Posts Tagged ‘alex gamela

08
Set
09

Changes 3: New column | Mudanças 3: Coluna nova

Logótipo Rascunho

And in the latest instalment for changes around here, i’d like to announce that yesterday i started my column dedicated to new media at Rascunho.IOL.pt. I am honored for the invitation they made and hope to provide a few interesting insights about the Media Revolution.

The title for this weekly reflection is “Media DJ”, and the English version will be available  in my (new) blog, becoming somehow an extension of my work.

Below is the first text for Media DJ.

E no mais recente capítulo dedicado a mudanças por aqui, gostaria de anunciar que ontem iniciei a minha coluna/caderno sobre  novos media no Rascunho.IOL.pt. Estou honrado pelo convite que me fizeram e espero dar algumas visões pessoais interessantes sobre a Revolução dos Media.

O título para esta reflexão semanal é “Media DJ”, e a versão em inglês estará sempre disponível no meu (novo) blog, sendo uma extensão do meu trabalho .

Leiam o primeiro texto, no Rascunho.

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REMIX

Imagine a stage, and you’re sitting in the audience. From up there, one or several characters proclaim the news of the day, the events they chose as the most important. They do it at a certain time, in a ritualized fashion and within a specific duration.They ignore your reactions, and aren’t quite interested in you but in how many of you are watching them. This was the paradigm for the relationship between audience and media. Then came the Internet and everything changed.

Today, the stage and the audience share the same space, there are several voices for many subjects, each one with its own perspective and different origins; information flows within that space between all the elements, from media to users, to other users, to other media. The keywords for this new model are sharing, dialogue, mobility/ubiquity and real time. Contents are made of layers, a new contribution or production is built over the previous one. And everyone can participate: with text, photos, video.

The information industry and journalism are going through the biggest revolution they’ve ever  gone through. The content creation and dissemination tools evolved rapidly, and more important, they are availabe to anyone. The audience became an active element in the creation and disseminaton of information. In a matter of years we went from static versions of newspapers to multimedia rich content, real time information provided by users in social networks and on Twitter, anywhere, to everywhere, which deviated the media from the center of the news paradigm, forcing them to reconsider how to interact with their users, how to work information on the web, publish it, renew it, in a profound change of processes and views. And also how to make that profitable.

The name of this column is Media DJ, because all these changes influenced journalist’s work, demanding new skills. DJ has a double meaning, being the first, the one who, from other people’s music, mixes, remixes, aligns and generates a new dynamic, turning the whole bigger than the sum of its parts; and it also works for Digital Journalism/Journalist. Information DJs do exactly the same as music DJs, they pick up the pieces and generate a a new set, but with a totally different responsibility: they contribute to the creation of a collective conscience, and a well informed society will make better choices. In the end, nothing changed in the fundamental role of journalism, just the way you do it.

Every week i hope to bring a part of that (r)evolution, that is unfolding faster than reality can keep up. You just have to follow the music.

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04
Set
09

http://alexgamela.com/blog: A quick reminder | Só para lembrar

click image | cliquem na imagem

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For those who haven’t noticed yet, i’m shutting down the Lake (the present blog) in a couple of weeks. But i won’t stop blogging, i’m just moving to a self hosted platform. So if you’re a RSS user, or get my posts via email please update your feed subscription in the following links. And if you have any ideas on the new website, i’d appreciate them.

Thank you, and visit me at my new place: blog.alexgamela.com.

Para os mais distraídos eu só queria deixar o aviso que vou fechar o Lago (este blog) daqui a umas semanas. Mas não vou parar de blogar, estou só de mudanças para um de alojamento próprio. Por isso se usam RSS ou recebem os meus posts por email, actualizem as vossas subscrições nos links abaixo. E se tiverem sugestões para o novo site eu agradeço.

Obrigado e visitem-me em blog.alexgamela.com.

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27
Ago
09

Changes part 2: The Lake is no more | Mudanças parte 2: O Lago vai fechar

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I’ve been delaying this for too long, but now is the time to do it. I’m shutting down The Lake, but you won’t get rid of me that easy, i’m just moving to a new self-hosted blog.

The Lake has fulfilled it’s purpose: the work i developed here and the reputation it garnered me, helped yours truly get a place at the MA Online Journalism run by Paul Bradshaw and got me in touch with dozens of smart people interested in taking journalism to modern times. If i ever had a good idea, starting The Lake was it.

But a lake is a mass of still waters. It’s time to open the damn and let them flow, and find the  best path through the constraining banks. Besides, i need a personal branded blog, it’s one of the things you have to do .

I won’t export the contents of The Lake to the new blog, all will still be available here. The Lake will work as a backup resource for some stuff, so it’s not really going away. For the next weeks i’m going to publish my posts simultaneously here and in the new blog, so we can have a smooth change. And if something happens, well, i’ll come back these shores.

The new blog is not finished yet, and i plan to do a run down of some of its features soon, but i count on you to share your thoughts and ideas, and make it better. All of this is because of you, you are part of it and without your input none of this would have never happened. This is not mine alone. So, thank you.

PS: one of the features i had more fun doing is one i hope you never get to see, but i like it so much i’m sharing it with you: my custom 404 page (don’t forget to scroll down a bit).

Tenho adiado isto há já demasiado tempo, mas agora é altura de o fazer. Vou fechar O Lago, mas não se vão ver livres de mim, vou-me mudar para um novo blog.

O Lago cumpriu o seu propósito: o trabalho que desenvolvi aqui e a reputação que me granjeou ajudou-me a conseguir um lugar no MA de Jornalismo Online do Paul Bradshaw e pôs-me em contacto com dezenas de pessoas inteligentes interessadas em trazer o jornalismo para os tempos modernos. Se tive ideias boas, O Lago foi uma delas.

Mas um lago é uma massa de águas paradas. É tempo de abrir as comportas e deixá-las correr, e encontrar o caminho possível entre as margens. Além disso preciso de um blog com marca própria, é uma das coisas que se deve fazer.

Eu não vou exportar os conteúdos d’O Lago para o novo blog, tudo vai-se manter disponível por aqui. O Lago irá servir como  solução de recurso  para algumas coisas, por isso não vai mesmo desaparecer. Durante as próximas semanas vou publicar em simultâneo aqui e no novo blog para que a transição seja o mais suave possível. E se acontecer alguma coisa, volto a estas margens.

O novo blog ainda não está acabado, e planeio fazer uma revisão a alguns dos seus componentes em breve, mas conto com vocês para partilharem as vossas ideias e fazê-lo melhor. Tudo isto acontece por vossa causa, vocês fazem parte disto e sem o vosso contributo nada disto tinha acontecido. Isto não é só meu. Por isso, obrigado.

PS: um dos pormenores do novo site que mais gozo me deu a fazer é uma que eu espero que nunca tenham que ver, mas gosto tanto que tenho que partilhá-lo com vocês: a minha página 404 (não se esqueçam de descer na página).

Here’s the new link | Aqui está o novo link

http://www.alexgamela.com/blog    |   http://blog.alexgamela.com

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06
Ago
09

Portuguese Journalists on Twitter and @JayRosen_nyu’s List | Jornalistas Portugueses no Twitter e a Lista de Rosen

Who are the top portuguese journalists on Twitter? Who is more popular, chatty or has a better following/follower relation? Tireless João Simão, teacher at UTAD (by the way, check his new project of live video interviews using Twitter) did an analisys on who are the journalists on Twitter, using data from TwitterPortugal, and came up with a top 25 list.

It’s a nice crowd, and you should be following  at least some of them.

Quem são os jornalistas portugueses que estão no Twitter? quem é mais popular, falador ou tem uma melhor relação seguidores/seguidor? O incansável João Simão da UTAD (já agora, vejam o seu novo projecto de entrevistas video em directo usando o Twitter) fez uma análise dos jornalistas no Twitter usando dados do TwitterPortugal, e criou um top 25.

É um grupo porreiro e deviam seguir pelo menos alguns deles.

Know anyone? | Conhecem alguém?

Know anyone? | Conhecem alguém?

After this analisys was published  i got a whole new batch of followers (thank you all), but my major source of tweeple lately has been  Jay Rosen’s “600” list. I recommend it to everyone who is looking for media related tweets.

(shameless self promotion moment, so sorry for that…)

Depois desta análise ter sido publicada ganhei um monte de followers (obrigado  a todos), mas a minha maior fonte de seguidores nos últimos tempos tem sido a lista dos “600” de Jay Rosen. Recomendo-a a quem quer tweets relacionados com media.

(momento desavergonhado de auto-promoção, as minhas desculpas…)

The "600"...well, some... |  Os "600"...bem, alguns...

The "600"...well, some... | Os "600"...bem, alguns...

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03
Ago
09

Entrevista: Ciberjornalismo e ética

A Íris Martins é aluna do Professor Vítor Malheiros na Lusófona em Lisboa e entrevistou-me no âmbito do seu trabalho sobre Ética e Ciberjornalismo. Andámos um bocado às voltas do mesmo, mas acho que não digo grandes asneiras (eu acho sempre arriscado entrevistarem-me para estas coisas, estão notas em causa) . O que me preocupa é a distinção que se faz do ciberjornalismo do jornalismo. Mas eu marco a minha posição.

-Existe alguma ética específica para o Ciberjornalismo?

Não creio, a função é a mesma e terá que seguir os trâmites e regras do Jornalismo. O Ciberjornalismo implica “apenas” uma mudança de meio, velocidade, formatos,  e de relação com o público. Mas os paradigmas éticos deverão ser os mesmos que os do Jornalismo tradicional. É claro que novas questões se levantam, mas se aplicarmos os princípios éticos básicos temos muitos problemas resolvidos. A ética para o Ciberjornalismo terá as suas especificidades, na atribuição e relação com as fontes e a entrada dos cidadãos na criação de conteúdos, mas creio que a ética já existente é aplicável na maioria das situações.

-Se não existe será que há necessidade dela?

A ética por definição é o conjunto  de regras que têm por objectivo as boas práticas para um bem geral, no caso do Jornalismo, para uma aplicação correcta, independente e socialmente valiosa da informação. Como já disse, o prefixo “ciber” refere-se a uma plataforma, o que interessa aqui é o Jornalismo per se. Há a mesma necessidade porque é a mesma actividade.

-Serão as regras dos meus tradicionais passíveis de aplicar à web?

Sempre, e terão que se encontrar respostas para novas questões, mas os fundamentos básicos mantém-se. A velocidade sempre foi o maior problema na informação e nunca se foi tão veloz como agora, o que cria problemas no processo de recolha, verificação e distribuição de informação. Os princípios éticos mantém-se, e os processos básicos também. No fundo, o trabalho do jornalista é exactamente o mesmo: recolher, verificar e difundir informação. As ferramentas e o grau de envolvimento com o público é que mudaram, mas no cerne da profissão pouco mudou. Um mau jornalista é um mau ciberjornalista e vice-versa, para além das questões técnicas de tratamento de informação há um elemento de formação pessoal que pesa muito e acabamos por nos esquecer disso.

-Num mundo em que todos podem ser repórteres de que modo os valores éticos se vão conseguir manter?

A avalanche de informação gerada por cidadãos comuns – que não têm como actividade o jornalismo – criou essa questão, mas é também a própria resposta ao problema. As relações na Internet baseiam-se cada vez mais na confiança e recomendação, e com tanta escolha existe uma fiscalização entre utilizadores e os conteúdos que geram, sobressaindo sempre os melhores, e acabando os piores por serem ignorados ou desmascarados. Esta autoregulação é extraordinária e fortíssima, mas não está relacionada com os princípios éticos do Jornalismo mas com princípios morais de uma sociedade que vive online e que busca de forma activa a melhor informação possível. Os valores éticos terão que estar permanentemente presentes no trabalho dos jornalistas, que terão que ser os mais fidedignos e capazes possível para poderem estabelecer dois activos extremamente importantes para a sua actividade: reputação e confiança. Se plagiarem facilmente serão apanhados, se  mentirem caírão em desgraça, em poucos minutos se destrói uma imagem que demorou anos a construir. O papel do jornalista continua a ser recolher a informação, venha ela dos cidadãos repórter ou não, e submetê-la ao seu filtro ético, procurar a verdade, não aceitar como final a informação que lhe é disponibilizada. A ética do jornalista é o valor-padrão de qualidade de informação, agora se a informação que os cidadãos repórter alcança ou não esse padrão é outro problema, que como disse, se resolve por si mesmo.

-A diferença entre o ciberjornalismo e o jornalismo tradicional está relacionada apenas com uma questão de meio e formato, ou também uma diferença nos métodos de tratamento da informação? Assim sendo, será que também a ética deverá ser diferente?

Há diferenças nos formatos e acrescenta-se agora a relação com o público, que é um capitulo novo a escrever na ética jornalística, já que podemos ter contribuições dos utilizadores que podem influenciar o trabalho do jornalista,   e é preciso saber como creditar e até que ponto deixar ir essas contribuições, e aplica-se desde a análise comunitária de uma quantidade enorme de dados à moderação de comentários. Questionou-se o pagamento do site TMZ por informações sobre a morte de Michael Jackson, mas há anos que se faz isso. É menos correcto por ser um site ou sempre foi incorrecto? Vale tudo pela informação correcta primeiro que todos? Creio que os dilemas éticos presentes no Ciberjornalismo são basicamente os mesmos que sempre existiram antes do Jornalismo ser “ciber”, mas elevados à dimensão de uma sociedade da informação ávida de conteúdos noticiosos e num meio altamente competitivo. Mas caso todos os princípios éticos falhem, a última entidade reguladora será o consumidor, que agora tem o poder de questionar e desmascarar todas as situações duvidosas que lhe surgem, e rapidamente recorrer a alternativas. Antes isto não era possível e comia-se o que nos punham à frente, agora podemos escolher tudo. A ideia de que o público é amorfo e estúpido que existia na cabeça de alguns propagandistas é totalmente descabida nos dias em que vivemos, onde os utilizadores têm uma atitude proactiva no consumo de informação. Por isso a ética só deverá ser diferente numa coisa, tem que estar sempre a ser relembrada para não se cair em tentações próprias da vertigem informativa, tão propícia ao erro.

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31
Jul
09

Entrevista : Ética e certificação de sites

Por esta altura do ano costumo receber algumas perguntas de estudantes que estão a terminar trabalhos para cadeiras de Comunicação. Eu tento sempre responder o melhor que posso e  espero contribuir para o seu sucesso. Às vezes saem-me umas preciosidades, outras vezes é complicado. Esta foi 50/50.  A Marta Gonçalves Pereira é estudante do terceiro ano da Universidade Lusófona, e entrevistou-me sobre a certificação de sites, a partir da ideia apresentada por Pat Thornton. Eu na altura quando li o o post de Thornton fiquei com pena de não poder escrever um texto sobre o assunto, mas tinha as minhas dúvidas sobre uma série de coisas. Com estas respostas percebi que dúvidas eram essas e sem querer acabei por me desviar um pouco do assunto inicial, mas a Marta fez um interessante apanhado das minhas ideias no seu trabalho. Abaixo fica a transcrição completa do que lhe disse.

Segunda feira vou postar mais uma entrevista feita por outra aluna da Lusófona, essa mais centrada sobre questões éticas.

1. O que é a certificação de sites?

De acordo com a ideia de Pat Thornton, seria uma forma de destacar sites informativos que cumprissem com certas regras de qualidade e que operassem dentro de práticas correctas. Isto seria uma forma de separar o trigo do joio, os produtores dos parasitas de conteúdos informativos, e valorizá-los pela qualidade do seu trabalho. Isto é o conceito idealista. O lado complicado é a criação de um padrão que teria que ser estabelecido não sabemos por quem e aceite por todos, e consensos numa indústria que se encontra cada vez mais fragmentada é quase impossível. Além disso, um grupo de comunicação pode de repente decidir que a certificação existente não lhe convém e cria uma outra, e depois outro e assim sucessivamente. Mesmo gerida por uma entidade independente, duvido que seja uma realidade funcional.

Nós vemos que em certos produtos existe certificação – nos vinhos, por exemplo – e creio que o princípio seria basicamente o mesmo, a atribuição de garantias de qualidade a um produto por cumprir parâmetros considerados ideais.

2.Justifica-se haver um selo ético online para os sites de informação jornalística?

Justifica haver transparência nos processos jornalísticos, e online é possível ser-se mais transparente devido à natureza do meio. A pergunta deveria ser:

“justifica-se haver um selo etico online para os MEIOS de informação jornalistica?”. Porque não exigimos o mesmo aos jornais, às TVs e às rádios? A diferença está na licença que é atribuída aos meios de comunicação tradicionais, e que obriga os operadores a cumprirem com um grupo de regras, mas se podem ser sancionados por incumprimentos legais, não o são por quebrarem valores éticos ou se produzirem informação de baixa qualidade. Podem dizer que a diferença agora é que qualquer pessoa pode ter um orgão de informação online. Eu digo que antes qualquer pessoa com muito dinheiro podia ter um jornal, uma rádio ou um grupo de comunicação inteiro, esse é o ponto de quebra com o status quo estabelecido dentro do Quarto Poder.

Como o público online não é passivo como o público da televisão, por exemplo, acho que o selo não se justifica. Os próprios utilizadores é que fazem a regulação, escolhendo as fontes que mais confiam e onde se sentem mais à vontade – a informação na web tem um factor de envolvência importante. As televisões não têm selo ético e o telejornal mais visto em Portugal é provavelmente o pior deles todos, a nivel de qualidade e ética, mas é o mais visto. Não é o selo, por mais válido que seja, que vai credibilizar ou atrair mais público. A credibilidade é feita com trabalho, o público é uma questão de saber o que se diz, como, e a quem. O resto acontece por si mesmo.

3. Quais são as vantagens e desvantagens?

Vantagens: o Pat Thornton comparou esta ideia ao selo Creative Commons, o que é um excelente paralelo, ou seja, sendo uma ideia universalmente aceite, existiria forma de promover conteúdos de qualidade sob uma marca comum. Seria como uma espécie de “rede social de conteúdos” onde sabemos que o que circula dentro dessa rede obedece a padrões elevados de qualidade. Essa consensualidade criaria um nível superior de conteúdos, separado dos restantes, que seriam piores, e/ou parasitários.

Desvantagens: essa separação dava logo justificação para começarem a cobrar (mais) pelos conteúdos abrangidos pelo selo. Além disso, quem trabalha sabe que os erros acontecem e às vezes não se faz tudo como se devia. Só quem não faz nada é que nunca falha. O que aconteceria então? Haveria um sistema de controle para verificar esses erros? E seria capaz de avaliar os milhares de sites existentes? E que credibilidade teria o organismo regulador e fiscalizador? Se se pode trabalhar em crowdsourcing, até que ponto o público interviria nas decisões do organismo? E se houvesse quem não aceitasse as condições do selo e criasse um novo, concorrente? Há muitas questões funcionais que prejudicam a criação do selo.

Além disso creio que pode promover a ideia de elite e de clube fechado, o que é exactamente o que na minha web-filosofia se deve evitar.

4. Qual a sua opinião sobre a ideia do selo ético online?

Apesar de ser interessante como conceito, acho que é uma atitude defensiva por parte dos criadores de conteúdos. Acredito na autoregulação e na contribuição dos utilizadore, esses sim os verdadeiros reguladores. O mercado é demasiado competitivo para nos preocuparmos com atitudes protecionistas, é preciso é fazer o melhor que se sabe e esperar ter sucesso. Se falharmos eticamente será o nosso público (e os restantes)que nos irão pedir contas, apontar os nossos erros, e se estivermos a fazer tudo bem podemos até ganhar o respeito dos outros admitindo e corrigindo as nossas falhas. A ética serve para nos orientarmos correctamente nas nossas práticas profissionais e criarmos algo que seja socialmente valioso, neste caso, informação. Mas acho que apesar de ser uma linha de conduta profissional, de nada vale se não houver um empenho pessoal: se houver desonestidade por parte do indivíduo, duvido que não se reflicta na prática do profissional. A certificaçãoexterna é uma boa forma de incentivo mas não vem resolver nada, numa questão que é fundamental para a credibilização de uma actividade fundamental em qualquer sociedade que pretenda viver em liberdade e consciência.

No fundo, acho que é uma boa ideia, e que rapidamente seria desvirtuada por interesses externos.

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19
Fev
08

Novo site | New website : alexgamela.com

alexandre-gamela-jornalista-new-media-new-media-journalist.png

 

Nestes últimos dias estive a terminar os sites para colocar o meu currículo e o meu portfolio. Se quiserem dar uma espreitadela e dizer o que pensam, e o que eu posso melhorar agradecia. A versão inglesa ainda precisa de uns retoques, assim como o meu cv. Deixem as vossas sugestões ou questões por aqui. Obrigado.

In these last few days i’ve been finishing my resume and portfolio websites. If you want to take a look around and say what you think on how can i improve the, i’d be much appreciated. The english version still needs a makeover, as does my resume. Leave your questions and suggestions around here. Thank you.




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