Archive for the 'Café da Manhã | Morning Coffee' Category

05
Out
09

Last post here | Último post aqui

I won’t be writing in this blog anymore.Please check my new project. Thank you.

_______

Não vou escrever mais aqui. Por favor visitem o meu novo blog. Obrigado.

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10
Ago
09

Changes part 1 | Mudanças parte 1

Some of you already knew about this, but i applied to the MA Online Journalism at Birmingham City University, a course created and headed by Paul Bradshaw.

I got a place there a few weeks ago, but i was depending on a bank loan that kept me from making any “official” statement about this sooner. It came through today, though there’s still some bureaucracy involved.

I asked for your support and you have been great joining the cause. Without you everything would be harder. So, thank you.

Anyway, i’m going. It’s going to be a huge change in my life and hopefully a stepping stone for my career. It’s going to be hard for different reasons, but it can’t be harder than what i’ve gone through in the last few years. And i expect it to be more fun.

But this is just part of it. There are more changes on the way. I’ll let you know soon.

Alguns de vocês já sabiam disto, mas candidatei-me ao Mestrado em Jornalismo Online da Birmingham City University,um curso criado e dirigido pelo Paul Bradshaw.

Consegui um lugar lá há já umas semanas, mas estava dependente de um empréstimo bancário que me impediu de fazer alguma declaração “oficial” mais cedo. Mas consegui-o hoje, apesar de haver ainda alguma papelada a tratar.

Eu pedi o vosso apoio e vocês foram impecáveis ao aderir à causa. Sem vocês seria tudo mais difícil, por isso, obrigado.

De qualquer forma, eu vou. Vai ser uma mudança enorme na minha vida e espero que seja um passo em frente na minha carreira. Vai ser difícil por várias razões, mas não será mais do que vivi nos últimos anos. E acredito que será mais divertido.

Mas isto é apenas parte, há mais mudanças a caminho. Em breve eu ponho-vos a par.

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02
Jul
09

Taking a break | Fazer uma pausa

Jonathan Viner is my favorite painter

Jonathan Viner is my favorite painter

For some time now i haven’t been doing as much work as i wanted. There are several reasons for that, but i guess in the end it all ends up in fatigue. I’ve been worried about getting funding for my MA, i’m not delivering anything new here, and some things have just stopped working. Not to say my analogic life is a mess: no job, no money, and all the small things tend to pile to Himalayan proportions. So it’s time to get some rest and put my shit together.

I’m contemplating a few changes in my my life and in my work, and i need a clear mind to sort it out, something i cannot do when trying to keep up with all the stuff that’s going on and babble about it. I need a reboot.

This break can last until next monday, a week or even two, it depends. Since i’m not going anywhere (i mean, travel) i’ll be checking my email and do some twittering, hopefully from a café by the beach. So you can get in touch that i’ll be looking out. See you in a couple of days.

Há já algum que não tenho trabalhado tanto como queria. Há várias razões para isso, mas acho que tudo se resume a cansaço. Tenho andado preocupado em arranjar financiamento  para uma pós-graduação, e não estou a fazer nada de novo aqui, e há coisas que deixaram de funcionar. Sem falar na minha vida analógica que está uma desgraça: sem trabalho, nem dinheiro, e as pequenas coisas ganham proporções  Himalaicas. É tempo de descansar e reagrupar.

Estou a contemplar algumas mudanças na minha vida e no meu trabalho, e preciso de clareza de espírito para me orientar, algo que não consigo fazer a acompanhar tudo o que se passa e resmungar sobre isso depois. Preciso de reiniciar.

Esta pausa pode demorar até próxima segunda, uma semana ou até duas. Como não vou a lado nenhum (de viagem) eu vou vendo os emails e twittar, de preferência a partir de um café na praia. Eu vou estar atento. Até daqui a uns dias.

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22
Abr
09

Newspapers gave way to their own doom | Os jornais abriram o caminho à sua própria desgraça

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Matthew Ingram raised a good question when writing about the new GoogleNews Timeline:

“Why couldn’t a news organization have done this?”

I’ll tell you why: they’re still in print, TV or radio mode, not web-wise. I see lots of online media who can’t even deliver a proper shovelware in their “2.0 design” websites. Their thinking is still linear, which is what the web environment isn’t. And because this is an industry that evolved a lot technologically in the gathering process, but not in the delivery, and only a small percentage of the staff was involved in that part, maybe they overlooked that side a bit too much. Things changed yet they didn’t.

The stir in the next few days will be all about the words of Michael Wolff that believes in “about 18 months from now, 80 percent of newspapers will be gone.” I think he’s wrong, but many newspapers are doing a heck of a job trying to prove him right.

Paul Bradshaw asks: “So what is really killing newspapers?

No one, but themselves.

O Matthew Ingram levantou uma boa questão ao falar da nova GoogleNews Timeline:

“Porque é que não foi uma organização jornalística a fazer isto?”

Eu digo-vos porquê: eles ainda estão no modo de rádio, TV, papel, não no de web. Eu vejo muitos media online que nem um shovelware em condições conseguem fazer nos seus sites de “design 2.0″. A sua lógica ainda é linear, que é exactamente o que o ambiente web não é. E porque isto é uma indústria que evoluiu muito tecnologicamente no processo de recolha, mas não muito no de distribuição, e apenas uma pequena percentagem do pessoal estava envolvida nessa parte, talvez tenham negligenciado demais esse lado. As coisas mudaram e eles não.

A agitação nos próximos dias será à volta das palavras de Michael Wolff que acredita que “daqui a 18 meses, 80% dos jornais desaparecerão”. Acho que ele está errado, mas há muitos jornais que estão a esforçar-se a sério para lhe dar razão.

O Paul Bradshaw pergunta: “O que é que está realmente a matar os jornais?”

Ninguém, a não ser eles mesmos.

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26
Mar
09

Out for some days | Fora por uns dias

I’ll be away for a couple of days to participate in the 2nd Journalist’s Convention in Guimarães. I was kindly invited to participate Saturday morning in a debate about how technology has changed journalism, so i’m antecipating a great time.

This will also be a chance to change the setting a bit, i really need it. I haven’t been producing as much as i should and maybe a change will do some good.  I’ll be networking live, which is also good, though i’m trying to be live from the event too, via Twitter. I’ll let you know.

I hope to return in full force next Monday.

Vou estar fora uns dias para participar na 2ª Convenção de Jornalistas em Guimarães. Fui gentilmente convidado para participar numa mesa redonda Sábado de manhã, dedicada a tecnologia e jornalismo, por isso já estou a antecipar um bom bocado.

Esta também é uma boa oportunidade para mudar de ares, que bem preciso. Não tenho produzido tanto como devia e talvez uma mudança venha a calhar. Vou estar a socializar ao vivo, o que também é bom, mas vou tentar estar também em directo do evento, via Twitter. Eu aviso.

Espero voltar em força próxima segunda-feira.

PROGRAMA

Tema: 10 anos depois: o que mudou?

Data: 27 e 28 de Março de 2009

Local: Centro Cultural de Vila Flor (Guimarães)

27 de Março

09h00 – Recepção aos participantes e entrega de documentação

09h30 – Sessão Solene de Abertura

10h00 – Pausa para Café

10h30 – Conferência: “O papel da informação televisiva”

13h00 – Almoço

15 – Primeira Sessão de Grupos de Trabalho

Ciberjornalismo e Multimédia – (Manuel Molinos – Jornal de Notícias)

Jornalismo DesportivoFernando Eurico (Antena 1)

17h00 – Pausa para Café

17h30 – Conferência:

“O lugar da grande reportagem no jornalismo português” - Miguel Carvalho (Visão)

20h00 – Jantar

22h00 – Programa Social

Visita nocturna ao Museu Alberto Sampaio (grátis para participantes)

Espectáculo no Café-Concerto do Centro Cultural de Vila Flor (entrada sem consumo mínimo obrigatório para participantes)

28 de Março

09h30 – Mesa Redonda – O jornalismo e as novas tecnologias

Paulo Querido

Alexandre Gamela

Luís Miguel Loureiro

11h30 – Segunda Sessão de Grupos de Trabalho

A relação dos jornalistas com as fontes de Comunicação

(Pedro Antunes Pereira – Jornal de Notícias)

Jornalismo Local e Regional – Luísa Teresa Ribeiro (coordenadora do Diário do Minho)

13h00 – Almoço

15h00 – Apresentação do estudo O perfil sociológico dos jornalistas portugueses – José Rebelo

DEBATE

18h00 – Apresentação de Conclusões

19h00 – Sessão de Encerramento

INSCRIÇÕES

INFORMAÇÕES

CONTACTOS

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03
Mar
09

The Future | O Futuro

…as seen by Microsoft | …como a Microsoft o vê

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Fast forward me to 2019, please.

via Buzzófias

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12
Fev
09

Feeling generous? | Sentem-se generosos?

Thank you | Obrigado

I’ve been reading and writing about the future of the news industry, the new business models and ways to generate revenue so much, that i forgot the most important finance of all: mine. This week i realized i’m broke. Nothing too serious, i have a small amount of outstanding debts, and bills to pay soon (internet is one of them), and i can’t borrow any more money from my loved ones, things are hard for all of us.

I was thinking about proposing a work (a report, an investigation) and then asking for your funding. Unfortunately, i won’t be able to do that before solving these immediate issues. I’m not the kind of person that asks and doesn’t give anything back, so it’s hard for me to do this. My work with this blog is all i have for trade now, hope it will suffice for now.

I’ll be considering this also as a test, not to you of course, but to the goals i have set for me, and my career plans. No one lives on air, and i have to change my current situation. Your help may boost my plans to a whole new level. I explain things better here, i have a Three Phase Plan so you know what will happen with your contribution.

I’m not expecting much to tell you the truth, but any help is welcome. Thank you all.

Tenho andado a ler e a escrever tanto sobre o futuro da indústria de informação, novos modelos de negócio e formas de gerar receitas, que me esqueci das finanças que interessam: as minhas. Esta semana apercebi-me que estou sem dinheiro. Nada demasiado sério, tenho umas pequenas dívidas pendentes, e contas para pagar em breve (a de internet é uma delas) e não posso pedir mais emprestado por aqui por casa, está complicado para todos.

Estava a pensar em propôr um trabalho (uma reportagem, uma investigação) e depois pedir o vosso financiamento. Infelizmente, não vou poder fazer isso sem resolver estes assuntos no imediato. Não sou o género de pessoa que pede sem dar nada em troca, por isso é difícil para mim fazer isto. Só posso dar como garantia o trabalho neste blog, e espero que chegue por agora.

Vou considerar isto como um teste, não a vocês claro, mas aos objectivos que tracei para mim e para a minha carreira. Ninguém vive do ar, e preciso de melhorar a minha situação. A vossa ajuda pode impulsionar isso. Eu explico tudo aqui, tenho um Plano em Três Fases, onde explico o que se vai passar com a vossa contribuição.

Não estou à espera de muito, para vos dizer a verdade, mas toda a ajuda é bem vinda. Obrigado.

Continue a ler ‘Feeling generous? | Sentem-se generosos?’

02
Fev
09

Top5: Most annoying discussions | Discussões mais irritantes

The Death of Newspapers | A morte dos Jornais

pic by Provide Design

Mondays make me grumpy. I think most of you feel the same. So i’m taking this grumpiness and make it work in my favour and start here a long planned series of five posts about some discussions that despite being meaningful and needed in many ways are starting to get on my nerves. And  to take the bull by the horns, i’ll be starting with the biggest one.

The death of Newspapers

The real issue: old media vs new media. Like in many other debates, sometimes the real issue is hidden under a pile of arguments that aren’t the ones that really matter. So, it bothers me when some confuse the package with what’s inside. The Death of the Newspapers should not be  about format. The printed paper is the package, and the news are the gift. The problem is that the whole business was supported by the wrapping paper, and with the internet, all that was left was the contents, that became more appealing, and easier, faster, cheaper to get.

The debate still revolves too much  around the format, and there is a bulk of reasoning based on the superiority of the paper. The advantage of that format is that it made money. Well, some money. And because of the webgeist, it is more difficult to generate revenue teaching the old tricks to a new dog, and when those tricks failed they blamed it on Craigslist. This is ridiculous, because there are countries where Craigslist has no relevance whatsoever and the newspapers face the same problem. The secret was not on the classified ads. What other reasons are to it then?

Management failed miserably in some fundamental points: concentrated only in one activity, but performed badly, being lazy shovelling press releases and wire as news, creating a detached reality from the readers’. They succumbed to outside influence, and when independent bloggers caught media  in their biased views and dirty little secrets, the audience turned to what they felt it was more reliable. They scorned the intelligence of their readers, and underestimated the importance of the new medium. Newspapers were arrogant. So the fault is part theirs.

Unlike any other medium, newspapers are the purest players: most of TV and Radio rely heavily on entertainment. So this granted them the keys to their own Ivory Tower. Unfortunately to some, they only opened the door from the outside.

There is a crisis out there, which is economical, social, educational, cultural. Let me rephrase that, and substitute “crisis” for “revolution“. Like in any other revolution the ones who adapt faster to the new order survive. Newspapers  and their professionals are having a hard time to adjust, because they are still trying to save paper. That should not be a subject to be harping on, because paper will live a long time, in different models, frequency, looks, content, but there will always be an audience for paper. Don’t mix  up a combustible material with fuel for the mind. News is the most important part of “newspaper”. Fortunately there has been some effort : “Management structures and sales practices are also changing, with the emphasis on fewer executives and more soldiers in the trenches.”

This issue also hides a fear: can journalism die? Which sometimes means “can i lose my status”? This question was posed by some journalists, in their long, sleepless nights. Unfortunately, the question became to “will i keep my job?“. Journalism won’t die even if all the journalists disappeared from the face of the earth overnight, so we are dispensable, no matter how bad some might take this. Yes, journalists are mere mortals. Like Charlie Beckett put it, “Journalism likes to think it is a superhero when it is really Clark Kent.” A professional is someone who makes a living using a specific set of skills and knowledge. This both includes journalists and lumberjacks.

What worries me is that this debate is kept between journalists, users/readers, academics, but seldom we have a newspaper manager participating, they’re the ones who can really do something (well, not really). My only doubt is if that is a symptom or a cause.

Now that i blew off some steam about it, i just want to say that there are a lot of well meaning professionals trying to deliver and evolve while riding the wild juggernaut that is the news industry. The survival of the business is not in question, but some doors will close, it’s up to the companies to reinvent themselves as they stick to the original plan: to inform their communities, whether in analog or digital, because that is their role.

Estou sempre irritado às Segundas. Acho que a maioria sabe do que falo. Por isso vou usar esta irritação e pô-la a trabalhar em meu favor, e começar hoje uma série de posts há muito planeada sobre algumas discussões que, apesar de profundas e necessárias, já me começam a chatear. E para pegar o bicho de caras, vou começar pela maior.

A Morte dos Jornais

A verdadeira discussão: media tradicionais versus novos media.  Como em qualquer outra discussão, por vezes o verdadeiro tema está escondido debaixo de uma pilha de argumentos, que nem são os mais importantes. Por isso incomoda-me quando alguns confundem o embrulho com o que está lá dentro. A Morte dos Jornais não devia ser sobre o formato. O papel impresso é o embrulho e as notícias o presente. O problema é que o negócio inteiro era financiado pelo papel de embrulho, e, com a internet, só sobrou o conteúdo, agora mais apelativo, mais barato, rápido e fácil de obter.

O debate ainda anda muito à volta do formato, e existe uma quantidade enorme de raciocínio que se apoia numa superioridade do papel. A vantagem desse formato era que fazia dinheiro. Bem, algum. E por causa do webgeist, é difícil criar receita ensinando os velhos truques a um cão novo, e quando esses truques falharam culparam a Craigslist. Isto é ridículo, porque há países onde a Craigslist não tem expressão nenhuma, e os jornais têm os mesmos problemas. O segredo não estava nos classificados. Então que outras razões temos?

A gestão falhou redondamente em alguns pontos fundamentais: concentraram-se apenas numa actividade, mas mal, ao serem preguiçosos  a despejar press releases e takes de agências, e criando uma realidade longe da dos leitores. Sucumbiram a influências externas e quando bloggers independentes apanharam os media nas suas visões parciais e segredinhos sujos, o público virou-se para o que lhes pareceu mais fiável. Desprezaram a inteligência dos seus leitores e menosprezaram a importância dos novos meios. Os jornais foram arrogantes. Parte da culpa é deles.

Ao contrário de qualquer outro meio, os jornais são jogadores puros: a maior parte da TV e da Rádio baseia-se em entretenimento. Isto deu-lhes as chaves para a sua própria Torre de Marfim. Infelizmente para alguns, apenas abriam a porta do lado de fora.

Há uma crise lá fora, que é económica, social, educacional, cultural. Deixem-me reformular, e substituir “crise” por “revolução“. Como em qualquer revolução, os que se adaptam à nova ordem sobrevivem. Os jornais e os  seus profissionais estão a ter dificuldades em ajustar-se, porque ainda estão a tentar salvar o papel. Não devia ser esse o seu cavalo de batalha, porque o papel vai durar ainda muito tempo, em modelos diferentes, frequência, aspecto, conteúdo, mas há-de sempre haver um público para o papel. Não confundam o material que arde com o que nos alimenta as ideias. As notícias são a parte mais importante de um jornal. Felizmente há quem se esforce: “As estruturas de gestão e práticas de venda também estão a mudar, com ênfase em menos executivos e mais soldados nas trincheiras”

Este assunto também esconde um medo: pode o jornalismo morrer? O que por vezes significa”posso perder o meu estatuto”? Esta pergunta era colocada às vezes por alguns jornalistas em noites de insónia. Infelizmente, tornou-se em “será que vou manter o emprego”? O jornalismo não morria nem que todos os jornalistas desaparecessem da face da terra de um dia para o outro, por isso somos dispensáveis, por mais que alguns de vocês levem isto a mal. Sim, os jornalistas são meros mortais. Como disse o Charlie Beckett,  “o jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent”. Um profissional é quem ganha a vida recorrendo a um conjunto específico de aptidões e conhecimentos. Isto inclui jornalistas e madeireiros.

O me preocupa é que este debate é mantido entre jornalistas, utilizadores/leitores, académicos, mas raramente temos alguém da direcção de um jornal como interlocutor, eles é que podem realmente fazer alguma coisa (bem, nem por isso). A minha única dúvida é se isto é um sintoma ou uma causa.

Agora que já desabafei um bocado, gostaria de dizer que há um monte de profissionais bem intencionados que procuram cumprir e evoluir enquanto vão em cima do rolo compressor que é a indústria de informação. A sobrevivência do negócio não está em causa, mas algumas portas irão fechar, cabe às empresas reinventarem-se e ao mesmo tempo manter-se fiéis ao plano inicial: informar as suas comunidades, seja de forma analógica ou digital, porque esse é o seu verdadeiro papel.

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20
Jan
09

I work… | Eu trabalho…

***Se vieram parar aqui a partir do post do Pedro:  este desentendimento foi resolvido em condições***

…I’m just not making any money | …não estou é a ganhar dinheiro
This is a personal rant. I’m pissed off about the way i have been described in a newspaper after my informal Twitter coverage of the Hudson Plane Crash: “Alexandre Gamela, an unemployed journalist”. The impudence!

 

It is true i’m not working for a company. It is true that i don’t have a fixed income. But i have a job. Well, i have an activity, a few actually, and sometimes they’re profitable, sometimes they’re not.  Most of the time they’re not.

Biggest example: this blog. I wake up everyday at 6 am not because i’m an early riser, but because i have the need to read and write about journalism, learn and share with others the signs that are leading the business into the future. And i do it for free. Where are my earnings? In the reputation i’ve built from my living room, interacting with smart, forward people. Google me and you’ll be able to evaluate that effort.

Do i want a job? You know, the standard concept thing. Yes, if there were any interesting, but in a global current where the word is “lay offs” it’s hard to find any (interesting or not). Here in Portugal there’s a huge offer for internships, 150€ a month, if you’re lucky, i saw an ad offering a 1 year internship for free. Oh the privilege! We have a slavery history, but i think we were the first ones to abolish it. Well, History is easily forgotten.

There is the ocasional ad, that looks like the perfect thing. In hundreds of job applications  i sent in the last years i only made it to three interviews. And i screwed a few. So i stopped answering. I don’t think i’m “too good for it” or “misunderstood”. Maybe the truth is that i’m  not what people want. And most of the times what they offer is not what i want. I’m not a kid. I know what i can and cannot do. And i did too many demeaning jobs to know how hard it is to make money out of something you loathe.

I have my own project. I built – and still am building – a good reputation. Now i want to monetize it. I have a few ideas, that i’ll share soon. Meanwhile, my side gigs should be paying more, i’m broke and in debt. But that’s the sacrifice i’ve been making to achieve my goals. I plan my life in four month periods, so this means if by April i don’t amount to nothing or stop having a positive feedback, i’ll post a fail whale and say goodbye and thanks for all the fish. There are many talented journalists working at gas stations, supermarkets, or waiting on tables. I won’t be alone.

Meanwhile i’ll be working my ass off and take my chances. If you see a job that suits me, well let me know. I like to work with other people, and get paid for it. But meanwhile, do not refer to me as unemployed. I prefer freelancer/entrepreneur. It sounds better.

Isto é um desabafo. Estou lixado pela forma como fui descrito num jornal depois da minha cobertura informal do Acidente no Hudson: “Alexandre Gamela, um jornalista desempregado”. O descaramento!

 

É verdade que não estou a trabalhar para uma empresa. É verdade que não tenho rendimentos fixos. Mas tenho trabalho. Bem, uma actividade, umas poucas até, e por vezes dão lucro. A maior parte das vezes não.

Maior exemplo: este blog. Eu acordo todos os dias às 6 da manhã não por ser madrugador. mas porque preciso de ler e escrever sobre jornalismo, aprender e partilhar com outros os sinais que mostram o caminho para o futuro . E faço-o de borla. Onde estão os meus ganhos? Na reputação que construí a partir da minha sala, interagindo com pessoas inteligentes, de vanguarda. Procurem-me no Google e digam se vale a pena.

Se eu quero um emprego? Sabem, nos moldes tradicionais. Sim, se houvesse algo que interessasse, mas numa corrente global onde a palavra de ordem é “despedimentos” é difícil encontrar um (interessante ou não). Cá existe uma oferta enorme de estágios a 150€ por mês,se tiverem sorte, vi um anúncio para estagiar um ano de borla. Ui o privilégio! Temos um passado de escravatura, mas creio que fomos os primeiros a aboli-la. Mas a História é facilmente esquecida.

De vez em quando lá aparece um anúncio que parece perfeito. Em centenas de candidaturas que enviei nos últimos anos só consegui três entrevistas e espalhei-me em algumas. Por isso não respondo a mais nenhum. Não porque ache que sou “demasiado bom” ou “incompreendido”. Talvez eu não seja aquilo que as empresas procuram, a maioria das vezes eu não quero o que elas oferecem. Não sou um miúdo, eu sei o que posso e não posso fazer. E tive demasiados empregos maus para saber como é mau fazer dinheiro em algo que odiamos.

Eu tenho o meu próprio projecto. Construí – e ainda estou a construir- uma boa reputação. Agora quero rentabilizá-la. Tenho algumas ideias, que partilharei em breve. Entretanto, estou teso e cheio de dívidas. Mas esse é o sacrifício que tenho feito para atingir os meus objectivos. Eu planeio a minha vida para os quatro meses seguintes, por isso se em Abril eu não conseguir nada ou deixar de ter feedback positivo, posto aqui uma fail whale e digo adeus e saúdinha. Há muitos jornalistas talentosos em estações de serviço, supermercados, ou a servir às mesas. Não estarei sozinho.

Entretanto, vou trabalhar muito e arriscar. Se virem um emprego para mim, bem, avisem. Gosto de trabalhar com pessoas e ser pago por isso. Mas entretanto, não me descrevam como “desempregado”. Prefiro freelancer / empreendedor. Soa muito melhor.

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14
Jan
09

Suggestion: A Twitter digest | Sugestão: Um compilador para o Twitter

Threading the conversation | Alinhar a conversação

Threading the conversation | Alinhar a conversação

I thought about this when i saw Jim MacMillan’s Daily Tweet Digest: what about an application (plugin, widget, whatever) that would create a timeline with our daily tweets, and organized the conversation in threads, like in Tweetree?

It would work as a organized, semantic, relational tweetstream.

All the links shared could be previewed and it would also suggest other users referring to them. This is different from Friendfeed, where Twitter generates more noise than value, i prefer to use it as an aggregator of my social bookmarks and web applications. It could take advantage from hashtags, and other side applications like Twitpic, to add visual value to the timeline.

The goal would be a costumizable, visual, inter-related dialog line, based on our tweet conversation, to be used on our websites,  Tumblr-like, but with a bigger potential. Does anyone know if there’s something like this? Or maybe the tea at breakfast was too strong?

Pensei nisto quando vi o Daily Tweet Digest do Jim MacMillan: que tal uma aplicação (plugin, widget,seja lá o que for) que criasse uma timeline com os nossos tweets diários e organizasse a conversação em threads, como no Tweetree?

Funcionaria como uma espécie de tweetstream organizado, semântico e relacional.

Todos os links partilhados poderiam ser pré-visualizados e sugeriam outros utilizadores que os referissem. É diferente do FriendFeed onde o Twitter  gera mais ruído do que valor, prefiro usá-lo como agregador de social bookmarking e outras aplicações web. Poderia usar as hashtags, e outras aplicações paralelas como o Twitpic para adicionar valor visual à timeline.

O objectivo seria uma linha de diálogo personalizável, visual e interrelacionada, baseada na nossa conversação no Twitter, que desse para pôr num site, tipo Tumblr, mas com mais potencial. Alguém conhece alguma coisa assim? Ou o meu chá do pequeno almoço estava demasiado forte?

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