
6 noites, 18 bandas, centenas de pessoas por espectáculo. Parece que ficou provado que iniciativas como este primeiro Festival no Forte, composto unicamente por bandas da Figueira, são possíveis e podem ter sucesso. A entrada era gratuita.
Organizado numa parceria entre o Tubo d’Ensaio e as bandas participantes, a Junta de Freguesia de S.Julião e o Departamento de Juventude da Câmara Municipal da Figueira da Foz, este evento teve um sucesso enorme que ultrapassa a enorme adesão do público, ao promover o contacto entre os músicos da Figueira e o público em geral, e entre as próprias bandas. Pedro Saboga, do Tubo d’Ensaio diz que o festival “superou as expectativas em termos de adesão tanto de figueirenses como de pessoas que nos visitam, e as bandas provaram uma vez mais que quando lhes são dadas condições, estão à altura de pisar qualquer palco nacional, não são somente bandas de garagem mas bandas de qualidade.” Depois do enorme esforço organizativo efectuado, o balanço é positivo: “a nível da organização correu tudo como planeado, e as bandas deram uma lição de profissionalismo, quer no respeito pelos horários estabelecidos quer na entrega em palco.A melhorar: temos que para o ano conseguir licenças para o evento acabar mais tarde, porque o publico às 24h exigia prolongar os concertos.”
Mesmo apesar do cumprimento dos horários estipulados, houve quem não tivesse gostado de conviver com o Festival: “Houve pessoas que se queixaram, antes dos concertos começarem,de que as bandas figueirenses eram só barulho e não tinham qualidade para pisar um palco no centro da cidade, mas como estávamos à espera, elas provaram que têm mais qualidade do que muitas bandas contratadas a peso de ouro para animar a nossa cidade.Por outro lado, durante o evento houve muitas queixas de moradores, que acharam que em Agosto, numa cidade turistica, não se podia fazer barulho.Felizmente os milhares de pessoas que passaram pelos 6 dias do festival provaram o contrário. Ficámos muito contentes, por os jovens figueirenses poderem finalmente usar a sua cidade.”
Este tipo de iniciativas são para repetir e, para o ano, a organização vai tentar alargar as horas para os espectáculos, melhorar as condições para as bandas ao nível do cachet e das condições de palco. Também tentarão manter a empresa e a equipa de técnicos que trabalhou este ano, da Revolution, “que foram fenomenais”. Como responsável pelo som, esteve outro figueirense, Toni Lourenço, dono do Loudstudio.

Entre as bandas também reinava o consenso de que tinha sido uma excelente oportunidade de mostrar a sua música, em condições excelentes. Agora basta apenas esperar pelo próximo.
Podem ouvir aqui as entrevistas com as bandas











0 Respostas to “Festival Noites no Forte – Rescaldo”