Arquivo de 10 de Abril, 2008

10
Abr
08

Suicídio Online | Online Suicide

Por um Jornal | By a Newspaper

Este é um caso prático sobre como um jornal está a ir pelo caminho errado.

Coimbra é uma das mais importantes cidades portuguesas, é a cidade universitária por excelência com uma população estudantil de dezenas de milhar de estudantes, e várias instituições de ensino superior. Como é capital de distrito, Coimbra tem dois jornais diários regionais de grande projecção: As Beiras e o Diário de Coimbra. São os jornais que encontramos em todos os cafés da zona Centro, com o público mais transversal, tanto em educação como em idade. São duas das maiores escolas de jornalismo do país, e por lá passaram e andam excelentes profissionais.

No entanto, as suas versões online são uma miséria: mau design, pouca informação, nenhuma interactividade, zero multimédia. Não satisfeitos com a falta de qualidade do site do jornal, a direcção das Beiras decidiu que para aceder aos conteúdos da sua página agora tem que se pagar. Na minha opinião, é das coisas mais estúpidas que eu vi no negócio.

Quando toda a gente está a investir na melhoria dos seus sites e a informação está em todo o lado e de borla, fazer isto é a mesma coisa que eliminar a presença do jornal da net. Os preços que pedem são ridículos: 30€ por ano para acesso à versão online, 50€ pela versão em PDF (para poderem comparar, uma assinatura anual geral da versão impressa são 105€).

O que é que a direcção das Beiras pensa ganhar com isto? Para já, perde leitores online para o seu principal concorrente, que tem aqui uma oportunidade de ouro para melhorar e pôr o seu site a render. Perde o público jovem, perde potencial público fora da região (possíveis futuros consumidores dos produtos dos anunciantes do jornal). E o que é que ganhamos com a versão paga em relação à gratuita? Eu não vejo vantagens nenhumas, e prevejo que as assinaturas da versão online não cheguem às duas dúzias. Posso estar enganado, claro, mas tenho a certeza que eles ainda estão mais errados do que eu.

Este caso é um paradigma da indústria dos jornais em Portugal na sua versão regional e local: mais do que atrasada é retrógrada, conservadora, moribunda, pobre. Com a importância avassaladora que possuem nas sociedades e comunidades das suas regiões, creio que nós todos merecíamos melhor. Leiam isto e pode ser que tenham alguma ideia.

UPDATE- enviei, no dia em que publiquei este post, um email para As Beiras a pedir um comentário à minha opinião, mas até hoje não obtive resposta. E, sinceramente, nunca estive à espera de receber alguma.

This is a real life case on how a newspaper is going down the wrong way.

Coimbra is one of the most important portuguese cities, and it’s the more traditional University city with a student population in the tenths of thousands, and several colleges. As a district capital, Coimbra has two prominent daily newspapers: As Beiras and Diário de Coimbra. These are the newspapers that we can find in every coffeshop in Mid Portugal area, and they have the most transversal audience, so much in education as in age. They are two of the biggest journalism schools in the country, and many excellent professionals have done or are doing their job there.

However, their online versions are disgraceful: poor design, almost no information, no interactivity, zero multimedia. Not happy with the lack of quality of their website, the board of the As Beiras decided that users must pay to access to their website contents. In my opinion, it’s one of the most stupid things that i have ever seen in the business.

While everyone is investing in developing their websites and information can be found for free everywhere, to do this is to eliminate the newspaper’s internet presence. The fees they ask are ridiculous: 30€ per year to access the online version, 50€ for the pdf full version (so you can compare, a general year subscription of the print edition is 105€).

What does the management of the As Beiras think it will make out of this? For starters, it will lose the online readers to their main competitor, that now has a golden opprtunity to improve and take prfit from their website. They will lose the younger audience, and potential outside of the region audiences (possible future consumers of the products of the newspaper advertisers). And what do we get more from the paid version over the free one? I can’t see no advantages at all, and i predict that the online subscriptions won’t reach the two dozens. I might be wrong of course, but i’m sure they’re even more wrong than me.

This situation is a model of the newspaper industry in Portugal, in it’s regional and local version: more than late, it’s backwards, conservative, dying, poor. With the overwhelming importance they have in their region’s societies and communities, i believe we all deserved better. Read this and you may get some new ideas.

UPDATE- I sent, on the same day i wrote this post, an email to As Beiras asking for a comment to this opinion, but i never got an answer back. And, honestly, i never really expected any.

As Beiras

Diário de Coimbra

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10
Abr
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“That’s why it is time for the “newspaper” industry to die.”

Odeio ser chato, mas continuo a ter razão, pelos vistos | I hate to be a nag, but it looks i’m right.

Yes, I sympathize with overworked, underpaid reporters who wonder how the heck they’re going to get the paper out tomorrow with 10 percent, or more, of their colleagues being shown the door by a panicked management. The last thing they want is another set of responsibilities, especially for articles they’ve already written and published. There’s another paper to get out tomorrow, after all.

That’s why it’s going to be difficult, if not impossible, for the newspaper industry to reform its basic production processes to support online community building, so long as the industry sees itself as the “newspaper” industry.

That’s why it is time for the “newspaper” industry to die.

Words matter. So long as newsrooms see themselves as “newspapers,” the needs of that medium will dictate the organization’s production process. And things like online community management will be left to automated tools, and, maybe, a few supplemental staffers.

I’m not arguing that newsrooms should stop printing papers. They should continue, as they should offer their work in any medium for which there is significant public demand. But the day quickly approaches when successful news businesses will liberate themselves from the term “newspaper company.”

It’s time for the newspaper industry to die

eco Como manter a chama viva

echo How to keep the fire burning

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