é uma linha de montagem”. E se é certo que o jornalismo não vai salvar o mundo, a verdade é que “uma sociedade mais informada e responsável é capaz de tomar melhores decisões”.

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20
Mar
09

More on the DN review | Mais sobre o DN

The Lake on today's edition | O Lago na edição de hoje

The Lake on today's edition | O Lago na edição de hoje

Yesterday’s review on the new Diário de Notícias website granted me a space in their print edition. They were analyzing the reactions of readers and bloggers to the makeover, in the centre pages. Cool! To have your name in print is always fun…

But there were other reviews that i take as better than mine. Luís Santos, who writes one of the best portuguese blogs about new media, did a detailed review about DN’s new website, in which he says:

“The new website is light years ahead of the old one. This alone is not saying much,  since the previous website was still deep in the 90’s, but still, it is a noticeable improvement.”

He goes on criticizing the subjects organization, and the slowness of the updating of the news (probably because it was their first day),   though he highlights the new aesthetic as positive.

I had a few comments on my post and on twitter that complained about  the font size (too small), some gaps in the content organization, and the poor navigation. All in all, everyone recognizes that a newspaper with the importance of Diário de Notícias was in need of a makeover.

I bought the newspaper today, and i noticed another detail: in some articles they refer to the website for more online content (see below). I think this is a great idea.

And a final note: when i criticize anything in my blog, i do it according to my experience, my view on the subject, and my knowledge, that grows everyday. My opinion is what it is, and i’m not always right – and that’s a good thing. And if sometimes i sound a bit harsh, it’s because i want to help to improve the current state of things the way i can, and not to put down hard working professionals. I don’t want to hurt nobody’s feelings, but if you can’t take criticism, please, stay at home and hide under your bed. The way is forward, and if you’re going backwards, someone has to let you know. So listen to others, and take what you need. If everyone says it’s ok, we’ll always be stuck in the same place.

Congratulations to the DN team, i hope this is the beginning of a prosperous adventure, and thank you so much for listening and referring my humble opinion.

A minha crítica de ontem ao novo site do Diário de Notícias deu-me um espaço na edição impressa. Eles analisaram as reacções dos leitores e de bloggers à mudança, nas páginas centrais. Porreiro! Ter o nosso nome impresso é sempre agradável…

Mas houve outras críticas que acho que foram melhores que a minha. Luís Santos, que escreve um dos melhores blogues portugueses sobre os novos media, fez uma análise detalhada  ao novo site do DN, onde diz:

“O novo site está a anos-luz do anterior. Isto, em si, não é dizer muito, uma vez que o site anterior do DN vivia ainda mergulhado nos anos 90 mas, ainda assim, a melhoria é de assinalar.”

Ele ainda critica a organização dos assuntos, e a lentidão a actualizar a informação,(provavelmente por ser o primeiro dia), apesar de destacar positivamente a nova estética.

Tive alguns comentários ao meu post e no Twitter a queixarem-se do tamanho da letra (demasiado pequena), alguns buracos na organização do conteúdo, e a pobre navegação. No geral, todos reconhecem que um jornal desta importância estava a precisar de uma mudança.

Como comprei hoje o jornal, reparei que em alguns artigos eles fazem uma chamada para o site para mais conteúdos online (abaixo). Acho que é uma ideia muito boa.

E uma nota final: quando critico alguma coisa no meu blog, faço-o de acordo com a minha experiência, ponto de vista e conhecimento, que aumenta todos os dias. A minha opinião vale o que vale, e nem sempre estou certo- e ainda bem. E se por vezes posso soar ríspido, é porque quero ajudar a melhorar o estado das coisas da maneira que posso, e não deitar abaixo profissionais esforçados. Não procuro ferir os sentimentos de ninguém, mas se não aceitam uma crítica, por favor, fiquem em casa e escondam-se debaixo da cama. O caminho faz-se em frente, e se estiverem a andar para trás, alguém tem que vos dizer. Por isso ouçam os outros e tirem o que vos é preciso. Se toda a gente disser que está tudo bem, nunca mais saímos do mesmo sítio.

Parabéns à equipa do DN, espero que esta seja o príncípio de algo bom, e muito obrigado por me ouvirem e terem  referido a minha humilde opinião.

Look! There's more in the website | Olhem! Há mais no site

Look! There's more in the website | Olhem! Há mais no site

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26
Fev
09

Entrevista completa ao Semanário Económico

Sorry all you english speaking people, but i don’t have time today to translate this. Maybe next week.

Estas são as perguntas da Ângela Marques para a sua reportagem sobre o Twitter que saiu no fim de semana passado no Semanário Económico. Como acho que ela levantou questões interessantes e eu dei algumas respostas com piada, vou publicar aqui o integral da entrevista.

1. Como conheceu o Twitter?  Usa outras redes sociais como o Twitter (Facebook, Hi5, Myspace)?

Comecei a ouvir falar do Twitter na parte final de 2007, associado a outros serviços semelhantes como o Jaiku e o Plurk. Confesso que a início não fiquei fascinado com o microblogging, mas à medida que ia lendo alguns bloggers , como o Paul Bradshaw do OnlineJournalismBlog.com sobre esta ferramenta, fui ficando cada vez mais interessado. Além disso, era novo e gratuito,e achei que não custava nada experimentar. Acho que é assim que funcionam os early adopters.

Tive algumas dificuldades a princípio para entender o potencial do Twitter, mas à medida que ia entrando em contacto com outros utilizadores e a aumentar a rede de contactos esse potencial foi-se revelando. Acho que o ponto de viragem foi durante o incêndio de Camden Market há cerca de um ano, em que pelo Twitter estava a recolher mais informações e mais depressa do que pelos canais tradicionais, enquanto as partilhava com amigos meus em Londres, que nada sabiam do acontecimento. Depois com as aplicações que fui descobrindo, consegui ter uma utilização mais efectiva da aplicação. Na altura ainda dava para receber gratuitamente mensagens do Twitter no telemóvel, o que era o verdadeiro intuito do Twitter. A partir daí tornou-se realmente num vício.

Estou inscrito nessas três redes sociais, com uma presença mais efectiva no Facebook, mas a partir do Twitter achei-as limitadas, são na prática plataformas expositórias, enquanto que o Twitter na sua essência é uma ferramenta de partilha e diálogo.

2. O que lhe interessa no Twitter?

A interacção com as pessoas. Desenvolvem-se conversas, debates, partilham-se links, em 140 caracteres. Por muito pouco que tenhamos para dizer esse pouco pode ser valioso, tenho descoberto e aprendido muito com o que os elementos da minha rede de contactos partilham. Depois é a ubiquidade, demonstrada nos em alguns acontecimentos como a amaragem no Rio Hudson, onde a informação estava a ser divulgada por pessoas no local. Soma-se a isto a possibilidade de toda a gente ter telemóvel com câmara fotográfica, e haver uma evolução nos dispositivos móveis que permitem retirar o máximo do canal. Alguém partilha um dado com o seu grupo que é repetido exponencialmente pelos elementos desse grupo com os seus próprios seguidores e por aí fora. É o boca a boca à velocidade da luz, e é por isso que os media tradicionais têm ficado para trás em algumas situações porque precisam de enviar meios e pessoas para o local do acontecimento. Se alguém com Twitter estiver lá, o mundo também está.

Outro factor que me interessa imenso é o facto de as pessoas continuarem a agir como numa rede social tradicional: partilham as pequenas coisas do dia a dia, músicas, fotos, damos os bons dias, o que humaniza o relacionamento virtual. E depois, se alguém precisa de ajuda basta só pedir, alguém pode , ou tem alguém na sua rede que pode, ajudar. Existe um espírito muito solidário.

3. Por quantas pessoas é seguido no Twittter?

Graças à recente divulgação do Twitter houve um crescimento notório no meu número de followers, com 7 a 10 novos utilizadores a adicionarem-me por dia. Neste momento exacto tenho 716 mas espero chegar aos mil em menos de um mês. E são pessoas do mundo inteiro, mais ou menos ligados às minhas áreas de interesse, e muitos são amigos de amigos. Existe o FollowFriday que basicamente são tweets a recomendar algumas pessoas, todas as sextas. Já fui recomendado várias vezes, especialmente por utilizadores norte americanos. Há uma coisa que gosto de fazer cada vez que chega um novo follower que é dizer olá, tratá-lo pelo nome próprio, dar as boas vindas, e se através das bios ou dos links para os seus blogs eu vir que existe alguma coisa que interessa deixo sempre um comentário extra. Tenho a noção que são pessoas reais do outro lado e dizer olá é o mínimo que posso fazer já que se interessaram por aquilo que eu digo em 140 caracteres.

4. (Vamos tentar fazer uma pergunta sem a palavra Twitter?) Continua a
alimentar o seu blogue com a mesma frequência?

Mais ainda. Tenho mais público no Twitter do que um dia normal de visitas no blog, e muitos chegam aos meus posts lá, porque são notificados através do Twitter que escrevi mais alguma coisa. Depois quem achar o texto suficientemente interessante para ser partilhado, reenvia o meu link para a sua rede. É um processo viral, que me tem dado mais visibilidade ao meu trabalho como blogger. O que acabo por fazer de diferente é partilhar mais links via Twitter do que recomendá-los no blog.

5. Quantos Twitters segue?

Essa é a parte curiosa na minha construção da rede de contactos no Twitter. São cerca de menos 30, em média do que o meu número total de seguidores. Neste momento são 691. Isto acontece porque há utilizadores que ou não disponibilizam dados suficientes ou não vejo interesse em segui-los, tenho algum cuidado em filtrar os meus contactos. Mas procuro sempre que seja um número equilibrado e normalmente sigo de volta todos os novos followers. Há utilizadores, especialmente aqueles com um perfil público notório – actores, comediantes, músicos etc- que não seguem quase ninguém de volta. Eu por um lado percebo, mas por outro o Twitter não é um palco, é uma plataforma de intercâmbio. Eu não quero falar com ninguém que não queira saber do que eu digo. O mais interessante é que nessas quase 700 pessoas que eu sigo, eu adicionei por iniciativa própria menos de 50, não porque não tenha interesse em fazer mais contactos, mas porque as pessoas têm vindo naturalmente a adicionar-me. Ainda não atingi um número crítico de pessoas que seja difícil de seguir e filtrar a informação, mas às vezes há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Mas há quem lide bem com mais de vinte mil fontes de informação no Twitter, por isso acho que não me posso queixar.

6. Como analisa o aumento do número de utilizadores do Twitter no último mês?

É o reflexo natural da divulgação da plataforma entre os utilizadores comuns e claro, entre os jornalistas, que começam a usar e a falar cada vez mais do Twitter. É uma ferramenta que é fácil de usar e devido às ligações que se estabelecem dentro da rede de contactos torna-se viciante. Há encontros de utilizadores do Twitter, como disse , há um lado humano muito forte dentro desta rede social. E espero que os operadores móveis reparem nisso e comecem a apostar no Twitter, eu apostei há uns meses com o Paulo Querido que no espaço de um ano iria aparecer um telemóvel com uma tecla específica para usar o Twitter. E eu não quero perder.

Continue a ler ‘Entrevista completa ao Semanário Económico’

25
Fev
09

Interviewed about twitter again | Entrevistado sobre o twitter de novo

capatwit

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The Semanário Económico did a story about  Twitter’s popularity growth in Portugal. They talked with me in the quality of Twitter expert, which sounds kinda cool.  This is my second interview in two months for a story about Twitter, and both for national editions. I don’t write for any, but i show up in them. In Portuguese only, sorry.

O Semanário Económico fez uma reportagem sobre o aumento da popularidade do Twitter em Portugal, e vieram falar comigo na qualidade de estudioso do Twitter, o que até soa  porreiro. Esta é a segunda entrevista que dou em dois meses para uma publicação nacional, não escrevo para nenhuma mas saio nelas. Cliquem na imagem para ler em .pdf.

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16
Dez
08

Journalism.co.uk: Estou no Best of the journalism blogs | I’m at the Best of the journalism blogs

Jeff who?

Jeff who?

Recebi um email do Journalism.co.uk a informar-me que o meu modesto blog passou a figurar na sua lista do melhor dos blogs de jornalismo. Este é só um dos meus sites de referência na área. Nada mau para quem esteve para desistir do jornalismo e anda a formar-se por conta própria, sem trabalho e com uma licenciatura do século passado. Obrigado, afinal parece que há mesmo Natal.

I got an email from Journalism.co.uk letting me know that this modest blog is now part of their Best of the journalism blogs list. This is just one of my favorite websites about the business. Not bad for someone who almost quit journalism, that has no job and is learning on his own, with a last century degree.

Thank you, after all there is a Christmas.

PS: uh…it´s  GAMELA…not GamelO….ok…i can live with that… Alexandre who?

Continue a ler ‘Journalism.co.uk: Estou no Best of the journalism blogs | I’m at the Best of the journalism blogs’




I moved | Mudei-me

140char

  • Every once in a while, you think about if you're gonna, get yourself together You should be happy just to be alive And just because, you ... 4 hours ago
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