Arquivo de Fevereiro, 2009

26
Fev
09

Entrevista completa ao Semanário Económico

Sorry all you english speaking people, but i don’t have time today to translate this. Maybe next week.

Estas são as perguntas da Ângela Marques para a sua reportagem sobre o Twitter que saiu no fim de semana passado no Semanário Económico. Como acho que ela levantou questões interessantes e eu dei algumas respostas com piada, vou publicar aqui o integral da entrevista.

1. Como conheceu o Twitter?  Usa outras redes sociais como o Twitter (Facebook, Hi5, Myspace)?

Comecei a ouvir falar do Twitter na parte final de 2007, associado a outros serviços semelhantes como o Jaiku e o Plurk. Confesso que a início não fiquei fascinado com o microblogging, mas à medida que ia lendo alguns bloggers , como o Paul Bradshaw do OnlineJournalismBlog.com sobre esta ferramenta, fui ficando cada vez mais interessado. Além disso, era novo e gratuito,e achei que não custava nada experimentar. Acho que é assim que funcionam os early adopters.

Tive algumas dificuldades a princípio para entender o potencial do Twitter, mas à medida que ia entrando em contacto com outros utilizadores e a aumentar a rede de contactos esse potencial foi-se revelando. Acho que o ponto de viragem foi durante o incêndio de Camden Market há cerca de um ano, em que pelo Twitter estava a recolher mais informações e mais depressa do que pelos canais tradicionais, enquanto as partilhava com amigos meus em Londres, que nada sabiam do acontecimento. Depois com as aplicações que fui descobrindo, consegui ter uma utilização mais efectiva da aplicação. Na altura ainda dava para receber gratuitamente mensagens do Twitter no telemóvel, o que era o verdadeiro intuito do Twitter. A partir daí tornou-se realmente num vício.

Estou inscrito nessas três redes sociais, com uma presença mais efectiva no Facebook, mas a partir do Twitter achei-as limitadas, são na prática plataformas expositórias, enquanto que o Twitter na sua essência é uma ferramenta de partilha e diálogo.

2. O que lhe interessa no Twitter?

A interacção com as pessoas. Desenvolvem-se conversas, debates, partilham-se links, em 140 caracteres. Por muito pouco que tenhamos para dizer esse pouco pode ser valioso, tenho descoberto e aprendido muito com o que os elementos da minha rede de contactos partilham. Depois é a ubiquidade, demonstrada nos em alguns acontecimentos como a amaragem no Rio Hudson, onde a informação estava a ser divulgada por pessoas no local. Soma-se a isto a possibilidade de toda a gente ter telemóvel com câmara fotográfica, e haver uma evolução nos dispositivos móveis que permitem retirar o máximo do canal. Alguém partilha um dado com o seu grupo que é repetido exponencialmente pelos elementos desse grupo com os seus próprios seguidores e por aí fora. É o boca a boca à velocidade da luz, e é por isso que os media tradicionais têm ficado para trás em algumas situações porque precisam de enviar meios e pessoas para o local do acontecimento. Se alguém com Twitter estiver lá, o mundo também está.

Outro factor que me interessa imenso é o facto de as pessoas continuarem a agir como numa rede social tradicional: partilham as pequenas coisas do dia a dia, músicas, fotos, damos os bons dias, o que humaniza o relacionamento virtual. E depois, se alguém precisa de ajuda basta só pedir, alguém pode , ou tem alguém na sua rede que pode, ajudar. Existe um espírito muito solidário.

3. Por quantas pessoas é seguido no Twittter?

Graças à recente divulgação do Twitter houve um crescimento notório no meu número de followers, com 7 a 10 novos utilizadores a adicionarem-me por dia. Neste momento exacto tenho 716 mas espero chegar aos mil em menos de um mês. E são pessoas do mundo inteiro, mais ou menos ligados às minhas áreas de interesse, e muitos são amigos de amigos. Existe o FollowFriday que basicamente são tweets a recomendar algumas pessoas, todas as sextas. Já fui recomendado várias vezes, especialmente por utilizadores norte americanos. Há uma coisa que gosto de fazer cada vez que chega um novo follower que é dizer olá, tratá-lo pelo nome próprio, dar as boas vindas, e se através das bios ou dos links para os seus blogs eu vir que existe alguma coisa que interessa deixo sempre um comentário extra. Tenho a noção que são pessoas reais do outro lado e dizer olá é o mínimo que posso fazer já que se interessaram por aquilo que eu digo em 140 caracteres.

4. (Vamos tentar fazer uma pergunta sem a palavra Twitter?) Continua a
alimentar o seu blogue com a mesma frequência?

Mais ainda. Tenho mais público no Twitter do que um dia normal de visitas no blog, e muitos chegam aos meus posts lá, porque são notificados através do Twitter que escrevi mais alguma coisa. Depois quem achar o texto suficientemente interessante para ser partilhado, reenvia o meu link para a sua rede. É um processo viral, que me tem dado mais visibilidade ao meu trabalho como blogger. O que acabo por fazer de diferente é partilhar mais links via Twitter do que recomendá-los no blog.

5. Quantos Twitters segue?

Essa é a parte curiosa na minha construção da rede de contactos no Twitter. São cerca de menos 30, em média do que o meu número total de seguidores. Neste momento são 691. Isto acontece porque há utilizadores que ou não disponibilizam dados suficientes ou não vejo interesse em segui-los, tenho algum cuidado em filtrar os meus contactos. Mas procuro sempre que seja um número equilibrado e normalmente sigo de volta todos os novos followers. Há utilizadores, especialmente aqueles com um perfil público notório – actores, comediantes, músicos etc- que não seguem quase ninguém de volta. Eu por um lado percebo, mas por outro o Twitter não é um palco, é uma plataforma de intercâmbio. Eu não quero falar com ninguém que não queira saber do que eu digo. O mais interessante é que nessas quase 700 pessoas que eu sigo, eu adicionei por iniciativa própria menos de 50, não porque não tenha interesse em fazer mais contactos, mas porque as pessoas têm vindo naturalmente a adicionar-me. Ainda não atingi um número crítico de pessoas que seja difícil de seguir e filtrar a informação, mas às vezes há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Mas há quem lide bem com mais de vinte mil fontes de informação no Twitter, por isso acho que não me posso queixar.

6. Como analisa o aumento do número de utilizadores do Twitter no último mês?

É o reflexo natural da divulgação da plataforma entre os utilizadores comuns e claro, entre os jornalistas, que começam a usar e a falar cada vez mais do Twitter. É uma ferramenta que é fácil de usar e devido às ligações que se estabelecem dentro da rede de contactos torna-se viciante. Há encontros de utilizadores do Twitter, como disse , há um lado humano muito forte dentro desta rede social. E espero que os operadores móveis reparem nisso e comecem a apostar no Twitter, eu apostei há uns meses com o Paulo Querido que no espaço de um ano iria aparecer um telemóvel com uma tecla específica para usar o Twitter. E eu não quero perder.

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25
Fev
09

Interviewed about twitter again | Entrevistado sobre o twitter de novo

capatwit

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The Semanário Económico did a story about  Twitter’s popularity growth in Portugal. They talked with me in the quality of Twitter expert, which sounds kinda cool.  This is my second interview in two months for a story about Twitter, and both for national editions. I don’t write for any, but i show up in them. In Portuguese only, sorry.

O Semanário Económico fez uma reportagem sobre o aumento da popularidade do Twitter em Portugal, e vieram falar comigo na qualidade de estudioso do Twitter, o que até soa  porreiro. Esta é a segunda entrevista que dou em dois meses para uma publicação nacional, não escrevo para nenhuma mas saio nelas. Cliquem na imagem para ler em .pdf.

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20
Fev
09

#cfund debate: Wrap up | Conclusões

Debate clip

Debate clip

I can’t say that yesterday’s Twitter  #cfund debate was a huge success, but it was great to tap into the thoughts of journalists, media addicts and common users about new business models for new media. During the 10 hours of active debate we reached an average of almost 70 tweets per hour, which shows how lively it was. We didn’t come up with a solid solution for the financing problem of online media, but we sure gave a lot of suggestions. This wrap up is a mix of my interpretations and the words of all that participated in the debate. To them, my deepest thanks, they made my day.

We started by polling if people were willing to pay for news, and right from the start the no took the lead by a long distance. But, as the debate shows, users were willing to pay for special features, services, and fund investigative reporting. Soon Spot.us came up in the conversation, or wasn’t this a debate under the sign of crowdfunding. Dave Cohn’s project gathered consensus as an example of what users should be funding: independent, local reporting. In fact, local and unique content are ahead in the priorities of spending users.

But for the rest of the news, which should be the  best model to apply? Micropayments were suggested, but only if there was  a universal system, instead of an individual one that put walls around each newspaper. I found this a bit hard to apply but i can see the aim: users want it simple.  Also noted as fundamental was that the news products should take in account niches and the specifics of the community.

There were many interesting comparisons with the music industry, though some differences must be highlighted: music is a perennial product, while news have a short life span, though now expanded thanks to the infinite archive of the web. The similarities come in the way users relate to the distribution of the product, and how the solutions provided by the music industry could work for the news industry. A iTunes like system could work if it was real cheap, and -in my opinion- could be fully costumizable. You’d buy the news you want. But quickly i find many reasons for this system to fail: i don’t want to buy news like i said before, and any user could share his buy with whoever he wanted. I don’t want to give any excuses to anyone create a news RIAA…

Não posso dizer que o debate #cfund no Twitter tenha sido um sucesso estrondoso, mas foi excelente para aceder às ideias de jornalistas, viciados nos media e utilizadores comuns sobre novos modelos de negócio para os novos media. Durante 10 horas de debate activo, atingimos uma média de 70 tweets por hora, o que mostra como foi animado. Não encontrámos nenhuma solução sólida para o financiamento dos media online, mas demos muitas sugestões. Esta conclusão é uma mistura das minhas interpretações e as palavras dos que participaram no debate. A eles o meu obrigado.

Começámos com uma sondagem para saber se as pessoas estavam dispostas a pagar por notícias, e, desde logo, o não ganhou um grande avanço. Mas, como o debate mostra, os utilizadores estão dispostos a pagar por aplicações e serviços especiais, e a financiar jornalismo de investigação. Rapidamente o Spot.us surgiu na conversa, ou não fosse este um debate sob o signo do crowdfunding. O projecto de Dave Cohn reuniu consenso como exemplo do que se devia apoiar financeiramente: jornalismo local e independente. Na verdade, conteúdo local e único estão na frente das prioridades dos utlizadores dispostos a pagar.

Mas para o resto das notícias, qual será o melhor modelo a aplicar? Foram sugeridos os micropagamentos, mas apenas se houvesse um sistema universal, em vez de específicos que isolassem os jornais. Achei este modelo um pouco difícil de aplicar, mas vejo o objectivo: quanto mais simples para o utilizador melhor. A importância dos nichos de mercado e as especificidades das comunidades foram apontados como fundamentais na definição dos produtos informativos.

Houve comparações muito interessantes com a indústria musical, apesar de ser necessário destacar as diferenças: a música é um produto permanente, enquanto que as notícias têm uma vida curta, agora aumentada no arquivo infinito da web. As semelhanças surgem na forma como os utilizadores se relacionam com a distribuição do produto, e como as soluções apresentadas pela indústria musical podem resultar para a indústria de informação. Um sistema tipo iTunes podia funcionar se fosse realmente barato e o conteúdo podia ser personalizado. Compravam-se as notícias que se queria. Mas rapidamente vejo muitas razões para não funcionar: como se disse antes, eu não quero comprar notícias, e qualquer um podia partilhar o conteúdo com quem quisesse. E não quero dar desculpas a ninguém para criar uma RIAA para as notícias…

Crowdfunding

Crowdfunding

Crowdfunding as an option was widely discussed through out the debate. A system that would sit on the spontaneous,free contributions of users – or if required to fund a reporting project- is a concept pretty much well accepted by the majority of the participants. I had to ask for the pros and cons of crowdsourcing, and we found some flaws for this model, if used for certain structures.

The best part of crowdfunding is that it makes the users a part of the process, they put their money where their confidence is. But that implies the creation of valuable, trustworthy content. It’s a Darwinistic logic, only the best would survive. The cons are scale – it should work better with smaller endeavours, with a huge market. Portugal has 10 million inhabitants, so in most of the cities a crowdfunded project wouldn’t last long, but it might survive on a national level. In the American scale, things would work the other way around.   Other problem that was raised was the sustainability: how to keep the users excited and making them sending money. And like someone said, it’s hard enough to please one boss, now try to please a crowd of them. But crowdsourcing works, and that’s a fact.

We also discussed if news companies should be profit or non-profit. To depend on external endorsements is risky, and i believe that without a commercial, competitive side, the news business might lose it’s edge. Public interest was discussed, but i think all news are of public interest. Editing options define the degree of importance of a story to a specific audience, and now those options are easily costumized by users when they choose the feeds they want to get. They become the editors.

Besides, in an environment prolific in content, users will have the last word. There is a middle man that gets out of the loop, which favors freelance writers and journalists, that can work directly for their audience, skipping a whole editorial structure and even traditional publishing.

A opção do crowdfunding foi amplamente discutida ao longo do debate. Um sistema que se apoiasse nas contribuições livres e espontâneas dos utilizadores – ou a pedido para financiar reportagens – é um conceito muito bem aceite pela maioria dos participantes. Eu tive que perguntar sobre os prós e os contras do crowdsourcing, e demos com algumas falhas neste modelo, se usado em certas estruturas.

A melhor parte do crowdfunding é que inclui os utilizadores no preocesso, e eles colocam o dinheiro onde está a sua confiança. Mas isso implica a criação de conteúdo valioso e fiável. É uma lógica Darwinista, só os melhores sobreviveriam. Contra está a escala – resultaria melhor com empreendimentos mais pequenos, com um grande mercado. Portugal tem 10 milhões de habitantes, por isso na maioria das cidades um projecto apoiado em crowdfunding não durava muito, mas poderia sobreviver a nível nacional. À escala americana seria ao contrário. Outro problema que foi levantado foi a sustentabilidade: como manter s utilizadores interessados e a contribuir regularmente. E como alguém disse, já é difícil agradar a um patrão, quanto mais a uma multidão deles.

Também discutimos se as empresas deveriam ter ou não fins lucrativos. Depender de apoios externos é arriscado, e acredito que sem um lado comercial, competitivo, o negócio das notícias perderia um pouco a garra. O interesse público foi discutido, mas acho que todas as notícias são de interesse público. As opções editoriais definem o grau de importância de uma história para um público específico, e agora essas opções são facilmente assumidas pelos utilizadores quando escolhem as fontes das notícias que querem. Eles passam a ser os editores.

Além disso, num ambiente tão rico em conteúdos, os utilizadores é que têm a última palavra. Há um intermediário que sai do circuito, o que favorece escritores e jornalistas freelancers, que assim podem trabalhar directamente para o seu público, livrando-se de uma estrutura editorial e até das edições tradicionais.

More than news | Mais do que notícias

More than news | Mais do que notícias

After a while it became clear that the problem doesn’t rely on distribution only. It’s not how to make people pay that matters. It’s what they pay for. There is a whole structural matter that is not restricted to the distribution channels. It was defended that traditional media are not really trying to to create a new business model, but rather making an awkward attempt to adapt the old system to a new environment. It simply doesn’t work, the web is like the outer space, Earth rules do not  apply. Blogs are more engaged to their audience, they are more connected to the people who read them because there is a relationship. Newspapers were objects, brands, a product with untouchable people inside.Users are no longer up for it.

Another thing that struck me was the inclusion of print in the possible business models suggested in the debate. Print has an important role in the news industry, because there is still a huge amount of audience for it. It should be treated as a luxury item, and not as the thing you use to wrap your fish and chips (nudge nudge to Britain). It has been always the content that set newspapers apart. Create real good content for print, and people will buy it. Fewer people, but that is a part of the definition of niche market.

And like Steve Yelvington suggested, why are you trying  to sell just a newspaper? Widen the scope and create other products that also are journalism. How many of you bought a newspaper just because of the cartoons or the sports page, or the books that came with? Many times people bought newspapers not because of the news, but for the entertainment. So i find it hard to convince them to pay for it. Don’t charge us for  content, but for premium products. Ok, this bit is my opinion.

Overall it was a sometimes hectic but well spent day in front of the computer. I regret the fact that i didn’t had more experts and journalists to debate. War stories are always better told by those who fought in the trenches. But the debate is far from over, so we’ll hear a lot from them too. Another peculiar thing is that yesterday there was a flood of business model related posts, which meant that even without their knowledge, there was a number of people eager to participate.

I have to thank all the people that joined us yesterday, and a special thanks to João Simão, a university teacher at UTAD that is trying to make a difference, he helped organizing and hosting the debate at his website, in just a couple of days. Lets get ready for the next one.

Ao fim de algum tempo tornou-se claro que o problema não se restringe apenas à distribuição. Não é o como as pessoas pagam que interessa. É o que elas pagam. Existe um problema estrutural que não está limitado aos canais de distribuição. Foi defendido que os media tradicionais não estão a tentar criar novos modelos de negócio, mas antes a fazer uma tentativa desajeitada para adaptar o velho sistema a um novo ambiente. Simplesmente nunca vai resultar, a web é como o espaço sideral, as leis da Terra não se aplicam. Os blogs relacionam-se mais com o seu público, estão mais ligados às pessoas que os lêem, porque existe um vínculo. Os jornais eram objectos, marcas, um produto com gente intocável lá dentro. Os utilizadores estão fartos disso.

Outra coisa que me surpreendeu foi a inclusão do papel nos possíveis modelos de negócio sugeridos. O papel tem importância na indústria de informação porque ainda existe um público enorme para ele. Deveria ser tratado como um produto de luxo, e não para forrar galinheiros. Foi sempre o conteúdo que definiu os jornais. Criem um bom conteúdo para o papel,que as pessoas compram-no. Menos pessoas, mas isso faz parte da definição de nicho de mercado.

E como Steve Yelvingto sugeriu, porque é que estão a tentar vender apenas um jornal? Alarguém o âmbito e criem outros produtos que também são jornalismo. Quantos de vocês compraram um jornal por causa da BD, ou o suplemento de desporto, ou os livros que vinham junto? Muitas vezes as pessoas compravam jornais não por causa das notícias, mas pelo entretenimento. Por isso acho difícil convencê-las agora a pagar por notícias. Não nos cobrem pelo conteúdo , mas pelo produto de qualidade. Ok, este bocado é meu.

No geral foi um dia por vezes agitado mas bem passado à frente do computador. Tenho pena que não tenham participado mais especialistas e jornalistas. As histórias de guerra têm sempre mais piada quando são contadas por quem esteve nas trincheiras. Mas este debate está longe de estar terminado, por isso ainda iremos ouvir muito deles. Outra coisa engraçada foi a quantidade de posts publicados ontem relacionados com os novos modelos de negócio, o que quer dizer que mesmo sem saber, havia muita gente a cheia de vontade de participar.

Tenho que agradecer a todos os que se nos juntaram ontem, com um agradecimento especial para o João Simão, um professor universitário na UTAD que está a tentar fazer a diferença, ele ajudou a organizar e a alojar este debate no seu site em poucos dias. Vamo-nos já preparar para o próximo.

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The debate was also followed at Journalism.co.uk | O debate também foi seguindo no Journalism.co.uk

Other references|Outras referências

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19
Fev
09

Is this the future? | Será este o Futuro?

South Orange Patch

South Orange Patch

The South Orange Patch was passing quite unnoticed until a couple of days ago was revealed as property of Google executive Tim Armstrong. This connection stirred the hearts and minds of those who have been asking Google to back journalism ventures, and this seems to be the spearhead of the company’s effort to develop a network of local media digital outlets.

So far the project is restricted to three suburban areas in New Jersey, but the goal is to present a project commercially viable in local markets, from which big companies are stepping out. With the heavy financing from Google this may actually happen.

Looking at it, i enjoyed the layout and especially the Twitter feed on top right corner. I don’t know why, but i felt closer to the people who make the Patch.

O South Orange Patch estava a passar despercebido até há uns dias atrás quando foi revelado que era um investimento do executivo da Google Tim Armstrong. Esta ligação agitou os defensores de que o Goggle devia apoiar projectos jornalísticos, e isto parece ser um avanço nos planos da empresa em desenvolver uma rede de jornais locais digitais.

Até agora o projecto restringe-se a três áreas suburbanas na Nova Jérsia, mas o objectivo é apresentar um projecto comercialmente viável para mercados locais, de onde as grandes empresas de comunicação se estão a afastar. Com os grandes fundos de que o Google dispõe isto pode bem tornar-se realidade.

Olhando para o site, gostei da disposição, em especial do feed do Twitter no canto superior direito. Não sei porquê mas senti-me mais próximo das pessoas que fazem o Patch.

Google executive behind hyperlocal news startup

Patch, which has 20 employees and a plan to hire one journalist in every town it expands to, is now available only in 3 towns in New Jersey: Maplewood, Milburn and South Orange.

Gawker wonders whether Patch could be a Trojan horse for Google to get into the local news business? While it’s unlikely there are explicit plans, the lessons learned by Armstrong and Patch will naturally make their way into the thinking in Google’s local products group. (It’s a larger scale of what MSNBC’s Cory Bergman is doing with his independent newsblog MyBallard.)

Phil Meyer, my former professor at UNC-Chapel Hill, and Jeff Jarvis are on the editorial advisory board, so the New York City-based team is getting good advice. (More information and players here.)

At Last, Google Funds a Bailout for Reporters

Will this save journalism? A form of it, perhaps. The big-city dailies have been retrenching from the suburbs for years. But Patch is hiring one journalist per town, to cover local news with a heavy emphasis on charities. That’s exactly the kind of starter journalism job desperate grads take straight our of J-school, and work like heck to escape as fast as they can. The difference, in this Google-funded scenario, is that there won’t be anywhere else to go from there.

And why is Google letting Armstrong freelance as a startup investor? Google’s compliance cops have already greenlighted his investment in Associated Content, an ostensibly independent startup which lives off Google ads. Perhaps it’s because his startup experiments may well help his employer.

Could Patch be a Trojan horse for Google to get into the local news business?

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18
Fev
09

#cfund debate: New business models for media| Novos modelos de negócio para os media

http://onlinejournalismblog.com/wp-content/uploads/2008/01/newsbusinessmodels.gif

Paul Bradshaw's ideas one Year ago | As ideias de Paul Bradshaw há um ano

Through out this Thursday, starting around 10am GMT (London, Lisbon time) we’ll be discussing New Business Models for online media. And we do not want to discuss just the transition from traditional to online media and their revenue sources, but how money can be made online by independent bloggers and journalists too.

We all know that the news industry is facing its most difficult and exciting times, and the purpose of this debate is not to complain about how hard it is now, but to discuss what can be done in the near future. I hope to gather some people from the industry, journalism teachers and students, visionaries, journalists, and, of course, the common users, since it’s all up to them in the end. That’s why the tag is #cfund – crowdfunding. An option, but it’s not the only one.

So if you care to join us just go on Twitter and add your thoughts with the #cfund tag. You can follow the whole discussion here, via CoverItLive.

If you have any doubts or questions just get in touch with me in this post comments, on Twitter (@alexgamela) or through the contact form of this blog. Thank you all in advance.

Ao longo desta quinta-feira, a partir das 10 da manhã GMT (hora de Lisboa, Londres) vamos discutir Novos Modelos de Negócio para os média online. E não queremos falar apenas da transição dos media tradicionais para o online e as suas fontes de receita, mas como  jornalistas e bloggers independentes  podem fazer dinheiro.

Todos sabemos que a indústria das notícias está a atravessar dias negros mas ao mesmo tempo excitantes, e o objectivo deste debate não é queixarmo-nos, mas discutir o que pode ser feito num futuro próximo. Espero juntar gente da indústria, professores e alunos de jornalismo, visionários, jornalistas, e claro, utilizadores comuns, porque no fim tudo depende deles. Por isso é que a tag é #cfund – crowdfunding. Uma opção, mas não é certamente a única.

Por isso se se quiserem juntar a nós usem o Twitter e partilhem as vossas ideias com a tag #cfund. Podem seguir a discussão aqui, via CoverItLive.

Se tiverem alguma dúvida ou questão, entrem em contacto comigo nos comentários deste post, no Twitter (@alexgamela) ou através do formulário de contacto do blog. Obrigado

Some  Business related references | Algumas referências sobre o negócio

How Newspapers Can Survive – The Daily Beast
The lie of print advertising (followed by good news) « BuzzMachine
Let’s talk about the economics of great journalism | Rational rants | ZDNet.com
Carnival of Journalism: Are we asking the right questions about online revenue models? – Invisible Inkling
MediaShift . Your Guide to Alternative Business Models for Newspapers | PBS
New Business Models For Newspapers | PSFK
Meios & Publicidade » Estarão os jornais preparados para o novo modelo de negócio?
Tomorrow’s News, Tomorrow’s Journalists » Blog Archive » TNTJ January: A mixture of both (old and new) will be the future
Save The New York Times (NYT)
HOW TO MANAGE A NEWSPAPER COMPANY IN A RECESSION at WHAT’S NEXT: INNOVATIONS IN NEWSPAPERS
MediaShift . 7 Ways To Keep Costs Low, Content Fresh Using Social Media | PBS
A fórmula de sucesso de Trent Reznor para vencer no novo negócio da música | Remixtures
Poynter Online – Romenesko
Monetize online

News Stand Sales: Are They the Solution?

Can newspapers transition to digital?

Why I dislike news micropayments, and a better idea

Print is the Next Big Thing

Keep Internet news open with a universal online payment system

Brill’s secret plan to save the New York Times and journalism itself

11 Ways Print Journalism Can Reinvent Itself

Journalism 2.0 » There really are new business models for journalism

Deconstructing and auditing journalism « BuzzMachine

The Economic Realities of Digital-Only Newspapers – Tools of Change for Publishing

There were so many other links, but this list is longer than i expected (delicious rules!). Still if you have any other links you find important for the subject, leave them in the comments. Thank you and don’t forget: you can participate in the debate via Twitter with the tag #cfund, and follow it via CoverItLive here.

Havia muitos outros links mas esta lista até ficou maior do que esperava (o delicious é do caraças). Se tiverem mais sugestões para links que achem importantes, deixem-nas nos comentários. Obrigado e não se esqueçam: podem participar no debate via Twitter com a tag #cfund,  e seguir a discussão via CoverItLive aqui.

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17
Fev
09

Debate: Crowdfunding – This Thursday | Esta Quinta-feira

Great! | Porreiro!

Phase I completed! | Fase I terminada!

With the generous contributions of some of my readers i managed to complete the first stage of my crowdfunding endeavour in just a couple of days. I’ve already thank them, but i have to say thank you again,  because they were timely with their help. Now my debts are solved, and like i said, it wasn’t that much money.

Now Phase II needs some discussion, but we’ll talk about it later in detail. This is also an experiment in crowdfunding, and i have to make an assessment of the current situation.

Though i managed to reach my first goal quite easily, i was surprised about two things: there were less donors than i expected, but they contributed in average with more money than i first predicted. Few, but generous.

But if i want to reach a sum for buying some video gear for example, i need more people to contribute and i don’t think that will happen. First of all because i’m not giving anything back, nothing tangible except my previous work. My inicial goal was to finance a story, a la Spot.us and then sell it or give it away. As i said, it was not possible now to do it without solving my current situation, but that is not enough. People need something back. Mark Luckie is selling t-shirts in his website (cool tees i have to say) and though i don’t know how is it going for him it’s a pretty simple and appealing concept. Buy from me, instead of pay me to keep me going.

Of course the buzz now is all about business models for newspapers, journalists and blogs, and my iniciative raised a few questions about how media online can survive, from private to corporate level. So this Thursday me and João Simão are organizing a Twitter debate about crowdfunding, new business models, and how is the common user be affected by all these new options recently layed on the table: paywalls, contributions, crowdfunding, bailouts, itunes like payments, etc. What do we as journalists think it must happen, and how far are we willing to go as users?

To participate just tweet your thoughts this Thursday Feb.19th, with the hashtag #cfund. You can follow the conversation at João Simão’s website via CoverItLive, and you can be part of the discussion forum here. Join us and tell where do you think the money must come from.

And if you think i deserve a small contribution for acquiring some gear, please, you’re really welcome to do it here. I’d appreciate it.

Com as generosas contribuições de alguns dos meus leitores consegui completar a primeira fase da minha recolha em crowdfunding, em poucos dias. Eu já lhes agradeci, mas vou ter que o fazer novamente, porque foram rápidos na resposta. Agora posso dizer que as minhas dívidas estão saldadas, e como tinha dito, não eram tantas como isso.

Agora a Fase II precisa de ser discutida, mas falaremos disso em detalhe mais tarde. Esta é também uma experiência em crowdfunding, e tenho que avaliar o estado das coisas.

Apesar de ter atingido o meu primeiro objectivo facilmente, fiquei surpreendido com duas coisas: houve menos doadores do que esperava, mas em média deram mais do que tinha previsto. Poucos, mas generosos.

Mas se eu quiser atingir uma quantia que dê para comprar algum equipamento video por exemplo, preciso de mais contribuidores, e não creio que eles apareçam. Primeiro porque não estou a dar nada em volta, nada palpável excepto o meu trabalho até agora. A minha ideia inicial era financiar uma reportagem, à Spot.us e depois vendê-la ou distribui-la de graça. Como disse, era-me impossivel fazê-lo sem resolver a minha situação, mas não chega. As pessoas precisam de algo de volta. O Mark Luckie está a vender t-shirts no seu site (catitas,tenho que dizer) e apesar de não saber como está a resultar, é uma ideia simples e apelativa. Comprem o que tenho, em vez de me darem para me aguentar.

Claro que as discussões agora andam todas à volta de modelos de negócio para jornais, jornalistas e blogs, e a minha iniciativa levantou algumas questões sobre como se sobrevive no online, desde um nível privado a corporativo. Por isso esta quinta-feira eu e o João Simão vamos organizar um debate no Twitter sobre crowdfunding, novos modelos de negócio, e como será o utilizador comum afectado pelas propostas na mesa: paywalls, donativos, crowdfunding, bailouts, pagamentos tipo itunes, etc. O que achamos que deve acontecer como jornalistas, e até onde queremos ir como utilizadores?

Para participar insiram nos vossos tweets sobre o assunto esta quinta, 19 de Fevereiro a tag #cfund. Podem seguir a conversa no site do João Simão  via CoverItLive, e usar o forum aqui. Juntem-se a nós e digam de onde deve vir o dinheiro.

E se acharem que mereço um pequeno contributo para adquirir algum equipamento, estão à vontade para fazê-lo aqui. Eu ficaria tremendamente agradecido.

Continue a ler ‘Debate: Crowdfunding – This Thursday | Esta Quinta-feira’

17
Fev
09

Intern blog gets invited by newspaper | Blog de estagiária convidado do Público

Vanessa's blog | O blog da Vanessa

Vanessa's blog | O blog da Vanessa

I’ve told before about Vanessa Quitério’s blog, but now there is exciting news for this  intern at major daily Público: Párem as Máquinas (Stop the presses) became an invited blog of the newspaper. This is so cool for her, and a great insight for us on her experience as she learns the trade in one of the major newsrooms in Portugal. Kudos Vanessa!

Já vos falei do blog da Vanessa Quitério, mas agora  há notícias fantásticas para esta estagiária do Público: o Párem as máquinas foi convidado para fazer parte da lista de blogs  do jornal. Isto é excelente para ela, e  uma grande oportunidade para nós acompanharmos a sua experiência a aprender a profissão numa das  maiores redacções nacionais. Parabéns Vanessa!

Continue a ler ‘Intern blog gets invited by newspaper | Blog de estagiária convidado do Público’




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