Archive for the 'Entrevista|Interview' Category

05
Out
09

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I won’t be writing in this blog anymore.Please check my new project. Thank you.

_______

Não vou escrever mais aqui. Por favor visitem o meu novo blog. Obrigado.

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02
Set
09

Poll: Generations and online media | Sondagem: Gerações e media online

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http://mediageneration.files.wordpress.com/2009/05/logo-media-gen.jpg?w=614&h=113

How different is the relationship with online media for each generation? Are really younger people more active consumers of digital news or are they being surpassed by their parents?

Paula Cordeiro, author of the NetFM blog, is doing a poll on how different generations engage with online media. The results will be presented at the “Media+Generations” conference in Milan, this September 11th and 12th.

I asked Paula what was her percepetion of this reality, even before having the poll results: “Quite clear, and corresponding to the majority of the current news: young people using more than older people, though its growing. Teenagers in social networks, young adults in social networks with professional objectives or match making, on Twitter for the updating and the hype. The teenagers don’t consume news traditionally, but young adults use online media more. Older people use essentially email and the Internet for researches.

But this trend is not, in Paula’s words “an absolute reality“. In her experience as a teacher there are students with various degrees of contact with online tools, “if there are those who present a simple oral presentation of an assignment using a web hosted presentation, most of them still use a A4 printed sheet, sometimes even, handwritten…

Their limitations don’t stop here: “Regarding (online media) consumption, they as matter of fact, consume few news under any format or platform, and they  aren’t that savvy about the tools that the web has to offer to create and disseminate contents (many don’t know how to create a blog, don’t know about newsreaders or how to make a podcast), going against the general expectations for this generation.

The poll questions are in portuguese only and you can participate until the September 6th. As soon as Paula Cordeiro has the results, she will publish them on her blog. And we will be looking forward to see them.

Até que ponto varia a relação de cada geração com os media online? Serão os mais jovens maiores consumidores de notícias digitais,ou estão a ser ultrapassados pelos seus pais?

Paula Cordeiro, autora do blog NetFM, está a fazer uma sondagem sobre como cada geração interage com os media online. Os resultados serão apresentados na conferência “Media+Generations”, a decorrer nos próximos dias 11 e 12 de Setembro, em Milão.

Perguntei à Paula qual era percepção que tinha desta realidade, mesmo ainda antes de ter os resultados da sondagem: “Muito clara e corresponde à maior parte das notícias que circulam: jovens com grande consumo, mais velhos com menor consumo, embora a crescer. Adolescentes nas redes sociais, jovens adultos nas redes sociais com intuitos profissionais ou match making, no twitter pela actualização e porque é hype. Adolescentes não consomem notícias na forma tradicional, jovens adultos consomem mais notícias através dos media online. Mais velhos usam essencialmente e-mail e Internet para pesquisas.

Mas esta tendência não é, nas palavras de Paula, “uma realidade absoluta. Na sua experiência como professora, há estudantes com diferentes graus de contacto com as ferramentas online, “Se há os que preparam uma mera apresentação oral de um projecto de trabalho usando uma apresentação alojada na web, a maioria continua a apresentar uma folha A4 impressa, algumas vezes mesmo, escrita à mão…

Mas as suas limitações não se ficam por aqui: “Relativamente ao consumo, de facto consomem poucas notícias sob que forma ou plataforma for e não assim tão conhecedores das ferramentas que a rede coloca ao nosso dispor para criação e divulgação de conteúdos (muitos não sabem criar um blog, não conhecem newsreaders ou sabem fazer um podcast), contrariamente aquilo que são as pexpectativas gerais para esta geração.”

Podem responder a esta sondagem até dia 6 de Setembro. Assim que a Paula Cordeiro tiver resultados, eles serão publicados no seu blog. E nós estaremos atentos.

Answer Poll | Participem na Sondagem


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03
Ago
09

Entrevista: Ciberjornalismo e ética

A Íris Martins é aluna do Professor Vítor Malheiros na Lusófona em Lisboa e entrevistou-me no âmbito do seu trabalho sobre Ética e Ciberjornalismo. Andámos um bocado às voltas do mesmo, mas acho que não digo grandes asneiras (eu acho sempre arriscado entrevistarem-me para estas coisas, estão notas em causa) . O que me preocupa é a distinção que se faz do ciberjornalismo do jornalismo. Mas eu marco a minha posição.

-Existe alguma ética específica para o Ciberjornalismo?

Não creio, a função é a mesma e terá que seguir os trâmites e regras do Jornalismo. O Ciberjornalismo implica “apenas” uma mudança de meio, velocidade, formatos,  e de relação com o público. Mas os paradigmas éticos deverão ser os mesmos que os do Jornalismo tradicional. É claro que novas questões se levantam, mas se aplicarmos os princípios éticos básicos temos muitos problemas resolvidos. A ética para o Ciberjornalismo terá as suas especificidades, na atribuição e relação com as fontes e a entrada dos cidadãos na criação de conteúdos, mas creio que a ética já existente é aplicável na maioria das situações.

-Se não existe será que há necessidade dela?

A ética por definição é o conjunto  de regras que têm por objectivo as boas práticas para um bem geral, no caso do Jornalismo, para uma aplicação correcta, independente e socialmente valiosa da informação. Como já disse, o prefixo “ciber” refere-se a uma plataforma, o que interessa aqui é o Jornalismo per se. Há a mesma necessidade porque é a mesma actividade.

-Serão as regras dos meus tradicionais passíveis de aplicar à web?

Sempre, e terão que se encontrar respostas para novas questões, mas os fundamentos básicos mantém-se. A velocidade sempre foi o maior problema na informação e nunca se foi tão veloz como agora, o que cria problemas no processo de recolha, verificação e distribuição de informação. Os princípios éticos mantém-se, e os processos básicos também. No fundo, o trabalho do jornalista é exactamente o mesmo: recolher, verificar e difundir informação. As ferramentas e o grau de envolvimento com o público é que mudaram, mas no cerne da profissão pouco mudou. Um mau jornalista é um mau ciberjornalista e vice-versa, para além das questões técnicas de tratamento de informação há um elemento de formação pessoal que pesa muito e acabamos por nos esquecer disso.

-Num mundo em que todos podem ser repórteres de que modo os valores éticos se vão conseguir manter?

A avalanche de informação gerada por cidadãos comuns – que não têm como actividade o jornalismo – criou essa questão, mas é também a própria resposta ao problema. As relações na Internet baseiam-se cada vez mais na confiança e recomendação, e com tanta escolha existe uma fiscalização entre utilizadores e os conteúdos que geram, sobressaindo sempre os melhores, e acabando os piores por serem ignorados ou desmascarados. Esta autoregulação é extraordinária e fortíssima, mas não está relacionada com os princípios éticos do Jornalismo mas com princípios morais de uma sociedade que vive online e que busca de forma activa a melhor informação possível. Os valores éticos terão que estar permanentemente presentes no trabalho dos jornalistas, que terão que ser os mais fidedignos e capazes possível para poderem estabelecer dois activos extremamente importantes para a sua actividade: reputação e confiança. Se plagiarem facilmente serão apanhados, se  mentirem caírão em desgraça, em poucos minutos se destrói uma imagem que demorou anos a construir. O papel do jornalista continua a ser recolher a informação, venha ela dos cidadãos repórter ou não, e submetê-la ao seu filtro ético, procurar a verdade, não aceitar como final a informação que lhe é disponibilizada. A ética do jornalista é o valor-padrão de qualidade de informação, agora se a informação que os cidadãos repórter alcança ou não esse padrão é outro problema, que como disse, se resolve por si mesmo.

-A diferença entre o ciberjornalismo e o jornalismo tradicional está relacionada apenas com uma questão de meio e formato, ou também uma diferença nos métodos de tratamento da informação? Assim sendo, será que também a ética deverá ser diferente?

Há diferenças nos formatos e acrescenta-se agora a relação com o público, que é um capitulo novo a escrever na ética jornalística, já que podemos ter contribuições dos utilizadores que podem influenciar o trabalho do jornalista,   e é preciso saber como creditar e até que ponto deixar ir essas contribuições, e aplica-se desde a análise comunitária de uma quantidade enorme de dados à moderação de comentários. Questionou-se o pagamento do site TMZ por informações sobre a morte de Michael Jackson, mas há anos que se faz isso. É menos correcto por ser um site ou sempre foi incorrecto? Vale tudo pela informação correcta primeiro que todos? Creio que os dilemas éticos presentes no Ciberjornalismo são basicamente os mesmos que sempre existiram antes do Jornalismo ser “ciber”, mas elevados à dimensão de uma sociedade da informação ávida de conteúdos noticiosos e num meio altamente competitivo. Mas caso todos os princípios éticos falhem, a última entidade reguladora será o consumidor, que agora tem o poder de questionar e desmascarar todas as situações duvidosas que lhe surgem, e rapidamente recorrer a alternativas. Antes isto não era possível e comia-se o que nos punham à frente, agora podemos escolher tudo. A ideia de que o público é amorfo e estúpido que existia na cabeça de alguns propagandistas é totalmente descabida nos dias em que vivemos, onde os utilizadores têm uma atitude proactiva no consumo de informação. Por isso a ética só deverá ser diferente numa coisa, tem que estar sempre a ser relembrada para não se cair em tentações próprias da vertigem informativa, tão propícia ao erro.

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31
Jul
09

Entrevista : Ética e certificação de sites

Por esta altura do ano costumo receber algumas perguntas de estudantes que estão a terminar trabalhos para cadeiras de Comunicação. Eu tento sempre responder o melhor que posso e  espero contribuir para o seu sucesso. Às vezes saem-me umas preciosidades, outras vezes é complicado. Esta foi 50/50.  A Marta Gonçalves Pereira é estudante do terceiro ano da Universidade Lusófona, e entrevistou-me sobre a certificação de sites, a partir da ideia apresentada por Pat Thornton. Eu na altura quando li o o post de Thornton fiquei com pena de não poder escrever um texto sobre o assunto, mas tinha as minhas dúvidas sobre uma série de coisas. Com estas respostas percebi que dúvidas eram essas e sem querer acabei por me desviar um pouco do assunto inicial, mas a Marta fez um interessante apanhado das minhas ideias no seu trabalho. Abaixo fica a transcrição completa do que lhe disse.

Segunda feira vou postar mais uma entrevista feita por outra aluna da Lusófona, essa mais centrada sobre questões éticas.

1. O que é a certificação de sites?

De acordo com a ideia de Pat Thornton, seria uma forma de destacar sites informativos que cumprissem com certas regras de qualidade e que operassem dentro de práticas correctas. Isto seria uma forma de separar o trigo do joio, os produtores dos parasitas de conteúdos informativos, e valorizá-los pela qualidade do seu trabalho. Isto é o conceito idealista. O lado complicado é a criação de um padrão que teria que ser estabelecido não sabemos por quem e aceite por todos, e consensos numa indústria que se encontra cada vez mais fragmentada é quase impossível. Além disso, um grupo de comunicação pode de repente decidir que a certificação existente não lhe convém e cria uma outra, e depois outro e assim sucessivamente. Mesmo gerida por uma entidade independente, duvido que seja uma realidade funcional.

Nós vemos que em certos produtos existe certificação – nos vinhos, por exemplo – e creio que o princípio seria basicamente o mesmo, a atribuição de garantias de qualidade a um produto por cumprir parâmetros considerados ideais.

2.Justifica-se haver um selo ético online para os sites de informação jornalística?

Justifica haver transparência nos processos jornalísticos, e online é possível ser-se mais transparente devido à natureza do meio. A pergunta deveria ser:

“justifica-se haver um selo etico online para os MEIOS de informação jornalistica?”. Porque não exigimos o mesmo aos jornais, às TVs e às rádios? A diferença está na licença que é atribuída aos meios de comunicação tradicionais, e que obriga os operadores a cumprirem com um grupo de regras, mas se podem ser sancionados por incumprimentos legais, não o são por quebrarem valores éticos ou se produzirem informação de baixa qualidade. Podem dizer que a diferença agora é que qualquer pessoa pode ter um orgão de informação online. Eu digo que antes qualquer pessoa com muito dinheiro podia ter um jornal, uma rádio ou um grupo de comunicação inteiro, esse é o ponto de quebra com o status quo estabelecido dentro do Quarto Poder.

Como o público online não é passivo como o público da televisão, por exemplo, acho que o selo não se justifica. Os próprios utilizadores é que fazem a regulação, escolhendo as fontes que mais confiam e onde se sentem mais à vontade – a informação na web tem um factor de envolvência importante. As televisões não têm selo ético e o telejornal mais visto em Portugal é provavelmente o pior deles todos, a nivel de qualidade e ética, mas é o mais visto. Não é o selo, por mais válido que seja, que vai credibilizar ou atrair mais público. A credibilidade é feita com trabalho, o público é uma questão de saber o que se diz, como, e a quem. O resto acontece por si mesmo.

3. Quais são as vantagens e desvantagens?

Vantagens: o Pat Thornton comparou esta ideia ao selo Creative Commons, o que é um excelente paralelo, ou seja, sendo uma ideia universalmente aceite, existiria forma de promover conteúdos de qualidade sob uma marca comum. Seria como uma espécie de “rede social de conteúdos” onde sabemos que o que circula dentro dessa rede obedece a padrões elevados de qualidade. Essa consensualidade criaria um nível superior de conteúdos, separado dos restantes, que seriam piores, e/ou parasitários.

Desvantagens: essa separação dava logo justificação para começarem a cobrar (mais) pelos conteúdos abrangidos pelo selo. Além disso, quem trabalha sabe que os erros acontecem e às vezes não se faz tudo como se devia. Só quem não faz nada é que nunca falha. O que aconteceria então? Haveria um sistema de controle para verificar esses erros? E seria capaz de avaliar os milhares de sites existentes? E que credibilidade teria o organismo regulador e fiscalizador? Se se pode trabalhar em crowdsourcing, até que ponto o público interviria nas decisões do organismo? E se houvesse quem não aceitasse as condições do selo e criasse um novo, concorrente? Há muitas questões funcionais que prejudicam a criação do selo.

Além disso creio que pode promover a ideia de elite e de clube fechado, o que é exactamente o que na minha web-filosofia se deve evitar.

4. Qual a sua opinião sobre a ideia do selo ético online?

Apesar de ser interessante como conceito, acho que é uma atitude defensiva por parte dos criadores de conteúdos. Acredito na autoregulação e na contribuição dos utilizadore, esses sim os verdadeiros reguladores. O mercado é demasiado competitivo para nos preocuparmos com atitudes protecionistas, é preciso é fazer o melhor que se sabe e esperar ter sucesso. Se falharmos eticamente será o nosso público (e os restantes)que nos irão pedir contas, apontar os nossos erros, e se estivermos a fazer tudo bem podemos até ganhar o respeito dos outros admitindo e corrigindo as nossas falhas. A ética serve para nos orientarmos correctamente nas nossas práticas profissionais e criarmos algo que seja socialmente valioso, neste caso, informação. Mas acho que apesar de ser uma linha de conduta profissional, de nada vale se não houver um empenho pessoal: se houver desonestidade por parte do indivíduo, duvido que não se reflicta na prática do profissional. A certificaçãoexterna é uma boa forma de incentivo mas não vem resolver nada, numa questão que é fundamental para a credibilização de uma actividade fundamental em qualquer sociedade que pretenda viver em liberdade e consciência.

No fundo, acho que é uma boa ideia, e que rapidamente seria desvirtuada por interesses externos.

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16
Jul
09

#interview – Some thoughts on #Journalism for Comunicamos

busy being interviewed

busy being interviewed long distance from the comfort of home

Esta entrevista pode ser lida em Português aqui

Comunicamos is a UTAD university blog dedicated to Journalism and headed by João Simão. He’s been doing a great effort regarding online journalism, involving students in creating online journalistic contents, and developing projects  for to be journalists, but also for professionals. In his brand new wiki CCPedia he’s gathering  resources and profiles, and different views and experiences in Journalism. He sent me a few questions, and here’s my insight.

1 – What made you want to be a journalist?

I always read newspapers and thought how great was all the stir around them. My dad always worked in cafés and when i was a kid i saw the costumers discussing the news of the newspapers  in hand (usually sports), and become fascinated with what those sheets brought. With time i started to realize the role and value of journalism, especially with television. I can say that my generation is the one who saw the most historical moments live: the fall of the Berlin Wall, the release of Nelson Mandela, the first Gulf War, 9/11, etc. In fact, television showed in the news a country and a world i wasn’t aware of, and couldn’t see anywhere else. But the thought that i could watch History live was decisive, i believe that to be a good journalist you must like History and stories. Then there was always a side of social and civil responsibility that i always cared about, what makes journalism valuable is to inform society in a comprehensive way about the world around it. Who understands the map will know how to guide by it better, and like i said a few times, an enlightened and informed society will make better judgements. Maybe that’s why things are the way they are.

Besides, the image of the adventurous, travelling journalist, dealing with famous people also weighed in. But the job has been more glamorous…

2 – Which positive and negative aspects do you highlight about the job,  in Portugal and in the rest of the world?

What i really like today is that we can have all the information everywhere, and as information  producers/managers this is the most fantastic age for journalists. Of course there’s some misguidance in corporate philosophies and structures which leads them to too many mistakes, but some ships will have to sink. Unfortunately that implies human costs, and i believe there is an unjustified widespread panic about the future of journalism: i think journalists were never needed as they are today, but they must find a way to survive, and in a market dominated by big media companies, slow and resistant to change, disaster is pending. But it’s incredible how fast we can get and spread information, get in touch with people from around the world in real time and have access to stories that  before were limited by geography and speed of traditional media. This has also shattered the traditional information circuit, since the non-journalist citizen (which is a small subversion to the citizen journalist concept) can have access to the same information and broadcast it via it’s own media. This doesn’t overshadow the work of a trained professional, that can work with these elements and develop a product that otherwise alone wouldn’t be able to, and in different formats. It’s a matter of journalists re-evaluate their relationship with their audience.

The negative aspects are the same i saw 15 years ago: the laziness, the dishonesty, the  favouring, the delusion of grandure that the job brings (few journalists are really great professionals, and even fewer are great human beings, which is of more importance): i’ve seen too many journalists acting like they were the center of the attentions, actor in a real stage where in fact the stories don’t belong to them nor they have the leading role, but there are a few that mistake journalism with performing arts. The lack of independence is something scary especially in a country as samll as ours, and now and then it happens to everyone to bow to inattentive wills, but the worst is when that happens sistematically and under the cover of of a personal, political or economical agenda. There is always someone pretending to be a the paladin of truth and independence when there are personal interests involved, damaging to the audience, because they publish the truth they want and not the one they should. And nowadays who lives off plagiarism is playing with fire, it´s more difficult today to be lazy, incompetent and dishonest because the audience knows what they want, and they want the best. Unfortunately there are many companies that promote this carefree culture, and i see some brands degrading rapidly…

Other unbearable situation is the existence of newsrooms the live off the interns, three months at a time. Besides being exploitation of cheap labor, the quality of the news gets worse. The union, the professional license comission ask a lot to journalists but nothing to the corporations, and in Portugal i feel these two institutions quite useless, showing up only in corporative actions, like when defending an associate in court, which they still do. But they compromise with this situation, and their contribution for a better state of journalism in the country is ineffectual, and their efforts totally out of phase with reality.

And finally, the worst of all: i see young journalists completely out of touch with reality, with scarce knowledge in History, Portuguese, unwilling to understand what they see, without knowing who the “other” is and what drives him, without understanding the causes of the event, and obviously unable to ponder the consequences. I was dazzled by Journalism because it looked like a job for smart people, but there is a lot of intelligence missing among young journalists. But some people already told me that it’s not really as bad as i put it.

3 – How do you  see the future of journalism?

Better than many imagine. The activity has won with the new technologies, and there are more things that a well trained and prepared journalist can do inside the news machine. We’ll just have to stop thinking that the media is a pedestal or tribune, and understand that it is something that interacts, lives among and from their audience. There is so much to change and much more to invent and re-invent. But i believe it will be better, more effective an appealing. I don’t believe in the death of journalism, that must be the second oldest job in the world: people have the need to know who they are, where they are and happens in the places they move about, to understand  how the fragments that build their view on the world work together to locate themselves in it. Never this much information has been created and consumed like today. Since information is the product of journalism i only hope good things, but maybe it’s the Phoenix myth. It’s a time for adventurers and pioneers, and not all generations can brag about living in days like these.

4 – What aspects do you believe to be fundamental in Journalism teaching in Portugal?

The bad: too many courses, curricula out of touch with reality, and poor conditions. The good: it’s improving and fast.  In the first class of a Journalism course there should be someone trying to convince the students to change to something else. Like in many other professions this one implies some sort of vocation, and many are accidental tourists. Many others find their calling to be be journalists, but the selection of the students should be more demanding, and above all, realistic. But since teaching is a business of course this is impossible. But remember, you don’t need a degree to be a journalist, but those who have will surely have to be better than those who don’t.

Journalism teaching in Portugal must be re-evaluated, and there should be more investment in labs and projects inside the universities, and create company creation centers, so students can create their own jobs, as the job market is full. And above all, people must understand that beyond providing a solid knowledge base, it is more important to help students to see the world in a broader way, that is the value of the college experience.

And that’s about it. Any questions, remarks or hate mail can be dropped in the comment box below.


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27
Mai
09

Bigger, not smaller – Frank Kelly on 140

Leiam a versão em português no TwitterPortugal

140_twitter_movie_mTwitter has a huge impact on how we express ourselves. Never mind the critics that accuse Twitterers of being shallow, narcissistic and obsessed with their food. Twitter is all about sharing the small moments that compose our lives, and Frank Kelly is trying to do a film with those shards of existence.

Synchronicity

Kelly is an independent filmmaker from Ireland, with two shorts in his resume. His latest project is built around Twitter: he’s asking 140 volunteers to shoot footage at the same time, showing what they’re doing at that precise moment. And how is he putting it all together? Via Twitter.

I like the expedient nature of the website and how information, through concise messaging, can be communicated immediately to mass groups. It inspired the theme of connection. From there I began to build the structure around the idea taking the number 140 as a cue.

There have been many critics of the site, calling it a waste of time. I wanted to see if I could use it as a tool rather than a distraction and see if I could use it to unite people to create something valuable and tangible, a piece of art.”

The level of synchronicity and sharing in web communications has risen tremendously. Mindcasting and lifestreaming are concepts becoming more and more common everyday for users. I asked him where is this taking us. He said he wants to take us outside.

I’m not sure. For me I want to take 140 further, I want it to become more than just a film but a life experience, so everyone involved can take it back into the community and use the experience to connect with other filmmakers, their environment and people around them.

But he has some concerns.

I worry that people will get swallowed up by their online existence, that’s why the essence of this project is to get back outside and experience and think about life, real life, and our connection to it, to our planet and each other. It’s not an environmental piece; it’s a piece about remembering who we are. I hope that’s what the internet will do, not to serve as a distraction from life but to be a tool to enhance life.

Bigger, not smaller

Frank Kelly has been taking some advantages of  social networking on the web, though he says it has no impact on a personal level. But professionally, it’s been rewarding.

As an independent filmmaker who has no funding and is still trying to break into the film industry, the internet is an essential tool to continue to create work and connect with like minded people. It has allowed me to create a channel for my creativity.

It has helped me greatly and indeed influenced me in a direction I never imagine I would go, or ever be able to go in – the idea that I could coordinate 140 filmmakers worldwide so quickly, and then synchronise them to film together would have been impossible for me to do 10 years ago.

And they come from all over the world. By the time Frank answered to my questions he was just a few volunteers short of the required 140. I asked him if he felt the world was getting smaller, and if a smaller world means a better world.

I don’t think the world is ‘getting smaller’, I think it’s bigger, there are more opportunities to travel, to connect, to see and do things we couldn’t have generations ago. When my parents were kids international travel was for the rich. Not now, anyone can go anywhere for very little. It has opened to world up to all of use, whereas before our world was smaller, it was our hometown, now it’s anywhere we want to be.

In his point of view, it doesn’t really matter where his filmmakers come from.

As humans we’re the same, we share experiences – we all feel pain and love and sadness etc. We want the same things: happiness, care, love, food, clothes and the same for our children, that has never changed and never will. We share those universal similarities. And technology, or the fact that we can communicate so quickly now, won’t change that.

Perhaps the fear is that as we become more connected we become more the same and begin to lose our culture, our identity. I don’t think that’s going to happen and I don’t see that being able to share our individuality is a bad thing either. The internet has allowed us to experience more, share more, see more, be aware of more and celebrate our diversity. I think it has taken down many barriers that distance, geography, race, religion and culture have put up. It has allowed us to educate ourselves and understand more about our neighbours.

And he sums it up pretty neatly:

At the end of the day we’re all human, we need to be connected and we need to share our existence on this planet.

The 140 filmmakers will be connected and sharing next June 21st at 8pm GMT.

Frank Kelly can be found at www.frankkelly.blogspot.com about his work as a filmmaker, frankasides.blogspot.com about other work and thoughts and eyethroughalens.blogspot.com as a photographer. He also has a podcast on iTunes via his company www.palestoneproductions.com. And, of course, he’s on Twitter.

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07
Mai
09

i: A newspaper is born – the website | Nasceu um Jornal – o website

ilogo

Today is the beginning a new era in the portuguese news industry. i is out on the stands and the web, and it already has defined a unique personality, becoming a true game changer right from the start. This is a first glance review to their website and their online features.

Hoje é o início de uma nova era na indústria informativa portuguesa. O i está nas bancas e na web, e já tem definida uma personalidade única, assumindo-se desde início como uma verdadeira mudança. Esta é uma análise à primeira vista ao seu website e trabalho no online.

Cover & Article | Capa & Artigo

Home & Article | Início & Artigo

What is immediately striking when you open i‘s website is its cleanliness: three content columns under a  header, dominating the top of the page with a slideshow  for the major news stories ; there is no clutter, no text beyond tiles (finally somebody got it), video right in the middle of the page, that doesn’t get to fill the whole width of the screen. The left yellow sidebar shows the main website features, middle column is for content and on the right the usual “most read/commmented” boards, special assignments, and live sport results. At the bottom, three content columns: Country, World, Sports. Can’t get any simpler than that. The newsroom and the newspaper are divided into four sections: Zoom, Radar, More and Sports. The website reflects this oranization.

Each article seems to have at least one picture whenever possible and it has the usual vote, send and print features. It also has a social bookmarking tool that allows you to send the story to Google Bookmarks, Technorati, and (the schock!) Facebook, MySpace, Flickr(!?) and almighty Twitter. Social networking seems to be quite a deal for the project since they designated a few reporters to handle Twitter, Facebook, and YouTube accounts. In a Twitter conversation i had with the man in charge for social networking he put the concept in one word: they want to build an “icommunity”.

Users are invited to participate in the life of the newsroom, sharing their news in a feature called iReporter. You send content using your user profile, and share it under “news story” or film, restaurant, music (etc) reviews, up to 1500 char. You can also post pictures and video right away. All articles must comply to i’s editorial rules.

The website also has a few blogs, i really didn’t explore them, but they all seem to be invited by the editors.

Another thing that i’m curious about is how they will interact with the rest of the companies of the group. They own a few regional newspapers and radios, and i wonder how national and local will work together (if ever). The website has a page for them, but for now, it’s just the logos.

Video seems to be an important bet for i. They look technically great, though the TV like narrative is still present (not a surprise, the presentation video was made by a TV journalist), but it looks good. Shareable, embeddable (except for wordpress.com, a platform problem), easy to load, what  else could you ask? I’ll be waiting for more video work.

Overall, the i website is one step into the future, in design -it looks gourgeous-, philosophy, organization. It is not made for shovelware, and it would be a real shame if they fell into that. There are other details i have to explore in time, like linking, comment moderation, social networks interaction, etc. But they’re off to a good start online.

O que imediatamente salta à vista quando entramos no site do i é a limpeza: três colunas de conteúdos sob um cabeçalho a dominar o topo da página com um slideshow para as notícias mais importantes; não está tudo atravancado, nenhum texto para além dos títulos (até que enfim que alguém percebeu isso), video mesmo no centro da página, que nem chega a ocupar toda a largura do monitor. A barra amarela de lado tem as rubricas principais do site, a coluna do meio é para o conteúdo informativo, e à direita os normais quadros de “mais lidos/comentados”, temas especiais, e resultados desportivos ao vivo. Ao fundo, três colunas de conteúdo: Portugal, Mundo,Desporto. Mais simples não há. A redacção e o jornal estão divididos em quatro secções: Zoom, Radar, Mais e Desporto, e isso nota-se no site.

Cada artigo parece ter pelo menos uma foto sempre que possível e tem as ferramentas normais de votação, enviar e imprimir. Existe também uma ferramenta de bookmarking social que permite enviar a notícia para os Google Bookmarks, Technorati, e (o choque!) Facebook, MySpace, Flickr(!?) e o todo-poderoso Twitter. As redes sociais parecem ser um ponto muito importante para o projecto, já que designaram alguns jornalistas para gerir as contas do Twitter, Facebook e Youtube. Numa conversa via Twitter com o homem responsável pelas redes sociais, ele pôs o conceito numa palavra: eles querem construir uma “icomunidade”.

Os utilizadores estão convidados a participar na vida da redacção, partilhando as suas notícias numa rubrica chamada iRepórter. Podem enviar conteúdos através do seu perfil de utilizador, e partilhá-lo como notícia, ou crítica a filmes, restaurantes, música etc, até 1500 caracteres. Podem também colocar fotos e video na hora. Todos os artigos têm que cumprir com as regras editoriais do i. Vamos ver como funciona. O site também tem alguns blogs, ainda não os explorei, mas parecem ser todos convidados pela editoria.

Outra coisa que me deixou curioso é a forma como vão interagir com as outras empresas do grupo. Eles têm alguns rádios e jornais regionais, e gostava de saber como o nacional e o local irão trabalhar juntos (se é que vão). O site tem uma página para eles, mas para já, são apenas os logos.

O video parce ser uma parte importante para o i. Eles tecnicamente parecem ser muito bons, apesar da narrativa TV estar ainda presente (não é surpresa se virmos que o video de apresentação é feito por umn jornalista de TV), mas parece bem. Partilhável, “embutível” (excepto no wordpress.com, mas isso é problema da plataforma), fácil de carregar, que mais podemos pedir? Vou ficar à espera de mais trabalhos video.

No geral, o site do i é um passo para o futuro, no design – é bonito- , filosofia, organização, Não está talhado para despejar conteúdo do papel e espero que não caiam nisso. Há outros detalhes que é preciso explorar com tempo, como a economia de links, moderação de comentários, a interacção com as redes sociais, etc. Mas o início online parece promissor.

iTV

iTV

Continue a ler ‘i: A newspaper is born – the website | Nasceu um Jornal – o website’

05
Mai
09

IAmNews.com (versão portuguesa)

(read english version)

iamnews-logoAs empresas de comunicação estão a restruturar-se, a despedir e a recorrer ao outsourcing, deixando muitos profissionais veteranos sem trabalho fixo. Ao mesmo tempo, os recém licenciados em Jornalismo vêem as suas hipóteses de arranjar um emprego na indústria  ficarem cada vez mais  pequenas. Tornarem-se freelancers é, portanto, uma opção. Mas onde encontrar trabalhos ou pessoas para os fazer?  IAmNews é o ponto de encontro para ambos.

O conceito é simples: “Para os editores, é um local para distribuir trabalhos jornalísticos por entre uma rede internacional de repórteres e fotógrafos, e ver um conjunto de conteúdos criados por esses repórteres. Para jornalistas freelancer é um sítio para encontrar trabalhos ou publicar os seus próprios conteúdos informativos.”

A descrição é de Nir Ofir, fundador do IAmNews. “Basicamente estamos a tentar eliminar a distância entre  as necessidades dos dois lados, que é ligarem-se, mas que não o conseguem fazer hoje em dia devido a barreiras linguísticas e à falta de um ponto central para que os dois lados se familiarizem um com o outro quando necessário.”

A página assemelha-se a uma rede social, onde podemos criar um perfil descrevendo a nossa experiência profissional, os nossos tópicos favoritos, e especialidade (escritor, fotógrafo, cameraman). Há uma área intitulada de “redacção” que é onde as propostas de trabalho e conteúdos serão apresentados. E se quisermos, podemos publicar o nosso artigo e ficar à espera que seja licitado por um orgão de comunicação. Mas não pensem nisto como um serviço de agência com freelancers.

“Pensamos que o iamnews é diferente. É diferente porque se foca numa solução que irá ligar editores e repórteres em tempo real”, explica Ofir, “não estamos a assumir a parte editorial no nosso trabalho diário. Estamos interessados em criar ligações entre as pessoas e não em enviar histórias para os media.”

iamnews-what-is

Como funciona

E onde é que o IAmNews ganha o seu? “O nosso modelo de negócio é muito simples. Actuamos como mediadores e ficamos com uma parte das transações entre editores e contribuidores.” E só os editores é que pagam alguma coisa. ” O registo é gratuito, curto e simples. Os editores irão pagar pelos serviços dos jornalistas no nosso sistema por projecto ou como parte do nosso sistema de distinções.”

O projecto ainda está em fase Alfa, mas já se podem registar e testar as funções existentes. “No final do mês iremos abrir a nossa redacção, o que permitirá aos editores criar ofertas de trabalho (privadas e públicas) no nosso sistema. O sistema irá agir como um agente para todos os jornalistas registados e convidá-los a propor as suas reportagens, baseados na sua localização e especialidade.”

Será o IAmNews o prenúncio de um novo tipo de relacionamento entre a indústria e os profissionais, na futura ordem informativa mundial? “Numa altura em que a maioria das companhias de media fecham gabinetes e diminuem os recursos, dependendo maioritariamente de grandes agências genéricas, vemo-nos como uma futura alternativa, trazendo vozes e imagens que sejam rentáveis e diferentes.” Sendo estas últimas as palavras mágicas.

Continue a ler ‘IAmNews.com (versão portuguesa)’

05
Mai
09

IAmNews.com (english version)

(ler versão portuguesa)

iamnews-logoThe news organizations are slimming down, firing and outsourcing, leaving many seasoned professionals out of steady work. At the same time, young journalism graduates see their chances of getting a job in the industry getting smaller and smaller. So freelancing is the option to consider. But where to find assignments, or people to do them? IAmNews is where both ends meet.

The concept is simple:  “For publishers it is a place to assign news tasks to an international network of reporters and photographers and view a pool of content created by those reporters. For freelance reporters it is a place to take assignments or to post their news wire.”

The description is by Nir Ofir, founder of IAmNews. “Basically we are trying to bridge the gap between what both sides want, to connect with each other, but cannot do it today due to language barriers and the lack of single central spot for both sides to get familiar with each other when needed.”

The website resembles a social network, where you can create a profile presenting your professional background, favourite coverage topics, and expertise (writer, photographer, cameraman). There is a “newsroom” area, which is where the job proposals and pitches will be presented. And if you want, you can post your story and wait for it to be bidded by a news outlet. But don’t take it as a freelance wire news service.

“We think that iamnews is different. It is different since it is focused on a solution that will connect publishers and reporters in real time”, says Ofir, “we are not taking a major editorial part in our daily work. We are focusing in connecting people to people and not just stories to the media.”

iamnews-what-is

How it works

And where does IAmNews take it’s cut? “Our business model is very simple. We act as the mediators and take a cut of the transactions between publishers and contributors.” And the only ones who get to pay anything are the publishers. “Registration is free, short and easy. Publishers will pay for the services of the journalists in our system per project or as a part of our awarding system.”

The project is still in Alpha mode, but you can already register and try out the current features. “By the end of the month we will open our newsroom that will enable publishers to create assignments (private and public) in our system. The system will act as an agent for all registered reporters and invite them to pitch their stories based on their location and expertise.”

Is IAmNews the foreboding of a new relationship model between the industry and the  pros, for the future world news order ?  “In times where most media companies shut down bureaus and cut down on resources, depending mostly on big generic wire companies, we see ourselves as a future alternative, bringing voices and footage that is cost effective and different.” Being the last the magic words.

Continue a ler ‘IAmNews.com (english version)’

26
Fev
09

Entrevista completa ao Semanário Económico

Sorry all you english speaking people, but i don’t have time today to translate this. Maybe next week.

Estas são as perguntas da Ângela Marques para a sua reportagem sobre o Twitter que saiu no fim de semana passado no Semanário Económico. Como acho que ela levantou questões interessantes e eu dei algumas respostas com piada, vou publicar aqui o integral da entrevista.

1. Como conheceu o Twitter?  Usa outras redes sociais como o Twitter (Facebook, Hi5, Myspace)?

Comecei a ouvir falar do Twitter na parte final de 2007, associado a outros serviços semelhantes como o Jaiku e o Plurk. Confesso que a início não fiquei fascinado com o microblogging, mas à medida que ia lendo alguns bloggers , como o Paul Bradshaw do OnlineJournalismBlog.com sobre esta ferramenta, fui ficando cada vez mais interessado. Além disso, era novo e gratuito,e achei que não custava nada experimentar. Acho que é assim que funcionam os early adopters.

Tive algumas dificuldades a princípio para entender o potencial do Twitter, mas à medida que ia entrando em contacto com outros utilizadores e a aumentar a rede de contactos esse potencial foi-se revelando. Acho que o ponto de viragem foi durante o incêndio de Camden Market há cerca de um ano, em que pelo Twitter estava a recolher mais informações e mais depressa do que pelos canais tradicionais, enquanto as partilhava com amigos meus em Londres, que nada sabiam do acontecimento. Depois com as aplicações que fui descobrindo, consegui ter uma utilização mais efectiva da aplicação. Na altura ainda dava para receber gratuitamente mensagens do Twitter no telemóvel, o que era o verdadeiro intuito do Twitter. A partir daí tornou-se realmente num vício.

Estou inscrito nessas três redes sociais, com uma presença mais efectiva no Facebook, mas a partir do Twitter achei-as limitadas, são na prática plataformas expositórias, enquanto que o Twitter na sua essência é uma ferramenta de partilha e diálogo.

2. O que lhe interessa no Twitter?

A interacção com as pessoas. Desenvolvem-se conversas, debates, partilham-se links, em 140 caracteres. Por muito pouco que tenhamos para dizer esse pouco pode ser valioso, tenho descoberto e aprendido muito com o que os elementos da minha rede de contactos partilham. Depois é a ubiquidade, demonstrada nos em alguns acontecimentos como a amaragem no Rio Hudson, onde a informação estava a ser divulgada por pessoas no local. Soma-se a isto a possibilidade de toda a gente ter telemóvel com câmara fotográfica, e haver uma evolução nos dispositivos móveis que permitem retirar o máximo do canal. Alguém partilha um dado com o seu grupo que é repetido exponencialmente pelos elementos desse grupo com os seus próprios seguidores e por aí fora. É o boca a boca à velocidade da luz, e é por isso que os media tradicionais têm ficado para trás em algumas situações porque precisam de enviar meios e pessoas para o local do acontecimento. Se alguém com Twitter estiver lá, o mundo também está.

Outro factor que me interessa imenso é o facto de as pessoas continuarem a agir como numa rede social tradicional: partilham as pequenas coisas do dia a dia, músicas, fotos, damos os bons dias, o que humaniza o relacionamento virtual. E depois, se alguém precisa de ajuda basta só pedir, alguém pode , ou tem alguém na sua rede que pode, ajudar. Existe um espírito muito solidário.

3. Por quantas pessoas é seguido no Twittter?

Graças à recente divulgação do Twitter houve um crescimento notório no meu número de followers, com 7 a 10 novos utilizadores a adicionarem-me por dia. Neste momento exacto tenho 716 mas espero chegar aos mil em menos de um mês. E são pessoas do mundo inteiro, mais ou menos ligados às minhas áreas de interesse, e muitos são amigos de amigos. Existe o FollowFriday que basicamente são tweets a recomendar algumas pessoas, todas as sextas. Já fui recomendado várias vezes, especialmente por utilizadores norte americanos. Há uma coisa que gosto de fazer cada vez que chega um novo follower que é dizer olá, tratá-lo pelo nome próprio, dar as boas vindas, e se através das bios ou dos links para os seus blogs eu vir que existe alguma coisa que interessa deixo sempre um comentário extra. Tenho a noção que são pessoas reais do outro lado e dizer olá é o mínimo que posso fazer já que se interessaram por aquilo que eu digo em 140 caracteres.

4. (Vamos tentar fazer uma pergunta sem a palavra Twitter?) Continua a
alimentar o seu blogue com a mesma frequência?

Mais ainda. Tenho mais público no Twitter do que um dia normal de visitas no blog, e muitos chegam aos meus posts lá, porque são notificados através do Twitter que escrevi mais alguma coisa. Depois quem achar o texto suficientemente interessante para ser partilhado, reenvia o meu link para a sua rede. É um processo viral, que me tem dado mais visibilidade ao meu trabalho como blogger. O que acabo por fazer de diferente é partilhar mais links via Twitter do que recomendá-los no blog.

5. Quantos Twitters segue?

Essa é a parte curiosa na minha construção da rede de contactos no Twitter. São cerca de menos 30, em média do que o meu número total de seguidores. Neste momento são 691. Isto acontece porque há utilizadores que ou não disponibilizam dados suficientes ou não vejo interesse em segui-los, tenho algum cuidado em filtrar os meus contactos. Mas procuro sempre que seja um número equilibrado e normalmente sigo de volta todos os novos followers. Há utilizadores, especialmente aqueles com um perfil público notório – actores, comediantes, músicos etc- que não seguem quase ninguém de volta. Eu por um lado percebo, mas por outro o Twitter não é um palco, é uma plataforma de intercâmbio. Eu não quero falar com ninguém que não queira saber do que eu digo. O mais interessante é que nessas quase 700 pessoas que eu sigo, eu adicionei por iniciativa própria menos de 50, não porque não tenha interesse em fazer mais contactos, mas porque as pessoas têm vindo naturalmente a adicionar-me. Ainda não atingi um número crítico de pessoas que seja difícil de seguir e filtrar a informação, mas às vezes há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Mas há quem lide bem com mais de vinte mil fontes de informação no Twitter, por isso acho que não me posso queixar.

6. Como analisa o aumento do número de utilizadores do Twitter no último mês?

É o reflexo natural da divulgação da plataforma entre os utilizadores comuns e claro, entre os jornalistas, que começam a usar e a falar cada vez mais do Twitter. É uma ferramenta que é fácil de usar e devido às ligações que se estabelecem dentro da rede de contactos torna-se viciante. Há encontros de utilizadores do Twitter, como disse , há um lado humano muito forte dentro desta rede social. E espero que os operadores móveis reparem nisso e comecem a apostar no Twitter, eu apostei há uns meses com o Paulo Querido que no espaço de um ano iria aparecer um telemóvel com uma tecla específica para usar o Twitter. E eu não quero perder.

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